terça-feira, 29 de março de 2016

Rio Grande do Sul - Canela

Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes
ou Catedral de Pedra de Canela
Conhecer Gramado ou Canela é fácil, basta ter disposição. As atrações estão relativamente próximas e não há perigo em andar por lá. Aliás, violência é uma coisa que, felizmente, quase não se vê. Andar nos centrinhos das cidades é a certeza de encontrar várias lojinhas de chocolate - uma tentação constante e uma parada sempre prazerosa. Vale lembrar que, apesar, de os principais atrativos turísticos ficarem na cidade de Gramado, conhecer Canela é praticamente obrigatório em uma viagem. As duas cidades são como uma só e quase não se faz tanta distinção entre um lugar ou outro, mas quem acha que Canela é só uma extensão de Gramado mal sabe o que está perdendo. A cidade tem ótimas opções de restaurantes e pousadas que não deixam nada a desejar em termos de charme e conforto. Além disso, grande parte das atrações mais procuradas na vizinha famosa fica aqui: é o caso do Parque do Caracol e do Alpen Park, por exemplo. Também não faltam belas paisagens serranas – destaque para o Parque da Ferradura – e programas que envolvem muita adrenalina, com atividades como rapel, arvorismo e escalada.

Presépio da Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes
A Serra Gaúcha foi habitada, antigamente, pelos índios Caingangues. Nos séculos XVIII e XIX, estes foram desalojados violentamente por ação de matadores de indígenas, os chamados “bugreiros”. Estes foram contratados, pelo Governo Imperial Brasileiro, para abrir espaço para a instalação de imigrantes europeus na região, visando a um “embranquecimento” da população brasileira, que, na época, era predominantemente negra ou mestiça. Ao mesmo tempo, a região era desbravada por descendentes de açorianos, os chamados “tropeiros”, que utilizavam a região para o descanso do gado. Um dos mais importantes destinos turísticos do Rio Grande do Sul, a cidade de Canela teve seu primeiro núcleo urbano formado em 1903, quando o Coronel João Ferreira Corrêa da Silva se instalou no local. Foi sob sua organização que se construiu a estrada para Taquara, de cujo território Canela fazia parte, e se instituíram os principais serviços. A principal praça de Canela recebeu seu nome em homenagem a esse desbravador. O clima saudável e as belezas naturais deram sustentação à procura da cidade como centro de veraneio desde os anos 1930 e especialmente a partir dos 1940. 

Canela é um município brasileiro do Estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se na Serra Gaúcha, mais precisamente na Região das Hortênsias, localizada na Encosta Inferior do Nordeste do Rio Grande do Sul, e faz divisa com as cidades de Gramado (a sudoeste), São Francisco de Paula (a nordeste), Caxias do Sul (a noroeste) e Três Coroas (ao sul). Está a 123 quilômetros de Porto Alegre, por via asfáltica (via BR-020). A geografia de Canela é bastante variada, o município conta com relevo bastante acentuado, estando a 837 metros de altitude e vegetação variada (a vegetação típica é a Mata de Araucárias, entretanto, nos locais mais baixos, encontramos também a Mata Atlântica). A combinação desse relevo com a hidrografia abundante proporciona à Canela diversas cascatas e vales, sendo que entre os mais conhecidos estão a Cascata do Caracol, o Vale do Quilombo e o Parque da Ferradura.

O município é cortado pelo Rio Santa Cruz, pelo Rio Paranhana e por vários riachos e nascentes (inclusive a nascente do Rio Paranhana). O município também conta com diversos lagos artificiais e açudes, utilizados como pontos turísticos, para a irrigação das lavouras e como locais para pesca. Canela possui duas usinas hidrelétricas em seu território, a Usina Hidrelétrica de Canastra, e a Usina Hidrelétrica Bugres. Ambas estão localizadas no curso do Rio Paranhana e contam também com as águas do Rio Santa Cruz, desviado por um túnel de 2.080 metros de comprimento e 2,2 metros de diâmetro desde a Barragem do Salto, em São Francisco de Paula. O município de Canela é caracterizado por ser uma zona de Clima Subtropical úmido. No verão, temperatura amena, em torno de 20ºC, com alguns dias mais quentes, mas com noites sempre agradáveis, moderadas pelo ar das montanhas e dos bosques. Os invernos podem ser rigorosos, com temperaturas negativas, fortes geadas e ocasionais nevadas.

Canela
Como em toda a Região das Hortênsias a economia do município gira em torno do turismo. Ao lado de Gramado – a cidade distante seis quilômetros de Canela – o município é um dos principais destinos turísticos brasileiros, contando com uma rede hoteleira abrangente, desde hospedarias até hotéis confortáveis. A cidade começou a despontar para o turismo com a abertura de um cassino, no Palace Hotel, em 1944, atraindo visitantes do centro do país e de países vizinhos. No ano seguinte, com a proibição do jogo no Brasil, o turismo sofreu um duro golpe, reduzindo por anos a atividade turística do município. Em 2004, foi criado o Grupo de Pousadas da Serra Gaúcha, em uma iniciativa capitaneada pelo SEBRAE, com o intuito de fortalecer os hotéis e pousadas da região e melhorar seus serviços e a qualidade de seus colaboradores. O Grupo reúne 14 pousadas, de Canela, Gramado e Nova Petrópolis, facilitando promoções conjuntas, permitindo um planejamento e uma racionalização na divulgação do município, além de oferecer vantagens para os hóspedes.

Grande Hotel Canela
Para visitar as atrações de Canela, tanto faz ficar em Canela ou Gramado, já que a maior parte dos pontos turísticos e parques estão distribuídos entre os dois municípios num raio de 10 quilômetros. Carro ou táxi são requisitos fundamentais para conhecer os atrativos. Uma boa alternativa é usar o serviço do BusTour, o transporte coletivo turístico oficial de Canela e Gramado. O ônibus panorâmico de dois andares tem um roteiro que passa por mais de 35 pontos turísticos entre os dois municípios. O bilhete permite embarque e desembarque livre durante o dia em qualquer um dos pontos, garantindo a liberdade para traçar um roteiro próprio. Situada bem no centro da cidade, a imponente Catedral de Canela é toda revestida de pedra basalto, tem 65 metros de altura e ocupa uma quadra inteira com jardins ao seu redor. Possui um carrilhão de 12 sinos de bronze e diversas obras de arte em sua parte interna. A Catedral de Pedra de Canela foi eleita em 2010, uma das sete maravilhas do Brasil, pelo portal de notícias Terra. À noite, a Catedral de Pedra é iluminada com show de luzes coloridas, e durante os eventos de Natal, ganha uma decoração especial.

Cascata do Caracol
Em Canela o primeiro destino é a Cascata do Caracol, localizada dentro do Parque do Caracol e é o principal cartão-postal de Canela, sendo também a mais famosa do Rio Grande do Sul. A queda tem 120 metros de altura e conta com mirantes e uma escadaria com 934 degraus que leva à base, em uma caminhada de mais de 40 minutos. Há duas formas de vê-la: a partir do Parque do Caracol, que é a forma mais econômica e tradicional; ou a partir dos bondinhos fechados do Parque da Serra, uma atração inaugurada recentemente que é um pouco mais cara, mas que permite ver a Cascata de outro ângulo. Os visitantes têm a opção de desembarcar em duas estações: a primeira oferece uma trilha que leva ao espaço “Esculturas que Falam” e a um mirante superior; a segunda oferece um mirante para o cânion na área frontal da Cascata do Caracol e para o Vale da Lageana. O Parque da Serra se localiza a 500 metros após o Parque do Caracol, a 7,5 quilômetros do centro. A Cascata é tão bonita que você pode até visitar os dois locais, para fotografá-la de diferentes ângulos.

Bondinhos do Parque da Serra
Outro atrativo do Parque é o Observatório: uma torre de 30 metros, com um elevador panorâmico que conduz o visitante até uma plataforma envidraçada onde tem uma fascinante vista panorâmica de 360º da Cascata do Caracol e do Parque. Entre a mata preservada há trilhas ecológicas para caminhadas em contato com a natureza. O Parque conta com churrasqueiras, mesas, banheiros, restaurante e lojas de artesanato, com toda infraestrutura necessária para passar o dia. Dentro do Parque do Caracol você pode desfrutar também de um passeio de trenzinho, que leva os passageiros até a Vila dos Imigrantes, uma forma divertida de contar a história da imigração do Sul do país e a interação com o meio natural.

Pinheiro atingido por um raio
O Parque da Ferradura se destaca por seus mirantes com vista para o Cânion do Rio Caí, que faz uma curva em forma de ferradura, no local e a convivência harmoniosa com a natureza. O Parque oferece trilhas de 10 minutos a três horas de caminhada, três mirantes com vista panorâmica, bem como uma área com lanchonete, playground, churrasqueiras e sanitários. O Parque da Ferradura fica a seis quilômetros a partir do Parque do Caracol, na mesma estrada. O Parque das Sequoias é uma das maiores coleções de coníferas (árvores com frutos em forma de cones) do mundo, onde se destacam as Sequoias, que são as árvores mais altas do mundo quando atingem o ápice. Podem chegar aos 3000 anos de vida, 120 metros de altura e de 12 a 15 metros de diâmetro. No Parque, as maiores com aproximadamente 60 anos chegam a atingir mais de 35 metros de altura e 1, 5 metros de diâmetro. Também tem a Ginkgo biloba, a espécie viva de árvore mais antiga do planeta. Do Parque saem roteiros de trekking, mountain bike e hipoturismo.

Parque das Sequoias
Inaugurado em 2011, o Parque Florybal oferece atrações que remete aos tempos da Pré-história. São 67 mil metros quadrados de um mundo de magia com atrações para todas as idades. Tem esculturas de bonecos gigantes, dinossauros, e uma infinidade de tamanhos e formas. Já na entrada, há uma escultura de um boneco com 15 metros de altura. As atrações do Parque Florybal se dividem por áreas, que são: Floresta Mágica, Mundo Animal, Guardião da Floresta, Homens de Pedra, Primatas, Castelo, Dino Lanches, Playground, Aldeia dos Índios, Lago das Deusas, Espaço da Fé, Cinema 7D, Dino Móvel, Voo Pterodáctilo, Território dos Dinossauros, Recanto da Sereia, Mina de Chocolate, Mini Fazenda de Cacau e Django Gan. O Parque se localiza no início da Estrada do Caracol, a três quilômetros do centro. Inspirado nos filmes do Jurassic Park, o Vale dos Dinossauros oferece um cenário com os mais incríveis dinossauros animatrônicos em tamanho real que se movimentam e emitem sons. O Parque é um dos mais recentes da região, inaugurado em julho de 2014, em uma área de 35 mil metros quadrados, entre grandes árvores formando um cenário incrível. O visitante é transportado para dentro do Parque dentro de um micro ônibus e já na chegada o cenário impressiona, com um enorme tiranossauro em movimento, visto de fora. O Parque se localiza no início da Estrada do Caracol, em frente ao Parque do Pinheiro Grosso, a três quilômetros do centro. O Parque do Pinheiro Grosso foi criado para preservar o Pinheiro Grosso (uma Araucária monumental) descoberta na década de 1970. Estudos apontam que a árvore tenha cerca de 700 anos, sua altura é de 48 metros, seu diâmetro é de 2,75 metros e sua circunferência é de 7,5 metros medido a 1,2 metros da raiz.

Castelinho Caracol
O Castelinho Caracol foi uma das primeiras residências de Canela, todo construído em madeira de Araucária, com sistema de encaixes e parafusos, sem o uso de pregos. O local abriga um museu com móveis e utensílios deixados pela Família Franzen, que conduzem a uma verdadeira viagem ao passado. Funciona também como casa de chá, onde se pode apreciar o melhor apfelstrudel da Serra Gaúcha. O Castelinho se localiza na Estrada do Caracol, a seis quilômetros do centro. O Mundo Gelado foi o primeiro Parque Temático de Gelo da América Latina. O Parque simula uma caverna de gelo com temperatura de -10ºC o ano inteiro, com 140 metros quadrados, 40 metros de extensão e 2,4 metros de altura. O visitante recebe um casaco próprio para aguentar o frio da caverna, que contém esculturas em gelo, móveis, réplicas esculpidas de monumentos, como Cristo Redentor, e outros como o Mamute da Era do Gelo. O Mundo Gelado se localiza ao lado do Castelinho Caracol.

Mundo a Vapor
O Mundo a Vapor é um parque temático com miniaturas de máquinas a vapor em pleno funcionamento. Entre as miniaturas, destacam-se: fábrica de papel, olaria, ferraria, fundição e laminação do aço entre outras. O Parque é conhecido por sua fachada onde foi reconstruído em tamanho real o famoso acidente ferroviário acontecido em Paris, em 1895, quando uma locomotiva desgovernada cruzou em alta velocidade a Estação de Montparnasse. Em seu interior, há uma loja com artigos do vestuário e presentes. Localiza-se na Rodovia RS-235, que liga Canela a Gramado. O Alpen Park tem 60 mil metros quadrados de área verde com vista para o Vale da Serra Gaúcha, oferecendo várias opções de laser bem variadas que vão de um parque de diversões a esportes radicais. A principal atração é o Alpine Coaster, onde 37 trenós sob trilhos descem a montanha, onde o visitante controla a velocidade. Além do trenó, o Parque conta com: montanha russa, Simulador Mini Rider, circuito de tirolesas, arvorismo, parede de escalada, rapel, quadriciclo, Bungee Trampolim, cinema 4D e 6D. O Alpen Park está situado a três quilômetros da Catedral de Pedra em Canela. Não há cobrança de ingressos para o Parque, somente para os brinquedos e atividades.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Rio Grande do Sul - Gramado

Pórtico de Entrada via Nova Petrópolis
A Serra Gaúcha foi habitada, desde tempos imemoriais, pelos índios Caingangues. Nos séculos XVIII e XIX a região de Gramado era desbravada por descendentes de açorianos, os chamados “tropeiros”, que utilizavam a região para o descanso do gado. Os alemães começaram a se estabelecer ao longo do Rio dos Sinos, a partir de 1824. Tempos após, em 1913, colonos descendentes de imigrantes alemães e italianos ali se estabeleceram, iniciando o povoamento. Gramado foi colonizado principalmente por imigrantes alemães e italianos, mas em menor número, também foi colonizado por portugueses, sírios e libaneses. A imigração alemã para o Brasil atendeu ao interesse dos dois lados: na Alemanha havia uma grande população pobre e expulsa das suas terras pelas guerras, enquanto o Brasil buscava gente para ocupar regiões inexploradas e desenvolver a agricultura. A colonização alemã se expandiu nas terras baixas, parando nas encostas das serras. 

Rodovia que leva a Gramado com suas hortênsias
Arquitetura charmosa, boa culinária e belas paisagens – assim é a Serra Gaúcha, um dos destinos disputados entre os turistas brasileiros no mês de julho. E quando se pensa naquela região, logo vem à cabeça a cidade de Gramado, a estrela da Serra Gaúcha, que possui boa estrutura de hotéis, pousadas e restaurantes, além de opções de passeio que atendem a casais e famílias. Gramado parece uma cidade cenográfica. Sejam pelo clima frio e ambiente em estilo europeu (construções em estilo enxaimel, comuns na Alemanha, por exemplo), ou pela gastronomia farta, famosa pelos cafés coloniais, vinhos e chocolates, a região atrai multidões todos os anos. No inverno, o frio torna a região perfeita para casais apaixonados, repleta de opções de vinhos e fondues. Durante a primavera e parte do verão, ela é tomada por flores, principalmente hortênsias. No outono, o clima europeu fica ainda mais evidente com as folhas secas das árvores.

Rodovia que leva a Gramado com suas hortênsias
Localizado na Encosta Inferior da Região Sul do país, no Rio Grande do Sul, mais precisamente na Região das Hortênsias, Gramado dista 115 quilômetros da capital do Estado, Porto Alegre, estando a uma altitude de 830 metros. Faz divisa com Caxias do Sul (ao norte), Três Coroas (ao sul), Canela (a leste), Nova Petrópolis e Santa Maria do Herval (a oeste). Gramado foi desmembrado de Taquara e São Sebastião do Caí. O município é parte das bacias dos Rios Sinos e Caí e é entrecortado por vários riachos, nascentes, cascatas e lagos, além de possuir uma vegetação ainda densa de araucárias e outras árvores nativas. Sua denominação parece ter-se originado de um pequeno campo que li havia e servia de lugar de repouso. Rodeada por vales e matas, é um misto de harmonia, aconchego, tranquilidade e encanto no verde da natureza, fascinando a quem por aqui passa. Gramado é uma cidade marcada por muitas belezas, possuidora de riquezas naturais exuberantes, sendo o maior polo turístico do Rio Grande do Sul e um dos mais importantes do Brasil.

Gramado
Para começar o passeio, a sugestão é apostar na city tour em ônibus panorâmico. Do veículo, o visitante percorre os pontos turísticos tradicionais: a Igreja Matriz São Pedro (foi a primeira igreja católica de Gramado), a Igreja do Relógio, situada no alto de um morro de onde se observa uma das mais belas vistas de Gramado e os 100 metros da Rua Coberta, famosa pelas cafeterias e bistrôs para brunch, chá da tarde ou happy hour com os amigos, além de restaurantes, lojas de chocolates e souvenires, sem falar na Casa da Bruxa, que serve um ótimo chocolate quente. É parada obrigatória para degustar uma boa refeição. Logo em frente está o Palácio dos Festivais, que sedia o Festival de Cinema de Gramado, um dos mais concorridos do país e um dos mais tradicionais da América Latina, desde 1973. É lá que as celebridades da hora da indústria da TV e da sétima arte aterrissam em agosto para algumas horas de estadia. Ali estão a Sala de Cinema e o imenso Kikito dourado, uma réplica do cobiçado prêmio, onde os artistas posam para fotos e dão autógrafos ao lado dos fãs, após passar pelo extenso tapete vermelho.

Gramado
Não muito longe dali o turista encontra o Lago Negro, outro cartão-postal de Gramado. Suas águas são profundas e de um verde escuro carregado, refletindo o alto dos pinheiros que se alternam com o colorido das azaleias no inverno e o azul das hortênsias no verão, a flor mais popular da cidade. Por toda a sua margem existe um passeio florido, podendo-se andar a pé ou de bicicleta. Mas a maior atração fica por conta dos pedalinhos, em formato de cisne ou caravela, que dão ao Lago um alegre e movimentado colorido. Um belo cenário para registrar o passeio em fotos. O Lago Negro inicialmente chamava-se Vale do Bom Retiro. Após um incêndio que arrasou a imensa mata existente na região, Leopoldo Rosenfeldt construiu o Lago, decorando suas margens com árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha, daí seu nome, Lago Negro. Para quem busca um turismo mais voltado para aventura, há trilhas pelos arredores que dão para mirantes de tirar o fôlego.

Decoração de Natal nas ruas de Gramado
Outra atração é aproveitar o cenário do Lago Joaquina Rita Bier para uma caminhada ou piqueniques. Não se paga nada e a vista é deslumbrante. A área possui 17 mil metros quadrados, além de restaurantes com vista para as águas. Também ao ar livre está o Parque das Lavandas, ou Le Jardin, inspirado nos grandes parques de lavanda, tão comuns em cidades da Europa e Estados Unidos. Abriga, além de um belíssimo jardim, uma loja temática, estufas de produção de flores e um pequeno café. A casa oferece aos visitantes o saboroso doce apfelstrudel, receita exclusiva com recheio tradicional francês e massa austríaca. A natureza de Gramado é exuberante, e sem dúvidas você vai ser surpreendido pelas belíssimas paisagens locais quando chegar lá. São parques, mirantes e vales com vista de tirar o fôlego para aproveitar em qualquer estação do ano.

Desfile do Natal Luz
Além das paisagens naturais, estão entre as outras atrações de Gramado os museus. Muitos deles remetem ao clima “hollywoodiano” da cidade. O Museu de Cera Dreamland, inaugurado em dezembro de 2009, exibe bonecos de cera de celebridades. É o primeiro espaço desse tipo a apresenta ícones da cultura pop na América do Sul. São mais de 90 personagens distribuídos em 20 cenários temáticos. Para os amantes de motocicletas, tem ainda o museu/pub temático da Harley Davidson (Harley Motor Show), situado no subsolo. Quem gosta de automóveis antigos não pode deixar de conhecer o Hollywood Dream Cars. No Museu, são expostos modelos de carros e motos dos anos 1920 aos anos 1960, alguns deles verdadeiras raridades, como um Ford Victoria 1956 conversível, o único exemplar existente no Brasil. Tem ainda o Cadillac conversível cor de rosa, tão conhecido pelas fotos com a musa Marilyn Monroe. 

Lago Negro
Aos que preferem fazer um test-drive, existe a opção com a Super Carros – Dream Cars. A empresa oferece passeios em carros superesportivos como Ferrari, Camaro e Lamborghini. Para pilotar, basta apenas ter uma habilitação normal de motorista, mesmo sendo provisória. Ouro local que merece uma visita é o Museu Medieval, situado num castelo estilo medieval (o qual vem sendo construído durante os últimos 30 anos, exclusivamente por uma única pessoa, seu proprietário), além de exibir brasões e armas medievais, também abriga o único Museu de Cutelaria do Brasil, exibindo facas, espadas, adagas, et., de todas as partes do mundo.

Parque Mini Mundo
Em Gramado, há também opções de passeios para envolver e divertir famílias, unindo crianças e adultos. Entre os mais tradicionais está o Parque Mini Mundo. Fundado em 1981, a atração reproduz a fantasia de uma cidade em miniatura, ao estilo do “Legoland”, na Dinamarca. São réplicas de castelos, palácios, igrejas, trenzinhos e uma população com mais de 2,5 mil bonequinhos habitantes. Veja de perto os detalhes milimetricamente calculados das pequenas cidades, rodovias, pedestres e até animais. Outra atração imperdível é o Snowland, um imenso complexo de neve indoor que dispõe de mais de 30 atividades para todas as idades. Pistas de patinação, de esqui e de snowboard são os mais disputados entre o público. Localizado às margens da Rodovia ERS-235, o Snowland ocupa uma área de 8,1 mil metros quadrados inteiramente dedicados ao que o frio tem de mais divertido, com capacidade para abrigar até 3,5 mil visitantes. Curiosidade: embora seja produzida artificialmente, a neve é real. Modernos equipamentos recriam as condições consideradas ideais para a formação do fenômeno, como pouca umidade e muito frio. Dentro do Parque, a temperatura oscila entre -2ºC e -2,5ºC. Tudo a ver com as férias de inverno. É programa para o dia inteiro.

Parque Mini Mundo
Na Serra Gaúcha, são diversas as opções gastronômicas. A culinária é, sem dúvidas, um dos pontos turísticos de Gramado. A gastronomia local tem a influência das raízes imigrantes do Rio Grande do Sul. A cantina italiana domina, com opções requintadas de massas, galetos, sopas e fondues. Mas nem só de culinária refinada vive o município. A área rural de Gramado tem muito a oferecer aos visitantes, com produtos coloniais genuínos, frescos para agradar todos os paladares. Dividida em seis opções de passeios, a proposta dos Roteiros de Agroturismo é deixar de lado o barulho dos carros e inserir-se na natureza. É um programa que dura o dia inteiro e percorre a zona rural da cidade, em busca do lado autêntico da colônia. Em um veículo especial, a saída é sempre da Praça das Etnias, ao lado da Estação Rodoviária, onde está a Casa do Colono, ambiente lotado de produtos como queijos, geleias, massas caseiras, linguiças, vinhos, sucos e artesanato, entre outros. Além de contemplar a natureza, o visitante celebra a cultura do homem do campo e saboreia suas delícias. Além de fomentar o turismo, o projeto dos Roteiros de Agroturismo valoriza os pequenos produtores da cidade.

Aldeia do Papai Noel
Para fechar, mais opções de passeios ao ar livre e dicas de gastronomia. Desta vez, o churrasco ganha espaço, além do chocolate. Situado a cerca de seis quilômetros do centro de Gramado, o temático Parque Gaúcho, que reproduz uma vila do século XVIII, apresenta a origem e os detalhes da cultura do Rio Grande do Sul. A área tem espaço para lidas campeiras, resgate de raças crioulas, arena de shows, fogo de chão, galpão mirim, entre outras atrações. Um restaurante temático oferece um cardápio especial. Logo ao lado está o Zoológico de Gramado. É o único do país dedicado exclusivamente a animais da fauna brasileira, com muitas aves, macacos, onça, puma, ema, anta, pinguins, entre outros bichos. Por fim, para adoçar o passeio, o Reino do Chocolate está de portas abertas. É o primeiro espaço temático de chocolate do Brasil, inaugurado em 2008. Ali, os visitantes entram em uma “máquina do tempo” que conta toda a história e origem do famoso doce, desde o cultivo do cacau pelas astecas. Uma delícia de passeio.

Lago Negro
Essa é provavelmente uma das experiências mais enriquecedoras que você terá em Gramado sem precisar pagar um único centavo. O Mirante do Vale do Quilombo está entre Gramado e Canela, e é possível ir andando do Centro de Gramado até lá. Muitos turistas preferem ir pedalando, descem da bicicleta e param por alguns minutos para apreciar a vista. O Mirante oferece uma vista privilegiada do verde da Serra, seus vales, uma visão panorâmica com mais de 800 metros. O pôr do sol visto do Vale do Quilombo é o mais bonito da Serra Gaúcha, sem sombra de dúvidas. Vale a pena reservar pelo menos 30 minutinhos do seu dia para parar no Mirante, apreciar a natureza e fazer algumas fotos.


Lindas Hortênsias do Lago Negro
Com uma economia voltada ao turismo (90% de sua receita é proveniente da atividade turística), a cidade recebe, anualmente, cerca de seis milhões de turistas. Além do turismo familiar e de grupos, Gramado tem se tornado referência no turismo de negócios. Em virtude deste novo nicho, a cidade construiu uma estrutura para abrigar todos os tipos de atividades. O Gramado Serra Park e a ExpoGramado são espaços que juntos somam 35 mil metros quadrados de área e que possuem infraestrutura suficiente para abrigar grandes feiras. Além desses, o Palácio dos Festivais também pode servir de auditório e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul construiu seu próprio Centro de Eventos e Treinamentos no município. Diversos eventos como congressos e festivais ocorrem em Gramado durante o ano. Durante o inverno, por exemplo, há o Estação Gramado, o principal evento nesta época do ano. Atualmente existem indústrias no setor de móveis, fábricas de chocolates, malharias e empresas que trabalham na construção civil. A agroindústria também tem grande destaque na economia local, uma vez que emprega famílias inteiras – de imigrantes italianos e alemães em sua maioria – em empresas artesanais ou semiartesanais que produzem mel, geleias, vinhos, queijos, graspa, pão caseiro e cuca. Um detalhe da atividade econômica local é a utilização de matéria-prima da própria região, como a madeira, o couro e os produtos coloniais.


Um sapo no Lago Negro
Por se tratar de uma cidade emblemática, com opções de requinte e ares de elegância, muitas pessoas consideram Gramado um destino caro e inacessível para quem está com o dinheiro curto. Não é bem assim. Você pode fazer turismo em Gramado e economizar, basta adaptar o seu estilo de viagem às diversas opções oferecidas pela cidade. Por exemplo, reservando a sua hospedagem com antecedência ou em baixa temporada, maiores serão as chances de encontrar um preço atrativo de diária. Além da hospedagem, é possível economizar fazendo os diversos passeios gratuitos pela cidade, apreciando a natureza sem pagar por isso, e fazer as refeições em restaurantes simples ou lanchonetes. É perfeitamente possível visitar Gramado gastando pouco.

domingo, 27 de março de 2016

Rio Grande do Sul - Cambará do Sul

Cânion Itaimbezinho e Cascata das Andorinhas
O Rio Grande do Sul, que foi pioneiro do movimento ecológico no Brasil, possui 40 unidades de conservação. As unidades de conservação administradas pelo governo brasileiro são o Parque Nacional da Serra Geral, o Parque Nacional de Aparados da Serra, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, a Floresta Nacional de Canela, a Floresta Nacional de São Francisco de Paula, a Floresta Nacional de Passo Fundo, a Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã, a Área de Relevante Interessa Ecológico Pontal dos Latinos e Pontal dos Santiagos, a Estação Ecológica de Aracuri-Esmeralda, a Estação Ecológica do Taim e o Refúgio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos. As serras atraem milhares de turistas todos os anos, no inverno e verão. As cidades de Gramado e Canela são conhecidas na época de Natal pela decoração, juntamente com os parques natalinos. No inverno, os turistas visitam essas cidades juntamente com Caxias do Sul, São José dos Ausentes e Cambará do Sul, devido às temperaturas baixas, muitas negativas e com a possibilidade de queda de neve, para a felicidade dos turistas.

Cânion Itaimbezinho e 
Cascata Véu da Noiva ao fundo
Cambará do Sul é um município brasileiro no Estado do Rio Grande do Sul. Nasceu em abril de 1864, a partir da doação de 20 hectares de terra à igreja, feita por Dona Úrsula Maria da Conceição, em pagamento a uma promessa feita ao padroeiro São José. Até 1963, a área pertencia ao município vizinho de São Francisco de Paula. A palavra “cambará” é de origem Tupi-Guarani e significa “folha de casca rugosa”. É o nome de uma árvore típica da região. Na praça central de Cambará do Sul é possível conhecer a árvore. Suas folhas verde-claro são conhecidas pelo poder medicinal. São ótimas no combate a gripes e tosses fortes. Cambará do Sul é conhecida também como a “terra dos cânions” e “capital do mel”. 

Rio Segredo
A pequena cidade é campeã no ranking das baixas temperaturas, sendo que o seu inverno está sempre entre os lugares mais frios do Brasil. O fenômeno da neve ocorre anualmente no inverno, porém com frequência menos elevada em relação às cidades mais interioranas do Planalto Norte Rio-Grandense ou dos Campos de Cima da Serra como Vacaria e Bom Jesus. Seu clima é influenciado pela sua altitude, pelas massas polares oceânicas que atuam na escarpa da Serra Geral onde a mesma está localizada, pela Corrente das Malvinas, criando um clima muito parecido com o de Londres, frio no inverno, fresco ou morno no verão, e úmido o ano inteiro, e alta pluviosidade garantem muitos dias nublados. Como um típico município do interior conserva hábitos antigos, como a reunião familiar e de amigos na cozinha, ao redor do fogão à lenha. Nas épocas frias, o pinhão na chapa é o tira-gosto do gaúcho serrano.

Cascata das Andorinhas 
no Cânion Itaimbezinho
Localiza-se a 185 quilômetros de Porto Alegre, a uma altitude de 1.031 metros. Em Cambará do Sul, não espere pelo turismo fácil, assim, bem na porta de casa. Mas o que não faltam por ali são roteiros para ver essas formações milenares com imensas fissuras em seu interior. O turismo é de descoberta e os serviços turísticos são tímidos, ainda que, nos últimos anos, a população local tenha, por fim, se dado conta do potencial da região. Em Cambará do Sul estão as sedes do Parque Nacional de Aparados da Serra e do Parque Nacional da Serra Geral, onde estão localizados, dentre vários outros, os conhecidos Cânions do Itaimbezinho, Fortaleza, Churriado e Malacara. O Parque Nacional de Aparados da Serra em parte também está localizado no município de Praia Grande, no Estado de Santa Catarina, banhado pelo Rio do Boi, onde detêm de inúmeras cachoeiras, tais como, Leite de Moça e Braço Forte, onde são as principais. Principal porta de entrada para os Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, Cambará do Sul oferece as melhores opções de hospedagens, de serviços e de acessos. Nas duas reservas, as principais atrações são os grandiosos e surpreendentes cânions, cujas muralhas atingem 900 metros de altura e chegam a sete quilômetros de extensão. Para incrementar ainda mais a paisagem, uma infinidade de cachoeiras e rios, além de florestas de Mata Atlântica repletas de araucárias, surgem por todos os lados.

Cânion Itaimbezinho
O cartão-postal da região é o Cânion de Itaimbezinho, em Aparados da Serra, a 18 quilômetros de Cambará do Sul, com belos paredões de 720 metros de altura e seis quilômetros de extensão. O Itaimbezinho é menor, mas impressiona pela densa vegetação que cobre seus paredões. O Parque, com 10 mil hectares, foi criado em 1958 com a intenção de proteger a formação. Por isso, apenas três trilhas são abertas a visitas e devem ser percorridas com o acompanhamento de guias. A mais fácil - e nem por isso menos interessante - é a do Vértice. São 45 minutos de caminhada, feita parcialmente sobre passarelas, com direito a uma belíssima visão frontal da Cascata das Andorinhas. Já a do Cotovelo exige duas horas e meia de caminhada, passa pela Cachoeira Véu da Noiva e pelos Arroios Perdizes e Preá e termina com uma vista panorâmica do Cânion do Itaimbezinho, ao pé dos cânions. 

Uma cobra verde na trilha do Cânion
Para mudar a perspectiva da paisagem, faça as trilhas que saem da cidade de Praia Grande, ao pé dos cânions. A trilha do Rio do Boi passa por baixo de cachoeiras – por isso, só é feita no verão. São 12 quilômetros e aproximadamente seis horas de caminhada pesada pelo leito do Rio, na parte baixa do Cânion do Itaimbezinho. É preciso contratar guia e agendar com o Instituto Chico Mendes. A última trilha, de três horas, passa pela parte baixa do Cânion Malacara, no Parque Nacional da Serra Geral. Durante o trajeto há paradas para banhos de rio e de cachoeira. Vá de manhã, para fugir da cerração, ou viração, como chamam os nativos. No inverno, tudo é mais nítido, mas é preciso encarar um frio de lascar. Evite setembro, o mês mais chuvoso.


Cânion da Fortaleza

Já o Parque vizinho - o da Serra Geral - foi inaugurado em 1992, ampliando a área de conservação em mais 17 mil hectares, com território distribuído pelos municípios de Jacinto Machado e Praia Grande, em Santa Catarina, e Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. O território do Parque é limítrofe ao do Parque Nacional de Aparados da Serra, constituindo um ecossistema de rara beleza e importante área de biodiversidade destinada a fins científicos, culturais e recreativos. A 23 quilômetros de Cambará do Sul, quase não há estrutura – apenas uma guarita do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) controla o acesso dos carros. Pouco importa: é neste Parque que está o impressionante Cânion da Fortaleza, com 7,5 quilômetros de extensão, 900 metros de altura e 1,5 quilômetros de largura, que pode ser visto do mirante, um dos pontos mais altos da borda da garganta. 

Cânion da Fortaleza
São três trilhas principais: a Trilha do Mirante do Fortaleza, a da Pedra do Segredo e a da Borda Sul. A principal delas, a Trilha do Mirante tem três quilômetros de distância, ida e volta, o início da trilha é de subida por uma estradinha de cascalho (use tênis ou botas de trilha), que começa logo no estacionamento. É relativamente fácil para quem não tem nenhum problema de acessibilidade. Na Trilha do Mirante é possível ver quase todo o Cânion da Fortaleza, a planície de Santa Catarina e, em dias de boa visibilidade até parte do litoral do Rio Grande do Sul. As paisagens são definitivamente cinematográficas.

Cânion da Fortaleza
As outras trilhas, a Borda Sul e da Pedra do Segredo têm início antes da Trilha do Mirante. Há uma placa sinalizando. Seguindo por este caminho, logo será possível ver o Rio Segredo. Continuando pela trilha, você chegará à cabeceira da Cachoeira do Tigre Preto, com 200 metros de queda, mas para vê-la é preciso cruzar o Rio, passando por cima dela. Mas para ver as três quedas da Cachoeira do Tigre Preto e parte do Cânion da Fortaleza é um total de três quilômetros ida e volta, cruzando o Rio. Continuando um pouco mais pela trilha é possível chegar até a Pedra do Segredo, que surge bela e intrigante. Uma pedra de cinco metros de altura e 30 toneladas, que se equilibra em uma base rochosa de apenas 50 centímetros. Já a Trilha da Borda Sul tem aproximadamente nove quilômetros e leva cerca de seis horas, seguindo o caminho todo pela borda do cânion, desde o Mirante até a Cachoeira do Tigre Preto, ou vice-versa.

Pedra do Segredo no Cânion da Fortaleza

Pedra do Segredo no Cânion da Fortaleza
Quem visita o Parque Nacional da Serra Geral não deixa de ver essa cachoeira, tamanha é sua extensão - há uma sequência de três quedas, mas não é possível enxergar todas de uma vez. Para encarar a queda mais alta de frente é preciso atravessar um rio com a água no joelho (a caminhada costuma levar 30 minutos, só ida). Prefira ir de manhã, pois à tarde pode haver cerração, que atrapalha a visibilidade. Em dias de pouca nebulosidade é possível avistar, bem ao longe, os prédios de Torres, no litoral gaúcho, e a Lagoa do Sombrio, em Santa Catarina. 

Lajeado da Cachoeira do Tigre Preto

Cachoeira do Tigre Preto 
no Cânion da Fortaleza
Também merecem atenção os Cânions Malacara e Churriado, mas é preciso fôlego para percorrer o caminho de 25 quilômetros repleto de piscinas naturais. A Trilha do Malacara entra por dentro do Cânion e proporciona uma linda visão dos paredões. Também indicado para quem tem preparo são os 22 quilômetros de trilhas que ligam a Serra Geral a Aparados da Serra, vencidos em oito horas de marcha. As cavalgadas também são famosas na região e, para combinar a aventura com muita diversão, a pedida é visitar os parques em julho, quando acontece um passeio a cavalo com sete dias de duração. O inverno, aliás, é a melhor época para visitar a região, apesar das baixíssimas temperaturas. De maio a agosto, o risco de nevoeiro é menor, garantindo boa visibilidade nos mirantes. Para esquentar, experimente os comes e bebes típicos, como o vinho produzido pelos colonos italianos, o chimarrão, o churrasco na vala e o pinhão assado na chapa.