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sexta-feira, 6 de maio de 2016

São Roque - Fazenda Angolana

Representação de uma aldeia indígena
Tupi-Guarani na Fazenda Angolana
São Roque, a 60 quilômetros de São Paulo, é conhecida pelo Roteiro do Vinho. A cidade conta com ótimas vinícolas e é uma opção de passeio para quem gosta deste tipo de programa. Mas São Roque não é apenas um passeio para os enófilos, mas para a família toda. Nada de trânsito, poluição, corre-corre ou estresse. São Roque é uma cidade surpreendentemente charmosa e encantadora, com um ar puro, paisagens belíssimas, clima de montanha, e muito sossego. Além disso tudo, a receptividade dos moradores faz da cidade um lugar agradável para um passeio romântico ou em família.

Uma Oca indígena com instrumentos de caça

Armadilhas de caça indígena

Oca indígena

Apresentação dos índios Tupi-Guarani

Plataforma da Tirolesa
Bem diferente do ambiente das grandes cidades, a Fazenda Angolana é rodeada por animais exóticos e de estimação, vegetação nativa e muito ar puro, é uma atração que junta vida rural e gastronomia. Famílias com crianças pequenas sabem como é divertido levar os pequenos para ver os animais da fazenda. A excitação das crianças é garantida e os pais ficam felizes de ver os filhos se divertindo, aprendendo e gastando energia em meio à natureza. Na Fazenda Angolana, as crianças fazem tudo isso – se divertem, aprendem, entram em contato com a natureza. Lá, elas veem e alimentam os animais, podem brincar no playground, em tanques de areia, nos brinquedos, como cama elástica, piscina de bolinhas e pula-pula, além de poderem fazer passeios de charrete e pônei.


Tirolesa

Passarela de Chegada da Tirolesa

Mini animais da Fazenda Angolana
A Fazenda de 168 mil metros quadrados foi inaugurada em 1985 e ocupa uma área reflorestada pelo proprietário na década de 1980. De lá para cá, a Fazenda Angolana passou por algumas mudanças e hoje é totalmente dedicada ao turismo e à comercialização de animais. Os cerca de 4.000 visitantes que por lá passam mensalmente têm a possibilidade de caminhar ao lado de pavões, coelhos, pôneis, galinhas e outras espécies. A Fazenda Angolana possui cerca de 150 espécies espalhadas por todo o empreendimento. Os bichos ficam em locais protegidos e monitorados por veterinários e especialistas. As áreas são divididas de acordo com a espécie e raça dos animais, o que facilita o acesso e interação com os visitantes. 

Porcos

Galinha e seus pintinhos

Cabritos

Lhama

Avestruz

Pônei

Trilhas
A Fazenda Angolana também comercializa animais, para quem deseja comprar um pet, seja um cão, coelho, porquinho ou ave, eles têm um trabalho especializado, e vendem também acessórios como gaiolas, e insumos, como rações para cada tipo de bichinho. Para famílias com crianças, o ideal é passar um dia na Fazenda Angolana, que conta com duas trilhas ecológicas, uma com 600 metros e outra com 450 metros que terminam nas baias das mini vacas e dos cavalos. O trecho é composto por mata nativa, árvores e animais variados, como sabiás, tucanos, garças, pica-paus e outros. Além do contato com os animais no Zoo, a Fazenda Angolana tem outras atrações para divertir a criançada, a maior parte delas paga a parte. Essa talvez seja a melhor atração da cidade para as crianças.



Ruínas em uma das trilhas

Trilha


Pedalinhos
Para aplacar a fome da garotada, que não demora a chegar, o lugar conta com uma cafeteria e dois restaurantes. Quem passa pela Fazenda Angolana pode escolher a típica comida preparada no fogão à lenha e se deliciar com pratos saborosos. Se a preferência é pelo cardápio à la carte, há diversas opções interessantes. O almoço é para saborear, com calma para podermos comer um pouco de tudo, ou apreciando um prato a nossa escolha. Todas as opções são bastante saborosas, com aquele sabor de comida de fazenda, difícil de parar de comer. Outra boa pedida na Fazenda Angolana é saborear um café típico da região.

Pedalinhos

Pedalinhos

Pedalinhos

quinta-feira, 5 de maio de 2016

São Roque - Igreja Matriz de São Roque

Igreja Matriz de São Roque
Igreja Matriz de São Roque, também conhecida como Paróquia de São Roque é a maior igreja dedicada a São Roque no Brasil. Mais antiga que a própria cidade, a Igreja Matriz foi construída antes mesmo da Estância Turística ser reconhecida como município. A primeira igreja foi construída no século XVII pelo Povoado de Pedro Vaz. Originalmente era o local de guarda dos registros de batismos, nascimentos e óbitos que ocorreram em São Roque, entre os séculos XVII ao XX. Em 1836 passou por uma ampla reforma em sua estrutura, cujas paredes estavam ameaçadas. Em 1837 o novo prédio foi concluído, sendo que a mão de obra foi inteiramente gratuita, pois o material empregado na construção eram as taipas socadas por braço escravo. Em 1872 foi feita a reforma geral da pintura e do relógio da torre. Desta ocasião em diante a Igreja passou a ter a sua fachada nas linhas arquitetônicas do estilo colonial barroco, belo em suas linhas singelas e harmoniosas, foi assim que os são-roquenses conheceram a Igreja até o ano de 1937, a chamada “Matriz Velha”.

Fachada da Igreja Matriz de São Roque

Portal Principal da
Igreja Matriz de São Roque
Depois disso, iniciou-se uma nova construção da Matriz. Mesmo não possuindo um estilo sacro definido, não impediu de ser transformada em uma das mais belas igrejas de São Paulo, graças ao seu interior magistralmente pintado e decorado pelo talento dos artistas plásticos italianos, irmãos Pietro e Ulderico Gentili. As paredes, bem como os vitrais, retratam a vida e a morte do Padroeiro, São Roque. O compartimento que acolhe a imagem do Padroeiro representa ao fundo a vida peregrina de São Roque. A Igreja tem ainda no Presbitério dois magníficos murais, ao lado do Evangelho tem o profeta Elias no deserto sendo confortado pelo anjo que lhe traz alimento, símbolo da Eucaristia. Ao lado da Epístola, São Roque no cárcere recebendo forças espirituais através da Sagrada Comunhão. Completam o Presbitério, anjos representando a oração e o sacrifício da Divina Eucaristia e do Espírito Santo. O teto do templo possui ainda o Arco do Presbitério, a bela cena da Anunciação e traz a Glória de São Roque, os símbolos das virtudes teologais: fé, esperança e caridade. As paredes do corpo da Igreja trazem os quatro evangelistas e a explicação dos Sete Sacramentos

Detalhe do Portal Principal da
Igreja Matriz de São Roque

Altar-Mor da Igreja Matriz de São Roque
A Igreja possui imagens vindas do exterior de alto valor e no altar-mor uma talha dourada abriga a Imagem de São Roque. A construção ainda abriga um relicário com uma parte do braço do santo, atrás do altar, embaixo da imagem do santo. A Igreja possui uma torre imponente, podendo ser visualizada de várias regiões da cidade. Logo após a chegada dos frades carmelitas a São Roque, por volta da década de 1950, o Cardeal Motta, Arcebispo de São Paulo, confiou a eles a Paróquia, abrangendo, além da cidade de São Roque, uma vasta área rural. Mesmo para aqueles sem ligação religiosa vale a pena conhecer a Igreja Matriz de São Roque e reservar um tempo no seu roteiro para visitá-la, tanto pela sua importância histórica como pela sua beleza arquitetônica. Ao seu redor tem uma praça com várias lojas e restaurantes. Ao que consta, até a década de 1940, o Largo da Matriz era formado por um conjunto arquitetônico barroco, tendo a sua volta casarões.

Nave da Igreja Matriz de São Roque

Capela do Sagrado Coração de Jesus
Agora um pouco da história do santo. Conta-se que São Roque nasceu no ano de 1295, provavelmente em Montpellier, na França. Quando ele nasceu, todos ficaram bastante surpresos por causa de uma marca em seu peito: uma cruz vermelha. Era de família nobre, distinta e abastada. Roque ficou órfão dos pais quando tinha entre 15 e 20 anos e herdou uma grande fortuna. Porém, como cristão convicto educado por sua mãe, Roque desejava viver na pobreza, em imitação a Cristo. Por isso, ele quis repartir todos os seus bens entre os pobres. E ia fazer isso em segredo, como disse Jesus. A pouca idade, porém, não permitia que ele se dispusesse de seus bens. Então, ele confiou tudo a um tio. Depois, partiu sem nada para a cidade de Roma. Foi mendigando ao longo do caminho. São Roque viveu por três anos na cidade de Roma. Passava muito tempo em oração na tumba dos apóstolos. Lá ele contraiu a peste e para não ocupar mais um leito no hospital, arrumou um lugar na floresta para esperar a morte. Pela graça de Deus, ele viu nascer ali, bem perto da cabana onde vivia, uma pequena fonte de água límpida e cristalina. Ao beber e se lavar nas águas ele sentia grande alívio em suas feridas.

Vitral da Igreja Matriz de São Roque

Vitral da Igreja Matriz de São Roque
Outro fato interessante foi que um cachorro o encontrou e começou a levar pão para São Roque. O dono do cão, notando a regularidade com que o animal fazia isso, seguiu-o e encontrou o santo. Roque ficou curado da doença e conseguiu a conversão de seu benfeitor. Então, ele ficou um tempo em Piacenza e curava os doentes. Chegando à Toscana, em Aguapendente, na Itália, viu a grande mortalidade causada pela peste. Então, pediu permissão ao administrador do hospital para assistir aos doentes. Logo que Roque se pôs entre os enfermos, cessou a epidemia em toda a cidade. O mesmo aconteceu em Cesena e em outras localidades. Ele curou muitos fazendo o sinal da cruz. Dizia-se que a peste fugia de Roque. Ao retornar a Montpellier, sua terra natal, não o reconheceram e ele acabou preso. Pensavam que era um espião disfarçado de peregrino, pois havia uma guerra civil. Ele ficou na prisão por cinco anos. Em agosto de 1327, foi encontrado morto em sua cela e, então, realizou seu primeiro milagre depois de morto. O carcereiro, que era manco desde o nascimento, ficou curado ao tocar o corpo e São Roque com o pé, para ver se ele estava vivo, dormindo, ou se estava morto. Ao tirarem sua roupa para sepultá-lo, ele foi reconhecido por causa da cruz marcada em seu peito.

Igreja Matriz de São Roque

Detalhe da decoração do piso
da Igreja Matriz de São Roque
No Concílio de Constance (1414-1418), a peste ainda ameaçava a população. Os dirigentes pediram a proteção e intercessão de São Roque e a peste acabou. Por isso sua canonização e seu culto foram aprovados rapidamente. As relíquias de São Roque foram levadas para Veneza. Ele é reverenciado e invocado na França e na Itália como protetor contra doenças e pestes. São Roque é representado com um cachorro ou como um peregrino usando capa, chapéu, botas e, às vezes, segurando um cajado. Como protetor dos cães, ele é mostrado com o cachorro lambendo suas feridas.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

São Paulo - São Roque

São Roque vista do Morro do Cruzeiro
Não é preciso percorrer grandes distâncias para trocar o corre-corre da metrópole por um típico clima de cidade interiorana. A cidade de São Roque fica a apenas 66 quilômetros de São Paulo, com vias de acesso pelas rodovias Raposo Tavares e Castello Branco. Ambos os trajetos possuem pedágio, e a cidade tem incríveis opções de passeios que agradam a todos os gostos. Ideal para passar um final de semana ou até mesmo fazer um bate e volta, a cidade oferece roteiros que agradam desde famílias inteiras a casais que buscam fugir dos agitos da cidade grande. Você pode fazer o passeio por conta própria ou pode ir com alguma agência de ecoturismo, para não precisar dirigir. Com um ótimo clima serrano, paisagens belíssimas e povo hospitaleiro, São Roque dispõe de uma excelente infraestrutura hoteleira, bons restaurantes, um amplo comércio e os mais saborosos vinhos da região. Alguns hotéis de São Roque são de encher os olhos, daqueles em que dá vontade de prorrogar a estadia.

São Roque vista do Morro do Cruzeiro
A cidade de São Roque foi fundada em 1657 e recebeu o nome de São Roque, devido a devoção do seu fundador a este santo. A cidade foi marcada como parada de bandeirantes que desciam o Rio Tietê em busca de ouro e esmeraldas. Pedro Vaz de Barros, mais conhecido como Vaz-Guaçu, fundador da cidade de São Roque, ficou entusiasmado com as terras da região e, juntamente com os moradores, decidiu investir na plantação da uva e na produção de vinhos. No entanto, a produção de vinhos só teve seu grande impulso de crescimento apenas com a chegada dos imigrantes italianos e portugueses, no século XIX, que tornaram a vitivinicultura uma das principais atividades econômicas da cidade. As videiras eram cultivadas às margens dos Rios Carambeí e Aracaí. Conhecida por ser uma das cidades que mais produzem vinhos em São PauloSão Roque mantém a tradição do título de "Terra do Vinho", e conta com inúmeros estabelecimentos especializados na plantação de uva, sem contar as delícias gastronômicas. Seja no inverno ou no verão, o destino é uma opção de viagem econômica próxima a São Paulo.

Morro do Cruzeiro e São Roque
São Roque, devido ao seu grande potencial no cenário histórico, artístico, ecológico e cultural, foi transformada em Estância Turística, e impressiona aqueles que se dedicam a explorar a cidade. São muitas as vinícolas e adegas espalhadas pela chamada Estrada do Vinho ou Roteiro do Vinho que merecem atenção pela boa infraestrutura, restaurantes e degustações. É um agradável passeio para um final de semana ensolarado. Os estabelecimentos também oferecem lojinhas para venda de vinho, licor, suco e delícias como queijos e salames. O Roteiro do Vinho é uma oportunidade de vivenciar essa história e toda a tradição de perto, através das adegas, vinícolas, restaurantes, hotéis, pousadas e centros de lazer e entretenimento, em meio à natureza abundante da Mata Atlântica preservada. 

Estátua de São Roque no
Morro do Cruzeiro
Dividida em três estradas principais (Estrada do Vinho, Estrada dos Venâncios e Rodovia Quintino de Lima), o Roteiro do Vinho conta com mais de 30 estabelecimentos, dentre eles estão vinícolas, destilarias, fábricas de chocolate, fazendas, entre outros. Cada estabelecimento oferece degustação de produtos locais. Nas mais de 10 vinícolas da região, podem-se degustar diversos tipos de vinho e salames gratuitamente, aproveitando as paisagens deslumbrantes de cada vinícola, além das atividades locais que cada uma oferece, como tirolesas, trilhas, passeios a cavalo entre outros. São Roque é produtor de uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Lorena (um branco suave bem parecido com Chardonnay). Também das uvas que dão origem aos vinhos de mesa, suaves e mais adocicados como a Bordô por exemplo. Alguns produtores até se arriscam com plantações de Malbec. Se você gosta de beber, não se esqueça de convidar um amigo que não bebe. Alguém precisar conduzir com segurança seu retorno para casa.


Morro do Cruzeiro com a Estátua de São Roque
Vinícola Góes é uma das mais frequentadas pelos turistas. Está localizada em um grande terreno com lago, pequenas parreiras de uva para fotos e um casarão lindo. Foi fundada em 1938 pelo casal Benedito e Maria das Dores. A estrutura local conta com visitas guiadas dentro da fábrica e nos parreirais. No meio do passeio, é possível fazer degustação de vinhos finos. É a única que cultiva, na própria cidade, uvas Cabernet Sauvignon. Em meses especiais a Góes oferece um tour para participar da vindima em que você participa da pisa das uvas e conhece as plantações. Logo ao entrar na Vinícola é impossível não reparar na beleza do lugar. O local possui estacionamento gratuito logo na entrada, além de sanitários e fraldário. No local, também há lojinhas de queijos e cachaças, lanchonete e um restaurante com uma vista linda das instalações. Para as crianças, tem playground e pintura.

Morro do Cruzeiro
Logo na entrada da Vinícola Canguera há uma linda fonte de vinhos, um empório com doces e embutidos deliciosos e uma loja que oferece degustações gratuitas de vinhos de mesa e finos. Mais para o fundinho está um campo enorme com área verde, espaço para as crianças brincarem e redes nas sombras para um descanso. Ainda nesse espaço, depois de subir uma escadinha, você encontrará o Restaurante Canguera. Um refúgio para lá de tranquilo; mesas postas às sombras e ao frescor de uma árvore enorme. A maior parte das vinícolas inclui um restaurante acoplado para o almoço. Você ainda pode visitar a Destilaria Stoliskoff e virar um expert no processo de produção de vinhos, destilados e fermentados,  além de poder degustar diversos tipos de vodca e saquê. Se tiver sorte, você pode ver e ouvir o enorme trem de carga que passa pela região. A ideia de passeio é percorrer todo o Roteiro do Vinho realizando algumas paradas nas vinícolas, plantações, restaurantes e terminar o dia no centro da cidade de São Roque

Morro do Cruzeiro
A Quinta do Olivardo, um restaurante português perfeito, é um achado no Roteiro do Vinho de São Roque. Seus pratos são inspirados na culinária da Ilha da Madeira. Do restaurante há uma linda vista para o vale. Em frente ao restaurante você encontra diversas barraquinhas que vendem pastéis de Belém, bolinhos de bacalhau e muitas outras guloseimas portuguesas. Você pode optar por entrar no restaurante ou ficar ali por fora mesmo, desfrutando e curtindo nos banquinhos que remetem as ruelas e ladeiras portuguesas. A decoração e a qualidade dos pratos te farão lembrar-se de Portugal, caso já tenha conhecido o país. Se ainda não foi a Portugal, feche os olhos e imagine-se lá. A Quinta do Olivardo é praticamente uma cidadezinha portuguesa.

Arquitetura típica de São Roque na Praça da Matriz
Mas nem só de vinho, porém, vive São Roque. Quem viaja com as crianças encontra uma divertida atração - o Ski Mountain Park, um complexo de esqui e snowboard que conta até com teleférico. Localizado a mais de mil metros de altitude e com uma área total de 320 mil metros quadrados, oferece diversão para todos os públicos. Neve? Nem pensar... A pista é feita de borracha com cerdas deslizantes e é constantemente irrigada com água e sabão para ficar ainda mais escorregadia. O espaço oferece ainda arvorismo, tobogã com 350 metros de extensão, arco e flecha, paintball, passeio a cavalo, pista de patinação, escalada e trilha ecológica. O visitante estaciona o carro em um nível mais baixo do parque (pago) e sobe de trenzinho (grátis).

Arquitetura típica de São Roque na Praça da Matriz
Sítio Santo Antônio é uma das construções com maior valor histórico para São Roque, construído pelo irmão do fundador da cidade, o sítio abriga duas construções importantes, a Casa Grande do Capitão Fernão Paes de Barros e a Capela Santo Antônio, construídas em taipa de pilão, que são de meados da fundação da cidade. Durante toda a sua história o Sítio Santo Antônio já teve diversos proprietários ilustres entre eles o Barão de Piratininga e o escritor  Mário de Andrade. Nas construções do século XVII, as estruturas preservadas descortinam relíquias originais, como as observadas na capelinha: altar-mor folheado a ouro, altares laterais com baixos-relevos e pinturas do forro. Depois de anos de restauração, as ruínas da Casa Grande e da Capela Santo Antônio foram abertas para visitas monitoradas para estudantes e turistas. As visitas acontecem nos finais de semana e feriados e são gratuitas. Além das construções o Sítio Santo Antônio abriga uma agradável área verde e um lindo lago.

Busto do Barão de
Itapetininga na
Praça da República
A Estação Ferroviária de São Roque foi construída em 1930 e tinha conexão com a Estrada de Ferro Sorocabana, a Estação contava com uma agência de telégrafos e era uma das mais modernas da época, a Estação deixou de transportar passageiros, passando a locomover apenas carga até ser desativada. Na década de 1990 passou por uma reforma e atualmente abriga a sede da Guarda Municipal de São Roque. Apesar de desativada a Estação Ferroviária de São Roque pode ser visitada na sua parte externa. Se você gosta de contemplar prédios com arquitetura histórica e fotografar ambientes com clima antigo, a visita vale muito a pena. A Estação está perto do Morro do Cruzeiro e as duas atrações podem ser visitadas em conjunto no seu roteiro. O Morro do Cruzeiro proporciona uma vista incrível da cidade de São Roque e fica próximo ao centro da cidade, que garante  fácil acesso. É possível chegar tranquilamente de carro ou caminhando para quem estiver com disposição, são poucos minutos de distância da Estação Ferroviária de São Roque. É muito visitado por devotos de São Roque, devido a imagem do santo padroeiro da cidade que se encontra no Morro junto com uma cruz. Durante os meses de julho a agosto é realizada a Novena do Cruzeiro e muitos devotos sobem ao Morro para fazer orações e agradecimento ao santo.


Praça da República
Centro Educacional e Cultural Brasital fica localizado no conjunto de prédios de uma das primeiras fábricas de tecelagem em São Paulo fundada em 1890. Os prédios antigos ocupam uma área verde de 100 mil metros quadrados. Sua importância para São Roque é tão grande que chegou a empregar 80% da mão de obra disponível. As operações se encerraram em 1970. Atualmente funciona como Centro Cultural que conta com uma biblioteca pública municipal, oficinas culturais e profissionalizantes e uma trilha ecológica de 2,5 quilômetros que não é sinalizada, cercada de Mata Atlântica e chamada de Caminho das Águas por conta dos canais que cruzam o percurso. O conjunto arquitetônico ocupa um total de mais de 9.000 metros quadrados. É uma ótima oportunidade para relaxar e apreciar a arquitetura repleta de história, valendo muito incluir no seu roteiro.

Praça da República
Morro do Saboó é um dos pontos mais altos de São Roque, perfeito para quem procura aventura. O topo é alcançado por uma trilha que é considerada de nível médio. O presente para quem termina o trajeto é uma vista de tirar o fôlego com mil metros de altitude, que se o clima ajudar permite avistar as cidades vizinhas, Mairinque e Araçariguama. O tempo de trajeto é de 40 a 60 minutos, de acordo com seu ritmo. A distância do centro de São Roque é de 10 quilômetros. A propriedade é privada, mas a entrada é gratuita, contudo, é sempre importante lembrar-se de cuidar da preservação do local. Na base do Morro do Saboó há um estacionamento e uma lanchonete, mesmo se não tiver intenção de subir o Morro a vista de baixo já vai te encantar.

Muita diversão na Quinta do Olivardo
Recanto da Cascata é um lugar cercado por extensa área verde, que possui uma cascata formada por águas do Rio Carambeí. É daqueles lugares que não queremos ir embora. Ao entrar na Trilha da Cascata percorremos uma enorme passarela de madeira que passa por cima de uma cascata deixando a paisagem ainda mais incrível. O local ainda abriga trilhas no meio da mata, jardins de flores naturais e têm estrutura para receber os principais eventos da cidade, como a Expo São RoqueExposição de OrquídeasFesta das Nações, entre outros. Ótimo para fazer caminhadas, apreciar a natureza e respirar ar puro. Se você não abre mão de uma compra com promoção, não deixe de passar no Catarina Fashion  Outlet. Você vai encontrar as mais prestigiadas marcas de roupas femininas, masculinas e infantis, acessórios e decoração. São no total 105 lojas distribuídas em alamedas espaçosas, os preços realmente compensam, mas não espere nenhuma pechincha. O local conta ainda com uma ótima estrutura e variadas opções de alimentação, com uma ampla praça de alimentação e restaurante de redes famosas.

Praça da Matriz
Uma das melhores épocas para visitar a região é no mês de outubro, quando acontece a Expo São Roque. Durante a feira de alcachofras e vinhos as atrações são as compras, os shows, e as manifestações artísticas, como a pisa da uva. As alcachofras são encontradas em diversos pratos - harmonizadas com vinhos, claro! E podem ser compradas in natura ou em conserva. Por todo canto da cidade, é possível provar pratos com esse ingrediente que fez a fama local: a alcachofra. Todo o nosso roteiro em São Roque foi feito de carro, sendo a minha recomendação. A maioria das atrações não é perto uma da outra e principalmente se tiver pouco tempo fica muito complicado aproveitá-las a pé ou utilizando transporte público, que não alcança todas elas. Utilizar Uber ou Táxi não compensa muito pelo preço final. Mesmo se não tiver um carro à disposição, considere alugar. Se estiver em grupos maiores dividindo os custos fica bem em conta, além de fornecer liberdade no seu roteiro.