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quarta-feira, 4 de maio de 2016

São Paulo - São Roque

São Roque vista do Morro do Cruzeiro
Não é preciso percorrer grandes distâncias para trocar o corre-corre da metrópole por um típico clima de cidade interiorana. A cidade de São Roque fica a apenas 66 quilômetros de São Paulo, com vias de acesso pelas rodovias Raposo Tavares e Castello Branco. Ambos os trajetos possuem pedágio, e a cidade tem incríveis opções de passeios que agradam a todos os gostos. Ideal para passar um final de semana ou até mesmo fazer um bate e volta, a cidade oferece roteiros que agradam desde famílias inteiras a casais que buscam fugir dos agitos da cidade grande. Você pode fazer o passeio por conta própria ou pode ir com alguma agência de ecoturismo, para não precisar dirigir. Com um ótimo clima serrano, paisagens belíssimas e povo hospitaleiro, São Roque dispõe de uma excelente infraestrutura hoteleira, bons restaurantes, um amplo comércio e os mais saborosos vinhos da região. Alguns hotéis de São Roque são de encher os olhos, daqueles em que dá vontade de prorrogar a estadia.

São Roque vista do Morro do Cruzeiro
A cidade de São Roque foi fundada em 1657 e recebeu o nome de São Roque, devido a devoção do seu fundador a este santo. A cidade foi marcada como parada de bandeirantes que desciam o Rio Tietê em busca de ouro e esmeraldas. Pedro Vaz de Barros, mais conhecido como Vaz-Guaçu, fundador da cidade de São Roque, ficou entusiasmado com as terras da região e, juntamente com os moradores, decidiu investir na plantação da uva e na produção de vinhos. No entanto, a produção de vinhos só teve seu grande impulso de crescimento apenas com a chegada dos imigrantes italianos e portugueses, no século XIX, que tornaram a vitivinicultura uma das principais atividades econômicas da cidade. As videiras eram cultivadas às margens dos Rios Carambeí e Aracaí. Conhecida por ser uma das cidades que mais produzem vinhos em São Paulo, São Roque mantém a tradição do título de "Terra do Vinho", e conta com inúmeros estabelecimentos especializados na plantação de uva, sem contar as delícias gastronômicas. Seja no inverno ou no verão, o destino é uma opção de viagem econômica próxima a São Paulo.

Morro do Cruzeiro e São Roque
São Roque, devido ao seu grande potencial no cenário histórico, artístico, ecológico e cultural, foi transformada em Estância Turística, e impressiona aqueles que se dedicam a explorar a cidade. São muitas as vinícolas e adegas espalhadas pela chamada Estrada do Vinho ou Roteiro do Vinho que merecem atenção pela boa infraestrutura, restaurantes e degustações. É um agradável passeio para um final de semana ensolarado. Os estabelecimentos também oferecem lojinhas para venda de vinho, licor, suco e delícias como queijos e salames. O Roteiro do Vinho é uma oportunidade de vivenciar essa história e toda a tradição de perto, através das adegas, vinícolas, restaurantes, hotéis, pousadas e centros de lazer e entretenimento, em meio à natureza abundante da Mata Atlântica preservada. 

Estátua de São Roque no
Morro do Cruzeiro
Dividida em três estradas principais (Estrada do Vinho, Estrada dos Venâncios e Rodovia Quintino de Lima), o Roteiro do Vinho conta com mais de 30 estabelecimentos, dentre eles estão vinícolas, destilarias, fábricas de chocolate, fazendas, entre outros. Cada estabelecimento oferece degustação de produtos locais. Nas mais de 10 vinícolas da região, podem-se degustar diversos tipos de vinho e salames gratuitamente, aproveitando as paisagens deslumbrantes de cada vinícola, além das atividades locais que cada uma oferece, como tirolesas, trilhas, passeios a cavalo entre outros. São Roque é produtor de uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Lorena (um branco suave bem parecido com Chardonnay). Também das uvas que dão origem aos vinhos de mesa, suaves e mais adocicados como a Bordô por exemplo. Alguns produtores até se arriscam com plantações de Malbec. Se você gosta de beber, não se esqueça de convidar um amigo que não bebe. Alguém precisar conduzir com segurança seu retorno para casa.


Morro do Cruzeiro com a Estátua de São Roque
A Vinícola Góes é uma das mais frequentadas pelos turistas. Está localizada em um grande terreno com lago, pequenas parreiras de uva para fotos e um casarão lindo. Foi fundada em 1938 pelo casal Benedito e Maria das Dores. A estrutura local conta com visitas guiadas dentro da fábrica e nos parreirais. No meio do passeio, é possível fazer degustação de vinhos finos. É a única que cultiva, na própria cidade, uvas Cabernet Sauvignon. Em meses especiais a Góes oferece um tour para participar da vindima em que você participa da pisa das uvas e conhece as plantações. Logo ao entrar na Vinícola é impossível não reparar na beleza do lugar. O local possui estacionamento gratuito logo na entrada, além de sanitários e fraldário. No local, também há lojinhas de queijos e cachaças, lanchonete e um restaurante com uma vista linda das instalações. Para as crianças, tem playground e pintura.

Morro do Cruzeiro
Logo na entrada da Vinícola Canguera há uma linda fonte de vinhos, um empório com doces e embutidos deliciosos e uma loja que oferece degustações gratuitas de vinhos de mesa e finos. Mais para o fundinho está um campo enorme com área verde, espaço para as crianças brincarem e redes nas sombras para um descanso. Ainda nesse espaço, depois de subir uma escadinha, você encontrará o Restaurante Canguera. Um refúgio para lá de tranquilo; mesas postas às sombras e ao frescor de uma árvore enorme. A maior parte das vinícolas inclui um restaurante acoplado para o almoço. Você ainda pode visitar a Destilaria Stoliskoff e virar um expert no processo de produção de vinhos, destilados e fermentados,  além de poder degustar diversos tipos de vodca e saquê. Se tiver sorte, você pode ver e ouvir o enorme trem de carga que passa pela região. A ideia de passeio é percorrer todo o Roteiro do Vinho realizando algumas paradas nas vinícolas, plantações, restaurantes e terminar o dia no centro da cidade de São Roque. 

Morro do Cruzeiro
A Quinta do Olivardo, um restaurante português perfeito, é um achado no Roteiro do Vinho de São Roque. Seus pratos são inspirados na culinária da Ilha da Madeira. Do restaurante há uma linda vista para o vale. Em frente ao restaurante você encontra diversas barraquinhas que vendem pastéis de Belém, bolinhos de bacalhau e muitas outras guloseimas portuguesas. Você pode optar por entrar no restaurante ou ficar ali por fora mesmo, desfrutando e curtindo nos banquinhos que remetem as ruelas e ladeiras portuguesas. A decoração e a qualidade dos pratos te farão lembrar-se de Portugal, caso já tenha conhecido o país. Se ainda não foi a Portugal, feche os olhos e imagine-se lá. A Quinta do Olivardo é praticamente uma cidadezinha portuguesa.

Arquitetura típica de São Roque na Praça da Matriz
Mas nem só de vinho, porém, vive São Roque. Quem viaja com as crianças encontra uma divertida atração - o Ski Mountain Park, um complexo de esqui e snowboard que conta até com teleférico. Localizado a mais de mil metros de altitude e com uma área total de 320 mil metros quadrados, oferece diversão para todos os públicos. Neve? Nem pensar... A pista é feita de borracha com cerdas deslizantes e é constantemente irrigada com água e sabão para ficar ainda mais escorregadia. O espaço oferece ainda arvorismo, tobogã com 350 metros de extensão, arco e flecha, paintball, passeio a cavalo, pista de patinação, escalada e trilha ecológica. O visitante estaciona o carro em um nível mais baixo do parque (pago) e sobe de trenzinho (grátis).

Arquitetura típica de São Roque na Praça da Matriz
O Sítio Santo Antônio é uma das construções com maior valor histórico para São Roque, construído pelo irmão do fundador da cidade, o sítio abriga duas construções importantes, a Casa Grande do Capitão Fernão Paes de Barros e a Capela Santo Antônio, construídas em taipa de pilão, que são de meados da fundação da cidade. Durante toda a sua história o Sítio Santo Antônio já teve diversos proprietários ilustres entre eles o Barão de Piratininga e o escritor  Mário de Andrade. Nas construções do século XVII, as estruturas preservadas descortinam relíquias originais, como as observadas na capelinha: altar-mor folheado a ouro, altares laterais com baixos-relevos e pinturas do forro. Depois de anos de restauração, as ruínas da Casa Grande e da Capela Santo Antônio foram abertas para visitas monitoradas para estudantes e turistas. As visitas acontecem nos finais de semana e feriados e são gratuitas. Além das construções o Sítio Santo Antônio abriga uma agradável área verde e um lindo lago.

Busto do Barão de
Itapetininga na
Praça da República
A Estação Ferroviária de São Roque foi construída em 1930 e tinha conexão com a Estrada de Ferro Sorocabana, a Estação contava com uma agência de telégrafos e era uma das mais modernas da época, a Estação deixou de transportar passageiros, passando a locomover apenas carga até ser desativada. Na década de 1990 passou por uma reforma e atualmente abriga a sede da Guarda Municipal de São Roque. Apesar de desativada a Estação Ferroviária de São Roque pode ser visitada na sua parte externa. Se você gosta de contemplar prédios com arquitetura histórica e fotografar ambientes com clima antigo, a visita vale muito a pena. A Estação está perto do Morro do Cruzeiro e as duas atrações podem ser visitadas em conjunto no seu roteiro. O Morro do Cruzeiro proporciona uma vista incrível da cidade de São Roque e fica próximo ao centro da cidade, que garante  fácil acesso. É possível chegar tranquilamente de carro ou caminhando para quem estiver com disposição, são poucos minutos de distância da Estação Ferroviária de São Roque. É muito visitado por devotos de São Roque, devido a imagem do santo padroeiro da cidade que se encontra no Morro junto com uma cruz. Durante os meses de julho a agosto é realizada a Novena do Cruzeiro e muitos devotos sobem ao Morro para fazer orações e agradecimento ao santo.


Praça da República
O Centro Educacional e Cultural Brasital fica localizado no conjunto de prédios de uma das primeiras fábricas de tecelagem em São Paulo fundada em 1890. Os prédios antigos ocupam uma área verde de 100 mil metros quadrados. Sua importância para São Roque é tão grande que chegou a empregar 80% da mão de obra disponível. As operações se encerraram em 1970. Atualmente funciona como Centro Cultural que conta com uma biblioteca pública municipal, oficinas culturais e profissionalizantes e uma trilha ecológica de 2,5 quilômetros que não é sinalizada, cercada de Mata Atlântica e chamada de Caminho das Águas por conta dos canais que cruzam o percurso. O conjunto arquitetônico ocupa um total de mais de 9.000 metros quadrados. É uma ótima oportunidade para relaxar e apreciar a arquitetura repleta de história, valendo muito incluir no seu roteiro.

Praça da República
O Morro do Saboó é um dos pontos mais altos de São Roque, perfeito para quem procura aventura. O topo é alcançado por uma trilha que é considerada de nível médio. O presente para quem termina o trajeto é uma vista de tirar o fôlego com mil metros de altitude, que se o clima ajudar permite avistar as cidades vizinhas, Mairinque e Araçariguama. O tempo de trajeto é de 40 a 60 minutos, de acordo com seu ritmo. A distância do centro de São Roque é de 10 quilômetros. A propriedade é privada, mas a entrada é gratuita, contudo, é sempre importante lembrar-se de cuidar da preservação do local. Na base do Morro do Saboó há um estacionamento e uma lanchonete, mesmo se não tiver intenção de subir o Morro a vista de baixo já vai te encantar.

Muita diversão na Quinta do Olivardo
O Recanto da Cascata é um lugar cercado por extensa área verde, que possui uma cascata formada por águas do Rio Carambeí. É daqueles lugares que não queremos ir embora. Ao entrar na Trilha da Cascata percorremos uma enorme passarela de madeira que passa por cima de uma cascata deixando a paisagem ainda mais incrível. O local ainda abriga trilhas no meio da mata, jardins de flores naturais e têm estrutura para receber os principais eventos da cidade, como a Expo São Roque, Exposição de Orquídeas, Festa das Nações, entre outros. Ótimo para fazer caminhadas, apreciar a natureza e respirar ar puro. Se você não abre mão de uma compra com promoção, não deixe de passar no Catarina Fashion  Outlet. Você vai encontrar as mais prestigiadas marcas de roupas femininas, masculinas e infantis, acessórios e decoração. São no total 105 lojas distribuídas em alamedas espaçosas, os preços realmente compensam, mas não espere nenhuma pechincha. O local conta ainda com uma ótima estrutura e variadas opções de alimentação, com uma ampla praça de alimentação e restaurante de redes famosas.

Praça da Matriz
Uma das melhores épocas para visitar a região é no mês de outubro, quando acontece a Expo São Roque. Durante a feira de alcachofras e vinhos as atrações são as compras, os shows, e as manifestações artísticas, como a pisa da uva. As alcachofras são encontradas em diversos pratos - harmonizadas com vinhos, claro! E podem ser compradas in natura ou em conserva. Por todo canto da cidade, é possível provar pratos com esse ingrediente que fez a fama local: a alcachofra. Todo o nosso roteiro em São Roque foi feito de carro, sendo a minha recomendação. A maioria das atrações não é perto uma da outra e principalmente se tiver pouco tempo fica muito complicado aproveitá-las a pé ou utilizando transporte público, que não alcança todas elas. Utilizar Uber ou Táxi não compensa muito pelo preço final. Mesmo se não tiver um carro à disposição, considere alugar. Se estiver em grupos maiores dividindo os custos fica bem em conta, além de fornecer liberdade no seu roteiro.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Aparecida - Morro do Cruzeiro

Mirante do Cruzeiro
Separado da cidade de Aparecida pela Rodovia Presidente Dutra, o Morro do Cruzeiro, é o ponto turístico onde acontece, toda sexta-feira da Quaresma, a tradicional Via Sacra, às 05 horas da manhã, no tradicional momento de oração e reflexão sobre a paixão e morte de Cristo, onde são reunidas mais de cinco mil pessoas. O nome deriva de um grande cruzeiro que havia no local. Ele era de madeira, mas não resistiu aos efeitos do tempo (mesmo tendo sido reforçado por uma estrutura de ferro). Há duas formas para chegar ao Morro do Cruzeiro: a pé ou de bondinho. A versão a pé pode ser feita pela Rua 1º de Maio no Bairro Santa Rita, no caminho chamado de Via Sacra. Isso porque possui esculturas que representam as estações da Via Sacra. O início da Via Sacra é marcado pela Escultura de Mãos Postas em Oração, de 15 metros de altura, obra de Adélio Sarro.

Mirante do Cruzeiro



A primeira cruz no alto do Morro foi fixada em 1925 e, durante a celebração da Semana Santa do ano de 1948, foram inauguradas as Capelinhas da Via Sacra. Assim como o cruzeiro, as capelinhas também não resistiram ao tempo, sendo, então, substituídas. Hoje o Morro do Cruzeiro conta com painéis em estilo neoclássico, elaborados em cimento pelo artista Adélio Sarro Sobrinho representando as 14 estações da Via Sacra, narrando a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ele utilizou 25 sacos de cimento para criar cada um dos painéis com cerca de 16 metros quadrados de área. Para o acabamento, Sarro empregou uma técnica nova, utilizando um pigmento especial de cimento que imita o bronze. De longe, os painéis parecem ter sido moldados em ferro. A obra de arte de Sarro demorou nove meses para ser concluída.

Aparecida vista do Teleférico e ao fundo o Morro do Cruzeiro

Mirante do Cruzeiro
O local passou por uma reforma completa, que começou em 1999, para a comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil e em comemoração ao terceiro milênio. O piso recebeu asfalto, as encostas do Morro foram arborizadas, o trajeto ganhou sinalização, som e iluminação novos e a cruz foi substituída por uma de ferro. O projeto arquitetônico é de Cláudio Pastro e o paisagismo de Gustaas Henricos Winter. Em abril de 2000, o Morro do Cruzeiro, totalmente reestruturado para atender os visitantes, foi solenemente bento e reinaugurado por Dom Aloísio Lorscheider, perante uma multidão de fiéis. O trajeto da Via Sacra possui 900 metros e conta com uma boa subida. 

Santuário Nacional e Bondinho Aparecida

Sepulcro com a Imagem do Cristo Morto
Na esplanada posterior, fica o Sepulcro com a Imagem do Cristo Morto. Trata-se de um local com grande quantidade de eucaliptos, o que empresta ao Morro um delicioso perfume nas primeiras horas da manhã. Com uma área de 2.210 metros quadrados e 685 metros de altitude, o Morro do Cruzeiro é uma rota de peregrinação, proporcionando uma bela vista da cidade. Mas, mesmo que você não queira peregrinar, a visita é válida. Hoje, o local é um dos pontos turísticos mais bonitos de Aparecida.

Última Estação da Via Sacra no Morro do Cruzeiro

O Cruzeiro, obra do artista Cláudio Pastro é moldado em aço, pesa 25 toneladas e possui 23 metros de altura, representando o símbolo das missões. Está localizado em cima do Mirante do Cruzeiro, torre com 30 metros de altura com uma vista de 360º de toda a região e dois elevadores panorâmicos que comportam até 12 pessoas por vez. Lá de cima o visitante pode ter informações sobre o que está observando através de painéis explicativos. Quando a pessoa desce a Torre Mirante, há uma pequena exposição de fotos de como era o local antigamente. Ali você tem a visão de toda a região de Aparecida, o cemitério, a Rodovia Presidente Dutra, o Mirante da Santa (fechado para visitação), o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e o Rio Paraíba do Sul.

Cemitério visto do Bondinho Aparecida

Bondinho Aparecida
Caso a pessoa não queira ir andando, há a opção do bondinho. A Estação de partida é a Estação Santuário que fica dentro do Santuário Nacional de Aparecida, próxima à Capela do Batismo. O primeiro passo é se dirigir às bilheterias para comprar o seu ingresso. Após adquirir, a entrada fica ao lado das bilheterias. Fique sempre com o bilhete em mãos, pois será necessário apresentá-lo tanto para a ida quanto para a volta. Após a entrada, há uma rampa que dá acesso aos bondinhos, no subsolo das bilheterias. Nesta rampa já se tem uma visão do passeio. O próximo passo é entrar no Bondinho o que não é difícil graças ao apoio dos funcionários. É necessário permanecer sentado e as portas se fecham automaticamente, mas todos estes detalhes são explicados pelos funcionários. Depois, basta curtir o passeio com a belíssima vista panorâmica para o Santuário Nacional. Uma vista panorâmica para o Morro do Cruzeiro, local de desembarque de ida, também rende belas fotos.

Estação Santuário

Bondinho Aparecida
O teleférico foi importado da Suíça e oferece 47 bondinhos que fazem a ligação entre a Basílica Nova e o Morro do Cruzeiro, através da Estação Cruzeiro. Cada bondinho comporta seis pessoas sentadas, sendo quatro cabines adaptadas para o uso de cadeira de rodas. Eles percorrem aproximadamente 1.170 metros de extensão. A altura chega a 120 metros em relação ao Santuário e o visitante tem a oportunidade de passar sobre a Via Dutra. Esse trajeto é rápido, com duração de seis a sete minutos. O Bondinho Aparecida ou bondinho aéreo foi inaugurado em 2014 em uma obra que levou cerca de um ano e meio para ser concluída. Importante ressaltar que a opção de ir de bondinho é paga. Aliás, a pessoa que desejar subir pela Via Sacra, tem a opção de pagar somente o trecho de volta dos bondinhos.

Morro do Cruzeiro e Bondinho Aparecida

Estação Cruzeiro
O Bondinho Aparecida é uma ótima atração para crianças e adultos que visitam o Santuário Nacional, e possui toda a segurança necessária. Além de aproveitar um passeio encantador através dos bondinhos aéreos, os visitantes podem apreciar uma vista privilegiada do Santuário Nacional de Aparecida e de toda a cidade da Torre Mirante que fica no alto do Morro do Cruzeiro. Uma vista maravilhosa, com um imenso momento de paz. 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Aparecida - Catedral Basílica Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Catedral Basílica Santuário Nacional de
Nossa Senhora da Conceição Aparecida
Um dos principais destinos turísticos do Estado de São Paulo, Aparecida se orgulha de abrigar o maior Santuário do mundo dedicado a Nossa Senhora. O movimento intenso não se restringe ao feriado de 12 de outubro, dia da Padroeira do Brasil, quando mais de 200 mil romeiros visitam a cidade para ver a imagem da santa, encontrada por pescadores em 1717. Tudo por aqui remete ao vínculo da cidade com a Imagem de Nossa Senhora encontrada pelos pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso no Rio Paraíba do Sul. Os hotéis da região ficam lotados também nos finais de semana comuns. Um fim de semana basta para ver a famosa Imagem da Nossa Senhora Negra (encontrada no século XVIII) e assistir a uma missa, mas muitos visitantes fazem o esquema bate e volta, e conseguem conferir os principais atrativos em um único dia, pois eles ficam próximos e a circulação pode ser feita a pé. A cidade tem fácil acesso, já que fica no eixo entre as duas capitais mais importantes do país, São Paulo e Rio de Janeiro. São cerca de 180 quilômetros de distância de São Paulo, e cerca de 260 quilômetros do Rio de Janeiro.

Santuário Nacional de Aparecida e a Passarela da Fé

Passarela da Fé

Passarela da Fé com a forma de "S" de Santa

Uma das entradas da Basílica Nova
A Catedral Basílica Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, também conhecida como Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, é um templo religioso católico localizado no município brasileiro de Aparecida, no interior do Estado de São Paulo, no Vale do Paraíba. É o maior templo católico do Brasil e o segundo maior do mundo, menor apenas que a Basílica de São Pedro, no Vaticano. É a maior catedral do mundo, visto que a Basílica Vaticana não e uma catedral. Também é o maior templo religioso do país, com mais de 143 mil metros quadrados de área construída ao longo de todo o Santuário. A estrutura foi solenemente sagrada em julho de 1980, pelo Papa João Paulo II, quando ele visitou o Brasil pela primeira vez. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elevou a nova Basílica a Santuário Nacional. Localiza-se no centro da cidade, tendo como acesso a “Passarela da Fé”, que liga a Basílica atual com a antiga, ambas visitadas pelos romeiros. Já recebeu a visita de três papas: João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

Cenas da Via Sacra ao redor da Basílica

Cenas da Via Sacra ao redor da Basílica

Torre Brasília
A Basílica Nova é a terceira Igreja que foi construída para abrigar a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. A primeira foi iniciada em 1741 e inaugurada em julho de 1745, antes havia apenas a Capela do Morro dos Coqueiros; a segunda foi iniciada em 1844 e inaugurada em junho de 1888. O Santuário Nacional de Nossa Senhora é um grande centro evangelizador, dirigido e administrado pelos Missionários Redentoristas da Congregação do Santíssimo Redentor, desde 1894, responsáveis pela pastoral e pela administração, no atendimento aos romeiros e peregrinos que chegam de todas as partes do país e do exterior. Em meados da década de 1940, os missionários da Congregação do Santíssimo Redentor, conhecidos por redentoristas, perceberam a necessidade de se erigir um novo templo para devoção do povo para com Nossa Senhora da Conceição Aparecida: era preciso um espaço mais amplo, que comportasse mais pessoas. Dessa necessidade, surgiu a ideia de se construir não qualquer igreja maior, mas uma Basílica. Benedito Calixto de Jesus Neto foi o arquiteto contratado para a elaboração do projeto, que foi pedido em forma de cruz grega.


Fachada Principal da Basílica Nova
Em 1945, o então Cardeal de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta levou ao Vaticano o projeto da então, futura Basílica, que foi julgado como brilhante pela Comissão Examinadora. A Basílica Nacional de Aparecida em estilo neoclássico tem capacidade para abrigar 75 mil pessoas, toda em tijolo à vista, e suas naves possuem uma altura de 40 metros, a cúpula mede 70 metros de altura com um diâmetro de 78 metros e sua torre mede 100 metros de altura, com área coberta de 18 mil metros quadrados. É visível da Via Dutra, estrada que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. Também conhecida por "Basílica Nova", está construída sobre o Morro das Pitas, teve sua terraplanagem iniciada em 1952 e terminada em 1954. Começou a ser construída em novembro de 1955, pela Nave Norte, e seguiu para a construção da Torre Brasília, que teve sua estrutura metálica doada pelo então presidente, Juscelino Kubitschek. Terminada a torre, as obras seguiram para a Cúpula Central, que fica acima do Altar Central, depois, já em meados de 1972, para a Capela das Velas e para a Nave Sul, passando depois para as Naves Oeste e Leste, e as Alas Intermediárias, finalmente. O acesso à Cúpula Central pode ser feito pelo subsolo, e a visita permite apreciar a simbologia dos seus 52 painéis, além da exposição dos 300 anos.

Arcadas com os apóstolos

Arcadas com os apóstolos e a Capela do Batismo

Arcadas nas laterais da entrada principal
No ano de 2000 o Santuário começou as obras de acabamento interno, a partir do Altar Central, com a colocação dos pisos. O Altar é o centro da Igreja, por esta razão as obras tiveram início por ele. São mais de 25 mil metros quadrados de granito em várias tonalidades, que trazem em sua forma uma vasta simbologia cristã. A simbologia do piso nos remete a Cristo, cuja Boa Nova deve ser anunciada a todo o mundo. Trabalho realizado pelo artista plástico Cláudio Pastro, responsável por todos os projetos internos de acabamento artístico do Santuário Nacional, o nicho que abriga a Imagem de Nossa Senhora Aparecida é feito em azulejos nas cores ouro, branco e azul. O Trono de Nossa Senhora ressalta a importância simbólica dessa pequenina Imagem na imensidão da Basílica e na alma do romeiro. No início do século XX, a imagem passou a adotar oficialmente a coroa de ouro e o manto azul, ofertados pela Princesa Isabel no fim do século XIX.

Arcadas laterais da Basílica Nova

Fachada Principal da Basílica Nova
O novo telhado, que conta com 257 mil telhas, faz parte do projeto de acabamento da Basílica que começou com o Altar Central, o Trono da Imagem e o piso em granito. Por isso, obedece ao padrão definido no projeto original do arquiteto Benedito Calixto de Jesus Neto, que sugere telhas azuis representando o Manto de Nossa Senhora Aparecida. Uma das grandes características do Santuário Nacional é seu revestimento com tijolinhos. O projeto de acabamento conta com a manutenção dessa característica histórica. As paredes internas do Santuário começaram a ser revestidas com novos tijolinhos, proporcionando uniformidade e beleza, bem como coesão artística para o assentamento de toda a nova azulejaria das naves do Santuário. As obras começaram pela Nave Sul e atualmente encontra-se em execução. No ano de 2019 começará o revestimento das fachadas externas da Basílica com passagens bíblicas.

Capela da Ressurreição

Altar da Capela da Ressurreição

Capela do Batismo
As Capelas do Santíssimo e de São José ficam dentro do templo, as do Batismo e da Ressurreição ficam do lado de fora, em dois corredores à direita e à esquerda. A belíssima Capela das Velas, para orações, pedidos e agradecimentos (você pode comprar velas em algumas lojas próximas) também fica do lado externo, mas do lado oposto às duas anteriores. A Sala das Promessas, também conhecida como Sala dos Milagres, fica no subsolo e foi feita para receber todos os ex-votos, que são objetos, fotos, cartas e testemunhos de fé dos devotos, é como um museu, com itens doados por pessoas em agradecimento. Se estiver com crianças, vá ao Espaço Devotos Mirins, que contempla vários locais para tirar fotos como: o Ônibus da Turminha, o Cantinho da Mãezinha Aparecida com orações, quebra-cabeça, balcão da Revista Devotos Mirins e de produtos, além de histórias em quadrinho por todo o local e um palco para apresentações dos personagens. E se quiser lanchar aproveite as delícias da Casa do Pão, também no subsolo. Após sair da Basílica, observe o Campanário do Santuário Nacional, com 13 sinos, 12 deles representando cada um dos Apóstolos, e o maior deles, dedicado à Virgem de Aparecida e a São José.

Cúpula Dourada da Capela do Batismo

Pia Batismal

Pia Batismal

Vitrais da Capela do Batismo
O Mirante da Torre Brasília é uma atração à parte que fica no alto da Basílica (há placas indicativas). A vista do Mirante é uma opção para quem não pretende ir ao Morro do Cruzeiro. Os ingressos são vendidos na entrada e o acesso se dá por um enorme elevador que vai até o 16º andar, a 110 metros de altura, onde a vista a 360º e cheia de informações interessantes sobre a Basílica e a região. Em seguida, basta descer novamente pelo elevador até o Museu de Nossa Senhora Aparecida, que ocupa o 1º e o 2º andar e conta a história da cidade e da construção da Basílica através de imagens, gravuras, fotografias, documentos, etc. Há exposições relacionadas aos tropeiros, ao imaginário popular do Vale do Paraíba, às riquezas naturais da região, e até as vestes dos papas João Paulo II e Francisco, da ocasião de suas visitas ao Santuário. Destacam-se a belíssima sala feita com joias doadas pelos fiéis, e os muitos objetos litúrgicos de prata. A visita à Torre e ao Museu dura em torno de 60 minutos. Não é permitido fotografar no Museu, somente na Torre.

Entrando na Basílica Nova

Nave central da Basílica Nova
A principal atração é o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, mas o lugar vai muito além da Catedral. Há diversos espaços que muitos visitantes não conhecem mesmo indo todos os anos em Aparecida. O Complexo do Santuário tem ótima infraestrutura e conta com mais de 15 espaços para visitação. A dica é visitar a Catedral Basílica e todos os espaços ao redor dela e do subsolo, conciliar o Presépio Permanente com o Memorial da Devoção e o Centro de Apoio ao Romeiro (que só é necessário para almoçar ou lanchar), e por último, o Bondinho e a Passarela da Fé até a Matriz Basílica. No Centro de Apoio ao Romeiro, mais conhecido como Shopping de Aparecida, o visitante encontra todo tipo de serviço necessário para o bem-estar na visita ao Santuário. Além de 380 lojas, onde se podem comprar todos os tipos de lembranças, o visitante encontra uma ampla Praça de Alimentação, fraldários, sanitários, seguranças, balcão de informações, tudo sinalizado. Está situado no estacionamento da Basílica. Dica: deixe o carro no enorme estacionamento da Basílica Nova e circule a pé pela região. Além de toda a sua estrutura de acolhimento, acessibilidade e investimentos em comunicação, o Santuário Nacional atua na área da ação social. O número de beneficiados pelas parcerias e projetos atinge milhares de pessoas, entre crianças, adolescentes, idosos e portadores de necessidades especiais.

Nicho de Nossa Senhora Aparecida

Trono da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Decoração do Nicho de Nossa Senhora Aparecida

Altar-Mor da Basílica Nova
A chamada Passarela da Fé foi inaugurada em dezembro de 1971, e em janeiro de 1972 foi dada uma benção seguida pela primeira procissão com a imagem milagrosa. A estrutura da Passarela foi construída para oferecer acesso entre a Basílica Velha à Basílica Nova. Sua construção de concreto é mais uma homenagem a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, por isso tem o formato de um “S” de santa. A construção da ponte foi iniciada em 1970 e levou dois anos para ser concluída. Hoje é visita obrigatória para os romeiros, aos domingos, e é palco de um espetáculo para os olhos, quando a certa hora do dia pode ser visto milhares de visitantes passando por ela, após as missas, para admirar a vista que se tem dela. A Passarela da Fé tem comprimento de 389 metros e largura de 5,85 metros. A caminhada na Passarela dura em torno de 15 minutos. É um excelente ponto de atração, pois de sua parte mais alta descortina-se bela visão panorâmica da cidade de Aparecida.

Detalhe da Cúpula Central

Cúpula Central da Basílica Nova
O Bondinho de Aparecida liga a Basílica, na chamada Estação Santuário, ao alto do Morro do Cruzeiro, na Estação Mirante com uma extensão de aproximadamente 1.170 metros sobre a cidade e a Rodovia Presidente Dutra e um desnível de 115 metros, tendo sido inaugurado em junho de 2014. A obra levou cerca de um ano e meio para ser concluída, conta com 47 cabines de capacidade para seis pessoas. A bilheteria fica ao lado da saída do Santuário e você pode comprar o pacote ida e volta, com ou sem acesso à Torre Mirante. O passeio é seguro e oferece uma vista linda da Basílica e da cidade de Aparecida. Se preferir, você pode subir pela Via Sacra do Morro do Cruzeiro. São 900 metros de extensão, e o trajeto não é muito íngreme. O Morro do Cruzeiro é equipado com um mirante de 30 metros de altura em seu topo, com uma vista de 360º, também inaugurado em 2014, sendo marcado por esculturas que representam as estações da Via Sacra. Um dos mais belos atrativos da cidade, de onde se tem uma magnífica vista do Santuário Nacional. Lá tem local para acendimento de velas, banheiros, lojinha e lanchonete, acessíveis mesmo para quem não adquiriu o ingresso para a Torre do Mirante. O horário de funcionamento do Bondinho varia de acordo com o dia da semana.

Murais representando a vida de Jesus

Murais representando a vida de Jesus
A gama do Santuário Nacional reúne outras atrações que encantam os visitantes. A principal é o Museu de Cera, único do mundo dedicado a Nossa Senhora Aparecida. São mais de 60 estátuas em tamanho real, dividida em 20 cenários que contam a história desde o encontro da imagem no Rio Paraíba do Sul, até os dias atuais. Também são homenageadas pessoas ligadas à história da Mãe Aparecida, como padres e bispos que atuaram na evangelização ao longo dos anos de história e personalidades que já demonstraram sua fé publicamente visitando o Santuário Nacional. Abrange ainda o Aquário de Aparecida, com espécies tanto de água doce quanto salgada e conta inclusive com uma piscina de tubarões que podem ser tocados pelos visitantes e o Presépio Permanente, localizado ao lado do Estacionamento do Santuário Nacional abriga 60 esculturas em tamanho real que reproduzem importantes fatos histórico-religiosos do nascimento de Jesus Cristo e outras representações, como o encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul, além de grutas, cascata. Lago e um mirante com ótima vista da Basílica Nova. Localizada nos arredores do Santuário Nacional, a Feira de Aparecida é um atrativo à parte na cidade, onde se pode encontrar de tudo um pouco, de artigos religiosos a lembranças do município.

Entronização de Nossa Senhora de 
Fátima na parte externa 
da Basílica Nova
Já no Cine Padroeira, primeiro cinema 3D sem óculos do Brasil, o visitante tem a oportunidade de assistir a um emocionante filme de 15 minutos que conta a história da Santa Padroeira do Brasil. A experiência do Cine Padroeira começa nos assentos para o público. Eles são de madeira para que o espectador se sinta em uma canoa, como a utilizada pelos pescadores que encontraram a Santa no Rio Paraíba do Sul em 1717. As paredes simulam a vegetação próxima ao Rio. Quando o filme começa é possível notar o efeito das cinco telas em ação. Há um telão central, onde o tema do filme é reproduzido. As telas laterais servem para mostrar os detalhes. Quando há diálogos, por exemplo, a tela central mostra o local de forma ampla. As telas da esquerda e direita mostram detalhes do rosto dos interlocutores. Uma quarta tela fica na parte inferior da cena para dar proximidade ao espectador. A principal função da quinta tela é dar a sensação de 3D sem a necessidade dos óculos. O tule, como é chamado, ocupa todos os 18 metros de largura e fica à frente das demais telas. Por isso, quando é acionado, como em cenas de chuva, dá a impressão de cinema em três dimensões.

Sinos do Campanário em construção

Sinos do Campanário em construção

Chafariz no jardim da Basílica Nova
Já o Porto Itaguaçu, no Rio Paraíba do Sul, antigamente conhecido como Bairro das Pedras, fica a uns 10 minutos de carro. É o local onde a Imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada, e o visitante pode fazer um passeio de barco até o local da “pesca milagrosa”. Localizado no caminho do Porto Itaguaçu, o Mirante das Pedras possibilita a contemplação da várzea onde corre o Rio Paraíba do Sul e a Serra da Mantiqueira. O local tem como atração principal a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, medindo 1,80 metros de altura. A Igreja de São Geraldo localizada na entrada do Porto Itaguaçu foi construída em 1926 e abrigou a Imagem de Nossa Senhora Aparecida por muitos anos. Outra atração tradicional é a Feira Livre, na parte posterior da Basílica Nacional. A Feira a céu aberto tem centenas de barracas que vendem souvenires, além de restaurante e lanchonetes. A feirinha popular acontece nos finais de semana nas ruas dos arredores do Santuário.

O gigantesco estacionamento da Basílica Santuário de Aparecida

Capela das Velas
Criado para ser um grande centro de formação religiosa, o Santuário Bom Jesus ganhou destaque como atrativo turístico após hospedar Madre Paulina e os papas João Paulo II e Bento XVI. O magnífico edifício foi erguido em 1895. Criado em 1910, o Memorial Redentorista resgata a história desta importante missão de fé, abrigando um museu, a Capela Memorial Redentorista e a Capela em homenagem ao Padre Vítor, conhecido como Apóstolo do Rádio, cujo processo de beatificação encontra-se em andamento. Boa parte dos hotéis da cidade está na movimentada avenida que contorna a Basílica Nova – região frequentada, sobretudo, pelas excursões de romeiros de todo o país. Simples, as hospedagens costumam lotar em outubro, mês de Nossa Senhora Aparecida. Para conseguir vagas é preciso reservar com até um ano de antecedência. Em 2003, a região inaugurou o Caminho da Fé, uma peregrinação de 525 quilômetros entre Cravinhos e Aparecida, passando por cidades entre Minas Gerais e São Paulo. Ao se inscreverem no projeto, os fiéis têm acesso a uma lista de pousadas associadas, um mapa detalhado e uma credencial que é carimbada em cada parada oficial. O roteiro é sinalizado e atravessa vilarejos, bosques, trilhas e trechos de estradas. Em média, o percurso completo é feito em 20 dias.