quarta-feira, 4 de maio de 2016

São Paulo - São Roque

São Roque vista do Morro do Cruzeiro
Não é preciso percorrer grandes distâncias para trocar o corre-corre da metrópole por um típico clima de cidade interiorana. A cidade de São Roque fica a apenas 66 quilômetros de São Paulo, com vias de acesso pelas rodovias Raposo Tavares e Castello Branco. Ambos os trajetos possuem pedágio, e a cidade tem incríveis opções de passeios que agradam a todos os gostos. Ideal para passar um final de semana ou até mesmo fazer um bate e volta, a cidade oferece roteiros que agradam desde famílias inteiras a casais que buscam fugir dos agitos da cidade grande. Você pode fazer o passeio por conta própria ou pode ir com alguma agência de ecoturismo, para não precisar dirigir. Com um ótimo clima serrano, paisagens belíssimas e povo hospitaleiro, São Roque dispõe de uma excelente infraestrutura hoteleira, bons restaurantes, um amplo comércio e os mais saborosos vinhos da região. Alguns hotéis de São Roque são de encher os olhos, daqueles em que dá vontade de prorrogar a estadia.

São Roque vista do Morro do Cruzeiro
A cidade de São Roque foi fundada em 1657 e recebeu o nome de São Roque, devido a devoção do seu fundador a este santo. A cidade foi marcada como parada de bandeirantes que desciam o Rio Tietê em busca de ouro e esmeraldas. Pedro Vaz de Barros, mais conhecido como Vaz-Guaçu, fundador da cidade de São Roque, ficou entusiasmado com as terras da região e, juntamente com os moradores, decidiu investir na plantação da uva e na produção de vinhos. No entanto, a produção de vinhos só teve seu grande impulso de crescimento apenas com a chegada dos imigrantes italianos e portugueses, no século XIX, que tornaram a vitivinicultura uma das principais atividades econômicas da cidade. As videiras eram cultivadas às margens dos Rios Carambeí e Aracaí. Conhecida por ser uma das cidades que mais produzem vinhos em São Paulo, São Roque mantém a tradição do título de "Terra do Vinho", e conta com inúmeros estabelecimentos especializados na plantação de uva, sem contar as delícias gastronômicas. Seja no inverno ou no verão, o destino é uma opção de viagem econômica próxima a São Paulo.

Morro do Cruzeiro e São Roque
São Roque, devido ao seu grande potencial no cenário histórico, artístico, ecológico e cultural, foi transformada em Estância Turística, e impressiona aqueles que se dedicam a explorar a cidade. São muitas as vinícolas e adegas espalhadas pela chamada Estrada do Vinho ou Roteiro do Vinho que merecem atenção pela boa infraestrutura, restaurantes e degustações. É um agradável passeio para um final de semana ensolarado. Os estabelecimentos também oferecem lojinhas para venda de vinho, licor, suco e delícias como queijos e salames. O Roteiro do Vinho é uma oportunidade de vivenciar essa história e toda a tradição de perto, através das adegas, vinícolas, restaurantes, hotéis, pousadas e centros de lazer e entretenimento, em meio à natureza abundante da Mata Atlântica preservada. 

Estátua de São Roque no
Morro do Cruzeiro
Dividida em três estradas principais (Estrada do Vinho, Estrada dos Venâncios e Rodovia Quintino de Lima), o Roteiro do Vinho conta com mais de 30 estabelecimentos, dentre eles estão vinícolas, destilarias, fábricas de chocolate, fazendas, entre outros. Cada estabelecimento oferece degustação de produtos locais. Nas mais de 10 vinícolas da região, podem-se degustar diversos tipos de vinho e salames gratuitamente, aproveitando as paisagens deslumbrantes de cada vinícola, além das atividades locais que cada uma oferece, como tirolesas, trilhas, passeios a cavalo entre outros. São Roque é produtor de uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Lorena (um branco suave bem parecido com Chardonnay). Também das uvas que dão origem aos vinhos de mesa, suaves e mais adocicados como a Bordô por exemplo. Alguns produtores até se arriscam com plantações de Malbec. Se você gosta de beber, não se esqueça de convidar um amigo que não bebe. Alguém precisar conduzir com segurança seu retorno para casa.


Morro do Cruzeiro com a Estátua de São Roque
A Vinícola Góes é uma das mais frequentadas pelos turistas. Está localizada em um grande terreno com lago, pequenas parreiras de uva para fotos e um casarão lindo. Foi fundada em 1938 pelo casal Benedito e Maria das Dores. A estrutura local conta com visitas guiadas dentro da fábrica e nos parreirais. No meio do passeio, é possível fazer degustação de vinhos finos. É a única que cultiva, na própria cidade, uvas Cabernet Sauvignon. Em meses especiais a Góes oferece um tour para participar da vindima em que você participa da pisa das uvas e conhece as plantações. Logo ao entrar na Vinícola é impossível não reparar na beleza do lugar. O local possui estacionamento gratuito logo na entrada, além de sanitários e fraldário. No local, também há lojinhas de queijos e cachaças, lanchonete e um restaurante com uma vista linda das instalações. Para as crianças, tem playground e pintura.

Morro do Cruzeiro
Logo na entrada da Vinícola Canguera há uma linda fonte de vinhos, um empório com doces e embutidos deliciosos e uma loja que oferece degustações gratuitas de vinhos de mesa e finos. Mais para o fundinho está um campo enorme com área verde, espaço para as crianças brincarem e redes nas sombras para um descanso. Ainda nesse espaço, depois de subir uma escadinha, você encontrará o Restaurante Canguera. Um refúgio para lá de tranquilo; mesas postas às sombras e ao frescor de uma árvore enorme. A maior parte das vinícolas inclui um restaurante acoplado para o almoço. Você ainda pode visitar a Destilaria Stoliskoff e virar um expert no processo de produção de vinhos, destilados e fermentados,  além de poder degustar diversos tipos de vodca e saquê. Se tiver sorte, você pode ver e ouvir o enorme trem de carga que passa pela região. A ideia de passeio é percorrer todo o Roteiro do Vinho realizando algumas paradas nas vinícolas, plantações, restaurantes e terminar o dia no centro da cidade de São Roque. 

Morro do Cruzeiro
A Quinta do Olivardo, um restaurante português perfeito, é um achado no Roteiro do Vinho de São Roque. Seus pratos são inspirados na culinária da Ilha da Madeira. Do restaurante há uma linda vista para o vale. Em frente ao restaurante você encontra diversas barraquinhas que vendem pastéis de Belém, bolinhos de bacalhau e muitas outras guloseimas portuguesas. Você pode optar por entrar no restaurante ou ficar ali por fora mesmo, desfrutando e curtindo nos banquinhos que remetem as ruelas e ladeiras portuguesas. A decoração e a qualidade dos pratos te farão lembrar-se de Portugal, caso já tenha conhecido o país. Se ainda não foi a Portugal, feche os olhos e imagine-se lá. A Quinta do Olivardo é praticamente uma cidadezinha portuguesa.

Arquitetura típica de São Roque na Praça da Matriz
Mas nem só de vinho, porém, vive São Roque. Quem viaja com as crianças encontra uma divertida atração - o Ski Mountain Park, um complexo de esqui e snowboard que conta até com teleférico. Localizado a mais de mil metros de altitude e com uma área total de 320 mil metros quadrados, oferece diversão para todos os públicos. Neve? Nem pensar... A pista é feita de borracha com cerdas deslizantes e é constantemente irrigada com água e sabão para ficar ainda mais escorregadia. O espaço oferece ainda arvorismo, tobogã com 350 metros de extensão, arco e flecha, paintball, passeio a cavalo, pista de patinação, escalada e trilha ecológica. O visitante estaciona o carro em um nível mais baixo do parque (pago) e sobe de trenzinho (grátis).

Arquitetura típica de São Roque na Praça da Matriz
O Sítio Santo Antônio é uma das construções com maior valor histórico para São Roque, construído pelo irmão do fundador da cidade, o sítio abriga duas construções importantes, a Casa Grande do Capitão Fernão Paes de Barros e a Capela Santo Antônio, construídas em taipa de pilão, que são de meados da fundação da cidade. Durante toda a sua história o Sítio Santo Antônio já teve diversos proprietários ilustres entre eles o Barão de Piratininga e o escritor  Mário de Andrade. Nas construções do século XVII, as estruturas preservadas descortinam relíquias originais, como as observadas na capelinha: altar-mor folheado a ouro, altares laterais com baixos-relevos e pinturas do forro. Depois de anos de restauração, as ruínas da Casa Grande e da Capela Santo Antônio foram abertas para visitas monitoradas para estudantes e turistas. As visitas acontecem nos finais de semana e feriados e são gratuitas. Além das construções o Sítio Santo Antônio abriga uma agradável área verde e um lindo lago.

Busto do Barão de
Itapetininga na
Praça da República
A Estação Ferroviária de São Roque foi construída em 1930 e tinha conexão com a Estrada de Ferro Sorocabana, a Estação contava com uma agência de telégrafos e era uma das mais modernas da época, a Estação deixou de transportar passageiros, passando a locomover apenas carga até ser desativada. Na década de 1990 passou por uma reforma e atualmente abriga a sede da Guarda Municipal de São Roque. Apesar de desativada a Estação Ferroviária de São Roque pode ser visitada na sua parte externa. Se você gosta de contemplar prédios com arquitetura histórica e fotografar ambientes com clima antigo, a visita vale muito a pena. A Estação está perto do Morro do Cruzeiro e as duas atrações podem ser visitadas em conjunto no seu roteiro. O Morro do Cruzeiro proporciona uma vista incrível da cidade de São Roque e fica próximo ao centro da cidade, que garante  fácil acesso. É possível chegar tranquilamente de carro ou caminhando para quem estiver com disposição, são poucos minutos de distância da Estação Ferroviária de São Roque. É muito visitado por devotos de São Roque, devido a imagem do santo padroeiro da cidade que se encontra no Morro junto com uma cruz. Durante os meses de julho a agosto é realizada a Novena do Cruzeiro e muitos devotos sobem ao Morro para fazer orações e agradecimento ao santo.


Praça da República
O Centro Educacional e Cultural Brasital fica localizado no conjunto de prédios de uma das primeiras fábricas de tecelagem em São Paulo fundada em 1890. Os prédios antigos ocupam uma área verde de 100 mil metros quadrados. Sua importância para São Roque é tão grande que chegou a empregar 80% da mão de obra disponível. As operações se encerraram em 1970. Atualmente funciona como Centro Cultural que conta com uma biblioteca pública municipal, oficinas culturais e profissionalizantes e uma trilha ecológica de 2,5 quilômetros que não é sinalizada, cercada de Mata Atlântica e chamada de Caminho das Águas por conta dos canais que cruzam o percurso. O conjunto arquitetônico ocupa um total de mais de 9.000 metros quadrados. É uma ótima oportunidade para relaxar e apreciar a arquitetura repleta de história, valendo muito incluir no seu roteiro.

Praça da República
O Morro do Saboó é um dos pontos mais altos de São Roque, perfeito para quem procura aventura. O topo é alcançado por uma trilha que é considerada de nível médio. O presente para quem termina o trajeto é uma vista de tirar o fôlego com mil metros de altitude, que se o clima ajudar permite avistar as cidades vizinhas, Mairinque e Araçariguama. O tempo de trajeto é de 40 a 60 minutos, de acordo com seu ritmo. A distância do centro de São Roque é de 10 quilômetros. A propriedade é privada, mas a entrada é gratuita, contudo, é sempre importante lembrar-se de cuidar da preservação do local. Na base do Morro do Saboó há um estacionamento e uma lanchonete, mesmo se não tiver intenção de subir o Morro a vista de baixo já vai te encantar.

Muita diversão na Quinta do Olivardo
O Recanto da Cascata é um lugar cercado por extensa área verde, que possui uma cascata formada por águas do Rio Carambeí. É daqueles lugares que não queremos ir embora. Ao entrar na Trilha da Cascata percorremos uma enorme passarela de madeira que passa por cima de uma cascata deixando a paisagem ainda mais incrível. O local ainda abriga trilhas no meio da mata, jardins de flores naturais e têm estrutura para receber os principais eventos da cidade, como a Expo São Roque, Exposição de Orquídeas, Festa das Nações, entre outros. Ótimo para fazer caminhadas, apreciar a natureza e respirar ar puro. Se você não abre mão de uma compra com promoção, não deixe de passar no Catarina Fashion  Outlet. Você vai encontrar as mais prestigiadas marcas de roupas femininas, masculinas e infantis, acessórios e decoração. São no total 105 lojas distribuídas em alamedas espaçosas, os preços realmente compensam, mas não espere nenhuma pechincha. O local conta ainda com uma ótima estrutura e variadas opções de alimentação, com uma ampla praça de alimentação e restaurante de redes famosas.

Praça da Matriz
Uma das melhores épocas para visitar a região é no mês de outubro, quando acontece a Expo São Roque. Durante a feira de alcachofras e vinhos as atrações são as compras, os shows, e as manifestações artísticas, como a pisa da uva. As alcachofras são encontradas em diversos pratos - harmonizadas com vinhos, claro! E podem ser compradas in natura ou em conserva. Por todo canto da cidade, é possível provar pratos com esse ingrediente que fez a fama local: a alcachofra. Todo o nosso roteiro em São Roque foi feito de carro, sendo a minha recomendação. A maioria das atrações não é perto uma da outra e principalmente se tiver pouco tempo fica muito complicado aproveitá-las a pé ou utilizando transporte público, que não alcança todas elas. Utilizar Uber ou Táxi não compensa muito pelo preço final. Mesmo se não tiver um carro à disposição, considere alugar. Se estiver em grupos maiores dividindo os custos fica bem em conta, além de fornecer liberdade no seu roteiro.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Final de Semana em Blumenau - Parque Ramiro Ruediger

Parque Ramiro Ruediger em Blumenau
Quando se fala em Blumenau logo vem à mente a maior festa alemã do Brasil – a conhecida Oktoberfest. Mas além dela, a cidade tem outros atrativos que muita gente não conhece. Cerca de 60% do território da cidade é de área rural, com mais de 300 quilômetros quadrados de mata, cortada por ribeirões e cercada de espécies importantes de fauna e de flora. Blumenau é muito conhecida pelo cultivo da cultura germânica, mas também chama a atenção por suas belezas naturais. Blumenau é famosa por causa de seu clima europeu, e um dos motivos por ser tão visitada são os lindos parques que ficam situados dentro da cidade.

Escultura no Parque Ramiro Ruediger

Lago no Parque Ramiro Ruediger
Localizado no entorno do Parque Vila Germânica, o Parque Ramiro Ruediger é considerado um importante ponto turístico de Blumenau e chama a atenção de visitantes e moradores locais. O lugar já foi chamado várias vezes de “Central Park Brasileiro“, por causa do seu vasto gramado e um lago que possui um tamanho consideravelmente grande. Sua infraestrutura é muito boa se comparado aos demais parques brasileiros. Blumenau também é conhecida por causa dos grandes eventos que acontecem na cidade e, o Parque Ramiro Ruediger é um dos locais que sediam alguns eventos de caráter social e beneficentes que fazem bastante diferença.

Parque Ramiro Ruediger

Ginásio Galegão situado entre o Parque Ramiro
Ruediger e o Parque Vila Germânica
O Parque fica a 3,2 quilômetros do centro, dá mais ou menos 10 minutos de carro. O lugar possui fácil acesso e é totalmente gratuito, você não paga para entrar e usufruir dos serviços prestados. Próximo ao Parque existe um estacionamento particular e você poderá deixar o seu carro enquanto aproveita o Parque. Um detalhe importante, a saber, é que é proibido estacionar em frente ao Parque. Principalmente aos finais de semana é possível ver alguns grupos que fazem sarau ao ar livre, com música boa, poemas e poesias. O Parque Ramiro Ruediger recebe um público bastante variado, que vai desde crianças, assim como adolescentes e terceira idade. Não há nenhuma restrição de pessoas ou de vestimenta, basta ir e se divertir.

Passarela que liga o Parque Vila Germânica ao Ginásio Galegão

Parque Ramiro Ruediger
Caso um dia você pretenda viajar para Blumenau, vale a pena conhecer este Parque que faz jus à fama. O lugar é perfeito para passear sozinho, com amigos ou familiares. Sabe quando você quer ir para um parque descansar, contemplar a natureza e se divertir um pouco? Pois então, o Parque Ramiro Ruediger supera as expectativas dos frequentadores. Para os amantes de paisagismo, locais frescos e que possuam um clima agradável, o Parque é perfeito. O Parque é bastante arborizado, é possível ver algumas aves se alimentando próximo ao lago. Por ter um considerável gramado, quando o tempo está favorável, muitos fazem piquenique e aproveitam de todo espaço que o Parque oferece para os seus frequentadores, afinal um piquenique no Parque em dias ensolarados é simplesmente incrível.

Área de lazer infantil no Parque Ramiro Ruediger
O Parque Ramiro Ruediger com toda certeza é um ótimo lugar para praticar esportes dos mais variados tipos e estilos. Para quem gosta de bicicleta, há uma ciclovia bem estruturada, com duas vias que facilita a transição de um lado para o outro. Já para os que gostam de futebol ou vôlei, os frequentadores contam com quadras para praticar esses esportes. Caso você esteja indo sozinho, não se preocupe, boa parte das pessoas que frequentam o Parque são receptivas e provavelmente você será convidado para participar de um jogo. O Parque Ramiro Ruediger também tem aparelhos de ginástica ao ar livre. Portanto, você poderá fazer vários exercícios funcionais que ajudam a “desenferrujar” suas articulações e manter uma qualidade de vida maior. O local foi construído focando na qualidade de vida dos seus usuários, assim podemos ver uma excelente infraestrutura. Para os amantes de skate, o Parque tem uma interessante pista de skate. A pista fez parte de um projeto chamado Viver SC que tem como objetivo reviver a cultura local e mostrar alguns trabalhos de artistas de Blumenau.

Osterbaum no Parque Ramiro Ruediger
Caso você vá visitar o Parque com crianças, saiba que o lugar tem um playground especialmente para elas. O parquinho é bem grande, com algumas opções para se divertirem enquanto os adultos ficam aproveitando as belezas naturais que o Parque tem. Alguns parques do território brasileiro não aceitam animais de estimação, já no Parque Ramiro Ruediger você poderá levar seu bichinho sem problema algum. A administração do Parque entende que a saúde do seu animalzinho está interligada com a sua e com isso eles buscam aumentar a qualidade de vida de ambos. Assim você poderá passear com seu animal de estimação todos os dias da semana.

Escultura no Parque Ramiro Ruediger
O Parque tem algumas lanchonetes que podem atender às suas necessidades. Boa parte possui um cardápio diferenciado, com opções de sucos e lanches em geral. Se você quiser tomar um café quentinho, comer um bolo mais elaborado ou algum tipo de lanche que não tenha nas lanchonetes, bem ao lado do Parque tem um café que é bastante conhecido pelos frequentadores do Parque, que se chama Café Ok. Com o passar dos anos, o Parque Ramiro Ruediger acabou recebendo alguns incentivos governamentais e com isso a sua infraestrutura melhorou, assim como o espaço em um todo.  O antigo Parque tinha apenas 23 mil metros quadrados, hoje em dia com a ampliação o lugar tem cerca de 45 mil metros quadrados. O Parque é a maior área de lazer da cidade. O Parque abre às 6:00 horas da manhã e fica até 24:00 horas, além de poder curtir durante o dia, você também poderá durante a noite. A iluminação sofreu uma reforma e hoje em dia tem vários pontos de luz e fazem com que o Parque Ramiro Ruediger seja mais seguro e agradável para se aproveitar.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Final de Semana em Blumenau - Parque Vila Germânica

Portal na entrada do Parque Vila Germânica
Este Final de Semana em Blumenau foi mais uma viagem a trabalho com meu marido. Desta vez fomos ao Festival Brasileiro da Cerveja, evento de maior prestígio no mercado cervejeiro do país e principal da América Latina, realizado no Parque Vila Germânica, localizado no Bairro da Velha, na zona oeste de Blumenau, Santa Catarina. O Festival é a reunião das principais cervejarias do país, dos melhores sabores, aromas e harmonizações. Cervejeiros, especialistas e consumidores degustam mais de 700 rótulos e aproveitam uma rica programação artística e cultural, palestras e ótima gastronomia. A Feira Brasileira da Cerveja acontece paralelamente ao Festival.

Prefeitura de Blumenau

Arquitetura enxaimel
A região onde se localiza um dos pontos mais turísticos e procurados e um dos mais belos espaços de Blumenau, o Parque Vila Germânica, ficou conhecida por Velha, cujo nome remonta a 1838, por existir uma velhota (uma senhora de idade bastante avançada), que morava às margens do ribeirão, que também recebeu o nome de Velha. Alguns historiadores também apresentam a versão de que existia uma família de cognome Velha, antes da criação da Colônia Dr. Blumenau. Hospedamo-nos através do Airbnb em uma casa de madeira típica da região, bem próxima ao Parque Vila Germânica, dava para ir a pé ao Festival.


Lojas no Parque Vila Germânica
Chamada de “pequena Alemanha”, Blumenau foi fundada em 1850 pelo químico e farmacêutico alemão Hermann Bruno Otto Blumenau, que chegou em um barco via Rio Itajaí-Açu acompanhado de outros 17 colonos compatriotas. Este desembarcou à Foz do Ribeirão Garcia em setembro de 1850 e dividiu a gleba em lotes para que os colonos pudessem edificar suas moradias, majoritariamente casas feitas com a técnica enxaimel. O intervalo ocupado entre a Foz do Ribeirão Garcia e a Foz do Ribeirão Velha definiu o centro da cidade. É a terceira cidade mais populosa do Estado de Santa Catarina. O município de Blumenau está localizado no chamado Médio Vale do Itajaí ou Vale Europeu e a influência germânica se mantém até hoje nos costumes, nas edificações e na principal festa da cidade, a Oktoberfest. Capital Brasileira da Cerveja e casa da maior Oktoberfest do mundo fora da Alemanha, Blumenau atrai cada dia mais visitantes em busca do turismo cervejeiro de qualidade e bons chopes especiais. A cidade já transformou a bebida, que é paixão nacional, em rota oficial.

Museu da Cerveja

Uma das ruas do Parque Vila Germânica 
decorada para a Páscoa
Uma cidade que combina, ao mesmo tempo, muita tradição e modernidade. Blumenau conta com um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Blumenau divulga o Vale da Cerveja como uma das principais atrações turísticas de Santa Catarina, uma rota com cerca de 100 quilômetros de extensão, que inclui as cidades de Apiúna, Blumenau, Gaspar, Ibirama, Indaial, Pomerode e Timbó, que também se especializou na produção de cerveja. A cidade destaca-se também pela produção têxtil, abrigando fabricantes de grandes marcas de roupas, metalúrgica, mecânica e informática, além disso, as construções típicas, os restaurantes e a rica gastronomia são outros atrativos do município. Visitar Blumenau é estar em contato direto com a cultura germânica, que se mostra não só nos canecos de chope, mas também na culinária típica e na arquitetura enxaimel, ainda presente em alguns pontos da cidade.


Área para diversão infantil no Parque Vila Germânica
A região, colonizada por alemães na metade do século XIX e depois por italianos e poloneses, respira a cultura europeia. Ao percorrer o Centro de Blumenau, especialmente a Rua XV de Novembro, ainda é possível ver alguns prédios inspirados no estilo enxaimel, porém pouco resta das edificações antigas e originais da cidade. Blumenau oferece um turismo fácil e sem grandes obrigações a cumprir. A cidade é pequena e pode tranquilamente ser percorrida em um ou dois dias. E caso você faça parte da enorme turma que busca Blumenau pela Oktoberfest, então é melhor se organizar com alguns meses de antecedência. Capriche no figurino germânico, compre uma bela caneca e prepare-se para uma maravilhosa maratona de bons chopes regados a grandes doses de felicidade. Durante o evento, há apresentações de grupos folclóricos, competições de chope no metro e tiro ao alvo, parque de diversões e desfiles. A cidade também abriga a única escola de ensino superior sobre a cerveja e o malte da América Latina, além do Museu da Cerveja, fundado em 1996 e que recebe hoje 50 mil turistas por ano. 

Rua XV de Novembro

Parque Vila Germânica
Denominada de FAMOSC nos anos 1960 e 1970 e de PROEB nos anos 1980 e 1990, o atual Parque Vila Germânica é até hoje palco de grandes festas, feiras e eventos marcantes. Construído e projetado para grandes acontecimentos, contempla um amplo Centro de Eventos composto de quatro setores. Trata-se de um complexo de arquitetura de inspiração europeia, que dispõe de restaurantes, diversas lojas de souvenires que capricham nas canecas de chope dos mais variados modelos e tamanhos, com produtos regionais e artesanato típico, aberto ao público o ano inteiro. São 26 mil metros quadrados de área construída, com espaços climatizados. Neste ambiente são realizados eventos de todos os tipos, porém, os que mais se destacam, são aqueles que trazem consigo a cultura e a tradição dos colonizadores, como a Oktoberfest, a Osterdorf – Vila de Páscoa, a Weihnachtsdorf – Magia de Natal, o Festival Brasileiro da Cerveja e a Festitália (realizada pelo núcleo italiano da população). Réplica de uma vila alemã, com direito a casinhas em estilo enxaimel, tem duas alamedas com choperias, restaurantes de comida típica e lojas. Só a ida ao local vale a visita, mesmo que não vá almoçar e/ou fazer compras. A visita ao Parque Vila Germânica é uma das coisas mais legais a se fazer em Blumenau, um passeio obrigatório. Mas, o mais bacana é que a Vila fica aberta o ano inteiro para o turista aproveitar além das atrações programadas.

Parque Vila Germânica
O destaque turístico da cidade é sua Oktoberfest, criada em 1984 para elevar o ânimo da população que havia acabado de suportar duas das maiores enchentes da história de Blumenau. Inspirada na Oktoberfest de Munique, a versão de Blumenau é a maior festa de cultura alemã do Brasil. Entre os principais locais de lazer está a Rua XV de Novembro, onde acontecem os desfiles da Oktoberfest e o Stammtisch, além das paradas cívicas na data de aniversário do município (2 de setembro), e. alguns dias depois, no Dia da Independência. O turismo ecológico perpassa museus como o Museu de Ecologia Fritz Müller, que funciona na antiga casa do cientista, e o Museu da Água, onde pode-se ver todo o processo de despoluição da água captada do Rio Itajaí-Açu. Há também parques ecológicos como o Parque Nacional da Serra do Itajaí, com trilhas que percorrem áreas remanescentes de Mata Atlântica – além do último abranger um dos pontos culminantes de Blumenau, o Morro Spitzkopf.

Turistas no Parque Vila Germânica
A Capital Nacional da Cerveja possui diversas fábricas de cervejas artesanais, sendo a pioneira no país na produção da bebida. Há, na cidade catarinense, cerca de 120 produtores artesanais da bebida, que é estrela de grandes eventos sediados no local. O tour pelas fábricas da cidade é uma das atividades mais importantes a se fazer em Blumenau e você precisará organizar um roteiro para conhecê-las. A gastronomia catarinense é um dos destaques de Blumenau. Aproveite a sua ida à Blumenau para provar diversos pratos típicos da culinária alemã como Spätzle, Entrevero, Eisben, Kassler e Marreco Recheado. A deliciosa culinária local ainda conta com queijos, linguiças e pães de cervejas artesanais. É possível participar de diversos eventos ao longo do ano e comer comidas da culinária alemã, que são tradicionais em todo o Estado. Fora das festas, há diversos restaurantes na cidade que servem as comidas típicas do Estado.

domingo, 1 de maio de 2016

Final de Semana em Curitiba - Museu Ferroviário de Curitiba

Museu Ferroviário de Curitiba
Instalado na antiga Estação Ferroviária de Curitiba, que funcionou entre 1890 e 1985. O Museu Ferroviário de Curitiba, fundado em 1982, guarda a história da ferrovia no Paraná. Expõe várias peças históricas (mais de 600 peças) e suas instalações buscam reproduzir o antigo funcionamento da Estação. É único por possuir itens curiosos, como um grande livro utilizado para a contabilidade da antiga Estação. Nos espaços restaurados estão o mobiliário, bagageiros, fechaduras, luminárias, telefones e relógios originais, como os instalados na bilheteria e na Sala do Telégrafo. Ele é composto de uma exposição permanente de um acervo único, coletado pela Rede Ferroviária de dentro de suas estações e locomotivas.

Antiga Estação Ferroviária de Curitiba
Logo na entrada, é possível revisitar uma bilheteria, onde manequins simulam a comercialização de bilhetes e os viajantes. Inclui parte do acervo da RFFSA, como uma locomotiva a vapor do início do século XX e um vagão dormitório que serviu para hospedar o ex-presidente Getúlio Vargas. Jornais e livros constituem o acervo escrito a respeito das ferrovias, criadas para permitir o avanço tecnológico durante os ciclos do café, da erva-mate e da madeira. Os recortes podem ser consultados pelos frequentadores. É oferecido monitorias para turmas de até 20 estudantes por vez e pode personalizar a monitoria conforme o nível escolar e os assuntos que estão sendo debatidos pelos alunos em sala de aula, contribuindo para reforçar o aprendizado. 

Museu Ferroviário de Curitiba
É a preservação da memória ferroviária, que explica e justifica a história da economia paranaense e brasileira, de heróis anônimos ou não. Durante a visitação é possível, além de observar as peças em exposição, ouvir explicações sobre o desenvolvimento da malha ferroviária do Paraná. Um resgate de sua dedicação, que colocaram o Estado no rumo do crescimento. Sem dúvida, o passado dentro do futuro. O engenheiro baiano Antônio Rebouças (1839-1874) foi um dos expoentes na construção de estradas de ferro no Paraná e em outros estados do Brasil. Fez, por exemplo, os primeiros estudos para a construção da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá. Em sua homenagem, o Bairro Rebouças, em Curitiba, e o município de Rebouças, do Paraná, receberam seu nome.

Antiga Bilheteria da Estação Ferroviária
A antiga Estação Ferroviária foi construída em um terreno que ficava afastado do centro de Curitiba, na época. A Ferrovia propiciou, além do avanço tecnológico e econômico, o encurtamento das distâncias e o surgimento de uma nova classe trabalhadora ligada exclusivamente a esta atividade. Com os avanços proporcionados pelas ferrovias, a região em torno da Estação teve um rápido crescimento, com a abertura de hotéis, restaurantes e cafés. Ao longo do tempo, a Ferrovia transformou-se num espaço não apenas de viagem, mas também de trabalho profissional para, por exemplo, maquinistas, administradores, telegrafistas, vendedores de passagens, cozinheiros, mecânicos, entre outros. A partir desse desenvolvimento, a região tornou-se o ponto mais movimentado da cidade. Atualmente, o Museu Ferroviário está localizado na área central de Curitiba.

Antiga Locomotiva a vapor do início do século XX
Antes da construção da Ferrovia Paranaguá-Curitiba, a comunicação entre o litoral e o resto do território atual do Estado do Paraná era feito em condições precárias por caminhos que entrecortavam o território. Apenas em meados do século XIX foi aberta a Estrada da Graciosa, aproveitando o traçado original da antiga Estrada Colonial. Naquela época, a agricultura era prejudicada por não existir vias para o transporte adequado e eficiente da mercadoria para os portos de Antonina e Paranaguá. A Ferrovia foi inaugurada em 1917 e até 1930 era basicamente utilizada para escoar a produção de erva-mate e para o transporte dos funcionários da companhia. Foi apenas em meados do século XX que a Ferrovia passou a servir o público em geral.

Vagão dormitório
O edifício junto ao Centro Comercial "Estação" abriga o Museu da Farmácia e o Teatro de Marionetes. Hoje, o Museu faz parte das instalações do Shopping Estação. Está localizado na Avenida Sete de Setembro, no Bairro Rebouças, em frente à Praça Eufrásio Correia. O Shopping foi inaugurado em 1997 e conta com 150 lojas, dois teatros, o Museu Ferroviário, 10 salas de cinema, uma Praça de Alimentação e um dos mais completos e modernos centros de convenções da América Latina: o Estação Convention Center. O Shopping Estação fica a uns 20 minutos a pé do Largo da Ordem, ou seja, se estiver passeando pelo Centro Histórico de Curitiba e quiser dar uma passada no Shopping para um lanche ou almoço, inclua o Museu Ferroviário de Curitiba no seu roteiro.

Shopping Estação

Shopping Estação

Shopping Estação
O Museu Ferroviário de Curitiba é o tipo de programa simples e melhor, gratuito. E o bacana é justamente isto: toda a atmosfera do lugar é feita para tentar recriar o ambiente da Estação que funcionou ali um dia. Ao entrar, o visitante tem a nítida impressão de que a vivacidade da antiga Estação Ferroviária permanece. A visita é bem curta e parte do charme está justamente nisso. Entretanto, não faça malabarismo para ir lá, porque o Museu Ferroviário de Curitiba é daqueles pontos turísticos que valem a pena se você estiver com tempo e por perto. Não é permitido fotografar o acervo do Museu, apenas a entrada da Estação.