sábado, 4 de junho de 2016

Campos do Jordão - Mosteiro São João

Mosteiro São João
Localizado na Cidade de Campos do Jordão, famosa por ser uma das cidades mais frias do Brasil, o Mosteiro São João é um lugar onde paz, natureza e religião imperam em perfeita harmonia, num bosque ladeado por ciprestes e ornado por belos jardins. As 29 monjas que vivem na Comunidade Monástica de São João são conhecidas como “As Beneditinas” porque elas pertencem a mais antiga Ordem Religiosa do Ocidente, fundada por São Bento, Abade. A Ordem de São Bento, tradicionalmente, é conhecida pelo lema “Ora et Labora”, ou seja, Reza e Trabalha, então conforme a tradição monástica os monges vivem de seu próprio trabalho.

Mosteiro São João

Mosteiro São João
O Mosteiro foi fundado em 1964 pela Reverendíssima Madre Margarida Hertel e mais 17 irmãs vindas de Uberaba, Minas Gerais. A Crônica do Mosteiro de São João, em Campos do Jordão, escrita pela Reverendíssima Madre Margarida Hertel, sob o título “A História da Pequena Semente” tem início em maio de 1964 e registra em português e alemão os momentos mais relevantes da história da fundação. Historicamente, Madre Margarida ao longo de sua vida demonstrou sempre o dom de unir as irmãs, tomando a comunidade sob sua orientação, forte no espírito fraterno. Sua principal característica é a procura de Deus, que acontece de modo diverso: na recitação do Ofício Divino, na meditação da Sagrada Escritura, na vivência da caridade fraterna e acolhimento das pessoas como presença do próprio Cristo.

Os belos arcos do Mosteiro São João
Madre Margarida nasceu em fevereiro de 1903 em Estrasburgo, Alemanha, e recebeu no batismo o nome de Gertrud Franziska Felicitas. Passou, porém, sua infância e parte da juventude em Würzburg na Alemanha. Seus estudos foram feitos na Abadia de Frauenchiensee onde ingressou como postulante, após terminar o curso de Farmácia. No noviciado recebeu como padroeira Santa Margarida Maria Alacoque e em setembro de 1932 pronunciou seus primeiros votos, recebendo três anos mais tarde a Consagração das Virgens. Em 1936 foi enviada a Dinamarca com duas monjas de seu mosteiro para implantar a Regra Beneditina, no único mosteiro de contemplativas daquele país (Mosteiro de Den Evige Tilbedelses Kirke). Lá, Madre Margarida foi eleita Prioresa por unanimidade e para a surpresa da população local, de maioria luterana, conseguiu atrair inúmeras vocações. 

Janela do Mosteiro São João

A imponente porta em madeira do
Mosteiro São João
Em 1947 Dom Alexandre Gonçalves do Amaral, Bispo Diocesano de Uberaba manifestou o desejo de ter em sua Diocese um mosteiro beneditino. Madre Margarida veio para o Brasil com seis monjas e duas candidatas dinamarquesas, acompanhadas por Dom Wolfgang Czernin, do Mosteiro de Beuron. Assim, em 1948, esta semente lançada na Dinamarca chegou ao solo brasileiro para morrer e renascer, ser podada até a raiz e tornar-se uma árvore frondosa. Em setembro daquele mesmo ano o Louvor Divino foi iniciado solenemente na pequena capela da fundação cuja padroeira era Nossa Senhora da Glória. Assim, as irmãs começaram a nova vida numa casa perto da Igreja Nossa Senhora da Saúde. Esta casa atualmente abriga o Museu de Xilogravura. Era uma casa pequena, a qual tiveram que pintar e colocar janelas. No início sofreram muitas privações e frio, mas a fé não as deixava esmorecer. Para sobreviver, algumas irmãs davam aulas de línguas e outras se dedicavam aos trabalhos artísticos. A necessidade de ter uma casa maior era também incluída em suas preces.

Detalhe em ferro na decoração externa da Capela São João Batista

Capela São João Batista
Na história do Mosteiro São João, a presença dos amigos sempre significou um apoio inestimável para que a semente germinasse. Encontraram finalmente uma chácara, onde hoje se localiza o Mosteiro e ficaram encantadas com a linda propriedade, cujo preço ultrapassava o seu poder aquisitivo, além do fato de que tal compra dependia de licença dos superiores. Toda a questão relacionada à aquisição da chácara é registrada em alemão e em alguns momentos com símbolos de estenografia, como se Madre Margarida guardasse para si a angústia de ver solucionado o negócio da forma mais harmoniosa possível. No ano de 1966, a questão avançou. Uma senhora sueca, irmã de uma das fundadoras, Tilly, ajudou financeiramente. Em maio de 1968, as irmãs se mudaram. As vocações começaram a chegar em junho de 1972.

Interior da Capela São João Batista

Altar da Capela São João Batista
Em outubro de 1973, o Mosteiro São João é declarado priorado independente com noviciado próprio. Madre Margarida é eleita Prioresa. O número de vocações aumenta consideravelmente. Em junho de 1977 morre Madre Margarida Hertel deixando atrás de si três fundações e muita saudade. Em julho de 1977 durante a Visita Canônica presidida pelo Reverendíssimo Abade Presidente Dom Basílio Penido, a Reverendíssima Madre Dolores foi nomeada Prioresa para substituir Madre Margarida no governo do Mosteiro São João. Em 1981 durante a Visita Canônica julgaram os visitadores ter chegado o momento de darem-se os passos necessários para transformação do Priorado Conventual em Abadia o que de fato ocorreu. Assim, em setembro de 1981 o Mosteiro São João pôde festivamente celebrar a Solenidade da Bênção Abacial da Reverendíssima Madre Dolores Souto Maior a qual foi presidida pelo Reverendíssimo Dom Eusébio Oscar Sheid.

Imagem de Nossa Senhora da Rosa Mística

Capela Nossa Senhora da Rosa Mística
Por 23 anos Madre Dolores governou o Mosteiro. Após sua renúncia, em maio de 2001, sob a presidência de Dom Abade Joaquim de Arruda Zamith foi eleita a Segunda Abadessa do Mosteiro, Madre Myriam de Castro. A Bênção Abacial foi presidida pelo Bispo Diocesano de Taubaté Reverendíssimo Dom Carmo João Rhoden em junho de 2001. E o Mosteiro São João continua crescendo em vida fraterna, alegria, e tornando-se um foco de irradiação da vida cristã e monástica para todos que o visitam e mais além. Em 2005, o Mosteiro Von Frue Kloster, situado na Dinamarca, de onde partiram as fundadoras do Mosteiro Nossa Senhora da Glória, tinha somente cinco irmãs idosas e doentes. Necessitavam, pois, de ajuda para que o único mosteiro beneditino naquele país continuasse aberto. Assim teve início a missão que a comunidade do Mosteiro São João assumiu de resgatar a história e manter viva a vida monástica beneditina naquele longínquo país.

Vitral no interior da Capela São João Batista

Vitral no interior da Capela São João Batista
Apesar de estar localizado no centro da cidade, ao adentrar-se neste espaço sagrado tem-se a sensação de bem estar num mundo misterioso onde reinam a paz e a harmonia. As Monjas Beneditinas, consagradas ao serviço do Altíssimo se reúnem sete vezes ao dia na Igreja para cantar os louvores do Senhor em seu nome e em nome de todos os filhos de Deus. O Mosteiro é o lugar ideal para momentos de oração e reflexão e o ponto alto da visita é o famoso Recital de Canto Gregoriano que acontece todas as tardes às 17:45 horas, onde as monjas beneditinas se unem na Capela São João Batista para cantar a palavra de Deus de forma artística, em uma belíssima oração que fascina a todos os fiéis. Junto ao altar da Capela, várias imagens trazem a assinatura da freira e artista plástica, Gertrudes Marker. É dela o vitral com a Imagem de Cristo na “Passagem de Emaús”. A religiosa elaborou ainda um pelicano na porta do Sacrário (simboliza a unidade cristã) e pintou uma imagem bizantina da Mãe de Misericórdia. Todos os visitantes podem participar desses momentos de oração e de elevação espiritual unindo-se à voz do Universo e de toda a criação para glorificar o Todo Poderoso, senhor do Céu e da Terra.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Gruta Nossa Senhora de Lourdes
Após passar por um estreito caminho cercado por luminárias em meio a grandes árvores, você passará por um lindo lago coberto por ninfeias e cheio de peixes e chegará ao jardim que divide espaço com o Mosteiro. O paisagismo engloba dezenas de árvores, canteiros floridos, folhagens e até um chafariz. Em frente à Capela São João Batista, há uma gruta com a Imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Alguns caminhos levam a grutas com imagens cristãs, onde os visitantes podem desfrutar do espaço para fazer suas orações com paz e tranquilidade.

Caminho de pedra no Mosteiro São João

Caminho de pedra no Mosteiro São João

Caminho de pedra no Mosteiro São João

Caminho de pedra no Mosteiro São João
No Mosteiro funciona a Casa Santa Escolástica, que tem como finalidade colaborar com a Igreja e casas religiosas, recebendo padres, religiosos e leigos engajados, para retiros, semanas de estudo ou descanso, a fim de poderem se dedicar com todo o empenho ao serviço de Deus. A Casa, apesar de toda sua simplicidade, oferece um ambiente agradável e aconchegante a todos que ali se hospedam. Todos podem participar das orações e celebrações da comunidade e gozar de uma paisagem considerada como uma das mais bonitas da cidade. Além disso, retornam aos seus lares e trabalhos conscientes de terem vivido um encontro com Deus de Amor.

Lago no Mosteiro São João


Lago no Mosteiro São João
Desde o início de sua fundação, o Mosteiro São João dedicou-se aos mais variados trabalhos artesanais que são vendidos numa loja instalada dentro do próprio espaço. Atualmente, além dos artesanatos em pirogravura, pintura de quadros, colagem e artesanato com flores desidratadas, as monjas possuem uma boa produção e biscoitos, pães, bolos e geleias. Elas revendem também mel, vinho e variedades em artigos religiosos e lembranças. As Monjas Beneditinas realizam um trabalho social chamado “Clube das Mães”, onde as mulheres de famílias carentes aprendem artesanato e auxiliam as monjas na fabricação de doces vendidos nas lojas.



A partir da Vila Capivari, seguir sentido ao centro comercial, Vila Abernéssia, avistando o Mercado Municipal vire à direita, na avenida que leva ao Palácio da Boa Vista, passando pelo Hospital Municipal. Após siga em frente por aproximadamente 350 metros, fique atento, pois logo a frente, ao lado direito da rua, você avistará a entrada do Mosteiro São João, a poucos metros do Distrito Policial. Com certeza um passeio que você não pode deixar de fazer quando for visitar Campos do Jordão, tanto pela beleza quanto pela paz do lugar, o que torna o passeio um momento de reflexão. Mesmo no período de alta temporada, as visitas são muito tranquilas e não é necessário agendamento.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Minas Gerais - Sacramento

Colégio Allan Kardec
Ah, Minas Gerais!!! Como não se apaixonar por esse pedacinho tão acolhedor do Brasil? São muitas as cidades para conhecer, cada qual com seu encanto. Sacramento é um município localizado na Microrregião de Araxá. Seus limites são os municípios de Perdizes a norte, Araxá e Tapira a nordeste, São Roque de Minas e Delfinópolis a sudeste, Ibiraci a sul, os paulistas Pedregulho e Rifaina a sudoeste, Conquista e Uberaba a oeste e Nova Ponte e Santa Juliana a noroeste. O município de Sacramento localiza-se na região sudoeste do Estado de Minas Gerais na Zona do Alto Paranaíba, limitando-se a região do Triângulo Mineiro. Está a 850 metros de altitude. Sua formação histórica se fez na época colonial. Tem origem em 1743, com o surgimento de expedições em busca de riquezas minerais, mas oficialmente como município a partir de 1820. Uma pitoresca cidade que transforma o passeio rural em uma viagem ao passado.

Colégio Allan Kardec
No início do século XVIII foi construída a Capela do Santíssimo Sacramento com o Patrocínio de Maria em torno da qual a cidade se desenvolveu. A Capela foi modificada ao longo dos anos e hoje é a imponente Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento, com seu relógio alemão que funciona desde 1908. Entre os muitos detalhes, estão os restos mortais de um padre pioneiro. A história desta Igreja nasceu pelas mãos do Padre Hermógenes, que na época escreveu para o Rei Dom João VI. O Rei fez o pedido diretamente para o Papa Pio XI e a primeira capela foi construída neste local em 1820. A última reforma na Igreja está datada da década de 1970. Fora as belezas naturais, a cidade também tem charme e encanto próprios. Andando pelas ruas, não é raro perceber uma presença forte da arquitetura colonial, vista tanto nas construções quanto nas decorações. Outra característica de Sacramento é a presença de igrejas do século XVIII e XIX, como a Igreja de Nossa Senhora do Desterro do Desemboque e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, e do primeiro Centro Espírita do Brasil, inaugurado em 1902, que faz da cidade também um destino para o turismo religioso.

Busto em homenagem a Eurípedes Barsanulfo,
em frente ao primeiro Centro Espírita do Brasil
Para a região, vieram cerca de 300 famílias de imigrantes, a maioria italiana e com poder aquisitivo. O progresso de Sacramento veio com o plantio do café pelos imigrantes italianos, com a abertura do trânsito pela Ponte de Jaguara, construída em 1861. O arroz também era muito plantado. O povoado de Sacramento foi o primeiro a exportar café para Goiás, Mato Grosso e Uberaba que o revendia para o exterior. Mas Sacramento ficou por muitos anos “parada”, estagnada, inativa, por causa dos compradores que não deram trégua quando a geada assolou o município. Só com a evolução do oeste de São Paulo em 1885, o seu reflexo, fez com que Sacramento impulsionasse. No centro da cidade, o charme dos casarões preservados. Estilo eclético. Em uma esquina, parece que o tempo parou. O hotel tem a mesma fachada há mais de 80 anos. Dá para se dizer que Sacramento foi uma cidade a frente de seu tempo. Na cidade surgiram novas ideais, novos conceitos, novos investimentos, como um cinema, por exemplo. O primeiro cinema de Sacramento chegou em 1905 com a vinda da Companhia Mogiana. O primeiro cinema no Brasil chegou ao Rio de Janeiro em 1897, oito anos antes de Sacramento. 

Eurípedes Barsanulfo
Os traços da modernidade estão na Estação do Bondinho Caipira, construída por engenheiros alemães em 1913. Este é mais um exemplo de que o progresso sempre chegou muito rápido até Sacramento, que foi a única cidade da América Latina que teve bondinho elétrico rural, ligando o município até a Estação da Mogiana, uma ferrovia que transportava passageiros e mercadorias para São Paulo. No centro urbano, não deixe de visitar os edifícios de arquitetura colonial, como o Museu Histórico Coralia Venites Maluf, localizado no interior do Colégio Allan Kardec. Da história e da cultura para a natureza, ao redor de Sacramento, tudo é muito generoso ao longo do Rio Grande, emoldurado pela transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado. Apesar de pequena – são pouco mais de 23 mil habitantes – a cidade é uma ótima opção de destino para quem curte ecoturismo e turismo de aventura, já que é repleta de belezas naturais. O município integra o Circuito Turístico da Canastra.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do
Patrocínio do Santíssimo Sacramento
Sacramento é bem frequentada por turistas, principalmente porque é uma das portarias do Parque Nacional da Serra da Canastra, juntamente com outras cidades mineiras, como São Roque de Minas, São João Batista e São José do Barreiro. Todos os trechos dentro do Parque são feitos por estradas de terra, seja no caminho para as trilhas e cachoeiras, seja durante a busca pelo melhor Queijo Canastra. O ideal, ou mais confortável, é viajar com um carro off-Road ou 4x4, assim você não precisa se preocupar com o excesso de buracos, barro ou a lama nas estradas. Os principais atrativos da Serra são divididos em dois temas: o turismo de aventura e o turismo gastronômico. No primeiro quesito, os programas obviamente são relacionados à exuberância do destino. Já no gastronômico, muitas fazendas e sítios produtores de queijo abrem suas portas aos turistas que buscam peças curadas, meia-curas ou bem fresquinhas.


Vitral da Igreja Matriz
Vitral da Igreja Matriz

Altar da Igreja Matriz de Nossa Senhora
do Patrocínio do Santíssimo Sacramento
O Parque Nacional da Serra da Canastra é situado na região sudoeste do Estado, nos municípios de Sacramento, Delfinópolis e São Roque de Minas. O Parque abriga a nascente do Rio São Francisco, no Vale dos Cândidos. Criado através de um Decreto Federal, em 1972, o Parque, com 71.525 hectares, possui esse nome devido à semelhança apresentada pelo imenso chapadão que, ao ser avistado de longe, parece ter a forma de uma canastra ou baú. O Parque possui variada beleza cênica com grandes paredões de rocha onde existem várias e belas cachoeiras. No Canastra há, ainda, ocorrência dos campos de altitude, uma variação do cerrado, com capões de mata nas grotas e vales. Este tipo de vegetação é habitat natural de espécies como o cachorro-do-mato, veado campeiro, ema, seriema, codorna, perdiz, gavião, curiango e coruja. Nas partes mais altas é possível visualizar o lobo-guará e o tamanduá-bandeira, espécies raras e ameaçadas de extinção. 


Gruta dos Palhares
O Parque, por ser rico em cachoeiras, lagos, fauna e flora e por guardar a nascente do Rio São Francisco, é um dos principais do país, e tanto reconhecimento acabou fazendo de Sacramento um destino obrigatório na rota de quem gosta de explorar o interior de Minas Gerais. A cidade tem mais de 220 cachoeiras e algumas delas têm grande destaque. A maior e principal delas é a Cachoeira Casca D’anta, com 186 metros. É a maior queda livre do Rio São Francisco. Os turistas que a frequentam são atraídos não só para banho, mas também para fazer ecoturismo, trilhas e birdwatching – um passeio para observação de aves em seu habitat natural. Outra cachoeira famosa é a Azulim, que tem 10 metros de queda. Ponto de esportistas, lá um dos esportes mais praticados é o canionismo, ou seja, rapel em cânions e cachoeiras. O slackline, adaptado para ser praticado sob a água, é outro esporte que leva turistas ao local. Outras cachoeiras conhecidas e abertas à visitação são a João Inácio (17 metros de queda) e a Parida (15 metros de queda). A Cachoeira do João Inácio fica a cerca de 65 quilômetros de estrada de terra em direção ao Parque Nacional da Serra da Canastra. O nome dado a Cachoeira é em homenagem a um antigo proprietário da fazenda. A Cachoeira do Canal está a seis quilômetros de Desemboque, distrito de Sacramento. A Cachoeira é ideal para nadar, há um grande poço de águas cristalinas. Local ativo e apropriado para fazer piquenique com a família.

Gruta dos Palhares
Além desses locais, Sacramento tem outros pontos turísticos naturais, como as Represas de Rifaina, Igarapava, Jaguara e Peixotos, e grutas, com destaque para a Gruta dos Palhares, conhecida por ser a maior gruta de arenito da América Latina, à margem esquerda da rodovia que liga a cidade de Sacramento à margem direita do Rio Grande, lugar denominado “Cipó”, a antiga Estação Ferroviária da Mogiana. Ramificando-se em outros compartimentos, tem uma profundidade explorada de aproximadamente 450 metros que, por questão de segurança, só pode ser visitada ou estudada com autorização especial. A formação rochosa é de arenito Botucatu, e sua descoberta deu-se na metade do século XIX. A Gruta consegue acomodar até cinco mil pessoas em seu primeiro vão. A área de visitação é rica de belezas naturais, com sua altura de 22 metros, abrigando em cada dobra da rocha centenas de ninhos de maritacas, papagaios, andorinhas e outras aves que ali encontram tranquilidade de reprodução.

Gruta dos Palhares
Distante quatro quilômetros da cidade, a Usina Cajuru, inaugurada em 1913, no Ribeirão Borá, durante mais de meio século forneceu energia elétrica para Sacramento e Conquista. Foi também de 1913 a 1938 geradora de energia para a sustentação do Bonde Elétrico que ligava a cidade à Estação Férrea do Cipó, aproximadamente 15 quilômetros. Foi construída por engenheiros e empreiteiros alemães da firma Bomberg & Cia. Todo o material para o seu funcionamento foi importado da Alemanha. Em 1964 foi desativado o fornecimento de energia para Sacramento e Conquista, e até 1970 forneceu energia para a Vila Simpson. Depois ficou por muitos anos abandonada, sendo alvo de inúmeras depredações. Recentemente foi recuperada pelo Patrimônio Histórico Municipal. Junto à Usina pode-se apreciar o Ribeirão Borá com suas inúmeras cachoeiras.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Minas Gerais - Pedra da Boca

Pedra da Boca ou Pedra da Baleia
A Pedra da Boca mineira é um morro situado no município de Teófilo Otoni, Mesorregião do Vale do Mucuri, no Estado de Minas Gerais. Está distante cerca de 450 quilômetros de Belo Horizonte, capital do Estado, no limite com Carlos Chagas e Ataléia. Tem formato de uma grande baleia, sendo que a fenda frontal em formato de uma boca deu origem ao nome da pedra. Pelo seu formato grandioso, também é bastante conhecida como Pedra da Baleia. Possui 970 metros de altura. A Pedra da Boca está perto do Distrito de Pedro Versiane, na BR-418, conhecida por Estrada do Boi, pela grande quantidade de rebanho bovino encontrado em seus arredores. O inselberg fica exatamente às margens dessa rodovia, dentro da propriedade rural do Sr. José Rogério Dantas. Quem passa pela BR-418 se impressiona com a beleza natural em sua volta. O local está sendo cada dia mais procurado por turistas de todo o Brasil, bem como pelos adeptos de esportes radicais, como escaladas.

Pedra da Boca ou Pedra da Baleia

Pedra da Boca ou Pedra da Baleia
A beleza da Pedra da Boca e das demais rochas em seu redor, além de chamar a atenção de vários motoristas que circulam pela rodovia diariamente e turistas de todo a Região Sudeste que avançam rumo às praias capixabas e baianas, sendo alvo de inúmeros cliques fotográficos, também já faz parte do roteiro de muitas equipes de escaladores de montanhas espalhados pelo Brasil, atraídas pela beleza natural e pela imponência da rocha. Vale ressaltar que a Estrada do Boi é a principal ligação entre a região nordeste do Estado de Minas Gerais e o litoral sul do Estado da Bahia.

Pedra da Boca ou Pedra da Baleia

Pedra da Boca ou Pedra da Baleia
A Geografia brasileira e suas nuances são como uma enorme colcha de retalhos que de norte a sul nos surpreende, belezas semelhantes e diferenciadas são encontradas na Pedra da Boca mineira, a qual imediatamente recordamos ou comparamos a beleza e grandiosidade da Pedra da Boca paraibana. Assim como a rocha paraibana, a Pedra da Boca mineira localizada em região de Mata Atlântica apresenta um enorme potencial turístico a ser explorado e mais bem conhecido pelo brasileiro, onde o esporte, lazer, preservação ambiental devam ser os carros guias de possíveis empreendimentos em favor do turismo e da conservação ambiental.

Pedra da Boca ou Pedra da Baleia

Pedra da Boca ou Pedra da Baleia
Em geologia, um afloramento é a exposição de uma rocha na superfície da terra. Pode ser formada naturalmente pela erosão do solo que cobria a rocha, ou pela ação humana, como por exemplo, em cortes de estradas ou em pedreiras. Afloramentos são muito importantes nos estudos geológicos, pois permitem a observação direta das rochas. Além disto, possibilita a coleta de amostras de rochas, que podem ser analisadas em laboratórios quanto à sua composição mineralógica e química, idade, conteúdo fossilífero (no caso de rochas sedimentares), e etc. Através dos afloramentos, os geólogos podem fazer mapas geológicos de superfície e, assim conhecer as características das rochas em uma região e sua extensão em área, e auxiliar na pesquisa de recursos minerais, petróleo, na geologia de engenharia etc.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Americana - Parque Ecológico Municipal "Cid Almeida Franco"

Parque Ecológico de Americana
O Complexo Ecológico Municipal de Americana é uma área verde do município paulista de Americana. É formado por três unidades ecológicas interligadas, e ainda por um Observatório Municipal. A formação atual foi inaugurada em 2007, com a abertura do Jardim Botânico Municipal. O Complexo ainda compreende o Parque Ecológico e o Horto Municipal. O Complexo ocupa uma área total de 210 mil metros quadrados, sendo 120 mil metros quadrados ocupados pelo Parque Ecológico e os outros 90 mil metros quadrados ocupados pelo Jardim Botânico. O Complexo abriga a nascente do córrego do Parque, que forma a lagoa do Parque Ecológico, e segue pela Avenida Brasil, principal cartão postal da cidade.

Parque Ecológico





O Parque Ecológico Municipal "Cid Almeida Franco" possui cerca de 500 animais de 100 espécies diferentes, sendo 85% pertencentes à fauna brasileira, e o restante de outros continentes, como África, Ásia, Europa, Américas do Norte e do Sul e Austrália, sendo 18 ameaçadas de extinção. Conhecido por sua boa estruturação, o Parque recebe cerca de 600 mil visitantes por ano, da região de Americana, e de todo Estado. Além dos animais mantidos em cativeiro, que recebem cuidados especiais, o Parque recebe inúmeras espécies de aves livres e comuns na cidade, que encontram ali as condições ambientais adequadas para a sua sobrevivência. Pequenos animais como tatus, papagaios e saguis também podem ser observados em espaços próprios ou em liberdade.

Abrigo das Girafas

Saguis


Viveiro das Harpias
O Jardim Botânico Municipal Prefeito Carrol Menegel possui 8.500 mudas de espécies arbóreas nativas e exóticas. Conta ainda com uma pista de caminhada pavimentada e iluminada de 1200 metros e trilhas de cascalho entre as árvores, além de jardins temáticos com espécies nativas de outros países, como exemplo o Japão, além de orquidário, laboratório para coleta e estudo de sementes, entre outros aparelhos, constituindo-se em um centro de estudo da flora.
O Horto Municipal localiza-se na parte oeste do Complexo, e possui amplo espaço para o cultivo, manejo e produção de mudas de árvores e arbustos que abastecem as praças e jardins da cidade. As mudas são produzidas e fornecidas gratuitamente à população, obedecendo aos critérios de plantio de espécies apropriadas para as calçadas. Algumas das principais espécies cultivadas são: aroeira salsa, quaresmeira, cássia aleluia, cássia manduirana, algodão da praia, grevílea, guamirim, ipê amarelo, ipê branco, manacá, resedá e tingui-preto, flamboaiã-mirim, oiti e ipê mirim.

Recanto das Araras

Pavão e Cotia andam livres pelo Parque

Pavão
O Observatório localiza-se em área anexa ao Complexo, e é equipado com a segunda maior luneta do Estado de São Paulo. Seu objetivo principal é garantir o acesso da população a observação astronômica, e a propagação do conhecimento científico. Realiza, quando solicitado, observatórios pedagógicos nas escolas de Americana e região, e também promove intercâmbios com entidades congêneres nacionais e internacionais, realizando trabalhos científicos sobre todos os fenômenos importantes para a astronomia. O Parque fica aberto de terça-feira a domingo e a entrada é gratuita.

Ilha dos macacos