sábado, 2 de abril de 2016

Tour pela França - Principado de Mônaco

Principado de Mônaco
O Principado do Mônaco ou Principado de Mônaco, ou ainda Cidade-Estado Mônaco encontra-se entre os Alpes e o Mar Mediterrâneo, limitado pela Riviera Francesa, a oeste, norte e leste. A Riviera Italiana, que fica a poucos quilômetros mais a leste, não faz fronteira com Mônaco, mas é muito perto. O Principado, fundado em 1297 pela Casa de Grimaldi - até hoje sua soberana - fica a menos de 20 quilômetros a leste da cidade de Nice e 20 quilômetros a oeste da cidade de Ventimiglia. Possui aproximadamente uma área de 2,02 quilômetros quadrados, sendo o segundo menor Estado do mundo, atrás apenas do Vaticano, e é o Estado com a densidade populacional mais alta do mundo. O território monegasco, ampliado em mais de 30 hectares entre 1969 e 1972, com terrenos ganhos no mar, estende-se por quase três quilômetros ao longo da Costa Lígure-provençal. Mônaco é um dos seis microestados da Europa e um dos 24 do mundo. Tem como forma de governo a Monarquia Constitucional, em que o monarca é Sua Alteza Sereníssima, Alberto II, Príncipe de Mônaco.

Hôtel de Paris
A área hoje ocupada pelo Principado de Mônaco era já habitada desde a Pré-História. Um rochedo, projetado sobre as águas do Mar Mediterrâneo, serviu de refúgio a várias populações primitivas. Os lígures, primeiros habitantes sedentários da região, eram montanheses acostumados a trabalhar em condições adversas. A costa e o porto eram a saída para o Mar de um destes povoados lígures, Oratelli de Peille. O Mônaco foi fundado como colônia fenícia em Ligúria antiga e mais tarde foi ocupado por gregos e cartagineses, e em seguida pelos romanos, no final do século II a.C., que chamavam o local de Hercules Monoecus. Durante a ocupação, os romanos edificaram na atual comuna francesa de La Turbie o “Troféu de Augusto”, que celebra o triunfo das campanhas militares de Augusto. Durante este período marinheiros fenícios e cartagineses trouxeram a prosperidade à região. O Mônaco foi cristianizado no século I. A partir da queda do Império Romano, no século V, a região foi invadida a intervalos regulares por diversos povos. No século V, tornou-se parte do Reino Ostrogótico da Itália com Ravena para capital. No século VI é a reunificação com o Império Bizantino e no século seguinte, a Ligúria é conquistada pelo Rei Lombardo Rotário que criou o Ducado de Ligúria com capital Gênova. Mônaco fez parte do Reino Itálico e continuou na região de Ligúria entre os Rios Var e o Magra. Nos séculos VIII e IX sofreu numerosas invasões sarracenas.

Mar Mediterrâneo
Em 1191, o território do que é hoje o Mônaco faz parte da República de Gênova. Em janeiro de 1297, os Grimaldi, uma família nobre da República de Gênova com ascendência em diversos doges genoveses, ligou-se à fortaleza e colocou a primeira pedra da praça fortificada (hoje o Palácio Principesco). Seu chefe, Fulco Del Castello, obteve do Imperador Henrique IV, Sacro Imperador Romano-Germânico a soberania do conjunto de terras que rodeiam o rochedo do Mônaco e, para atrair uma população estável, concedeu uma série de vantagens como a concessão de terras com isenção de impostos. A partir de então, a região se converteu no objetivo de luta entre os dois grandes partidos de Gênova: os gibelinos (partidários do Imperador Romano-Germânico) e os guelfos (fiéis ao Papa), estes últimos aliados dos Grimaldi.

Fortaleza de Mônaco
A lenda diz que, em janeiro de 1297, François Grimaldi, disfarçado de frade (ou monge, que, em italiano, é dito monaco, o que veio a dar posteriormente o nome ao Principado), pediu, por esmola, que lhe dessem refúgio na porta do castelo. Conseguindo que lhe dessem entrada, depressa empunhou a sua espada, escondida por debaixo do hábito religioso franciscano, assassinou o guarda e assim tornou possível o aparecimento súbito de seu primo Rainier I, Senhor de Cagnes, e de um grupo de homens que o acompanhavam para ajudar na conquista da fortaleza. Desde então, o castelo-fortaleza do rochedo do Mônaco se tornou possessão dos Grimaldi. Este evento histórico é recordado no Brasão de Armas de Mônaco, onde dois frades com espadas seguram o próprio brasão, e foi perpetuado com a colocação de uma Estátua de François Grimaldi na entrada do atual Palácio do Príncipe de Mônaco.

Em 1331, Carlos Grimaldi, filho de Rainier I, reconquistou a região e adquiriu as possessões dos Spínola, aliados dos gibelinos, além dos domínios de Menton e Roquebrune. Carlos Grimaldi (Senhor do Mônaco como Carlos I) é considerado por muitos o verdadeiro fundador do Principado, e o primeiro Senhor do Mônaco. Carlos I morreu em 1357 e seu filho Rainier II combateu aos genoveses até que, em 1489, Carlos VIII, Rei da França, e Carlos I, Duque de Saboia, reconheceram a soberania do Mônaco. E 1613, Honorato II passou a usar o título de Príncipe e Senhor do Mônaco. Em setembro de 1641, após uma década de negociações, Honorato II e o Rei Louis XIII da França firmaram o Tratado de Peroné, pelo qual reconheciam o direito de soberania do Mônaco. O Reino da França assegurou então sua proteção ao Príncipe do Mônaco. No mesmo ano os espanhóis foram expulsos do Principado.

Escultura "Melodie"
Durante a Revolução Francesa (1789-1799) o Principado foi anexado pela França. Em 1815, no Congresso de Viena, o Mônaco recuperou parcialmente sua independência, após ser declarado território protetorado do Reino da Sardenha, e, em 1860, o Tratado de Viena devolveu totalmente a soberania monegasca, que foi ratificada em 1861 pelo Tratado Franco-Monegasco. O Príncipe-Soberano Carlos II contribuiu com o progresso econômico do Principado. Em 1863, abriu o primeiro cassino, e em 1866, o centro Monte-Carlo. Carlos III governou de 1856 a 1889. O seu filho Alberto I promulgou a primeira Constituição Política do Mônaco em 1911. Em 1918, um Tratado serviu para delimitar a proteção da França sobre o Mônaco. O Tratado estabeleceu que a política monegasca estivesse alinhada à da França, da mesma forma que os interesses militares e econômicos, bem como que, caso a Família Grimaldi não continue a sua linhagem, o Principado será absorvido pela França. A questão da sucessão causou preocupação a Alberto I, que tinha apenas um filho, Louis Grimaldi, Marquês de Baux, que era solteiro. Uma fatalidade com o seu único herdeiro e o Principado seria devolvido à França (Louis II sé viria a se casar em 1946 com Ghislaine Dommanget e teve filhos legítimos).

Palais Princier
Alertado sobre o problema, Louis apressou-se a reconhecer sua filha ilegítima, Princesa Carlota Luísa Juliette Louvet, nascida em 1898, e fruto de um romance com Marie Juliette Louvet, uma cantora de cabaré. Carlota Luísa Juliette foi então titulada Sua Alteza Sereníssima, Carlota Luísa Juliette Grimaldi, Duquesa de Valentinois. Tendo-se casado com o Conde Pierre de Polignac, em 1920, que aceitou trocar o seu sobrenome para Grimaldi, seguindo a linhagem familiar, e então Carlota foi titulada Sua Alteza Sereníssima a Princesa Carlota, Duquesa de Valentinois e Condessa de Polignac e estilizada como Sua Alteza Sereníssima a Princesa Carlota. Quando seu pai se tornou o Príncipe-Soberano do Mônaco ela herdou a titulação anterior dele, tornando-se a Marquesa de Baux, sendo titulada como Sua Alteza Sereníssima a Princesa Carlota, Duquesa de Valentinois, Marquesa de Baux e Condessa de Polignac. Do casamento de Carlota Luísa com Pierre de Polignac, nasceram dois filhos, a Princesa Antoinette, Baronesa de Massy, que nasceu em 1921, e o Príncipe Rainier Grimaldi (futuro Príncipe-Soberano Rainier III do Mônaco), que veio a substituir o avô no trono do Mônaco, após a morte de seu pai e a abdicação de Carlota em favor do filho, que à época tinha 25 anos. Pela mãe de Carlota ter sido uma cantora de cabarés, a história da Princesa é ocultada da maioria dos livros de história do Mônaco.

Avenida em Mônaco onde acontece 
a largada do GP de Fórmula 1
Mônaco é um Principado governado como uma Monarquia Constitucional. Em outras palavras, é um sistema político que se opõe à Monarquia tradicional e à Monarquia Absolutista, reconhecendo um rei eleito ou hereditário como Chefe de Estado, mas em que há uma Constituição que delimita os poderes do monarca – da mesma forma que Liechtenstein, outro microestado europeu. Uma nova Constituição, promulgada em 1962, aboliu a pena de morte, permitiu o voto feminino e nomeou uma Corte Suprema de Justiça para garantir as liberdades básicas. Em maio de 1993, o Principado tornou-se membro oficial da Organização das Nações Unidas. Em 2002, um novo Tratado entre França e o Mônaco especificou que, na ausência de herdeiros por parte da Dinastia Grimaldi, o Principado continuará como nação independente em vez de ser revertido a território francês. A defesa militar do Mônaco, entretanto, persiste como responsabilidade das Forças Armadas da França.

Túnel em Monte Carlo (o mais famoso da F1)
O Principado encontra-se protegido pelos contrafortes do Dèpartement des Alpes-Maritime (Tête de Chien, 573 metros e Monte Agel, 1.100 metros). O clima é mediterrânico, com verões quentes e secos e invernos suaves e úmidos. Geograficamente o Principado de Mônaco é um país totalmente urbano, dividido em quatro áreas: Mônaco-Ville, situada no alto do rochedo de frente ao Palais Princier, La Condamine (corresponde à área das marinas e iates, onde é disputada a famosa prova de Fórmula 1), Monte Carlo (área residencial e comercial, onde situa-se o Cassino) e Fontvieille (área de entretenimento e comercial). Também conhecida como "Le Rocher", Monaco-Ville é praticamente e literalmente uma vila medieval no coração do país. A maioria das ruas é de pedestres, as casas dos séculos anteriores permanecem intactas para dar um charme a Mônaco. Há hotéis, restaurantes, bares e lojas que você pode encontrar quando passear pelas ruas de Monaco-Ville. O Palais Princier  é um passeio que todos precisam fazer quando visitar Mônaco. As visitas são guiadas cada dia. O Palácio tem uma ótima vista do Porto e de Monte Carlo. Uma verdadeira delícia de se percorrer e se deixar perder. Le Rocher é o mais antigo bairro de Mônaco, e sua origem remonta às primeiras colonizações da região. Foi sobre esta imensa rocha encravada à beira mar que se estabeleceram as tribos vindas de Foceia, cidade asiática onde atualmente situa-se  Foça, Turquia. Aqui foi fundada a Colônia Monoikos, seis séculos antes de Cristo. Além de Mônaco-Ville, que por si só já justifica a visita ao rochedo, aqui  também se situa o Musée Océanographique et Aquarium.

La Rascasse
Uma visita a Mônaco deve incluir, necessariamente o Palácio, Mônaco-Ville e o Cassino. Para chegar ao primeiro basta (se você estiver de carro) seguir as placas de trânsito e depois de muitas curvas, rampas e alguns túneis, chega-se à entrada do estacionamento. E que estacionamento! São diversos andares, com dezenas de automóveis e ônibus turísticos lado a lado. Depois, se pega o elevador até o andar de cima aonde então uma escada rolante nos conduz ao pátio principal. Inevitável ficar alguns momentos aqui, apreciando a beleza do Mar e seu encontro com as rochas, e fazer algumas fotos. Depois de sair do estacionamento e atravessar as ruelas de Mônaco-Ville chega-se ao largo situado em frente ao Palais Princier, mas não tenha pressa para entrar no Palácio. Antes vá até a murada para apreciar uma vista estonteante do Principado, suas praias, iates, prédios, as ruas onde é disputada a Corrida de Fórmula 1, tudo isto lá embaixo. Mais além você vai ver também as montanhas, e subindo a encosta em direção a elas, os prédios de luxo.

Grand Casino au Monte Carlo
A construção do Palácio teve início em 1191, concebido para desempenhar as funções de uma fortaleza, pois havia muita gente interessada em tomar posse daquele terreno estratégico. Ao longo dos séculos o Castelo foi cercado, atacado e bombardeado por diversos exércitos rivais, mas quase sempre resistiu. A última vez que o Palácio trocou de mãos ocorreu justamente quando foi invadido pelos Grimaldi, e desde então, descontado um curto período de 20 anos, permanece com a mesma família. Depois que os Grimaldi assumiram o controle da fortaleza, em 1297, eles passaram a governar como senhores feudais, e a partir do século XVII, como soberanos. Somente no século XVIII os Grimaldi deixaram o local, após uma rixa com os vizinhos franceses. Na ocasião, todos os tesouros do Palácio foram levados para a França e os Grimaldi obrigados a permanecer em exílio por 20 anos. O Palácio tem uma grande mistura de estilos, o que é consequência de seus sete séculos de história e as muitas modificações feitas pelos Grimaldi em seu único Castelo. Externamente há nítidas influências renascentistas, principalmente em seu terraço e sua fachada principal, enquanto a influência medieval permanece principalmente na fachada voltada para o Mar. Se sua visita ao Palácio for ao meio dia aproveite para apreciar a Cerimônia da Troca da Guarda, apresentada em frente ao portão principal pelos Carabiniers, guardas encarregados da segurança da família real. A 'Compagnie des Carabiniers Du Prince' também se apresenta em ocasiões especiais, com sua banda de música.

Espelho do Chafariz do Grand Casino
A Estátua de François Grimaldi, conhecida como Malicia (La Malice), disfarçado como um monge, e segurando sua espada sob o hábito, destaca-se em frente ao Palais Princier. O nome Malicia foi dado em referência à sua astúcia, conseguindo penetrar na fortaleza vestido como monge e abrir os portões para suas tropas invadirem a fortaleza. Desde este episódio, ocorrido em 1297, os Grimaldi nunca mais perderam o controle da fortaleza e, por extensão, da cidade a seus pés. Foram uma das famílias mais poderosas e influentes da Europa Mediterrânea nas áreas de comércio, política e diplomacia. Atualmente, o primeiro nome da linhagem e cabeça da família é Albert II, Príncipe de Mônaco, nascido em 1958, filho de Rainier III e Grace Kelly. A visita ao interior do Palácio pode ser feita por conta própria, mas é proibido fazer fotos e vídeos. A visita costuma ser completada em aproximadamente duas horas. Destacam-se os ambientes conhecidos como Apartamentos de Estado, construídos durante o século XVI e com nítidas influências de Versailles. Também impressionantes são a Galeria de Hércules, Galeria dos Espelhos, Sala Azul e Sala do Trono. Ao longo de toda visita estão em exibição joias, louças, vestimentas, mobílias, trabalhos de arte, peças decorativas, históricas, relíquias e em destaque um grande painel fotográfico mostrando o Príncipe Rainier, sua mulher Grace Kelly e os filhos.

Frequentadores do Grand Casino
O declínio político dos Grimaldi aconteceu a partir século XIX, quando Mônaco e Monte Carlo tinham se tornado, na Europa, sinônimos de decadência, jogatinas e refúgio de milionários e suas amantes, enquanto os soberanos de Mônaco preferiam morar em outros lugares. Em 1910, com o advento da Revolução Monegasca, os governantes foram abrigados a acabar com o sistema de Monarquia Absoluta, criar uma Constituição e adotar um sistema de governo parlamentarista. Após uma série de governantes inaptos e desinteressados, que passavam a maior parte do tempo badalando em Paris, foi o Príncipe Rainier III que conseguiu salvar Mônaco de sua própria má reputação. A partir do momento que subiu ao trono, em 1949, passou a trabalhar com determinação como empresário e relações públicas, conseguindo nos anos seguintes restaurar a boa fama do Principado, e ainda recuperar o Castelo em todo seu esplendor.

Frequentadores do Grand Casino
Muita gente faz confusão entre Mônaco e Monte Carlo, já que os dois nomes são famosos e parecem ocupar o mesmo lugar. Assim, não custa lembrar que Mônaco é o país, na verdade um país-cidade. E Monte Carlo é um de seus bairros, encravado na montanha, onde se situa o famoso cassino, hotéis e muitas residências de luxo. O terraço do Restaurante Café de Paris está situado praticamente em frente ao Casino de Monte Carlo. Fazer uma refeição aqui é muito caro. Em compensação, assentar numa mesinha e pedir um café, chá ou cerveja, é algo que não se pode deixar de fazer, especialmente se o dia estiver bonito. Se você tiver dinheiro e quiser arriscar a sorte e tentar dobrar o seu dinheiro, a melhor escolha é o Grand Casino em que você pode jogar ao lado dos "ricaços" e dos famosos. Mas para ter essa sorte ou azar você precisa do seu passaporte para entrar (cidadãos monegascos são proibidos de jogar no cassino), e as taxas de entrada vão depender do local em que você for. Graças ao clima agradável, jogo legalizado e belo litoral, Mônaco tornou-se um dos endereços preferidos dos ricos e famosos de todo o mundo. Mônaco é badalado, exclusivo, privativo quase como um clube fechado, e as centenas de iates de luxo em sua marina são a prova mais evidente para turistas que eles estão num lugar diferente.

Chafariz e Grand Casino ao fundo
Quase todo passeio turístico em Mônaco começa pelo Casino de Monte Carlo. O prédio, projetado por Charles Garnier, mesmo arquiteto responsável pelo prédio da Ópera de Paris, é uma construção em estilo Beaux-Arts, situado em frente a um jardim e ao lado de um badalado restaurante. Mas ao contrário de outros cassinos, onde qualquer um pode entrar, o de Monte Carlo tem setores exclusivos. Tem, por exemplo, o pequeno setor turístico, com acesso gratuito, onde qualquer um pode entrar e tentar a sorte nas máquinas automáticas. E tem o setor especial, onde é necessário pagar uma taxa para ter acesso ao principal salão de jogos. E tem ainda setores exclusivíssimos, frequentados pelos ricos e famosos. A decoração é lindíssima, mas nem pense em fazer fotos no interior, é proibido, assim como também não é permitida a entrada com bermudas ou chinelos. Existem outros cassinos em Monte Carlo, com entrada grátis e regras menos rígidas de acesso, mas nenhum é tão bonito quanto este.

Porto Hércules
A Ópera de Monte-Carlo também foi construída pelo arquiteto Charles Garnier. O auditório da Casa de Ópera é decorado em vermelho e dourado e tem afrescos e esculturas em todo o auditório. Olhando para o teto do auditório, o visitante vai se surpreender com as pinturas soberbas. A Casa de Ópera é extravagante, mas ao mesmo tempo muito bonito. A Salle Garnier, também é conhecida como Mônaco Opera House. Nem sempre ela está aberta à visitação, mas se você estiver passando perto vale a pena entrar para apreciar o magnífico auditório e as diversas pinturas decorativas de teto e paredes.  Por outro lado, a Princes Car Collection é uma atração imperdível para quem aprecia automóveis, carros de corrida e carruagens. Este museu de carros tem uma bela coleção, muito bem conservada.

Porto Hércules
Ao percorrer a região de La Condamine, não deixe de passar no Marché La Condamine e no Mall Princesse-Caroline, que se destacam entre os estabelecimentos comerciais da região. Sim, os preços aqui não são convidativos, mas com sorte sempre se pode encontrar uma coisinha ou outra que valha a pena levar. Na verdade Mônaco não é o lugar certo para fazer compras baratas, mesmo porque nada aqui é barato. Mas quem estiver com Euros sobrando na carteira irá se divertir nas lojas elegantes, situadas principalmente ao longo da Avenue Monte Carlo, Avenue des Beaux-Arts e Lumieres. Ao mesmo tempo, quem estiver interessado em comprar pequenas lembranças vai curtir mais uma visita ao Condamine Market, prédio de 1880 situado na Place d'Armes.

Promenade des Champions
Pouco mais que uma vila de pescadores desde o século XIII, quando passou para administração da Família Grimaldi, Mônaco se reinventou no século XX. Um paraíso fiscal para milionários de todo o mundo, o glamour do casal Rainier e Grace Kelly - e a ainda mais movimentada vida das princesas Stephanie e Caroline - transformou de vez o perfil do Principado, agora repleto de jet-setters, pilotos de Fórmula 1 e celebridades. Mônaco é sinônimo de luxo. Por este motivo, todo o Principado é cuidadosamente preparado para receber pessoas do mundo todo. A população de Mônaco apresenta uma característica rara: seus habitantes nativos (os monegascos) são minoria em seu próprio país. Há uma pequena comunidade portuguesa que trabalha em Mônaco, mas que reside em comunas francesas próximas. A nacionalidade monegasca se obtém apenas por decisão soberana do Príncipe. Os critérios normalmente são residência mínima de 10 anos e a renúncia expressa à nacionalidade anterior. O idioma oficial é o francês, mas são faladas outras línguas devido às variadas origens de seus habitantes.

Promenade des Champions
Mônaco não tem recursos naturais ou parque industrial. Cultivam-se cítricos na pequeníssima parte rural do Principado, parte, esta, que se localiza perto das fronteiras com a França. Há quem diga que em Mônaco nada se produz que aqui ninguém trabalha e que a vida de seus moradores se resume a uma incessante roda gigante de prazeres, fútil e vazia. O Principado atrai visitantes devido ao clima, à fama como resort e por ser um paraíso fiscal, já que aqui não existem impostos. Aconselham-se visitantes que não queiram gastar mais que o necessário a não se hospedarem em Mônaco, pois hotéis por aqui são caros. É preferível hospedar-se numa cidade vizinha, como Ventimiglia (fronteira com Itália) ou Nice (França) e vir para cá passar o dia. O Principado é um lugar extremamente seguro, com vigilância constante feita tanto pela polícia como por câmeras espalhadas em todo lugar. A maioria dos turistas irá se contentar com uma visita de dia inteiro, o que será suficiente para ver o melhor. Já para aqueles que têm um iate ancorado na marina e conta bancária que lhes permita usufruir todos os luxos e mordomias do Principado, o compasso do tempo poderá ser outro.

Pés de Diego Maradona na
 Promenade des Champions
O país tem sua economia baseada no turismo, e é conhecido por seu Circuito de Fórmula 1, o Grande Prêmio do Mônaco, o Casino de Monte-Carlo e por ser a sede do World Music Awards. Mônaco tem uma das mais famosas pistas de Fórmula 1 do mundo e uma das principais da Europa. O Automobile Club de Mônaco organiza corridas de Fórmula 1 todo ano, o Grand Prix tem um total de 78 voltas em 3,34 quilômetros de ruas estreitas e uma grande torcida de Monte Carlo. O Circuito de Mônaco foi disputado pela primeira vez em 1929, por iniciativa do inglês Anthony Noghès e vencido por William Grover Williams, pilotando uma Bugatti. Uma das coisas para não se preocupar são os lugares já que dispõe de três mil e o único problema para alguns é o preço, mas também tem moradores que alugam seus terraços para os espectadores, e no caso de você ter um barco você pode parar no Porto e assistir tranquilamente a corrida. Durante o ano você pode passear pelo Circuito, e para os que podem pagar, é possível dar uma volta na pista com um carro de corrida. O Circuito passa junto à Marina, próximo ao Cassino, atravessa um túnel e tem curvas fechadas, sendo que a mais famosa delas é conhecida como “La Rascasse”. Quanto mais próximo da data da corrida for sua visita a Mônaco, mais frenética estará a cidade, com todos os preparativos. Quem quiser assistir à corrida vai encontrar, além das arquibancadas, diversas ofertas em restaurantes e hotéis com vista privilegiada do circuito, organizando bufês com tudo incluído no dia da prova, bem como nos dias anteriores, quando são disputadas as posições de largada. Os preços são proporcionais à vista e à proximidade com a data da corrida, e sinceramente, não são nada convidativos.

Pés de Ronaldo "o fenômeno" na
 Promenade des Champions
Por esses vários fatores, o Mônaco tem um dos custos de vida mais altos do planeta. É também a nação com maior incidência proporcional de milionários. Não são só as residências que impressionam, mas também os automóveis que circulam por suas curvilíneas ruas e os iates atracados em suas marinas. Ostentações à parte, Mônaco também é muito bonito, com suas casas e prédios suspensos sobre sinuosas formações rochosas, e oferece também atrações a exemplo do Musée Océanographique et Aquarium, que foi dirigido por Jacques Cousteau durante mais de 30 anos e graças a ele tornou-se uma das principais atrações da cidade. O Musée Océanographique et Aquarium é uma atração conhecida mundialmente que fica 279 metros acima do nível do mar, o Museu abriga incríveis coleções sobre a fauna marinha, numerosas espécies, modelos de navios e utensílios feitos de produtos do mar. No térreo é possível encontrar exposições e filmes que são apresentados diariamente na Sala de Conferência. No subsolo é possível ver as quatro mil espécies de peixes e mais de 200 famílias de invertebrados. Caso fique com fome você pode ir até o "La Terrasse" e aproveitar e ir até a loja do Museu. Se paga para entrar, mas estudantes podem obter desconto ao mostrar carteira de estudante válida.

Homenagem ao goleiro Higuita na 
Promenade des Champions
Há locais em Mônaco em que só é permitido barcos privados. Há o Porto Hércules que tem capacidade para 500 embarcações de porte pequeno, médio e grande. O Porto de Fontvieille tem capacidade para receber cerca de 60 embarcações de pelo menos 30 metros de comprimento. Os dois Portos são grandes e bem equipados. Mônaco também tem portos para cruzeiros, os cruzeiros costumam atracar no Porto Hércules, também há barcos que atracam no Mar onde os passageiros pegam outro transporte até a praia ou até um dos portos. O Porto Cap d'Ail é um destino para barcos de recreio. Procure visitar o Jardin Exotique, um entre os diversos jardins de Mônaco, mas que se destaca por suas centenas de plantas raras, provenientes de diversas localidades. Uma atração adicional deste Jardim é sua pequena gruta, aberta à visitação acompanhada por guias. Detalhe: Passeio recomendável somente para quem não tem problemas em subir grandes elevações, pois ao longo da caminhada sobe-se uma altura equivalente a cinco andares. Um passeio a pé e inesquecível para muitos, o único problema é a altitude. O tour começa no início de cada hora e tem duração aproximada de 25 minutos.

Musée Océanographique et Aquarium
Pode-se chegar de carro em Mônaco por ambos os países, França ou Itália. As rodovias são excelentes e bem sinalizadas. Não há Estação de Ônibus em Monte Carlo. Por isso, ônibus internacionais param em vários pontos da cidade. Percorrer a região de carro nem sempre é uma boa ideia, devido à profusão de túneis, rampas e acessos, e quem não está acostumado com o lugar pode encontrar dificuldade em ir de um ponto a outro, mesmo que estejam próximos. Andar a pé é uma boa opção para conhecer Mônaco, porém, tem lugares que é preciso uma boa forma física já que a cidade é cercada de montanhas e o país também. Ou seja, à medida que você se afasta do mar vai subindo a montanha. Porém há elevadores e escadas rolantes para ajudar as pessoas a subir nas encostas íngremes e tudo gratuito. Procure, por exemplo, pelos elevadores situados entre a Place des Moulins e o litoral; entre terraço do Cassino e Boulevard Louis II; entre Avenue des Citronniers e Avenue Grande Bretagne e alguns outros. Estes transportes públicos são essenciais para facilitar a caminhada entre os diversos níveis de Mônaco e nos centros turísticos geralmente encontra-se um mapinha com a localização de todos os elevadores e planos inclinados do Principado. Você pode alugar bicicletas e conhecer a beleza de Mônaco de uma forma saudável. Você pode procurar passeios de barco para turistas em Mônaco e passear pelo Mar Mediterrâneo ou você pode pegar “seu próprio iate” e passear pelas belas praias de Mônaco e parar no Porto Hércules ou Porto de Fontvieille. Os táxis não podem ser chamados nas ruas, pois eles não vão parar, e há duas empresas de táxi que ficam abertas todo o dia na Avenue de Monte Carlo e na Estação Ferroviária. A maioria dos hotéis fornece serviço de táxi de cortesia. O melhor é ligar para uma empresa de táxi e chamar um.

Musée Océanographique et Aquarium
Alternativa indicada principalmente para quem tem pouco tempo e quer ter uma ideia geral do lugar, é embarcar no trenzinho Azur Express, que faz um roteiro pelos principais pontos turísticos da cidade com cerca de 30 minutos de duração. O ponto de partida é em frente ao Musée Océanographique et Aquarium, na Avenue Saint Martin. Ou ainda, quem não estiver a fim de caminhar nem de embarcar no trenzinho turístico, pode optar pelos ônibus tradicionais. Bilhetes podem ser comprados no próprio ônibus, ao embarcar, ou então em diversos postos e lojas espalhadas pela cidade. Quem realmente quiser viajar à vontade no ônibus aconselha-se comprar o passe diário, que permite viajar quantas vezes quiser em qualquer uma das linhas. Depois, continuando a caminhada ao longo da Avenue Saint-Martin, chega-se à Catedral de Mônaco, construída no fim do século XIX, e local do casamento do Príncipe Rainier com a atriz Grace Kelly. Também aqui estão as sepulturas de muitos Grimaldi famosos, inclusive da própria Grace. Veja ainda as fontes e estátuas da Place Saint Nicolas, o Hôtel de Monnaies (construção do século XIX), os jardins da Promenade Sainte-Barbe, a Caserna dos Carabineiros (século XVIII), e a antiga residência do escultor François Joseph Bosio.

Musée Océanographique et Aquarium
Uma forma original de ver o Principado e ao mesmo tempo curtir as águas do Mediterrâneo é fazer o passeio a bordo do Aquavision, uma embarcação do tipo Catamaran equipada com visores de vidro no fundo, permitindo apreciar as belezas submersas da região. A embarcação acomoda mais de 100 pessoas  e o preço do ingresso é aceitável. Em quantos lugares a gente pode dizer que vê outro país da janela da sala? Pois de quase todos os lugares em Mônaco a gente vê a França. Na verdade, em qualquer lugar de Mônaco a gente quase está na França. Em certos trechos do país a fronteira com o país vizinho é somente uma rua e no local conhecido como Beausoleil, por exemplo, um lado da Avenue Général Leclerc é território francês, enquanto o lado oposto, nomeado Boulevard de France, é território de Mônaco.

Musée Océanographique et Aquarium

Musée Océanographique et Aquarium
Estando situado à beira mar não poderia faltar uma praia a Mônaco, e na ausência de uma natural, foi criada uma artificial. A Plage Du Larvotto, formada por estreita faixa de areia, tem a vantagem adicional de ser grátis e aberta ao público. Praia grátis pode parecer redundância numa terra onde todo o imenso litoral é aberto a todos, como no Brasil. Mas na verdade por aqui é comum a existência de praias privativas, exclusivas de condomínios e hotéis ou onde se precisa pagar para ter acesso. Larvotto, na verdade, é a única faixa de areia pública de Mônaco e durante os meses quentes de verão costuma ficar abarrotada de guarda sóis e barracas. Diversos restaurantes, bares e águas limpas fazem de Larvotto um local disputado entre moradores e turistas. Por ser uma área plana e próxima a diversos parques, a região à beira mar é ideal também para caminhadas. Consequentemente (o que é bom) é também uma das áreas residenciais mais procuradas e frequentadas de Mônaco. Consequentemente (o que não é bom) preços por aqui dispararam principalmente dos imóveis ao longo da Avenue Princesse Grace, que corre ao longo da praia.

Musée Océanographique et Aquarium

Musée Océanographique et Aquarium
A gastronomia monegasca é um espetáculo à parte, misturando os temperos da cozinha italiana e francesa. Reduto dos ricos e famosos comer em Mônaco não é barato, mas é uma experiência de sabores para ser lembrado por toda vida. O vinho tem status de bebida nacional. Mônaco é um local seguro e livre de crime, com uma forte presença da polícia. Cada espaço público é coberto com câmeras e qualquer tipo de distúrbio pode produzir uma reação imediata e a presença de muitos oficiais. Respeite a população monegasca, a história, sua cultura e seu estilo de vida. A paisagem é belíssima. Vale a pena atravessar toda a Riviera pelas rodovias regionais que passam por todo o litoral. Boa parte dos turistas de passagem pela Côte-d'Azur acaba passando por Mônaco, nem que seja por curiosidade. San Remo, Antibes e Cannes são outros destinos muito próximos. É bom prestar atenção na hora de arrumar as malas: pela noite muitos dos restaurantes e cafés pedem terno e gravata como vestuário masculino.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Tour pela França - Nice

Nice vista da Colline Du Chateau
Quem nunca ouviu falar na Côte D'Azur? E quem, ao ouvir este nome, na mesma hora não o associou ao charmoso e badalado litoral Sul da França, banhado pelo Mediterrâneo, famoso pelo sol forte, mar azul e também pelos hotéis exclusivos, praias privativas, frequentemente associadas a histórias de celebridades, ricos e famosos, romances, e suas fotos desinibidas que correm o mundo? A região de Côte D'Azur, também conhecida como Riviera Francesa, corresponde ao litoral Sul da França. É banhada pelo Mar Mediterrâneo e tem pouco mais de 100 quilômetros de extensão, englobando pequenas vilas e cidades situadas entre Cannes, a oeste, até Menton, quase na fronteira com a Itália. Nice é a maior e mais importante dentre todas estas localidades, atrai muitos turistas, conta com boas opções de hospedagem, bons serviços e costuma desempenhar a função de ponto de partida para quem deseja explorar a Riviera Francesa e até mesmo regiões um pouco mais além. A melhor forma de explorar o Sul da França é de carro. Isto porque existem várias cidades e praias a serem visitadas, e nem sempre é possível chegar até estes lugares de trem ou de ônibus. Outra ótima opção é viajar de trem, já que o TGV, o serviço de alta velocidade da França, conecta Paris a Nice e outras cidades do Sul em poucas horas, oferecendo um serviço de altíssima qualidade e conforto. 

Vôlei na Praia de Nice

Praia de Nice
Nice é uma cidade francesa, situada no Dèpartement des Alpes-Maritime e na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur. É a quinta cidade mais populosa da França e a capital do Dèpartement des Alpes-Maritime. Nice é a segunda maior cidade francesa na costa mediterrânica e a segunda maior cidade na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur, depois de Marselha. Situada no fundo da Baie des Anges, perfeitamente abrigada por um anfiteatro de colinas sobre o agrupamento montanhoso Mercantour, limitado a oeste pelo Vale do Var e ao leste pelo Mont-Boron. A cidade é cruzada por dois pequenos rios ondeados, frequentemente secos no verão: o Paillon a leste (34 quilômetros), que nasce no alto do Coaraze e recebe as torrentes de Laghet e Saint-André, e o Magnan a oeste, muito menor, vindo das montanhas de Asperemont que cruza o Bairro de La Madeleine antes de se jogar no Mar, no bairro que traz seu nome. Diversas colinas dominam a cidade, sendo a mais conhecida a de Cimiez, com seus vestígios antigos. Outra colina legendária é a do Castelo (Château de Nice), que separa a cidade velha do porto. As diversas colinas perturbam a extensão da cidade, seja para o norte, seguindo o curso do Paillon, seja no aplainado a oeste até Saint-Laurent-du-Var.

Brasileiro em Nice

Mar Mediterrâneo
Sabe-se que a área de Nice foi habitada pelo ser humano para 400 mil anos. Nos vestígios arqueológicos em Terra Amata, um sítio arqueológico que apresenta indícios de uso muito precoce do fogo por hominídeos, havia: setas, ossos de animais e alguns restos humanos. Naquele tempo, o nível do Mar era maior, e a Colina do Castelo foi uma ilha. Por volta de 350 a.C., os gregos de Marselha fundaram um assentamento permanente, ao qual deram o nome de Niceia, em homenagem a Nice, a deusa da vitória. Através dos tempos, a cidade mudou de mãos várias vezes. Sua localização estratégica e seu porto contribuíram significativamente para a sua força marítima. Durante séculos foi um domínio do Ducado de Saboia e foi, em seguida, parte da França (entre 1792 e 1815). Depois do Congresso de Viena (1815), voltou a fazer parte do Reino da Sardenha, um dos que formaram a Itália moderna. Foi “anexada” à França em 1860, por meio do Tratado de Villafranca. Em 1860 e 1871 a população da cidade revoltou-se com Giuseppe Garibaldi contra a França pedindo a reunificação com o Reino da Itália, mas o novo governo de Paris reprimiu a revolta de modo muito violento. Algumas placas indicam além da forma francesa Nice, a forma provençal Nissa.

Baie des Anges
A fama de Nice vem desde o século XIX, quando passou a ser frequentada pela realeza e classe sociais elevadas europeias, principalmente os ingleses, como resort de verão, se consolidou ao longo das décadas seguintes com a constante presença de milionários, artistas de cinema e mais tarde caiu no gosto popular, passando a ser frequentada também por muitos turistas. Consta que estes ricos ingleses concluíram que seu resort preferido merecia um litoral mais bem tratado, à altura das personalidades que frequentavam a cidade, e propuseram à administração local a construção de uma via litorânea que funcionasse como um cartão-postal da cidade e valorizasse seus palacetes e mansões. A ideia foi bem recebida e posta em prática, e quando concluída foi nomeada, em homenagem aos mentores da sugestão, como 'Camin deis Anglais' (Caminho dos Ingleses, no dialeto niçard), mais tarde modificado para 'Promenade des Anglais', em francês.

Baie des Anges
Qualquer passeio em Nice deve tomar como ponto de partida a 'Promenade des Anglais'. 'La Prom', como os franceses se referem a ela, não é somente uma rua, é um evento, uma festa, um verdadeiro point.  'La Prom', é em seus cinco quilômetros de extensão, a principal passarela da cidade, para moradores, turistas, ciclistas, skatistas, famílias inteiras e até mesmo de banhistas que não se incomodem com praias sem areia. Também é nela que acontecem os principais eventos da cidade, como o famoso e efervescente Carnaval de Nice e sua Batalha de Flores. Ladeada pelos belos e históricos palacetes e prédios, e do outro lado pelo mar, suas coloridas barraquinhas, guarda-sóis e espreguiçadeiras alinhadas geometricamente em frente a cada hotel, os mais famosos de Nice, La Prom é mesmo uma curtição, e pode-se passar um dia inteiro caminhando ao longo desta avenida, de um lado para outro, sem cansar do visual. É lá que tudo acontece, e onde você verá as mais diversas beldades se deleitando ao sol do verão europeu. Ao entardecer, o calçadão fica cheio de gente que vai para lá aproveitar as temperaturas mais amenas e a vista fenomenal do lugar. Um dos melhores passeios em Nice!

Promenade des Anglais

Baie des Anges
Caminhando no sentido leste pela Promenade des Anglais chega-se ao porto, um ponto turístico de Nice que não pode faltar na sua lista. Os barcos e iates vistos lá são deslumbrantes, literalmente “coisa de cinema”, e a vista que se tem da Promenade des Anglais também é bastante interessante. É de lá que parte o ferry que vai para a Ilha de Córsega, e onde ficam algumas das boates mais famosas de Nice. Não deixe de conferir o Monumento aos Mortos da Guerra, que fica nas proximidades do estacionamento próximo da entrada do porto. Nice é separada em duas partes, a nova e a velha, que é parte realmente turística. As ruas de pedra, com suas casas de fachadas coloridas e janelas de madeira cheias de charme, compõem uma paisagem linda, e você certamente ficará encantado com o lugar. Os ares históricos agradam os gostos de quem está procurando algo diferente na cidade. Ao se perder pelas ruas estreitas e sinuosas da cidade antiga, encontrará lojas, restaurantes e mercados interessantes, que vendem de tudo, desde antiguidades a flores. Na entrada da cidade antiga próxima do porto existe um destes mercados e, mesmo que não vá comprar nada, a experiência de assentar em um dos cafés da área para assistir o movimento das pessoas, que acontece da mesma forma há centenas de anos, pode ser um ótimo passeio em Nice.

Esportes náuticos no Mar Mediterrâneo
Em seu centro antigo há um Museu dedicado à obra de Henri Matisse, que morreu na cidade após escolhê-la para morar por quatro décadas. Igualmente interessante é outro Museu, desta vez, dedicado a Marc Chagall. O próprio artista estava tão envolvido no projeto deste Museu que decidiu pessoalmente onde cada um de seus trabalhos seria colocado. O Museu é uma obra de arte por si só, já que foi construído e pensado pelo artista com um cuidado incrível. Suas obras são imperdíveis, sem dúvidas uma ótima opção do que fazer em Nice. A atmosfera mediterrânea, tendo de um lado o mar azul-turquesa e do outro, através de sua agradável avenida litorânea, elegantes edifícios litorâneos, fazem todos entrarem no clima de relaxamento e contemplação. Já dentro da Vieille Ville, um labirinto de casinhas que outrora fora um distrito perigoso, hoje há uma miríade de lojinhas, bistrôs e restaurantes que fazem a alegria dos turistas. Fora da temporada turística tradicional, Nice é uma cidade calma e caminhar por suas ruelas é um prazer. Na Feira de Cours Saleya, o ambiente é informal, e, como não dizer, encantador em sua simplicidade.

           Promenade des Anglais com a Marina de Nice 
ao fundo
Seguindo as placas espalhadas pelas ruas da Vieille Ville, você chega facilmente ao próximo ponto turístico de Nice, Le Château. Le Château é um conjunto de ruínas de um antigo castelo, localizadas no topo da colina que fica no centro da Vieille Ville. A colina situa-se na extremidade leste da praia, e a subida segue através de trilhas cortando áreas verdes, fontes, cascatas e um pequeno cemitério. A subida a pé é um pouco longa (muitas rampas íngremes e mais de 200 degraus), mas bastante interessante, e existe também um elevador, caso você não esteja a fim de se cansar. O túnel que dá acesso ao 'Ascenseur Du Château' foi escavado sob o rochedo, a cerca de 30 metros abaixo da superfície e tinha como objetivo o abastecimento de água do Castelo. O Ascenseur tem seu ponto de partida na Quai des Etats-Units, próximo à Tour Bellanda, a histórica torre redonda construída em 1826 exatamente no mesmo local onde, em 1706, a antiga Tour Saint Elme e praticamente todo o Castelo foram destruídos por um incêndio, e da Rue des Ponchettes. Sugiro que você faça a subida pelo elevador e desça a pé, esta é a melhor forma de apreciar todos os atrativos do caminho. Uma terceira alternativa de subir a colina é pegar o trenzinho que parte da Promenade des Anglais, frente ao Jardin Albert I. O Petit Train de Nice faz um trajeto pela cidade de aproximadamente 45 minutos, passando inclusive no alto da colina e quem quiser pode ficar lá e depois descer por conta própria.

Litoral de Nice
O auge do Château de Nice foi durante o século XVII, quando a cidade fazia parte do Reino da Sardenha e tinha o nome de Nizza. As ruínas do Castelo não impressionam, e a verdadeira atração lá em cima são as vistas, que são fenomenais. Com certeza um dos melhores pontos turísticos de Nice. Ao chegar ao topo da colina e fazer suas fotos das ruínas do Castelo, procure as placas que indicam o caminho para os “Panoramas”, ou mirantes. Existem vários, e os principais são os que têm vistas da Promenade des Anglais, e outro que oferece vistas do porto lá embaixo. Tire um tempo para relaxar, apreciar a paisagem e sentir a brisa fresca que vem do Mediterrâneo. A experiência é impagável. A Colline Du Château é considerada o local de nascimento de Nice, e ainda hoje é o melhor local para se obter uma bela vista da cidade e arredores. No topo da Colline Du Château, fica outro ponto turístico de Nice, o Cemitério Judaico. Apesar de não ser muito extenso, o cemitério tem mausoléus impressionantes, alguns deles de arquitetura bastante elaborada, em forma de templos romanos. O lugar oferece também um espaço de paz e tranquilidade no meio da agitação do Parc da Colline. No lado leste da Colina, oposto à cidade velha, é possível ver também a Marina de Nice e seus iates luxuosos. Consta que a região de Nice e Monte Carlo servem como ancoradouro de mais da metade dos super iates europeus.

Litoral de Nice
A Place Massena é a maior e mais famosa Place de Nice, e fica bem próxima da praia e da Promenade des Anglais. Originalmente neste local existiam duas praças, separadas pelo Rio Paillon, e para cruzá-lo era necessário cruzar a Pont Neuf. O nome da Place homenageia André Masséna, militar nascido em Nice e que recebeu de Napoleão Bonaparte, como reconhecimento por seus serviços à França, o título de 'Maréchal d'Empire'. Esta Place é o coração da cidade, seu núcleo principal, referência geográfica e turística de onde se irradiam as principais avenidas. Destaca-se no visual da Place Massena a frequente passagem dos modernos bondes que compõe o sistema de transporte público. A Place tem forma retangular ao norte e semicircular ao sul e é ornada com uma fonte e estátuas, impecavelmente conservadas. Sob as arcadas dos prédios que contornam a Place Massena estão diversos cafés e restaurantes, sempre lotados de turistas.

Litoral de Nice
Ao redor da Place Massena encontram-se algumas das lojas mais chiques da cidade, de marcas como Rolex e Mont Blanc, além de grifes locais e italianas, onde se destaca o prédio da Gallerie Lafayette, construído em 1859. Mas o que mais impressiona na Place é a sua arquitetura, com pisos de cerâmicas preto-e-branco quadriculadas, e seus prédios de fachadas grandiosas, pintados em cores quentes, o que causa um efeito especial em contraste com o chão da Place. A Place Massena é o lugar perfeito para um passeio casual seja dia ou noite, já que está sempre cheia de gente e de artistas de rua, que vão desde palhaços a cantoras líricas. Não deixe de prestar atenção às sete estátuas de resina posicionadas no topo de colunas de metal, que retratam figuras humanas no que parece ser uma posição de oração. Elas certamente causam uma visão interessante, principalmente à noite, quando começam a mudar de cor.

Cascata no Parc da Colline Du Château
Estacionar nas ruas do centro é complicado, vagas são poucas e caras. É mais barato e agradável percorrer a cidade a pé ou pegar um bonde. Mas se você não se incomodar com os preços pode optar pelo grande estacionamento existente no subsolo da Place Massena. Deixando a Place Massena para trás e subindo pela Avenue Saint Jean Baptiste, que conduz à Autoestrada A8, você irá perceber que esta é uma região sem os requintes de luxo existentes no centro e à beira mar. Por aqui o que mais se vê são residências simples e prédios que aparentam precisar de uma boa reforma ou pintura. Ocupam estes prédios diversas lojinhas de bom preço, livrarias, sebos, farmácias, bares e outros estabelecimentos do dia a dia, pouco frequentados por turistas, mas que fornecem uma boa visão da cidade autêntica, como ela é. Entre numa loja ou outra, garimpe alguma coisa aqui, outra ali e depois siga em frente, atravesse a rua e vá até a Place Garibaldi, outro recanto imperdível de Nice, famosa por sua história e arquitetura.

Mar Mediterrâneo
A Place Garibaldi é uma das mais belas praças de arquitetura barroca de Nice, e fica localizada entre a Vieille Ville e o centro da cidade nova. A Place Garibaldi foi construída no século XVIII, serviu como porta de entrada de Nice da rota que conduzia à Turin. A Place já teve diversos nomes, como Plaça Pairoulièra, Place de La République, Place Napoléon, Place d'Armes, Place Saint-Augustin, Piazza Vittorio, até ganhar o nome de Place Garibaldi, em 1870, homenageando o herói Giuseppe Garibaldi, que sonhava com o dia em que Nice faria parte da Itália, que até no Brasil esteve. A estátua que pode ser vista na fonte no meio da Place retrata o famoso herói italiano. A Place Garibaldi é cercada de prédios imponentes, como a Chapelle Du Saint-Sepulcre, e também de cafés e restaurantes, onde você pode relaxar e tomar uma bebida ou fazer uma refeição. Com certeza, um dos melhores passeios em Nice.

Marina de Nice
Mas aqui também há espaço para o luxo. O Palais Lascaris, construído no século XVII, possui afrescos nos tetos e portas incrustadas de prata em estilo rococó. Já os clubes da faixa junto ao mar fecham o acesso à areia (nem tão boa, aliás), com seus disputados restaurantes. Portanto, aproveite bem o charme vibrante da cidade e, quando quiser mergulhar, explore outros destinos da Côte d'Azur. Nice é uma das cidades mais belas e encantadoras do Sul da França. Por estar bastante próxima da Itália, ela tem um charme único, e parece não ter decidido até hoje se é realmente francesa ou italiana. Se você for passar alguns dias neste maravilhoso balneário mediterrâneo, com certeza terá a impressão de estar na França e na Itália ao mesmo tempo.

Marina de Nice
Muito mais do que uma “vizinha de Cannes” (apenas 32 quilômetros separam as cidades), Nice é um dos mais completos destinos turísticos da região. Não por acaso recebe anualmente quatro milhões de turistas, um dos melhores índices franceses. O que atrai pessoas à Nice? A praia, claro, apesar de ser formada por seixos, o que pode decepcionar quem está acostumado com areias fofas e branquinhas. Mas isto é somente um detalhe, Nice é uma festa em muitos aspectos, e o mais evidente depois da praia é sua arquitetura. O Hotel Negresco é a construção mais famosa da cidade, e seu status é equivalente ao de um Copacabana Palace da Riviera. O hotel, situado em frente à Baie des Anges, foi construído por Henri Negresco, nascido em Bucareste em 1868, para atrair a nata da sociedade europeia.

Hotel Negresco

Marina de Nice
Conta-se que Gustave Eiffel colaborou com o projeto do Negresco, tendo sido responsável por sua marca registrada, as famosas cúpulas rosadas da cobertura. O hotel foi decorado com todo luxo e requinte, recebendo até mesmo o magnífico candelabro com mais de 16 mil cristais, cedido pelo Czar Nicolau II. Inaugurado em 1913, infelizmente o hotel não deu muita sorte ao seu proprietário, pois no ano seguinte estourou a Primeira Guerra Mundial e o Negresco foi transformado em hospital. Após a Guerra a Europa estava falida e poucos tinham dinheiro para frequentar e muito menos manter um hotel deste porte. O Negresco foi vendido e ao longo dos anos atravessou períodos de altos e baixos. Somente em 1957 o Negresco reencontrou o caminho da fama e prosperidade. Comprado por Jeanne Augier, ela deu início a um extenso programa de revitalização que fez com que o hotel voltasse a ser frequentado por celebridades, sendo que em 2003 o governo francês, outorgou ao prédio o status de Monumento Histórico Nacional


Place Massena
A área mais elegante situa-se nos arredores da Prom e Boulevard Victor Hugo. Sua principal área comercial encontra-se nos arredores da Place Massena, Avenue Jean Médecin e Rue Massena (esta última, exclusiva de pedestres), tem muitas construções antigas ao longo da Avenue Gallieni, diversos prédios residenciais no entorno do Boulevard Du General Louis Delfino e residências menores e de luxo na direção dos morros. É uma cidade para ser percorrida a pé, sendo que turistas vão gostar mais da região próxima ao mar. A Avenue Jean Médecin é a principal via comercial de Nice, e lá estão filiais de praticamente todas as grandes redes europeias. Suba por um lado da rua, na direção da estação de trens, e desça pelo outro. Lá você vai encontrar a FNAC, Gallerie Lafayette, Virgin, Monoprix, Histoire D’Or, C&A, Zara, Swarovski, H&M, o Shopping Nice Etoile, além de bons cafés e brasseries. Ao atravessar a rua tome cuidado para não ser atropelado pelos bondes, eles passam bem pertinho da gente. Este é um bom lugar para apreciar o movimento da tarde, numa mesa de calçada do Grand Café de Lyon, enquanto se bebe um café, cerveja ou taça de vinho.

Ruas de Vieux Nice

Nice
Nice tem mais de três mil restaurantes e a dificuldade por aqui é justamente escolher onde fazer uma refeição, tantas são as opções. Turistas serão tentados pelos muitos existentes na 'zone pietonne' da Rue Massena, enquanto quem prefere um local mais badalado vai preferir sentar-se junto às arcadas da Place Massena. Por outro lado, quem prefere controlar os custos provavelmente vai preferir um dentre as dezenas que se enfileiram frente aos Jardins do Forum Jacques Médecin, e ainda quem foge das armadilhas turísticas e gosta de ir direto à fonte vai escolher um recanto da Vieux Nice, onde os menus mudam quase todo dia e pratos bem preparados (porém sem fartura, como em quase toda a França) felizmente não vêm acompanhados de preços elevados.

Ruas de Vieux Nice
Como todo mundo sabe francesas são elegantes. E magras. E bem vestidas. Chega ou quer mais? Depois de Paris, Nice é a principal cidade da França para ver e ser visto, e todo mundo por aqui parece que capricha no visual. Também merecem ser conferidas a Rue Paradis e Avenue de Suède. Lojas menos exclusivas e das grandes redes europeias estão situadas principalmente na Avenue Jean-MédecineRue de Verdun e arredores. Outros pontos turísticos importantes em Nice são: 'Place Rossetti', situada no coração da cidade histórica, junto à Cathédrale Sainte-Réparate, repleta de pequenos restaurantes, bares e sorveterias. 'Cours Saleya', paralela à Quai des Etats-Unis, onde fica o mercado de flores, próximo ao 'Palais des Rois Sardes', residência real dos soberanos de Nice, quando ela ainda era parte do Reino da Sardenha, e atualmente é um lugar de agito, principalmente à noite. 'Place Du Palais', onde os antigos palácios agora servem a órgãos da justiça. Na cidade velha destaca-se também a 'Tour de l'Horloge', símbolo da independência de Nice. Tantos atrativos históricos e naturais fazem de Nice uma das cidades mais visitadas do país, e ao longo dos séculos ela serviu de moradia a personalidades famosas, como Chagall, Nietzsche, Matisse e Rossini, entre muitos outros.