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sábado, 22 de agosto de 2015

Curitiba - Dicas de O Que Fazer em Curitiba

Jardim Botânico de Curitiba
O turismo movimenta fortemente a economia do Paraná, graças aos seus principais pontos turísticos espalhados por todo o Estado, em especial, na capital Curitiba. A cidade recebe turistas de todo o Brasil, interessados em ver de perto os cartões postais mais lindos da região. Para ser considerado uma das maravilhas do mundo, o objeto em julgamento não pode ser uma obra da natureza, mas, sim, uma obra da genialidade humana. Neste aspecto, Curitiba é imbatível. Curitiba é uma das metrópoles mais organizadas e bonitas do Brasil. Muito arborizada, repleta de jardins e parques, a cidade oferece várias opções de lazer. É até difícil indicar os pontos turísticos de Curitiba dada a quantidade de atrações que a cidade oferece. Por isso, fiz uma lista baseada nos sete pontos mais visitados para você montar um roteiro pelo destino sem medo de deixar os principais cartões-postais da capital do Paraná de fora.

Estufa do Jardim Botânico de Curitiba

Jardim Botânico de Curitiba
O cartão postal mais famoso de Curitiba é, sem dúvida, o Jardim Botânico. Sendo assim, é visita obrigatória para qualquer viajante. Famoso por sua estufa de vidro (inspirada no Palácio dos Cristais de Londres), e pelos jardins geométricos, ele funciona como centro de pesquisas da flora do Paraná e contribui para a preservação e conservação da natureza, o que é fundamental para a educação ambiental na cidade. Além, claro, de ser um espaço de lazer para toda a população. O Jardim Botânico funciona de segunda-feira a domingo e a entrada é franca. Vá logo cedo para o Jardim Botânico ou no final da tarde. A primeira opção é a melhor para pegar o espaço vazio. A última é para os dias mais quentes, pois o Parque é exposto e não tem sombras. Outro detalhe, é que mesmo que você já tenha ido ao Jardim Botânico, vale a pena voltar, pois a cada estação, mudam-se as flores. Prepare a câmera para tirar lindas fotos no espaço e permita-se ficar um bom tempo nele.

Teatro Ópera de Arame

Teatro Ópera de Arame
O Teatro Ópera de Arame é outro ponto turístico famoso da capital paranaense. Com capacidade para mais de 1.500 pessoas, ele foi construído todo em metal, com paredes transparentes, sobre um lago. Além do monumento (que é um espetáculo) o espaço funciona como uma espécie de parque. No lago, há vários peixes e patinhos e uma queda d’água que enche os olhos dos visitantes. Bem ao seu lado está a Pedreira Paulo Leminski, uma antiga pedreira desativada que hoje é importante palco cultural de Curitiba, espaço destinado a receber espetáculos ao ar livre. A entrada para o Teatro Ópera de Arame é gratuita, exceto se estiver acontecendo algum evento específico. Essa é especial para as mulheres: cuidado com os calçados com saltos. Por ficar em cima de um lago e para proporcionar uma interação maior com a natureza, o piso da Ópera e do seu entorno é uma espécie de grade suspensa. Não é aquele chão de concreto, madeira ou cerâmica. Você pisa e vê água abaixo e isso para quem não está com um solado reto, é um tormento.

Museu Oscar Niemeyer

Museu Oscar Niemeyer
Outro ponto importante na cidade é o Museu Oscar Niemeyer, mais conhecido como Museu do Olho, devido ao formato de sua construção. Esse espaço abriga exposições fixas e temporárias. Além disso, seus jardins são um ótimo ambiente para fazer piqueniques, cena comum de se ver nos finais de semana de sol. A programação está sempre variando e você poderá conferir de terça-feira a domingo. O ingresso fica à venda na bilheteria do Museu. Toda quarta-feira, a entrada é gratuita para todos. Ótimo para você se estiver na cidade nesse dia. No primeiro domingo de cada mês, o visitante também pode participar de oficinas com um artista do acervo, sem pagar nada por isso. É só aproveitar.

Parque Barigui
Curitiba tem diversos parques e um dos mais famosos e visitados é o Parque Barigui. Localizado numa região bem central da cidade, ele conta com uma área de preservação natural e serve como um ótimo refúgio para a fauna. O Parque Barigui foi projetado pelo engenheiro Nicolau Klüppel, em 1972. O Parque oferece uma ótima infraestrutura aos visitantes, com churrasqueiras, quiosques, academia, quadras poliesportivas, estacionamento, restaurante e parque de diversões. Tudo gratuito. Ele abriga ainda o Museu do Automóvel (são 150 carros expostos. Para visitar o Museu tem que pagar ingresso.), um Pavilhão de Exposições e a Sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Bosque Alemão

Réplica da Catedral de Bach no Bosque Alemão
Outro parque que vale a pena visitar é o Bosque Alemão. Localizado em um dos pontos mais altos, ele oferece uma linda vista da cidade. Com matas e trilhas, há diversas opções de lazer. Você pode começar o seu passeio tanto pelo pórtico, que é uma réplica de uma das casas construídas por alemães na cidade, por isso o nome do Bosque. Ou pela parte mais alta, que abriga uma réplica da Catedral de Bach e a Torre dos Filósofos. Quem visita o Bosque Alemão, não pode deixar de experimentar o legítimo apfelstrudel alemão, tradicional sobremesa feita com maçã. Entre uma entrada e outra, há uma trilha de “João e Maria”, o conto dos irmãos Grimm. A história é contada ao longo do passeio e é uma delícia vivenciar esse mundo da fantasia. Se você estiver com crianças, essa visita não pode faltar no seu roteiro em Curitiba.

Parque Tanguá

Parque Tanguá
Localizado às margens do Rio Barigui, o Parque Tanguá é uma área de lazer com muito verde. Além disso, sua estrutura conta com ancoradouro, pista de cooper, ciclovia e um túnel aberto na rocha bruta unindo os lagos. Suas trilhas e vista panorâmica são os principais atrativos. O Jardim Poty Lazzarotto conta com um lindo portal de acesso, mirante com 65 metros de altura de onde dá para ver como o Parque é grande, cascata e o jardim em estilo francês com espelho d’água de onde projeta-se o Belvedere, na forma de terraço elevado em meio a um tapete verde. Nos três pisos do Belvedere encontram-se distribuídos deques metálicos, bistrô, sanitários públicos, loja e torres para observação. Dê preferência a chegar no final da tarde no Parque Tanguá para acompanhar o pôr do sol no local, os espelhos d’água refletem a luz do sol e o entardecer fica ainda mais bonito. Se você quiser fazer algum lanche ou usar o banheiro, o Parque conta com uma estrutura perfeita. Não deixe de subir nas torres de observação.

Passeio de Trem Curitiba-Morretes
Uma das atividades imperdíveis para quem está em Curitiba é fazer o Passeio de Trem Curitiba-Morretes, que corta a Serra do Mar. A viagem dura cerca de três horas e no trajeto estão pontes, túneis, montanhas cobertas de Mata Atlântica e uma vista de tirar o fôlego. Inaugurada em 1885, ela foi eleita a ferrovia mais bonita do mundo. Chegando a Morretes parece que fizemos uma viagem no tempo. Inaugurada em 1721, a pequena cidade tem um lindo centro histórico, com ruas de pedras bem conservados. Para o almoço, a dica é experimentar o Barreado, prato tradicional da região feito a base de farinha de mandioca e carnes cozidas. Para quem gosta de passeios mais radicais, a cidade oferece diversas opções como rafting no Rio Marumbi, além de trilhas pela mata (cheia de cachoeiras) e passeios de bicicleta. Apesar de lindo, ir e voltar de trem vai ficar cansativo. A minha dica é que você volte de carro (van ou micro-ônibus) a partir de Morretes até Curitiba. Serão só 90 minutos, se comparados com as três horas de ida. E procure adquirir o ingresso com antecedência. Em alta temporada, a procura é grande.

domingo, 16 de agosto de 2015

Curitiba - Jardim Botânico de Curitiba

Estufa de ferro e vidro do Jardim Botânico
A segunda parada foi no Jardim Botânico. É um passeio para muitas horas, já que o local é maravilhoso, e a vontade é de explorar cada canto, cada jardim, cada planta. É um excelente local para fazer caminhada, tranquilo e com uma paisagem exuberante. O Jardim Botânico de Curitiba ou Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Richbieter, presta uma homenagem à urbanista que foi uma das pioneiras no trabalho de planejamento urbano da capital paranaense, e é um dos principais pontos turísticos da cidade. Até porque, é impossível não se apaixonar e se encantar por este lugar. Cada cantinho reserva um charme e uma beleza incomparável. Foi eleito uma das Sete Maravilhas do Brasil em 2007. Dentre os cartões postais mais famosos da cidade, o Jardim Botânico de Curitiba está sempre em destaque. É um dos lugares preferidos não só pelos turistas que visitam a cidade, mas também pelos próprios habitantes de Curitiba.


Jardim Botânico de Curitiba

Jardim Botânico de Curitiba
O Jardim Botânico, na verdade é uma Unidade de Conservação, sendo que 40% de sua área é um bosque de preservação permanente. Contribui na preservação e conservação da natureza, para a educação ambiental, na formação de espaços representativos da flora brasileira e ainda oferece uma alternativa de lazer para a população. Inaugurado em 1991, o Jardim Botânico é uma área protegida, constituída por coleções de plantas vivas, cientificamente reconhecidas, organizadas e identificadas, com a finalidade de estudo, pesquisa e documentação do patrimônio florístico do Brasil, em especial da flora paranaense, espalhados por alamedas e estufas de ferro e vidro. A principal delas com três abóbadas do estilo art nouveau foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres, do século XIX, com 458 metros quadrados. O projeto da estufa é do consagrado arquiteto Abrão Assad que também projetou o Museu Botânico Gerdt Guenther Hatschbach e tem participação em obras importantes da cidade como a Rua XV de Novembro, a Rua 24 Horas, o Teatro Paiol, o Shopping Mueller, o Jardim Botânico, a Pedreira Paulo Leminski, a Ópera de Arame, entre outras atrações.


Jardim Francês do Jardim Botânico de Curitiba

Escultura em homenagem ao
Dia Mundial do Habitat
A estufa principal é a primeira imagem que nos vem à cabeça quando pensamos no Jardim Botânico de Curitiba. A estufa é climatizada e mantém espécies da Floresta Atlântica como Caraguatá, Caeté e Palmito. Há no seu interior uma estátua em homenagem ao Dia Mundial do Habitat. Do seu interior é possível ter uma vista privilegiada do Jardim em estilo francês com seus canteiros geométricos. Antes de chegar ao Jardim Francês, o visitante ainda passa por um corredor de cerejeiras japonesas que proporcionam um belo espetáculo em determinada época do ano. Nem mesmo os curitibanos sabem (pelo menos boa parte não sabe), mas o Jardim é feito em formato geométrico que lembra a bandeira de Curitiba. Também fazem parte da paisagem chafarizes e a escultura intitulada “Amor Materno” do artista João Zaco. Na verdade, é uma réplica da estátua original que foi feita em 1907 e fica no Rio de Janeiro. Esta réplica foi um presente da BRASPOL (Representação Central da Comunidade Brasileiro-Polonesa no Brasil), pelos 300 anos de Curitiba. Na estátua está grafado: “Homenagem da Comunidade Polonesa a todas as mães paranaenses que, geradoras de vida, dão alma à Curitiba Tricentenária”.


Interior da Estufa do Jardim Botânico de Curitiba

Escultura "Amor Materno" de João Zaco
Em volta da estufa está o Espaço Cultural Franz Krajcberg com exposição permanente, “A Revolta”, com 114 esculturas do artista e ambientalista. O nome "A Revolta" expressa o sentimento do artista com relação à destruição sem limites provocada pelo homem nas florestas brasileiras. Nessa galeria estão expostas obras de grande porte, todas elas feitas a partir de restos de árvores queimadas ou derrubadas de forma ilegal. Há também exposição de fotos tiradas pelo próprio escultor, venda de livros relacionados ao artista e a possibilidade de visitas monitoradas. A principal finalidade do espaço é, de acordo com Krajcberg, a conscientização ambiental.


Chafariz no Jardim Botânico de Curitiba

Jardim Francês do Jardim Botânico de Curitiba
O Museu Botânico Gerdt Guenther Hatschbach ou Museu Botânico Municipal foi incorporado ao Jardim Botânico no ano seguinte de sua inauguração, com auditório, centro de pesquisas, espaço para biblioteca especializada e sala de exposições temporárias e permanentes. Nascido em 1923, o Doutor Honoris Causa em Botânica foi convidado pelo Prefeito de Curitiba para compor o Museu, inicialmente instalado no Passeio Público. Hatschbach – desde os 18 anos colecionando plantas – coletou ao longo de sua carreira mais de 80 mil exemplares, com destaque para 500 novas espécies. A importância de seu legado se traduz em números: 177 plantas levam o nome Gertii ou Hatschbachii na espécie, em sua homenagem. Atualmente o Museu Botânico de Curitiba tem o quarto maior herbário do país, com aproximadamente 400 mil exsicatas, plantas secas preparadas para coleção botânica, além de coleção de amostras de madeiras e frutos e estima-se que 95% a 98% das espécies existentes no Paraná façam parte do acervo do Herbário do Museu. Todo o Jardim Botânico possui uma área de 278 mil metros quadrados, incluindo o bosque com Mata Atlântica preservado. 


Jardim das Sensações no Jardim Botânico de Curitiba

Jardim Francês do Jardim Botânico de Curitiba
Inaugurado em 2008, o Jardim das Sensações, é um cantinho quase escondido, que muitas vezes passa despercebido. É uma trilha de 200 metros de extensão, é um espaço delimitado por cerca viva, onde os sentimentos do visitante são tentados, por meio do contato direto com plantas de diferentes formas, texturas e aromas. Através da cerca e do túnel vegetal é possível ver as cores da natureza, sentir com as mãos a textura, a forma e o tamanho das plantas, ouvir o som da cascata e do vento, sentir o perfume das flores e da vegetação. O percurso pode ser feito com os olhos vendados ou não.


Mini Cascata no Jardim das Sensações

Interior do Estufa do Jardim Botânico de Curitiba
A proporção conquistada pelo Jardim Botânico está intrinsecamente ligada aos costumes da região. Em 1992, um ano após a inauguração do local, foi formalizado um plebiscito com o intuito de alterar o nome do bairro, até então oficialmente chamado de Capanema. Através do IPTU, todos os moradores tiveram a oportunidade de votar a favor da mudança do nome em homenagem ao parque. Antes mesmo de surgir o Jardim Botânico, grande parte da região era contemplada por terras pertencentes a Guilherme Schüch, grande figura na política brasileira, conhecido como Barão de Capanema. A importância do personagem era tanta, que em 1880, D. Pedro II visitou o local e o considerou como um dos mais belos hortos do período imperial.


Jardim das Sensações no Jardim Botânico de Curitiba

Museu Botânico Gerdt Guenther Hatschbach
Com gramado amplo e convidativo, em dias ensolarados o Jardim Botânico torna-se ideal para fazer piquenique, namorar, pensar na vida/filosofar, brincar, ou simplesmente sentar e deixar o tempo passar, além de possuir trilhas em bosque de araucária, lago, quadras esportivas e um velódromo. Caminhar pelo Jardim Botânico e ver o local por outros ângulos pode ser uma experiência bem agradável. Experimente. O Jardim Botânico é bastante seguro e possui uma base da Guarda Municipal em seu interior. Claro, todo cuidado é pouco sempre! Banheiros, loja de souvenires, lanchonete também estão disponíveis no local. O Jardim Botânico abre todos os dias para visitação e prática de esportes, mas o Jardim das Sensações fecha às segundas-feiras para manutenção. O Bairro Jardim Botânico faz divisa com os bairros Capão da Imbuia, Centro, Cristo Rei, Jardim das Américas.