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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Campinas - Dicas de O Que Fazer em Campinas

Palácio dos Jequitibás

Hoje vou dar algumas Dicas de O Que Fazer em Campinas, algumas que são o mais próximo de atrações turísticas que temos e outras que são bem coisas dos moradores mesmo. Com quase 25 anos morando em Campinas, já me considero campineira. Se você estiver de passagem pela cidade, seja a trabalho ou a passeio, se atente a essas dicas, pois Campinas é considerada a metrópole do interior paulista e você terá uma gama de opções de passeio. Campinas possui atrações para vários perfis: de casas noturnas badaladas e restaurantes charmosos a lugares bucólicos para visitar com a família. Seja para praticar atividades ao ar livre ou se aventurar em um passeio bem inusitado, a cidade possui roteiros para todos os tipos de visitantes e é a pedida certa para curtir um momento diferente.

Palácio dos Jequitibás, sede da Prefeitura Municipal de Campinas

Observatório Municipal Jean Nicolini
A primeira dica para quem quer explorar mais a cidade é olhar para o céu no Observatório Municipal Jean Nicolini, a 32 quilômetros do centro de Campinas. Por estar tão distante e não ser possível ver as casas e prédios de Campinas, você se sente em outra cidade, e parece que está viajando ao pegar a estrada até lá. Localizado no Monte Urânia, na Serra das Cabras, no Distrito de Joaquim Egídio, é o melhor lugar de Campinas e do Estado de São Paulo para se observar as estrelas, por ser distante da poluição luminosa. É o ponto mais alto de Campinas, a uma altitude de 1.033 metros. No local, o visitante poderá ver, através de telescópios, dependendo da época do ano e das condições meteorológicas, astros como a Lua, Saturno, entre outros. O telescópio é um dos maiores equipamentos do tipo disponíveis para visitantes no Brasil, uma experiência turística que todo campineiro e visitante que gosta de ciência deve conhecer. O local funciona todos os domingos das 17:00 às 21:00 horas. Em dias de chuva ele não abre e em dias nublados não é possível observar o céu nos telescópios. Crianças até seis anos e terceira idade não pagam entrada. Abasteça o carro antes de ir e leve um lanchinho e água, e blusa de frio por garantia.

Observatório Municipal Jean Nicolini

Estação Anhumas e o trem Maria-Fumaça
A segunda dica é um convite para voltar aos áureos tempos da ferrovia em um passeio de “Maria-Fumaça” entre Campinas e Jaguariúna. Quem é noveleiro assumido e não perde um capítulo das tramas de época, a chance de já ter visto o trem e uma das estações da ferrovia é bem grande. O trecho e a locomotiva já foram utilizados várias vezes como cenário de novelas de época como “Terra Nostra”, “Sinhá Moça” e “Cabocla”, entre outras. Fruto da impecável conservação da linha férrea. A viagem passa por um trecho desativado da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, percorrendo 24 quilômetros de ferrovia.

Palácio da Mogiana

A imponente porta do 
Palácio da Mogiana
O passeio sai da Estação Anhumas, atrás do Galleria Shopping, sempre aos finais de semana. Antes da partida, entusiasmados monitores dão uma aula sobre o funcionamento da máquina. Já em movimento, o começo é pouco empolgante, atravessando condomínios residenciais. Melhora quando surgem as fazendas de café e os monitores novamente entram em cena para contar as histórias do fim do século XIX. Chegando à bela Estação Jaguary, a pedida é tomar uma gelada no Botequim da Estação ou dar uma circulada na feirinha de artesanato – são 45 minutos até o retorno. Ao todo, o passeio dura 3:30 horas, mas há uma versão menor até a Estação Tanquinho, na metade do caminho. O preço do ingresso é um pouco salgado, mas crianças até 12 anos, maiores de 60 anos, estudantes com carteirinha, portadores de necessidades especiais e professores pagam meia-entrada. Menores de cinco anos não pagam desde que viajem no colo de um adulto.

Caravela Anunciação no Parque Taquaral

Caravela Anunciação no 
Parque Taquaral
A terceira dica de turismo é a praia do campineiro, o Parque Portugal, mais conhecido como Parque Taquaral ou Lagoa do Taquaral, fundado em 1972. Adivinha onde fica? No Bairro Taquaral. Como o nome sugere, o maior Parque campineiro circula uma lagoa, que tem como principal atrativo a réplica da Caravela Anunciação, que trouxe Pedro Álvares Cabral ao país em 1500. É um dos lugares mais procurados da cidade, principalmente, pelos amantes de esportes. Do lado interno, a pista de caminhada e corrida, apesar de mal conservada (está com muitas pedras, um convite à contusão de um corredor), possui marcação de quilometragem e áreas sombreadas ao lado da Lagoa, um bom lugar para correr ao final de semana. No entorno da Lagoa, a ciclovia e a pista de caminhada favorecem os exercícios físicos (não é uma opção tão segura como era antigamente, principalmente à noite). Aos domingos, uma faixa de rua ao redor do Taquaral é interditada, deixando bastante espaço para andar de bicicleta, caminhar, correr e andar de patins.

Caravela Anunciação no Parque Taquaral

Caravela Anunciação no Parque Taquaral
O Parque possui um pequeno zoológico com algumas aves, áreas para piquenique (é preciso ficar atento ao gramado do Parque, já que eventualmente há surtos de carrapatos com transmissão de Febre Maculosa), pedalinho na Lagoa aos finais de semana e outras atrações para crianças. Dentro do Parque funciona o Museu Dinâmico de Ciências, com sessões de Planetário aos domingos à tarde. O Parque Taquaral recebe, com frequência, shows e outros eventos culturais de pequeno e médio porte ao ar livre, principalmente no Auditório Beethoven, também conhecido como Concha Acústica, que conta com uma capacidade de cerca de dois mil lugares. Além disso, há diversas opções de comida para quem quiser fazer um lanche no entorno do Parque.

Torre de Iluminação do Teatro de Arena

Teatro de Arena no Centro de Convivência Cultural 
Carlos Gomes, na Praça Imprensa Fluminense
Já a quarta dica da lista é uma opção ideal para o fim de semana. É a Feira de Artesanato de Campinas, que acontece na Praça Imprensa Fluminense, no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes. Visitar o Centro de Convivência e comprar na Feira de Artesanato é um programa que eu adoro fazer aos domingos de manhã. O Centro de Convivência é uma praça com formato redondo e um teatro no meio. É um espaço multiuso, que possibilita a realização de espetáculos de teatro, de dança, palestras, simpósios, conferências, exposições artísticas e outras áreas, que foi projetado pelo arquiteto Fábio Penteado, sendo inaugurado em 1976 e possuindo capacidade para aproximadamente cinco mil pessoas. Na verdade, são dois teatros, um subterrâneo e um ao ar livre, o Teatro de Arena.

Arquibancadas do Teatro de Arena

Feira de Artesanato na Praça Imprensa Fluminense
Os teatros não estão sempre com a melhor conservação, mas o destaque da Praça é mesmo a Feira de Artesanato (e comidinhas) aos finais de semana pela manhã. Há desde quadros, bijuterias, livros, roupas e móveis antigos, entre outras coisas. A Feira também oferece para os visitantes um amplo cardápio de iguarias como pastel, cachorro-quente, Sushi, yakissoba, tapioca, além de diversos tipos de doces caseiros como bolos para todos os gostos (olhe tudo, para depois escolher o que vai comer). Véspera de Natal ou não, ela está sempre cheia. E, aliás, nas semanas anteriores ao Natal, ela funciona durante a semana à noite também. Claro que não chega aos pés da Feira enorme e muito boa de Belo Horizonte, mas é bem melhor do que a de muita cidade por aí. Sempre tem um grupinho tocando músicas ou uma roda de capoeira.

Torre do Castelo na Praça 23 de Outubro

Torre do Castelo na Praça 23 de Outubro
A quinta dica é uma sugestão para ver Campinas do alto. É um convite para visitar a Torre do Castelo ou Castelo d’água. O local, que tem 27 metros de altura, foi inaugurado na década de 1940 para abastecer de água os bairros da região norte e acabou virando um dos símbolos da cidade. O mirante, que fica na Praça 23 de Outubro, funciona todos os dias até as 17:00 horas. A entrada é gratuita. De lá, o visitante tem uma vista de 360º da cidade, a partir de suas seis amuradas, além de diversas informações sobre as regiões do município que foram pintadas nas paredes para ajudar na localização.

Catedral Metropolitana de Campinas

Catedral Metropolitana de Campinas
A sexta dica de passeio é a Catedral Metropolitana de Campinas (também chamada de Catedral de Nossa Senhora da Conceição em homenagem à padroeira de Campinas), é considerada um dos principais templos católicos campineiros. Essa dica une arte sacra e fé. O templo é uma das maiores construções do mundo em taipa de pilão. A técnica consiste em erguer paredes de terra úmida entre duas pranchas de madeira. A Igreja começou a ser construída em 1807 e foi finalizada em 1883, vindo a ser tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas em 1988. Após uma reforma retornou a cor original, que era ocre. A Catedral fica na Praça José Bonifácio, no centro da cidade e fica aberta para visitação e oração todos os dias das 6:30 horas até as 20:00 horas. A entrada é gratuita.

Escola Preparatória de Cadetes de Campinas

Escola Preparatória de Cadetes de Campinas
A sétima dica de passeio pela cidade é a Escola Preparatória de Cadetes de Campinas (EsPCEx), localizada na Avenida Papa Pio XII, no Bairro Jardim Chapadão. O prédio rosa em estilo colonial espanhol pode ser visitado gratuitamente todos os dias no período das 9:00 às 17:00 horas. Além da fachada, é possível ter acesso a algumas partes internas da Escola durante o passeio. No entanto, para a visita é necessário estar trajado com roupas discretas e não usar chinelos. Os homens não podem vestir shorts e camisetas sem magas e as mulheres não podem estar com roupas curtas ou decotadas.

Estação Cultura de Campinas, antiga Estação da FEPASA

Estação Cultura de Campinas, 
antiga Estação da FEPASA
A oitava dica é um local que faz parte da história de Campinas, de seus melhores e piores momentos, que presenciou os áureos tempos das ferrovias e também sua decadência, que já foi alvo de guerra e acabou virando espaço de lazer. É a Estação Cultura, antiga Estação da FEPASA, fundada em 1872 e que recebeu passageiros até 2001. O antigo complexo ferroviário já reuniu companhias de trem que fizeram a história do interior de São Paulo, como a Mogiana, a Cia. Ramal Férreo Campineiro e a Sorocabana. Hoje ela virou um importante Centro Cultural do município. Além de possuir um pequeno museu, o local reúne muitos jovens aos finais de semana, que dançam e se divertem em vários eventos de cultura urbana. O espaço abriga também o túnel de pedestres, uma passagem subterrânea que liga o Centro à Vila Industrial. O espaço fica na Rua Francisco Teodoro, no centro da cidade. O horário de funcionamento segue o calendário de eventos previstos. A entrada é gratuita.

Estação Cultura de Campinas, antiga Estação da FEPASA

Museu de História Natural 
no Bosque dos Jequitibás
A nona dica é o Bosque dos Jequitibás, o pulmão verde da região central campineira, e faz jus à classificação de Bosque, tantas são as árvores do local. Inaugurado em 1880, tem mini zoo, serpentário e o Museu de História Natural, além do Teatro Infantil Carlos Maia, localizado no interior do Bosque, possuindo capacidade para cerca de 150 pessoas e sendo projetado para atender a demanda do público infantil. Apesar do terreno acidentado, pais com seus filhos são os principais frequentadores.

Largo do Rosário
A décima dica é um dos programas favoritos do campineiro, fazer compras – praticamente qualquer programa em Campinas vai terminar em um dos shoppings da cidade. Querendo procurar por tendências e novidades, o Galleria Shopping e o Shopping Iguatemi, são ótimos endereços para nenhum shopaholic botar defeito. O Shopping D. Pedro é um shopping que além das 400 lojas e cinema, tem teatro, bares, baladas, restaurantes, pista de patinação no gelo, pet shop entre outras opções que fazem dele um shopping diferente dos outros, e como tem tantos serviços à disposição, é um lugar que os campineiros buscam bastante para o lazer. Se você procura por uma loja única, a Ameríndia é o lugar certo. Pertinho do Centro de Convivência, em um endereço que pode passar despercebido até pelo olhar mais atento, fica essa que é uma das lojas de artigos indígenas mais incríveis do Brasil. Isso mesmo, o proprietário é um antropólogo que viaja o país visitando as mais diversas e isoladas tribos indígenas para trazer artigos de artesanato que são vendidos e expostos em sua loja. É o tipo de programa que por si só já vale a viagem.

Jardins do Cambuí

Ruas do Cambuí,
próximo ao Centro de Convivência
O Cambuí é definitivamente o bairro mais charmoso e a melhor região para se hospedar na cidade. À noite, é quase o único lugar que tem algum movimento pelas ruas. Durante a semana está sempre cheio por conta dos escritórios e consultórios da área e à noite e fim de semana, continua com certo movimento por conta das lojas, restaurantes e bares, mas ao mesmo tempo em que tem muitos prédios, existem diversas ruas charmosas e que parecem algumas cidades pequenas e calmas do interior paulista ou mineiro.

domingo, 29 de maio de 2016

Campinas - As Sete Maravilhas de Campinas

Estação Cultura de Campinas
Campinas tem suas Sete Maravilhas, sim, e a maioria passa por nós todos os dias e nem percebemos. As “Sete Maravilhas de Campinas” foram selecionadas em julho de 2007 pela própria população do município, que votou pela internet na escolha dos seus locais favoritos. O concurso, promovido pela Rede Anhanguera de Comunicações (RAC), proprietárias dos jornais diários Correio Popular, Diário do Povo e do espaço Internet Cosmo, mostrou que a cidade é repleta de belezas naturais, pontos de importância histórica, arquitetônica e cultural, além de espaços de convivência e lazer.  Lugares que merecem ser contemplados, valorizados e festejados. Nos quatro cantos da cidade é possível encontrar história, cultura, natureza e diversão. As Maravilhas, selecionadas entre tantos outros tesouros de um lugar que respira ares de metrópole e conta com uma população superior a um milhão de habitantes, estão aí para serem descobertas e aproveitadas por todos. Sejam bem vindos a essa terra que sempre soube surpreender e acolher bem. A paisagem, com certeza, é de encher os olhos.

Estação Cultura de Campinas

Estação Cultura de Campinas
Em primeiro lugar ficou a Estação Cultura, antiga Estação da FEPASA, que hoje é um espaço cultural. A Estação da Paulista teve sua viagem inaugural entre Jundiaí e Campinas em agosto de 1872. A antiga Estação Ferroviária da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, um símbolo da cidade e do desenvolvimento do Estado de São Paulo, mudou de nome, foi devidamente restaurada e transformada em um importante centro de laser e cultura para toda a população em 2013. Oficinas, mostras, cursos, shows, palestras e diversas outras atividades culturais são realizadas durante todo o ano. Por estar na região central e oferecer um fácil acesso, o local é bastante frequentado em todos os dias da semana.

Estação Cultura de Campinas

Estação Cultura de Campinas
Sua torre com o antigo relógio é um dos pontos mais marcantes da cidade. Além de sempre ter sido um ícone do ponto de vista de memória e, mais recentemente, de cultura, lazer e educação, com a criação do Centro Profissionalizante Antônio da Costa Santos (CEPROCAMP) logo ao lado. A Estação Cultura também é vista como um símbolo do desenvolvimento da cidade, que já foi o centro do país na época do café e, agora, surge como um importante polo tecnológico. A Estação serviu de entroncamento de diversas ferrovias, como a Mogiana, a Paulista, o Ramal Férreo Campineiro e a Sorocabana, articulando o trânsito de passageiros e carga entre a capital e o interior do Estado.

Catedral Metropolitana de Campinas

Catedral Metropolitana de Campinas
Em segundo lugar ficou a Catedral Metropolitana. Inaugurada em 1883, a construção da Catedral Metropolitana de Campinas teve início no século XIX, em outubro de 1807. O grande porte da construção já sugeria as pretensões de crescimento da então Vila de São Carlos. As fundações foram feitas em um terreno mais distante do Largo da Matriz Velha (atual área da Basílica do Carmo), para onde se projetava o crescimento da Vila, no início do século XIX. Toda a estrutura foi feita de taipa (técnica construtiva em barro de tradição centenária em São Paulo). Raro exemplar no mundo em taipa de pilão com cunhais de pedra. No interior, há ainda uma movelaria antiga com peças trabalhadas em madeira, cadeiras austríacas, trono episcopal, crucifixo, lustres, candelabros de prata, um órgão de 100 anos, sacristia, relógio de parede e quatro sinos em uma torre com mais de um século.

Catedral Metropolitana de Campinas

Catedral Metropolitana de Campinas
Em 1850, o prédio foi coberto e deu-se início à ornamentação interna feita pelas mãos do mestre escultor baiano Vitoriano dos Anjos. Foram necessários seis anos para que o artista conseguisse esculpir o Altar-Mor, os púlpitos e as grades do coro. Em 1908, a Matriz Nova transforma-se em Catedral de Campinas, devido à criação da Diocese local. É com certeza um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade de Campinas, e, independentemente de questões religiosas, a arquitetura da Catedral é referência histórica. Há ainda o Museu de Arte Sacra da Irmandade do Santíssimo Sacramento, criado em 1967 e composto de 576 peças, entre pinturas, esculturas, medalhas e móveis dos séculos XVIII a XX, além de uma biblioteca com obras raras, partituras musicais, coleções de jornais antigos e cartas pastorais dos bispos.

Lagoa do Taquaral ou Parque Portugal

Caravela Anunciação
Em terceiro lugar ficou o Parque Portugal, popularmente conhecido como Lagoa do Taquaral. O Parque Portugal constitui um dos mais importantes espaços de lazer da cidade. A histórica Fazenda Taquaral, com seus 33 alqueires, foi transformada em Parque no ano de 1972, após a aquisição pela Prefeitura das terras da Família Alves de Lima. Reúne uma grande variedade de espaços recreativos e culturais, a começar pela Lagoa Isaura Telles Alves de Lima, com pedalinhos e uma réplica exata da Caravela Anunciação, nau que trouxe Pedro Álvares Cabral às terras brasileiras. Na extensa área verde que rodeia a lagoa principal, encontram-se bosques destinados a piqueniques, viveiros de pássaros, área com aparelhos de ginástica, playground, lanchonete, sanitários e um percurso de três quilômetros de bondinho. Ainda entre os equipamentos culturais, a Lagoa oferece a Concha AcústicaAuditório Beethoven (com capacidade para duas mil pessoas), o Museu Dinâmico de Ciências, o Planetário, o relógio solar, o Ginásio de Esportes Alberto Jordano Ribeiro, o Balneário Municipal (com três piscinas abertas ao público), além do Kartódromo Afrânio Ferreira Jr., com pista de 800 metros.

Caravela Anunciação no Parque Portugal

Jockey Club Campineiro
Em quarto lugar ficou o centenário Jockey Club Campineiro, que remonta ao período áureo do café. A instituição se formou em 1924, a partir da fusão do Jockey Club com o Clube Campineiro, na Praça Antônio Pompeu. O prédio, com fachadas e decoração interior inspiradas nos palacetes franceses do final do século XVIII, mais precisamente da zona urbana parisiense, segue uma linha muito em voga nos anos 1920, usada na capital paulista para pequenos edifícios. No térreo, o destaque com o elevador todo em ferro e dourado, funcionando perfeitamente desde a época da inauguração. Ponto de encontro importante da cidade no passado (recanto das famílias mais ricas da cidade), o prédio recebeu ao longo dos anos milhares de pessoas em suas badaladas programações culturais, como recitais de piano, violino e canto, declamações e grandes festas carnavalescas, no melhor estilo de sua época áurea, resgatada nos últimos tempos. 

Jockey Club Campineiro

Jockey Club Campineiro
O espaço passou por uma restauração completa recentemente e recebeu nova pintura. O Jockey Club foi uma das maiores atrações da cidade no Natal, com iluminação especial que transformou a antiga e pomposa estrutura em parada obrigatória. A restauração deu novo fôlego ao entorno e contribui para atrair a população ao centro. Antigamente era bastante visitado pelos homens da cidade. Atualmente, é um prédio histórico da cidade de arquitetura muito bonita, mas a tradição continua – se quiser visitar, é só para homens.

Mercado Municipal de Campinas

Mercado Municipal de Campinas
Em quinto lugar ficou o Mercado Municipal de Campinas, localizado na Praça Carlos Botelho, no centro da cidade. Conhecido como Mercadão, foi inaugurado em abril de 1908 pelo Prefeito Orosimbo Maia. Na época da inauguração, passava pelo local a antiga Estrada de Ferro Funilense, transportando sacas de açúcar mascavo, fardos de arroz e feijão, entre outros produtos. O local funcionava também como depósito de açúcar que depois seguia para o Porto de Santos. Apesar de não tão valorizado fisicamente, é um ponto de referência, tal qual o Mercadão de São Paulo. Entre as décadas de 1930 e 1960, foi um espaço onde intelectuais, políticos e jornalistas se encontravam para trocar ideias. Com mais de um século de história, o Mercado abriga hoje 143 boxes. Por ali, passam diariamente uma média de 1.500 pessoas. Característica marcante entre os comerciantes locais é a tradição de permanência familiar dos boxes ao longo dos anos. O espaço é administrado pela autarquia Serviços Técnicos Gerais (SETEC), da Prefeitura. A obra é do arquiteto Ramos de Azevedo.

Mercado Municipal de Campinas

Escola de Cadetes de Campinas
Em sexto lugar ficou a Escola de Cadetes, um projeto em estilo colonial espanhol, idealizado e conduzido pelo arquiteto Ernani do Val Penteado. Em 1944, era escolhido o terreno onde seria erguido o prédio que virou cartão-postal da cidade. Em janeiro de 1959, a sede da Escola era transferida para Campinas, passando a se chamar Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). A partir de 1961, com a extinção das Escolas Preparatórias de Fortaleza, no Ceará e de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a Escola de Cadetes Campineira tornou-se a legítima depositária das tradições do ensino preparatório do Exército Brasileiro. Sua beleza chama a atenção de quem passa e desperta ainda mais durante a noite, quando é todo iluminado.

Escola de Cadetes de Campinas

Escola de Cadetes de Campinas
A Escola de Cadetes de Campinas é uma instituição, cuja missão é preparar candidatos para o ingresso na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), na cidade de Resende, no Rio de Janeiro, responsável pela formação do oficial combatente do Exército. O ingresso na EsPCEx é feito por intermédio de um disputado concurso de admissão realizado anualmente em todo o país. Sua imponente instalação, cercada de muito verde, com amplos espaços e torres que se destacam na paisagem urbana. Entre outras atrações o prédio abriga uma biblioteca aberta ao público com mais de 12 mil livros.

Torre do Castelo

Torre do Castelo
Em sétimo lugar ficou a Torre do Castelo. O Castelo d’Água, como era chamado, foi criado para abastecer os bairros que se formavam na região norte da cidade. A Torre de 27 metros de altura foi erguida em um ponto estratégico para o desenvolvimento urbano, em um dos extremos da “triangulação geodésica da cidade”, definida pelo Plano de Melhoramento Urbano de Campinas, mais conhecido como Plano Prestes Maia, de 1938. Localizada na Praça 23 de Outubro, no Castelo, foi construída entre 1936 e 1940. Situada a cerca de 735 metros de altitude, é um dos pontos mais altos do perímetro urbano, além de ser um marco geodésico e possuir em seu topo um mirante que permite ver vários bairros da cidade, assim como a Serra do Japi, localizada a aproximadamente 40 quilômetros, em Jundiaí. A rotatória onde se localiza recebe o trânsito de pelo menos meia dúzia de vias, em todas as direções. Além do mirante, abriga o estúdio da Radio Educativa de Campinas e um museu de objetos ligados à distribuição de água da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (SANASA). As seis muradas do mirante contêm informações sobre as regiões e lugares vistos em cada uma delas. A chance de observar Campinas nas mais diversas direções, de um ponto privilegiado, é valiosa e única para visitantes de qualquer idade e uma das melhores formas para acompanhar o crescimento acelerado da cidade e da região à sua volta.

Torre do Castelo

Torre do Castelo
Também participaram da votação vários pontos históricos, naturais ou culturais de Campinas. Dentre eles, destacam-se: o Palácio dos Azulejos, a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a Praça Carlos Gomes, a Mata de Santa Genebra, o Bosque dos Jequitibás, o Distrito de Joaquim Egídio, o Complexo Ferroviário, a Área de Proteção Ambiental (APA) Sousas/Joaquim Egídio, o Parque Ecológico, o Rio Atibaia, o Monumento a Carlos Gomes, o Teatro de Arena do Centro de Convivência, a Figueira do Cambuí, o Templo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.