sábado, 25 de fevereiro de 2017

Milão - Castelo Sforzesco

Castelo Sforzesco
Milão, uma das cidades italianas mais requisitadas pelos turistas, é reduto de muitos passeios interessantes para você conhecer. O Castelo Sforzesco de Milão faz parte das metas clássicas dos turistas e se encontra na extremidade da grande área de pedestres do centro da cidade. Com sete séculos de história, o Castelo Sforzesco é um dos monumentos mais importantes de Milão. A antiga fortaleza começou a ser construída ao longo da muralha medieval de Milão, que englobava uma das portas de entrada da cidade, a Porta Giovia, entre os anos 1360 e 1370 quando em Milão reinava a Família Visconti. Depois de acontecimentos alternados, entre eles uma destruição durante a República Ambrosiana, o Castelo foi ampliado e assumiu a forma atual durante os últimos 20 anos do século XV, quando Milão era já um ducado e governado por Ludovico Il Moro (membro da Família Sforza, de onde o Castelo pega o nome). Milão naquela época era cheia de obras: canalizações, plantações de arroz, seda e fortificações.

Castelo Sforzesco
A Corte Milanesa naqueles anos era esplêndida, no ápice do Renascimento, repleta de festas e banquetes, música e bailes. Frequentada por poetas e artistas, entre eles Donato Bramante e Leonardo da Vinci, que em Milão deixou uma marca incalculável, pintando a Santa Ceia, encomendada pelo próprio Ludovico Il Moro. A Família Sforza se esforçou por converter o Castelo em uma das cortes mais magníficas da Itália. Com a queda do Ducado Sforzesco e a invasão dos espanhóis, austríacos e franceses, decaiu também o Castelo, que foi utilizado nos séculos sucessivos e com várias transformações, só para funções essencialmente militares. Com o Decreto de junho de 1800, Napoleão ordenou a demolição do Castelo e, em 1801, foram derrubadas as torres laterais e os bastiões espanhóis.

Castelo Sforzesco
Na segunda metade do século XIX, o Castelo foi alvo de discussão entre os milaneses, já que muitos cidadãos queriam destruí-lo para construir um luxuoso bairro residencial. No entanto, prevaleceu a cultura histórica e o arquiteto Luca Beltrami executou uma importante restauração, devolvendo ao Castelo o aspecto que ele tinha na época dos Sforza. A restauração foi finalizada em 1905, com a inauguração da Torre Filarete e o Parco Sempione, construído onde estava a antiga Praça de Armas. No final do século XX, foi construída a Praça do Castelo com uma fonte inspirada na que ocupava o lugar anteriormente, antes de ser destruída nos anos 1960, pela construção do metrô. Em 2005 foram finalizados os últimos trabalhos de restauração da zona do curral e nas salas do Castelo.

Fonte em frente ao Castelo Sforzesco
O Castelo foi restituído à cidade e destinado a acolher museus e bibliotecas, assumindo a função cultural e pública que ainda hoje o caracterizam. Com isso, podemos dizer que o Castelo é um museu de museus: entre coleções, museus, bibliotecas e arquivos, hospeda 14 instituições que contém obras de peculiar preciosidade. Para visitar tudo, precisaria de dias. Por isso, segundo a vontade e o tempo, se pode decidir de não visitar nenhuma: o Castelo vale a visita só para se refrescar com os jatos da fonte que fica na entrada, admirar a sua estrutura externa, os pátios internos e depois ir descansar no Parco Sempione, que fica atrás da fortificação.

Parco Sempione
Mas os turistas interessados em arte não se deixem escapar a oportunidade de uma visita aos seus inúmeros museus. O mais famoso e frequentado é o Museu de Arte Antiga, situado na Corte Ducal. É ali, que se pode admirar uma das poucas obras que Leonardo da Vinci deixou em Milão, além da Santa Ceia: a Sala delle Asse. A escultura Pietà Rondanini de Michelangelo, que ficava exposta no Museu de Arte Antiga, agora está em um lugar só para ela, dentro da Enfermaria Espanhola da Praça das Armas (o bilhete para a visitação é separado). O Museu também vale como dica de programa para a criançada em Milão, já que abriga uma coleção de armaduras e armas de Milão dos séculos XIII e XIV.

Muralhas do Castelo Sforzesco
e ruínas dos antigos fossos
A parte superior da Corte hospeda o Museu do Móvel e a sua nova montagem apresenta uma interessante combinação entre design moderno e móveis de época. É ali também que fica a Pinacoteca do Castelo, composta por mais de 1500 obras, e que expõe quadros do século XIII ao século XVI, de artistas ativos em Milão e na região da Lombardia. Nos subterrâneos ficam os pequenos museus da Pré-História e Proto-História e do Egito, interessantes para quem quer visitar sarcófagos, máscaras funerárias e múmias. O Castelo abriga ainda o Museu das Artes Decorativas, que documenta o trabalho de ourives, entalhadores, ceramistas e tecelões entre os anos 1000 e 1700 e o Museu dos Instrumentos Musicais, uma das coleções mais importantes da Europa e que abriga peças únicas a nível mundial. Apesar da montagem das exposições em alguns museus sentirem o peso do tempo e precisarem de uma renovada, eu aconselho muito a visita a alguns deles, já que eles são uma das coisas que essa cidade tem de melhor como história e cultura. O custo do bilhete é baixo e vale para a visita a todos os museus do complexo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Tour pela Europa II - Milão

Castello Sforzesco
A nona e última etapa deste Tour pela Europa II foi em Milão, Itália. A viagem de Veneza para Milão foi de trem, saindo da Stazione de Venezia Santa Lucia até Milano Centrale Railway Station, via Frecciarossa, numa viagem de duas horas e meia. Quem chega de trem normalmente desce na Stazione Centrale, mas há ainda outras duas: a Stazione Nord, que opera as linhas para o norte, e a Stazione Porta Garibaldi, que concentra as linhas regionais. A Estação Central de Trem que liga Milão às principais cidades italianas e europeias foi construída em 1925-31 durante o período fascista, sua imponência é de grande impacto. A hospedagem em Milão foi em casa alugada via site Airbnb. Milão está a 600 quilômetros de Roma, 320 quilômetros de Florença (Firenze) e a 280 quilômetros de Veneza.

Duomo di Milano
Milão é uma comuna italiana, capital da região da Lombardia, província de Milão. A cidade ocupa uma zona na parte ocidental da Lombardia, na Planície Padana. Geograficamente é limitada pelos rios Ticino, Adda e Pó a oeste, leste e sul, respectivamente, e pelo Lago di Como e a fronteira suíça, a norte. A área urbana de Milão é a quinta maior da União Europeia e a maior e mais populosa da Itália. Em termos europeus, a área metropolitana de Milão cobre uma área territorial equivalente à de Paris com uma população de mais de sete milhões de habitantes. Pela população, Milão é a segunda maior cidade italiana. Seus habitantes são referidos como “milanesi” (milaneses), ou, informalmente, como meneghini ou ambrosiani. O nome da República Ambrosiana provém de Santo Ambrósio, santo padroeiro popular da cidade de Milão. Há poucos vestígios da antiga colônia romana, que mais tarde se tornou a capital do Império Romano do Ocidente. Durante a segunda metade do século IV, Ambrósio, como Bispo de Milão, teve uma forte influência sobre a disposição da cidade, redesenhando-a e construindo grandes basílicas, às portas da cidade: "Santo Ambrósio", em San Nazaro Brolos, "São Simpliciano" e "Sant’Eustorgio", ainda estão em bom estado, remodelados ao longo dos séculos, como algumas das igrejas mais importantes em Milão.

Clássica decoração de Natal da
         Loja de Departamentos La Rinascente
Estrategicamente assentado na porta de entrada da península italiana, Milão e os arredores da região da Lombardia foram objeto de disputas constantes ao longo dos séculos. Celtas, romanos, godos, lombardos, espanhóis e austríacos, todos governaram a cidade em alguma fase da sua história e, a cidade tem capitalizado sobre a sua posição e hoje surge como uma indiscutível potência econômica e cultural de uma Itália unida, não sem, ocasionalmente, ter lutado contra os dominadores estrangeiros. A cidade foi fundada pelos ínsubres, um povo celta, por volta de 400 a.C. Posteriormente, foi capturada pelos romanos em 222 a.C., tornando-se assim muito bem sucedida sob o Império Romano. Durante a Idade Média, Milão prosperou como um centro de comércio devido ao seu domínio da rica planície do Pó e das rotas da Itália através dos Alpes. Mais tarde, Milão foi governada por Visconti, Sforza, os espanhóis em 1500 e os austríacos em 1700. Em 1796, Milão foi conquistada por Napoleão I, que fez dela a capital do seu Reino de Itália em 1805 e foi coroado na Catedral de Milão (Duomo). Durante o período romântico, Milão foi um importante centro cultural na Europa, atraindo vários artistas, compositores e importantes figuras literárias. 

Clássica decoração de Natal da
         Loja de Departamentos La Rinascente
Durante a Segunda Guerra Mundial, Milão sofreu graves danos devido aos bombardeios britânicos e americanos. Apesar de a Itália ter saído, assinando um armistício com os Aliados, a Guerra ainda continuou até 1945, com as forças armadas alemãs ocupando a maior parte do norte do país. Em 1943, a resistência antialemã na Itália ocupada aumentou e houve muitas lutas em Milão. Alguns dos piores bombardeios dos Aliados na cidade ocorreram em 1944, e grande parte deles estava focado em torno da principal Estação Ferroviária de Milão.

Parco Sempione e o Castello Sforzesco ao fundo
Uma cidade internacional e cosmopolita, 13,9% da população de Milão é de origem estrangeira. O idioma oficial da cidade é o italiano, mas quem domina a língua inglesa não terá dificuldades de comunicação. A unificação política da Itália consolidou o domínio comercial de Milão sobre o norte da Itália. Isto também levou a uma grande construção de ferrovias que fez de Milão a central ferroviária do norte da Itália. A cidade continua sendo um dos principais centros transportacionais e industriais da Europa e é um dos mais importantes centros da União Europeia para negócios e finanças, com a sua economia sendo uma das mais ricas e poderosas do mundo. A área metropolitana de Milão tem o PIB mais elevado da Europa. Além disso, Milão é a 11ª cidade mais cara do mundo para funcionários expatriados.  Assim como no restante da Itália, a moeda local é o Euro e, embora muita gente a considere uma cidade extremamente cara (na verdade é, se o visitante optar pelo circuito do luxo), Milão pode surpreender aqueles que não estão dispostos a gastar tanto. 

Parco Sempione e o Castello Sforzesco ao fundo
Ser o centro financeiro e comercial de um país e, ao mesmo tempo, referência nos campos da história, arte, arquitetura, moda e design não é para qualquer cidade. E Milão, sabe ser multifacetada. Na opinião de alguns, a cidade chega a ser excessivamente urbana, porém inegavelmente charmosa, um local onde o novo e o antigo se misturam perfeitamente e as opções de entretenimento são numerosas. À primeira vista, Milão impressiona pelo ritmo frenético das ruas, com pessoas indo e vindo, tráfego de veículos intenso, prédios comerciais e lojas, mas a verdade é que em meio a esses locais citados também há museus importantíssimos (é lá que o visitante vai ver de perto A Última Ceia, de Leonardo da Vinci), sítios que preservam a história da cidade, teatros, restaurantes que servem delícias da culinária milanesa, cafés, parques e muito mais. 

Arco della Pace
Milão possui uma rica cozinha, um tanto distinta da que bem conhecemos e chamamos de “italiana”. Há vários pratos típicos da região, todos onipresentes nas principais casas da cidade. Alguns dos símbolos gastronômicos milaneses são o ossobuco, bollito misto, excelentes polentas (de milho e castanha), ricos e densos risotos feitos com arroz do Vale Ticino e queijos como Grana Padano, Mascarpone, Taleggio e, o mais conhecido de todos, o Gorgonzola. Boa parte dos restaurantes oferecerá uma entrada, um prato principal e café ou vinho da casa a um preço bem convidativo. Obviamente você também encontrará estabelecimentos mais luxuosos, trabalhando com ingredientes e leituras mais contemporâneos da cucina povera, a comida do povão.

Arco della Pace
Visitar Milão é uma experiência que todos deveriam ter, de entrada você encontrará uma cidade muito desenvolvida com edifícios grandes e muito movimentada, a capital da moda é também um dos grandes motores da economia europeia. Passear de carro numa cidade destas é um grande erro, estacionamentos são escassos e você não vai aproveitar como deveria. Quebre o paradigma, o transporte público é muito bom, barato e pontual na Itália. Os bilhetes devem ser comprados antecipadamente, não há cobrador no ônibus, tram ou metrô, sempre perto de cada parada você encontrará um local que vende, seja uma banca (conhecida “Tabacchi”), em qualquer lugar assim chamado se vendem revistas, cigarros e até café de primeira qualidade.

Arena Cívica
Caminhar pelos charmosos bairros da cidade é uma das sugestões de programas imperdíveis. Alguns pontos turísticos importantes e movimentadas áreas de compra, por exemplo, concentram-se na região central, em torno da Catedral (Duomo), mas é claro que se deslocar para outros pontos mais distantes não é nada complicado devido ao eficiente transporte público local. É na região do Duomo que está tudo o que o turista que possui pouco tempo, e está fazendo um giro pela Itália ou até pela Europa precisa ver. Prepare-se para caminhar, mas tudo pode ser feito a pé com um pouco de boa vontade e com algumas pausas. São tantos lugares, tanta arte, você não irá conhecer a história em Milão, estará pisando sobre ela e é isso que faz da Itália um lugar tão fascinante. Você não vê história, você vive a história em cada edifício, cada construção, cada cantinho particular que somente você encontrará. Não há uma fórmula de sucesso melhor do que caminhar pelas pequenas ruas e encruzilhadas de Milão.

Monumento a Giuseppe Garibaldi
A cidade tem um musical particularmente famoso, principalmente operística, por tradição, é a casa de vários compositores importantes e teatros. Na década de 1770, Mozart estreou três óperas no Teatro Regio Ducal. Mais tarde, o Teatro alla Scala tornou-se um teatro de referência no mundo, com suas premieres de Bellini, Donizetti, Rossini e Verdi. O próprio Verdi está enterrado na "Casa di Riposo per Musicisti", um presente seu para Milão. No século XIX, outros teatros importantes foram La Cannobiana e o Teatro Carcano. Reserve ao menos três dias para conhecer essa cidade que, apesar de não ter uma quantidade grande de belezas naturais, encanta pela riqueza cultural e pelas opções de diversão para todos os públicos. Milão ou Milano (como se diz em italiano) pode não ser a capital da Itália, mas é sem dúvida alguma uma cidade muito importante na vida e na economia italiana. É conhecida por conter vários museus importantes, universidades, academias, palácios, igrejas e bibliotecas (tais como a Academia de Brera e o Castello Sforzesco). Milão tem uma rede de grandes (e desconhecidos pelo grande público) museus, mas se você tem tempo para visitar só um deles, que seja a Pinacoteca de Brera. Fundada como museu em era Napoleônica no século XIX, ainda hoje é a maior coleção de arte que vai do século XIII ao século XIX, da cidade. Caravaggio, Bramantino, Piero della Francesca, Raffaello, Bellini, Mantegna, são só alguns dos nomes dos grandes artistas da arte italiana, exposto nos espaços que foram um convento jesuíta no século XVI. Isso faz de Milão um dos mais populares destinos turísticos da Europa. A cidade sediou a Exposição Universal de 1906 e foi a sede da Exposição Universal de 2015.

Belíssima decoração da Galeria Vittorio Emanuele
Ainda que tenha a metade da população de Roma, é Milão quem faz o papel da metrópole moderna e cosmopolita na Itália. Com o bônus de que seu rico passado cultural e arquitetônico também faz bonito diante de quem a visita. Sim, você encontrará aqui o stress e o caos urbanos das grandes cidades. Mas não só. Milão é o reino encantado dos apaixonados por moda, que têm como templo sagrado o chamado Quadrilátero de Ouro, conjunto de ruas em que as grifes mais chiques e caras do mundo disputa a atenção dos transeuntes. E a elegância milanesa transcende as peças que Versace, Dior, Prada e outros craques da alta costura exibem nas vitrines, aparecendo também na grandiosidade do Duomo ou em outras igrejas mais singelas como a Santa Maria delle Grazie (onde repousa A Última Ceia, de Leonardo da Vinci). Experimente também a noite milanesa, farta em restaurantes e bares, como só um polo cosmopolita é capaz de oferecer.

Galeria Vittorio Emanuele
Corso di Porta Venezia, Via Manzoni, Via Montenapoleone e Via della Spiga. São essas as quatro ruas que formam um quadrado e fecham o que o mundo chama de Quadrilátero da Moda ou de Ouro, como chamam alguns. Dentro desse perímetro você encontra a maior concentração de grifes do mundo, com uma sucessão de lojas e vitrines que fazem cair os queixos, às vezes pela beleza das roupas, mas quase sempre pelos preços astronômicos. Mas comprar no Quadrilátero da Moda de Milão não é obrigatório e olhar não custa nada, então vale uma voltinha pelas ruas elegantes, com prédios e palácios de grande beleza e muitas vezes ignorada pelos turistas. Milão oferece inúmeras opções e zonas para fazer compras. Para procurar a região das compras em Milão (como em todas as cidades), aconselho antes de tudo pensar no próprio bolso. No Bairro de Brera é possível encontrar  lojas de alto nível com preços mais abordáveis. Para quem deseja coisas diferentes e mais alternativas, a Via Porta Ticinese é a mais adaptada. Para compras mais baratas as melhores ruas são:  Corso Vittorio Emanuelle, Via Torino e Corso Buenos Aires.



A vida noturna em Milão é dividida entre bares e discotecas. As áreas mais conhecidas de entretenimento onde esses lugares estão abertos até a madrugada são: As Colunas de San Lorenzo, Navigli e Garibaldi (Corso Como). Ao longo das Colunas de San Lorenzo, os jovens passeiam e batem papo nos bares e nos bancos que circundam a Igreja de San Lorenzo. No verão, uma parte da vida noturna mais animada se concentra no Idroscalo (mas passe repelente, porque é cheio de mosquitos) onde as discotecas a céu aberto lotam quase todas as noites.  Se quiser curtir uma noite menos agitada com bares que ficam abertos até tarde, pode optar por Via Tortona, Brera e também Navigli.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Veneza - Passeio de Gôndola



Ponto de parada de gôndolas
Pense em Veneza. Qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça? Com certeza foram os canais e o passeio de gôndola, certo? É impossível falar de Veneza sem lembrar-se do que a torna tão única: os canais. Uma das cidades mais emblemáticas do mundo, rodeada de bistrôs, ruas estreitas e antigas vias fluviais, Veneza, localizada no nordeste da Itália, é sem dúvida um dos destinos turísticos mais românticos da Europa. Muitos detalhes únicos fazem viajantes do mundo inteiro se encantar por essa pequena cidade italiana. Destacando-se como roteiro ideal para curiosos e casais apaixonados de todo o planeta, seja pela gastronomia típica, pelo vinho, pelo charme dos “casebres” históricos, ou pelos passeios de gôndola, Veneza faz parte do imaginário de milhares de pessoas. Todo o ano, cerca de 22 milhões de turistas passam pela região. Veneza é uma cidade famosa pelos seus pontos turísticos.

Ponte della Paglia
Muito provavelmente você deve ter visto ou ouvido falar das requisitadas gôndolas venezianas. As famosas gôndolas são encontradas por todo o canto, o que tem atraído ainda mais turistas para lá que acabam se encantando com o clima charmoso que elas proporcionam em cada lugar. Sendo assim, ir até Veneza e não fazer um tour como este é como não aproveitar 100% a sua viagem. Infelizmente, não é uma atração que cabe em todos os bolsos, não é a opção das mais baratas e quem está com o orçamento apertado acaba buscando alternativas, mas se você tiver a oportunidade, não a perca! Antigamente, a gôndola era utilizada exclusivamente para o transporte dos venezianos. As pontes não eram numerosas como hoje e este era o único modo de atravessar a cidade.  Hoje em dia, ela é utilizada quase que exclusivamente para os passeios turísticos. Com exceção da gôndola traghetto, que atravessa alguns canais em pontos específicos da cidade. Em 1580, circulavam por Veneza 10 mil embarcações, hoje, são cerca de 500.

Palazzo Ducale à esquerda
Há não muito tempo atrás, os passeios de gôndola em Veneza eram o exercício perfeito do romantismo. O belo cenário e os bem preparados gondoleiros – sempre com boas histórias para contar e alguns com surpreendentes dotes como cantores, contribuíram em muito para tornar esses barcos numa espécie de símbolo da cidade e o passeio pelos canais uma atração obrigatória. O mais bacana é que mesmo passado tantos anos, elas permaneceram na cidade e hoje são consideradas um marco histórico de Veneza. A maioria dos turistas costuma ir até lá para aproveitar o tour e conhecer alguns pontos turísticos como a Ponte dos Suspiros, o Palazzo Ducale e outros. Mas o mais gostoso mesmo é poder apreciar cada lugarzinho da cidade de um ângulo super diferente, curtir o clima de romantismo e diversão e fazer um passeio criativo e ao mesmo tempo gratificante por Veneza. Vale muito a pena e com certeza será uma experiência inesquecível, portanto aproveite. 

Detalhes da gôndola
Uma das coisas que é preciso levar em consideração é que Veneza é muito conhecida não só na Itália como no mundo todo pelos passeios de gôndola, portanto se você estiver indo para lá em alta temporada prepare-se para enfrentar uma grande concorrência para conseguir a embarcação. Uma curiosidade e dica é que se você estiver buscando economizar em Veneza o ideal é optar pelo passeio de gôndola antes das 19 horas, pois após este horário os tours costumam ser ainda mais caros e com riscos de superlotação. Existem dois tipos de tour: a grande volta, que dura cerca de 45 minutos, e a pequena volta, com mais ou menos meia hora. A diferença é que a volta maior passa pelo Grand Canal, a principal via da cidade. Os valores são negociáveis dependendo da época e do local onde você “contratar” o gondoleiro. Esse é o valor para o passeio e não por pessoa, ou seja, quanto mais gente na mesma gôndola, mais barato por cabeça. 

Basílica de Santa Maria della Salute ao fundo
Os passeios de gôndola são bem cobiçados, algumas pessoas sugerem começar o passeio em pontos escondidos da cidade, garantindo uma experiência mais romântica, evitando lotações. Existem alguns pontos específicos nos locais de mais movimento, de onde partem os passeios, organizados como se fosse uma cooperativa de táxis. Há também os gondoleiros que ficam “fora do ponto”, ou seja, ficam em lugares com fluxo de pessoas bem menor abordando os turistas que estão passando. O percurso da gôndola varia de acordo com o local onde você aborda o gondoleiro. Você pode perguntar por onde ele passa, mas o mais importante é que você peça para ele incluir no percurso os canais menores (canali minori). O ideal é que você faça o passeio de gôndola depois de já ter conhecido ao menos os principais pontos da cidade a pé. Assim você vai entender melhor qual o itinerário quando perguntar ao gondoleiro e poderá negociar melhor com ele.

Passando ao lado do Palazzo Ducale
Depois de escolher sua gôndola, é apenas relaxar e curtir o passeio! O gondoleiro, com sua camiseta listrada no estilo “Onde está Wally”, vai em pé e te conduz pelos pequenos canais e por alguns pontos importantes, como igrejas e a Casa de Marco Polo (tudo depende do seu ponto de partida). Aproveite para tirar todas as dúvidas que tiver sobre o local, a cultura, história, etc, e para apreciar cada pontezinha e sacadas por qual você passar. Dentro destes canais você irá ver uma Veneza onde só a gôndola te leva, porque não existe outro meio de chegar. As fachadas dos palácios, as hortas e jardins secretos, as casas de personagens famosos e um silêncio que só é quebrado com o sinal sonoro que o gondoleiro faz para avisar ao outro que vai passar, ou seja, a buzina deles. Nem preciso dizer que para os mais românticos, é pura poesia, um momento para admirar este lugar único e se surpreender com a ideia quase que improvável de uma cidade construída sobre as águas.

Passando ao lado do Palazzo Ducale

Gôndolas 
Não é qualquer um que pode ser gondoleiro. Para seguir a profissão é necessário passar por um curso de um ano, onde eles aprendem, entre outras coisas, a conduzir as gôndolas (obviamente!). Parece ser simples, mas além de passar o dia remando, as pernas também fazem um bom exercício, já que eles empurram as paredes das casas com os pés para direcionar o barco. As gôndolas são feitas num processo artesanal dificílimo e poucas são produzidas ao ano. Mesmo assim existem muitos espalhados pelos canais da cidade. O mais interessante é que a gôndola apresenta um formato próprio, sendo um lado mais largo que o outro já que o funcionário que a opera, chamado gondoleiro, fica em pé ao lado da embarcação. O próprio gondoleiro é quem utiliza o remo e fica ao longo de todo o trajeto instruindo os turistas conforme passam pelos principais e mais importantes pontos turísticos da cidade. A gôndola comporta até seis pessoas, mas geralmente o que a gente mais vê são casais. Se for embarcar nessa, repare na riqueza de detalhes da embarcação: a proa desprumada, o apoio dos remos talhado em uma única peça de madeira e os pequenos adornos que a pontilham.


A melhor época para ir é no outono ou primavera. O verão é a alta temporada, tudo é muito cheio e esqueça a negociação de preços, além disso, a água dos canais não é limpa e, com o calor, pode ter um cheiro um pouco desagradável. No inverno, o frio estraga o passeio. Apenas verifique a previsão do tempo, para não fazer um passeio em um dia de chuva, o que também não deve ter a menor graça. O passeio de gôndola é sem dúvida o passeio mais legal de Veneza e não pode ficar de fora da lista de ninguém. Além de ser o passeio mais tradicional da cidade e ser super-romântico, você acaba conhecendo os principais pontos de Veneza em um barco super confortável. O passeio de gôndola dura de 30 a 45 minutos, dependendo do passeio que você escolher. O mais comum é o de 30 minutos, que passa pelos principais pontos turísticos de Veneza. Existem pontos espalhados por toda a cidade e é só chegar em um deles, entrar na fila e fechar negócio com um gondoleiro. Se estiver em apenas uma ou duas pessoas, provavelmente terão outras pessoas esperando para formar o grupo de quatro e dividir o valor. Mas se quiser um passeio mais romântico e particular, pode ir em apenas duas pessoas também.  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Veneza - Igrejas de Veneza

Fachada da Basílica di San Marco
Veneza é uma cidade que respira história, charme e arte. Nas piazzas, esquinas e à beira dos canais estão igrejas magníficas, com diversos estilos arquitetônicos e muitas obras de arte que marcaram a história da República. Tal como Roma, uma das maiores atrações de Veneza é o seu impressionante conjunto de magníficas igrejas. Para os crentes são locais de culto, para os turistas cansados, um local de contemplação e descanso do bulício das ruas e canais da cidade, mas para os amantes de arte, cada uma delas é um verdadeiro museu, exibindo tesouros artísticos na forma de pinturas, esculturas, afrescos e mosaicos. Quantas igrejas existem em Veneza? Os números não são precisos. Na história da Sereníssima, diversas delas foram destruídas, reconstruídas, consagradas, desconsagradas. O número aproximado é de 157, 40 foram destruídas, principalmente durante o período de dominação napoleônica. Outras 30 estão fechadas ao culto, muitas delas abandonadas.

Fachada da Basílica di San Marco

Fachada da Basílica di San Marco
Veneza é um importante centro do catolicismo na Itália. A cidade é sede do patriarcado de Veneza e sede metropolitana da Igreja Católica, pertencente à região eclesiástica de Triveneto. A Catedral é a Basílica di San Marco, e a co-catedral é a Basílica di San Pietro de Castello. A lista de templos cristãos é vastíssima, citando-se apenas os mais significativos:  Basílica Santa Maria Gloriosa dei Frari; Basílica Santa Maria della Salute; Basílica San Giorgio Maggiore; Basílica do Santíssimo Redentore; Chiesa San Zaccaria; Basílica de Santi Giovanni e Paolo; Chiesa Santa Maria dei Miracoli; Chiesa Madonna dell’Orto; Chiesa San Stefano; Chiesa San Sebastiano; Chiesa San Nicolau dei Mendicoli; Chiesa San Rocco; Chiesa San Pantalon e Chiesa San Giovanni em Bragora. Vale a pena um passeio independente de crença ou religião para admirar toda a beleza destas igrejas.

Fachada da Basílica di San Marco
A história de Veneza está intimamente ligada a esta que é uma das igrejas mais lindas e ricamente decoradas do mundo, a Basílica di San Marco. A Basílica é inigualável com seu interior totalmente decorado com mais de 4.000 metros quadrados de mosaicos dourados, colunas em mármore e elementos decorativos trazidos do Oriente. Toda a beleza para conservar o corpo de São Marcos Evangelista em seu altar, alegadamente recuperado em Alexandria. É o símbolo por excelência da cidade e do poder da República Veneziana na história mundial ao longo de um milênio. A construção com as características atuais data do século XV, tendo o estilo bizantino como predominante, devido a influência oriental em Veneza. Seus belos mosaicos, que contam a história de São Marcos e passagens do Antigo e Novo Testamento, destacam-se entre tantas belezas. Há ainda o Tesoro della Basilica e o Pala d’Oro (altar com ouro e pedras preciosas) como atrações da Basílica.

Basílica Santa Maria della Salute
A Basílica Santa Maria Della Salute é um ícone na arquitetura da cidade, mas não é só. A importância dada aos venezianos a Nossa Senhora da Saúde pode ser vista a cada ano, durante a festa a ela dedicada, todo dia 21 de novembro. A Igreja em estilo barroco foi construída para agradecer a santa que salvou Veneza de um surto de peste no século XVII. Veneza sempre teve uma enorme devoção à Nossa Senhora. Em vários pontos da cidade, a simbologia que a representa é visível em monumentos, igrejas e palácios. Tudo nasce com o próprio surgimento de Veneza – a fundação da cidade aconteceu exatamente no Dia da Anunciação, 25 de março de 421. Mas dentre as homenagens à Nossa Senhora, a mais imponente é a incrível construção da Madonna della Salute.

Basílica Santa Maria della Salute
Em 1630, uma nova epidemia de peste assolou Veneza e fez ainda mais vítimas que a anterior, em 1575. Quem trouxe foi um Embaixador de Mântua, que visitava a cidade. Os venezianos, por considerarem o homem tão importante, decidiram isolá-lo na Ilha de San Clemente. Deixaram de lado a ideia de interná-lo em Lazzaretto Vecchio, onde os doentes em cura ficavam. Para assegurar sua privacidade, chamaram um carpinteiro para construir uma cerca de madeira onde se encontrava o Embaixador. Mas o carpinteiro e seu filho que o ajudava voltavam todos os dias para Veneza e, assim, a peste se difundiu. Foi um momento terrível para a Sereníssima. Os nobres se refugiavam em suas casas de campo, as famosas vilas, enquanto a população definhava pelas ruas. A peste acabou vitimando 47 mil pessoas, mais de 25% da população. Em outubro de 1630, o doge Nicolò Contarini prometeu publicamente erguer uma igreja dedicada à Nossa Senhora da Saúde, pedindo sua intercessão para acabar com a peste.

Fachada da Basílica Santa Maria della Salute
No mesmo momento, foi lançado um concurso conquistado pelo projeto do arquiteto Baldassare Longhena. A Basílica Santa Maria da Saúde começou a ser construída no ano seguinte e finalizada em 1687, cinco anos após a morte de Longhena. No início, o audaz projeto de Longhena parecia impossível e desanimava os mais otimistas: um edifício de forma octogonal, com uma enorme cúpula central e outra menor no altar maior. Foi necessário reforçar o terreno com milhões de troncos de árvores, utilizando o mesmo sistema pelo qual Veneza foi construída. A Basílica da Saúde mudou completamente a urbanística da cidade e foi construída em modo que fosse vista de vários ângulos. Pode-se admirá-la do Canal Grande, Piazza de San Marco, Isola de Giudecca e das calles e canais internos.

Basílica Santa Maria della Salute

Basílica Santa Maria della Salute
A Igreja é repleta de simbologias e na base de tudo está o número oito, que representa a passagem da terra ao céu, neste caso, as preces dos venezianos dedicadas a Nossa Senhora. A planta é octogonal e existem outros detalhes dentro da Igreja que remetem ao número. A escadaria poligonal e a pavimentação geométrica em frente à Igreja contribuem para que o conjunto seja monumental. No altar principal, chama atenção o grupo de esculturas realizado por Josse Le Court. Nossa Senhora com Jesus nos braços acolhe as preces de Veneza, representada por uma mulher ajoelhada. Aos pés da Madonna, um anjo com uma tocha espanta uma senhora velha e feia, que representa a peste. Dizem que a Cúpula Central é um lugar energizado por forças benéficas e quem passa por debaixo do lustre que fica bem abaixo dela, alcança essas boas energias. Esta área da Igreja fica fechada por cordas, mas é possível visitá-la durante a festa, quando as cordas são retiradas.

Basílica Santa Maria della Salute
A partir do ano sucessivo à sua consagração, foi prometido que a cada ano, no dia 21 de novembro, o doge e a população agradeceriam o final da peste em uma procissão. O cortejo sairia do Palazzo Ducale e seguiria até a Igreja atravessando uma ponte feita com barcos. Ainda hoje, todos os anos, os venezianos continuam a festejar a data e vão à Igreja acender suas velas e pedir saúde e proteção. A Basílica da Saúde é aberta gratuitamente à visitação diariamente. Para quem quiser visitar a Sacristia e seu pequeno museu, precisa comprar ingresso. A Basílica fica no Bairro de Dorsoduro. A área abriga museus importantes como a Galleria dell’Accademia e a belíssima coleção de arte moderna e casa de Peggy Guggenheim, além de galerias de arte. Após a visita à Igreja, não deixe de visitar a Punta della Dogana e fazer um passeio pela Zattere, a parte que fica atrás da Igreja e oferece uma vista belíssima da Ilha de Giudecca.

Chiesa San Zacaaria
A Chiesa San Zaccaria é uma das igrejas mais importantes na história de Veneza, Fica no Campo San Zaccaria, a dois passos da Basílica San Marco e do Palazzo Ducale. O edifício é dedicado a Zacarias, pai de João Batista e foi fundada no século IX. Reconstruída em estilo renascentista em 1498, acolhe inúmeras obras de arte, afrescos e sepulturas de doges. A Chiesa Santa Maria Formosa fica em um dos campos mais charmosos de Veneza. A Igreja de origem antiga (século VII) foi reconstruída em estilo renascentista. Sua origem advém de uma lenda que São Magno, Bispo de Oderzo, teria sonhado com uma santa que indicou o local onde deveria ser construída uma igreja m sua homenagem. Se paga para visitar a Igreja. A fachada sem acabamento não é muito convidativa, mas basta entra na Chiesa San Pantalon para ficar de boca aberta com o teto. Não se trata de um afresco, mas de uma enorme tela pintada entre 1680 e 1704, por Gian Antonio Fumiano. As cenas representam o martírio de São Pantaleão.

Chiesa Santa Maria Formosa
e Torre do Sino
A Chiesa Santa Maria dei Miracoli possui várias curiosidades. Na sua construção foram utilizados mármores e outros materiais que sobraram da Basílica de San Marco. Isso não diminui sua grandiosidade, afinal seu interior é belíssimo, um dos mais detalhistas entre as igrejas de Veneza. Construída entre 1481 e 1489, é cativante especialmente pela sua arquitetura baseada em mármores coloridos, tanto no interior como no exterior. Além disso, a Igreja foi construída para abrigar uma imagem da Virgem Maria e do Menino Jesus, de Nicolo de Pietro, que operava milagres. A multidão de peregrinos era gigantesca desde o século XV, quando a Igreja foi construída, e até hoje ela atrai fiéis por causa da Virgem. Não é fácil de encontrar, mas vale a pena. A Chiesa Santi Geremia e Lucia tradicionalmente dedicada a São Jeremias conserva em seu altar o corpo de Santa Luzia, a protetora dos olhos. Se você for devoto, não deixe de acender uma vela em forma de olhos dentro da Igreja. A Igreja fica bem próxima à Estação de Trens de Santa Lucia, no Campo San Geremia. A Chiesa Madonna dell’Orto fica no charmoso Bairro de Cannaregio e sua arquitetura é um exemplo do estilo gótico veneziano. Inicialmente foi dedicada a São Cristóvão, padroeiro dos viajantes e marinheiros e possui afrescos atribuídos a Jacopo Tintoretto, que foi enterrado na nave direita. Se paga para visitar a Igreja.

Chiesa San Stefano com seu Campanário inclinado
A Chiesa San Stefano fica no Campo San Stefano, perto da Basílica de San Marco e da Ponte da Accademia e é um grande exemplo de estilo gótico veneziano florido. Edificada no século XIII, foi reconstruída no século seguinte. Tem um passado conturbado de violência no interior das suas paredes, mas hoje é um local sossegado. O teto, em forma de quilha de navio invertida é de uma beleza sem igual. Em sua Sacristia, podemos encontrar obras de Tintoretto. Destaque também para o campanário, visto do Campo Sant’Angelo, com uma grande inclinação. A fachada barroca da Chiesa San Moisè, de 1688, é uma das que chama mais a atenção na cidade. É impressionante atravessar a pequena ponte que fica bem em frente e dar de cara com toda a sua imponência. Muito interessante observar os detalhes da construção, dedicada a um personagem bíblico, Moisés, e não a um santo, como de costume.

Basílica San Giorgio Maggiore

A Basílica San Giorgio Maggiore foi projetada pelo genial arquiteto Andrea Palladio, no século XVI. Há muitos motivos para visitar a Basílica. Primeiramente, destaca-se a arquitetura com influência romana, clássica e esplêndida. Além disso, há pinturas importantes na Basílica San Giorgio Maggiore, como a “Ùltima Ceia”, de Tintoretto e “São Jorge massacra o dragão” de Carpaccio. Fica na Isola San Giorgio, pertinho do centro de Veneza e seu campanário oferece uma das vistas mais lindas da cidade. Muitos garantem ser a partir da torre da Basílica San Giorgio Maggiore que se tem a melhor vista de Veneza. A entrada na Igreja é gratuita, mas se paga para subir no campanário. A Chiesa San Giacomo di Rialto é tradicionalmente a igreja mais antiga de Veneza. Acredita-se que sua fundação tenha sido no ano de 421. Foi o primeiro lugar de culto da cidade e diz a lenda que foi construída por um carpinteiro devoto e agradecido que escapou ileso de um grande incêndio. A Igreja fica no Campo San Giacomo, bem próxima à Ponte de Rialto.

Campanile de San Marco
A Basílica de Santi Giovanni e Paolo é uma das maiores igrejas da cidade. A altíssima fachada em estilo gótico parece tocar o céu. É considerada o Panteão de Veneza, pois ali foram enterrados doges e outras figuras importantes na história da Sereníssima. Além das sepulturas, a Basílica de Santi Giovanni e Paolo abriga pinturas importantes, como de Veronese no altar, além de vidros muito antigos que a iluminam. A Capela do Rosário, decorada com pinturas de Veronese, e a Capela de San Domenico, são imperdíveis. O edifício possui dimensões extraordinárias e foi construído entre os anos de 1200 e 1300 também a partir do sonho de um doge. Se paga para visitar a Basílica. Dedicada a São Miguel Arcanjo, a Chiesa San Michele in Isola, fica na ilha de mesmo nome, na metade do caminho entre Veneza e Murano. O edifício em estilo renascentista (século XV) é o edifício principal da ilha que abriga o cemitério da cidade. Um passeio interessante em um lugar silencioso e de muita paz. Não se paga para visitar a Igreja, mas é necessário deixar uma contribuição.

Campanile de San Marco
A Basílica Santa Maria Gloriosa dei Frari é considerada o templo religioso mais importante da cidade depois da Basílica de San Marco. A primeira Igreja neste local foi construída por frades franciscanos entre 1250 e 1338, mas o edifício atual data do século XV. Esta enorme Igreja gótica tem o segundo campanile mais alto da cidade. Alberga numerosos túmulos, tais como o do compositor Monteverdi, Antonio Canova, Ticiano ou o do Doge Foscari. À frente do altar, o coro dos monges é uma obra prima de madeira esculpida. O famoso quadro “Assunção da Virgem” de Titian adorna a Basílica, assim como obras do florentino Donatello. Vale muito a pena ser visitada, porque é comum acontecerem concertos de música no local. Se paga para visitar a Basílica. A Chiesa Santi Maria e Donato é considerada uma das igrejas mais belas de toda a laguna de Veneza. É uma das poucas igrejas que sobreviveram em Murano após a chegada de Napoleão. O belíssimo pavimento de mosaico é contemporâneo ao da Basílica de San Marco. A construção é dos séculos XI e XII. A Igreja fica na Ilha de Murano, bem próxima ao Museu do Vidro. Localizada na Ilha de Giudecca, a Basílica do Santíssimo Redentore foi construída no século XVI como símbolo do renascimento da cidade após a peste negra. Com estilo clássico, simplicidade e muito mármore branco, a Basílica do Santíssimo Rendentore é um local de contemplação.