domingo, 29 de maio de 2016

Campinas - As Sete Maravilhas de Campinas

Estação Cultura de Campinas
Campinas tem suas Sete Maravilhas, sim, e a maioria passa por nós todos os dias e nem percebemos. As “Sete Maravilhas de Campinas” foram selecionadas em julho de 2007 pela própria população do município, que votou pela internet na escolha dos seus locais favoritos. O concurso, promovido pela Rede Anhanguera de Comunicações (RAC), proprietárias dos jornais diários Correio Popular, Diário do Povo e do espaço Internet Cosmo, mostrou que a cidade é repleta de belezas naturais, pontos de importância histórica, arquitetônica e cultural, além de espaços de convivência e lazer.  Lugares que merecem ser contemplados, valorizados e festejados. Nos quatro cantos da cidade é possível encontrar história, cultura, natureza e diversão. As Maravilhas, selecionadas entre tantos outros tesouros de um lugar que respira ares de metrópole e conta com uma população superior a um milhão de habitantes, estão aí para serem descobertas e aproveitadas por todos. Sejam bem vindos a essa terra que sempre soube surpreender e acolher bem. A paisagem, com certeza, é de encher os olhos.

Estação Cultura de Campinas

Estação Cultura de Campinas
Em primeiro lugar ficou a Estação Cultura, antiga Estação da FEPASA, que hoje é um espaço cultural. A Estação da Paulista teve sua viagem inaugural entre Jundiaí e Campinas em agosto de 1872. A antiga Estação Ferroviária da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, um símbolo da cidade e do desenvolvimento do Estado de São Paulo, mudou de nome, foi devidamente restaurada e transformada em um importante centro de laser e cultura para toda a população em 2013. Oficinas, mostras, cursos, shows, palestras e diversas outras atividades culturais são realizadas durante todo o ano. Por estar na região central e oferecer um fácil acesso, o local é bastante frequentado em todos os dias da semana.

Estação Cultura de Campinas

Estação Cultura de Campinas
Sua torre com o antigo relógio é um dos pontos mais marcantes da cidade. Além de sempre ter sido um ícone do ponto de vista de memória e, mais recentemente, de cultura, lazer e educação, com a criação do Centro Profissionalizante Antônio da Costa Santos (CEPROCAMP) logo ao lado. A Estação Cultura também é vista como um símbolo do desenvolvimento da cidade, que já foi o centro do país na época do café e, agora, surge como um importante polo tecnológico. A Estação serviu de entroncamento de diversas ferrovias, como a Mogiana, a Paulista, o Ramal Férreo Campineiro e a Sorocabana, articulando o trânsito de passageiros e carga entre a capital e o interior do Estado.

Catedral Metropolitana de Campinas

Catedral Metropolitana de Campinas
Em segundo lugar ficou a Catedral Metropolitana. Inaugurada em 1883, a construção da Catedral Metropolitana de Campinas teve início no século XIX, em outubro de 1807. O grande porte da construção já sugeria as pretensões de crescimento da então Vila de São Carlos. As fundações foram feitas em um terreno mais distante do Largo da Matriz Velha (atual área da Basílica do Carmo), para onde se projetava o crescimento da Vila, no início do século XIX. Toda a estrutura foi feita de taipa (técnica construtiva em barro de tradição centenária em São Paulo). Raro exemplar no mundo em taipa de pilão com cunhais de pedra. No interior, há ainda uma movelaria antiga com peças trabalhadas em madeira, cadeiras austríacas, trono episcopal, crucifixo, lustres, candelabros de prata, um órgão de 100 anos, sacristia, relógio de parede e quatro sinos em uma torre com mais de um século.

Catedral Metropolitana de Campinas

Catedral Metropolitana de Campinas
Em 1850, o prédio foi coberto e deu-se início à ornamentação interna feita pelas mãos do mestre escultor baiano Vitoriano dos Anjos. Foram necessários seis anos para que o artista conseguisse esculpir o Altar-Mor, os púlpitos e as grades do coro. Em 1908, a Matriz Nova transforma-se em Catedral de Campinas, devido à criação da Diocese local. É com certeza um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade de Campinas, e, independentemente de questões religiosas, a arquitetura da Catedral é referência histórica. Há ainda o Museu de Arte Sacra da Irmandade do Santíssimo Sacramento, criado em 1967 e composto de 576 peças, entre pinturas, esculturas, medalhas e móveis dos séculos XVIII a XX, além de uma biblioteca com obras raras, partituras musicais, coleções de jornais antigos e cartas pastorais dos bispos.

Lagoa do Taquaral ou Parque Portugal

Caravela Anunciação
Em terceiro lugar ficou o Parque Portugal, popularmente conhecido como Lagoa do Taquaral. O Parque Portugal constitui um dos mais importantes espaços de lazer da cidade. A histórica Fazenda Taquaral, com seus 33 alqueires, foi transformada em Parque no ano de 1972, após a aquisição pela Prefeitura das terras da Família Alves de Lima. Reúne uma grande variedade de espaços recreativos e culturais, a começar pela Lagoa Isaura Telles Alves de Lima, com pedalinhos e uma réplica exata da Caravela Anunciação, nau que trouxe Pedro Álvares Cabral às terras brasileiras. Na extensa área verde que rodeia a lagoa principal, encontram-se bosques destinados a piqueniques, viveiros de pássaros, área com aparelhos de ginástica, playground, lanchonete, sanitários e um percurso de três quilômetros de bondinho. Ainda entre os equipamentos culturais, a Lagoa oferece a Concha Acústica – Auditório Beethoven (com capacidade para duas mil pessoas), o Museu Dinâmico de Ciências, o Planetário, o relógio solar, o Ginásio de Esportes Alberto Jordano Ribeiro, o Balneário Municipal (com três piscinas abertas ao público), além do Kartódromo Afrânio Ferreira Jr., com pista de 800 metros.

Caravela Anunciação no Parque Portugal

Jockey Club Campineiro
Em quarto lugar ficou o centenário Jockey Club Campineiro, que remonta ao período áureo do café. A instituição se formou em 1924, a partir da fusão do Jockey Club com o Clube Campineiro, na Praça Antônio Pompeu. O prédio, com fachadas e decoração interior inspiradas nos palacetes franceses do final do século XVIII, mais precisamente da zona urbana parisiense, segue uma linha muito em voga nos anos 1920, usada na capital paulista para pequenos edifícios. No térreo, o destaque com o elevador todo em ferro e dourado, funcionando perfeitamente desde a época da inauguração. Ponto de encontro importante da cidade no passado (recanto das famílias mais ricas da cidade), o prédio recebeu ao longo dos anos milhares de pessoas em suas badaladas programações culturais, como recitais de piano, violino e canto, declamações e grandes festas carnavalescas, no melhor estilo de sua época áurea, resgatada nos últimos tempos. 

Jockey Club Campineiro

Jockey Club Campineiro
O espaço passou por uma restauração completa recentemente e recebeu nova pintura. O Jockey Club foi uma das maiores atrações da cidade no Natal, com iluminação especial que transformou a antiga e pomposa estrutura em parada obrigatória. A restauração deu novo fôlego ao entorno e contribui para atrair a população ao centro. Antigamente era bastante visitado pelos homens da cidade. Atualmente, é um prédio histórico da cidade de arquitetura muito bonita, mas a tradição continua – se quiser visitar, é só para homens.

Mercado Municipal de Campinas

Mercado Municipal de Campinas
Em quinto lugar ficou o Mercado Municipal de Campinas, localizado na Praça Carlos Botelho, no centro da cidade. Conhecido como Mercadão, foi inaugurado em abril de 1908 pelo Prefeito Orosimbo Maia. Na época da inauguração, passava pelo local a antiga Estrada de Ferro Funilense, transportando sacas de açúcar mascavo, fardos de arroz e feijão, entre outros produtos. O local funcionava também como depósito de açúcar que depois seguia para o Porto de Santos. Apesar de não tão valorizado fisicamente, é um ponto de referência, tal qual o Mercadão de São Paulo. Entre as décadas de 1930 e 1960, foi um espaço onde intelectuais, políticos e jornalistas se encontravam para trocar ideias. Com mais de um século de história, o Mercado abriga hoje 143 boxes. Por ali, passam diariamente uma média de 1.500 pessoas. Característica marcante entre os comerciantes locais é a tradição de permanência familiar dos boxes ao longo dos anos. O espaço é administrado pela autarquia Serviços Técnicos Gerais (SETEC), da Prefeitura. A obra é do arquiteto Ramos de Azevedo.

Mercado Municipal de Campinas

Escola de Cadetes de Campinas
Em sexto lugar ficou a Escola de Cadetes, um projeto em estilo colonial espanhol, idealizado e conduzido pelo arquiteto Ernani do Val Penteado. Em 1944, era escolhido o terreno onde seria erguido o prédio que virou cartão-postal da cidade. Em janeiro de 1959, a sede da Escola era transferida para Campinas, passando a se chamar Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). A partir de 1961, com a extinção das Escolas Preparatórias de Fortaleza, no Ceará e de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a Escola de Cadetes Campineira tornou-se a legítima depositária das tradições do ensino preparatório do Exército Brasileiro. Sua beleza chama a atenção de quem passa e desperta ainda mais durante a noite, quando é todo iluminado.

Escola de Cadetes de Campinas

Escola de Cadetes de Campinas
A Escola de Cadetes de Campinas é uma instituição, cuja missão é preparar candidatos para o ingresso na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), na cidade de Resende, no Rio de Janeiro, responsável pela formação do oficial combatente do Exército. O ingresso na EsPCEx é feito por intermédio de um disputado concurso de admissão realizado anualmente em todo o país. Sua imponente instalação, cercada de muito verde, com amplos espaços e torres que se destacam na paisagem urbana. Entre outras atrações o prédio abriga uma biblioteca aberta ao público com mais de 12 mil livros.

Torre do Castelo

Torre do Castelo
Em sétimo lugar ficou a Torre do Castelo. O Castelo d’Água, como era chamado, foi criado para abastecer os bairros que se formavam na região norte da cidade. A Torre de 27 metros de altura foi erguida em um ponto estratégico para o desenvolvimento urbano, em um dos extremos da “triangulação geodésica da cidade”, definida pelo Plano de Melhoramento Urbano de Campinas, mais conhecido como Plano Prestes Maia, de 1938. Localizada na Praça 23 de Outubro, no Castelo, foi construída entre 1936 e 1940. Situada a cerca de 735 metros de altitude, é um dos pontos mais altos do perímetro urbano, além de ser um marco geodésico e possuir em seu topo um mirante que permite ver vários bairros da cidade, assim como a Serra do Japi, localizada a aproximadamente 40 quilômetros, em Jundiaí. A rotatória onde se localiza recebe o trânsito de pelo menos meia dúzia de vias, em todas as direções. Além do mirante, abriga o estúdio da Radio Educativa de Campinas e um museu de objetos ligados à distribuição de água da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (SANASA). As seis muradas do mirante contêm informações sobre as regiões e lugares vistos em cada uma delas. A chance de observar Campinas nas mais diversas direções, de um ponto privilegiado, é valiosa e única para visitantes de qualquer idade e uma das melhores formas para acompanhar o crescimento acelerado da cidade e da região à sua volta.

Torre do Castelo

Torre do Castelo
Também participaram da votação vários pontos históricos, naturais ou culturais de Campinas. Dentre eles, destacam-se: o Palácio dos Azulejos, a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a Praça Carlos Gomes, a Mata de Santa Genebra, o Bosque dos Jequitibás, o Distrito de Joaquim Egídio, o Complexo Ferroviário, a Área de Proteção Ambiental (APA) Sousas/Joaquim Egídio, o Parque Ecológico, o Rio Atibaia, o Monumento a Carlos Gomes, o Teatro de Arena do Centro de Convivência, a Figueira do Cambuí, o Templo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

sábado, 28 de maio de 2016

Campinas - Calçada Portuguesa

Mosaico Português em Campinas
A fachada, a entrada e as calçadas de um imóvel dizem muito sobre aquela propriedade e as pessoas que ali habitam. Como bem sabemos, a primeira impressão é a que fica. A calçada em pedra portuguesa permite uma série de combinações e mosaicos diferentes, desde os minimalistas aos mais ousados. A calçada em pedra portuguesa, também conhecida como mosaico português, já é uma companheira constante no nosso dia a dia. Afinal, ela está presente em grande parte dos ambientes públicos de centenas de cidades brasileiras. A escolha do revestimento de praças, largos, calçadões e outras vias públicas com esse método tem como origem a tradição portuguesa. Nossos colonizadores traziam as pedras como contrapeso em seus navios.


Mosaico da andorinha, símbolo de Campinas
Também foi em Portugal que os mosaicos foram utilizados para adornar as calçadas inicialmente, mas acabaram tomando conta de todas as nações lusófonas. Apesar dos pavimentos calcetados terem surgido no Reino por volta de 1500, a calçada à portuguesa, tal como a entendemos hoje, foi iniciada em meados do século XIX, quando o Governador de Armas do Castelo de São Jorge, o Tenente-Coronel Eusébio Pinheiro Furtado, solicitou aos prisioneiros a confecção de uma calçada com as pedras portuguesas. O resultado ficou tão bom que as mesmas foram utilizadas nos mais diversos projetos urbanísticos do país. A calçada portuguesa rapidamente se espalhou por todo Portugal e pelas colônias, subjacente a um ideal de moda e de bom gosto, tendo-se apurado o sentido artístico, que foi aliado a um conceito de funcionalidade, originando autênticas obras primas nas zonas pedonais. Em Portugal, os trabalhadores especializados na colocação deste tipo de calçada são denominados “mestres calceteiros”.

Mosaico na Praça Carlos Gomes em Campinas



A calçada portuguesa é o nome consagrado de um determinado tipo de revestimento de piso utilizado especialmente na pavimentação de passeios, de espaços públicos, e espaços privados, de uma forma geral. A calçada portuguesa resulta do calcetamento com pedras de formato irregular, geralmente em calcário branco e negro, que podem ser usadas para formar padrões decorativos ou mosaicos pelo contraste entre as pedras de distintas cores. A técnica consiste no encaixe de pequenas pedras portuguesas, uma rente a outra, semelhante aos mosaicos romanos. As cores mais tradicionais são o preto e o branco, embora sejam populares também o castanho e o vermelho, azul acinzentado e amarelo. Todavia, o tipo de aplicação mais utilizado hoje, desde meados do século XX, é aplicado em cubos, e tem um enquadramento diagonal.

Mosaico com formas geométricas

Mosaico em faixas diagonais


Mosaico de três cores
Em certas regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em azul e verde. O fato de a rocha mais comum para estabelecer o contraste seja de cor negra, faz com que se confunda a rocha mais utilizada, o calcário negro, com o basalto. De fato, existe calcário de várias cores. A pedra utilizada na aplicação na calçada portuguesa obedece a algumas características específicas, daí nem todas as pedreiras extraem este tipo de pedra. A aplicação fica a cargo dos calceteiros que têm como primeira tarefa a compactação do piso. De seguida é colocada uma camada de pó de pedra ou areia, onde irá ser encaixada a calçada. Depois da aplicação da pedra, esta é coberta com pó de pedra, areia e por vezes também uma percentagem de cimento, sendo esta mistura varrida para que preencha o mais possível as juntas. O processo seguinte é a compactação, que é feita de modo manual. Os desenhos são primeiro criados e transferidos para moldes em ferro ou PVC onde é preenchido. A calçada pode ainda ter outro tipo de acabamento, como o polimento, mais usado em calçada aplicada no interior de edifícios.

"Como as ondas do mar"


Mosaico ícone do calçadão
da Praia de Copacabana
No Brasil, este foi um dos mais populares materiais utilizados pelo paisagismo do século XIX, devido à sua flexibilidade de montagem e de composição plástica. A sua aplicação pode ser apreciada em projetos como o do Largo de São Sebastião, construído em Manaus no ano de 1901, cujo motivo do tipo mar largo inspirou também o famoso Calçadão da Praia de Copacabana ou nos espaços da antiga Avenida Central, ambos no Rio de Janeiro. O padrão icônico da orla da Praia de Copacabana inspirado nas ondas do mar, se tornou ainda mais famoso com o projeto de Burle Marx para a cidade maravilhosa. Foram solicitados mestres calceteiros portugueses para executar e ensinar estes trabalhos. Nas últimas décadas, diversas cidades no mundo vêm substituindo suas calçadas históricas, incluindo mosaicos portugueses, por passeios mais práticos e seguros. No Brasil, em 2007, a Prefeitura de São Paulo substituiu os mosaicos portugueses da Avenida Paulista, existentes desde 1973, por pisos de concreto. Com a preocupação cada vez maior em relação à mobilidade, a calçada encontra-se atualmente num grande debate sobre a continuação da sua utilização. Enquanto para muitos a calçada é vista como patrimônio cultural, parte da identidade e história, para outros, a calçada é vista como uma barreira à boa mobilidade.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Campinas - Parque Pedreira do Chapadão

Memorial do Deputado Federal Ulysses Guimarães
O Jardim Chapadão, chamado por muitos como "Castelo", é um dos bairros mais tradicionais de Campinas. Situado na Região Norte da cidade, Macrorregião Norte, e em um dos seus pontos mais altos, este bairro de classe média alta tem localização privilegiada, com facilidade de acessos ao Centro e às rodovias. O Jardim Chapadão abriga várias ruas residenciais e bem arborizadas, prédios, condomínios e diversas opções de comércios e serviços. Ruas tranquilas são muito comuns no bairro. Por sinal, seu nome é uma alusão à antiga Fazenda Chapadão, que no passado ocupou extensas áreas do atual bairro. O ponto mais alto do Bairro é a Torre do Castelo, e um dos pontos mais baixos do Bairro é a Pedreira do Chapadão. Ao Norte ficam a EsPECEx e a Fazenda Chapadão, ao sul está o Bonfim e o Jardim Eulina, a leste estão a Vila Nova e o Guanabara e a oeste fica o Jardim IV Centenário. Ao lado do Jardim Chapadão se localiza um complexo militar, do qual faz parte a Escola Preparatória de Cadetes do Exército e faz divisa com a Fazenda Chapadão, onde se localiza a 11ª Brigada de Infantaria Leve (GLO). Nas proximidades estão o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e a Fazenda Santa Elisa, pertencente ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

Memorial do Deputado Federal Ulysses Guimarães

Parque Pedreira do Chapadão vista do mirante

Parque Pedreira do Chapadão vista do mirante

Parque Pedreira do Chapadão
A Fazenda Chapadão era uma sesmaria pertencente ao Capitão Joaquim José Teixeira Nogueira, que possuía um engenho de açúcar, um dos pioneiros da indústria açucareira de Campinas, com produção em 1798, de mil arrobas de açúcar, no qual construiu o mais antigo dos grandes solares do açúcar. Sucedeu-se o filho Major Luciano Teixeira Nogueira que construiu nova sede que serve, atualmente, ao Comando da 11ª Brigada do Exército Nacional. Nesta casa nasceu o Alferes Porta-Bandeira do primeiro Sétimo de Voluntários da Pátria, falecido após o Combate de Tuiuti, em junho de 1866, no Combate da Linha Negra, Francisco de Paula Nogueira. Em 1869 se transformou em fazenda de café, com 110 mil pés de café em terra roxa, máquina de benefício a vapor e terreiros atijolados. A antiga Fazenda Chapadão, que já serviu de morada à família do Barão de Itapura, é hoje propriedade do Exército Brasileiro. 

Parque Pedreira do Chapadão

Parque Pedreira do Chapadão

Ruínas da antiga Fazenda de Café no Parque Pedreira do Chapadão

Parque Pedreira do Chapadão
Tendo o Major Luciano sido um dos chefes da Revolução Liberal de 1842, nesta casa se acomodaram seus voluntários, tendo suas terras sido percorridas pela cavalaria que o Coronel José Vicente de Amorim Bezerra enviou para combate aos revolucionários acantonados no sobrado do Engenho da Lagoa, enquanto a infantaria atacava pelo flanco através do Engenho do Monjolinho, propriedade do Presidente da Província. Pelos anos de 1850, com produção de cinco mil arrobas, foi o Engenho vendido a Tomás Luís Alves, gerente do Banco do Brasil, em São Paulo. Em outubro de 1869, já como fazenda de café, foi vendida ao Barão de Itapura, Joaquim Policarpo Aranha, com o sítio anexado Estiva; em 1885 tinha 110 mil pés de café em terra roxa, máquina de beneficiamento a vapor e terreiros atijolados. Em 1890, o Barão de Itapura e a baronesa consorte, Libânia de Sousa Aranha, por inventário amigável, transferiram a propriedade aos filhos José Francisco e Alberto Egídio de Sousa Aranha, tornando-se depois, este último, seu proprietário exclusivo. Com o falecimento de Alberto Egídio de Sousa Aranha, ficou esta Fazenda, e a Fazenda Bom Retiro, para sua viúva, Isolina Barbosa Aranha e seu filho único, Carlos Alberto Barbosa Aranha, tendo, em 1990, uma produção de 12 mil arrobas de café.

Parque Pedreira do Chapadão

Parque Pedreira do Chapadão

Parque Pedreira do Chapadão

Parque Pedreira do Chapadão
Estes últimos proprietários, premidos por seus credores, a firma Teles, Quirino e Nogueira, pagaram-nos transferindo a propriedade da Fazenda que, em 1914, tinha 600 alqueires de terras com 500 mil pés de café. Transferido o imóvel a Antônio Carlos da Silva Teles, casado com Olímpia Nogueira, irmã de José Paulino Nogueira, herdam a Fazenda os filhos do casal, Olímpia, casada com Joaquim Bento Alves Lima, e Ana, casada com Otaviano Alves Lima Filho, tendo este último, já proprietário exclusivo, vendido, em 1942, ao Exército Brasileiro, para sede do comando e unidades da 11ª Brigada de Infantaria.

Parque Pedreira do Chapadão


Espelho d'água no Parque Pedreira do Chapadão
A Praça Ulysses Guimarães (mais conhecida como Pedreira do Chapadão ou Praça Maior) é uma praça localizada na Avenida Marechal Rondon, no Bairro Jardim Chapadão. Está delimitada pelas Ruas Alcides de Carvalho, Olívia Penteado e Presidente João Goulart. Com aproximadamente 130 mil metros quadrados, possui uma área para espetáculos, o espaço tem espelho de água com cascata, canteiros e plantas, pista de cooper e ciclismo, entre outras atrações. Adicionalmente, a Pedreira possui um Memorial do Deputado Federal Ulysses Guimarães, que morreu em um acidente de helicóptero e que lutou pela volta das eleições diretas após a Revolução de 1964,  inaugurada em dezembro de 1994, com a seguinte frase: "Nós não viemos aqui para ter medo". A escultura é composta por cerca de duas mil chapas de aço recortadas e soldadas, formando o conjunto que pesa 2,5 toneladas, com 13 metros de altura. A obra é do escultor Fábio Penteado.

Cascata no Parque Pedreira do Chapadão



Cascata no Parque Pedreira do Chapadão
A Prefeitura raramente cortava o mato e depois se esquecia do espaço. Os frequentadores foram desaparecendo. Dessa sequência de abandonos o que restou desse cartão-postal da cidade foi um espaço irreconhecível. Era raro encontrar um banco que não estivesse quebrado, o mato tomava conta de tudo, os lagos estavam assoreados, o playground estava destruído e como toda a fiação foi roubada, a cascata de água que descia pelo paredão de pedra não funcionava mais. Após um abandono de quase dois anos, foi revitalizada em seis meses e reinaugurada em dezembro de 2013 pelo Prefeito de Campinas. Possui estacionamento para 60 veículos, mirante de 30 metros de altura de onde se tem uma vista incrível do pôr do sol, quadra poliesportiva, três quiosques, dois playgrounds, academia ao ar livre, pista de skate, pátio com piso de paralelepípedos, palco de eventos e nova iluminação. 

Academia ao Ar Livre no Parque Pedreira do Chapadão

Elefante Biruta, de Guto Lacaz

Elefante Biruta, de Guto Lacaz
Além da escultura em homenagem a Ulisses Guimarães, existem mais duas: As obras Vitória Régia, de Gilberto Salvador, e o Elefante Biruta, de Guto Lacaz. As peças foram feitas em aço e bronze. No local também foram plantados quatro mil metros de grama, 500 mudas de árvores nativas (jequitibás, jatobás e ipês, entre outras), 20 mil mudas de flores e plantas ornamentais (de forração). É um excelente local para passear com as crianças, fazer piqueniques e festinhas de aniversário. O espaço é bem procurado também para ensaios fotográficos de crianças, noivas e gestantes. A entrada é gratuita e o funcionamento é diário, das 7:00 às 18:00 horas.

Vitória Régia, de Gilberto Salvador