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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Munique - BMW Welt

Grupo BMW - BMW Welt, Museu BMW, escritórios
e Fábrica da BMW
Munique, capital da região da Bavária na Alemanha, além de bonita, do povo festeiro, da boa comida e da Oktoberfest é também famosa pela enorme quantidade de ótimos museus. Não sendo possível conhecer todos em uma ou até mais visitas à cidade, escolher é sempre uma difícil decisão. Visitar a Loja da BMW é um programa que não pode faltar em sua lista de “o que fazer em Munique” e se você é ainda mais apaixonado por carros, inclua também o Museu BMW. É um programa que indico para quem vem com crianças e que pode fazer no dia que for visitar o Olympiapark (Parque Olímpico de Munique), pois um é ao lado do outro. Reserve para toda esta programação metade de um dia.


Grupo BMW - BMW Welt, Museu BMW, escritórios e Fábrica da BMW

BMW Welt
A BMW Welt é administrada pela BMW, ou Bayerische Motoren Werke (Fábrica de Motores da Bavária). Essa empresa tem se dedicado à fabricação de automóveis, motocicletas e motores desde 1917. A seda da BMW fica em uma moderna torre de quatro cilindros perto do Parque Olímpico, na parte norte de Munique. Ao lado da sede está a Fábrica da BMW, o Museu BMW e a BMW Welt. A empresa incentiva os visitantes a descobrirem todas essas estruturas para que conheçam a história, a realidade e a visão de futuro da marca. Inicialmente, a BMW produzia motores de aviões, para os militares durante as duas Grandes Guerras Mundiais. Com o fim das Guerras, ficou proibida esta fabricação, então a marca passou a produzir carros e motos.

Moto BMW
Inaugurada em 2007, a BMW Welt foi projetada como uma estrutura futurista que serve tanto como um local para explorar e conhecer a marca quanto como um Centro de Distribuição para quem tem a possibilidade e a sorte de comprar um carro novo lá. Os automóveis da BMW, Mini, Rolls Royce e Husqvarna possuem áreas exclusivas no local. Nessas áreas, você pode aprender um pouco mais sobre todos os tipos de automóveis e motocicletas, além de assistir a exibições de produtos dinâmicos e brincar com componentes interativos, como incríveis simuladores de direção. Em alguns modelos de carro é possível entrar e tirar fotos. As motos ficam expostas no segundo andar, onde você também pode sentar na maioria para tirar fotos. O setor de motos da BMW também é de “cair o queixo”, motos de viagem, motos de corrida, de tudo um pouco. Há também uma loja de produtos da marca no BMW Welt. Você pode comprar desde pequenas miniaturas de carros, chaveiros até produtos para carro e vestuário que levam o logo da marca.


Primeiro carro produzido pela BMW
Inaugurado em 1973, o Museu BMW fica ao lado da BMW Welt. Há uma passarela interligando os dois prédios. Saiba um pouco mais sobre a fascinante história dessa empresa, que inclui mais de 90 anos de mudanças sociais e tecnológicas. Admire a coleção de mais de 100 valiosos automóveis, motocicletas e motores. A exibição é organizada por tema, e não por ordem cronológica, para que os visitantes tenham uma melhor ideia dos desenvolvimentos específicos na história dos automóveis BMW. Além do espaço impressionantemente bonito e da atraente e criativa exposição do acervo, tudo é muitíssimo bem explicado. As fotos, filmes, desenhos, documentação e até protótipos, aguçam a vontade de saber como se dá o processo desde a concepção dos motores, carros e motos.

Exposição de carros no BMW Welt
Entre peças raras ou curiosas estão os automóveis utilizados em filmes e competições como o modelo usado pelo Agente 007 em "Golden Eye", a BMW 507 que pertenceu a Elvis Presley e a Brabhan que foi pilotada pelo brasileiro Nelson Piquet, campeão da Fórmula 1 em 1983. Quem vai com os filhos pode sossegadamente aproveitar a visita sem risco de cenas de tédio explícito. O Museu BMW dá uma enorme importância ao público infantil oferecendo desde visitas guiadas nos fins de semana para famílias a brinquedotecas e oficinas (cobradas à parte), com atividades apropriadas às diferentes faixas etárias. Tudo no Museu BMW é muito bem cuidado e organizado. É muito fácil percorrer por rampas a exposição que ocupa os três andares do por si só, fantástico prédio. Complementando, wi-fi gratuito com boa velocidade, guarda volumes além dos habituais serviços de boutique com ótimas sugestões de presentes para quem curte a marca e de um bom e espaçoso bistrô no térreo. 

Exposição de carros no BMW Welt
Também nas proximidades da BMW Welt, a Fábrica da BMW é a instalação de produção de todo o Grupo BMW. Mais de 900 carros são produzidos todos os dias nessa instalação. Participe de uma visita guiada à fábrica para conhecer os métodos de montagem e as tecnologias de produção da BMW. Visto que as visitas guiadas são extremamente populares, não deixe de fazer sua reserva com antecedência. Os fissurados pela marca podem também optar por testar um dos mais recentes modelos em uma das modalidades do “BMW Driving Experience”.

Exposição de carros no BMW Welt

Exposição de carros no BMW Welt
O BMW Welt que pode ser visitado independentemente do Museu conta também com dois restaurantes, dois cafés e uma completa loja com artigos relacionados à marca. A BMW Welt abre todos os dias, até tarde da noite. O Museu BMW abre de terça a domingo e, ao contrário da BMW Welt, há uma taxa de entrada. Se estiver sem tempo e tiver que optar entre a loja ou o Museu, escolha a loja da BMW. É passeio mais divertido devido a sua interatividade. O parque e todo o complexo de estruturas ficam a poucos minutos de caminhada da Estação de Metrô (U-Bahn) Olympiazentrum.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Tour pela Europa II - Munique

Neues Rathaus na Marienplatz
A sétima etapa deste Tour pela Europa II foi em Munique, Alemanha. A viagem de Berlim para Munique foi de avião, saindo de Berlin Tegel Airport até Munich International Airport, via Airberlin, numa viagem de pouco mais de uma hora de voo. O Aeroporto Internacional de Munique Franz Josef Strauss foi aberto em 1992 em Erdinger Moos. A 29 quilômetros de distância de Munique, o aeroporto, é o segundo maior da Alemanha e o sétimo da Europa. Desde a decisão da Lufthansa de ter Munique além de Frankfurt como centro, o aeroporto internacional tem recebido cada vez mais conexões. A hospedagem em Munique foi no Euro Youth Hotel Munich. Este albergue fica em uma rua tranquila, a dois minutos a pé da Estação Central de Munique. Localizado em uma propriedade histórica de 1880, o Euro Youth Hotel Munich dispõe de uma escadaria de madeira antiga, pisos de mármore e lustres. O Centro Histórico de Munique e a Marienplatz ficam a três minutos de trem ou a 15 minutos a pé do Hotel. Theresienwiese, onde acontece o festival de cerveja Oktoberfest, fica a 10 minutos a pé. 


Mercado de Natal na Marienplatz
Uma metrópole moderna com simpatia e uma longa tradição, charmosa e descontraída, animada, mas também sonhadora: Munique é a cidade alemã mais famosa pelo seu estilo de vida. Não é preciso ser rico e bonito para se sentir em casa em Munique, mas isso não atrapalharia. Se bem que a definição de riqueza é muito relativa; quem pode passear pelo centro da cidade com tempo e tranquilidade, parando aqui e ali, sentindo a atmosfera local, bem que pode se considerar rico. E beleza, é claro, também é relativa. Alguns preferem usar "Lifestyle", outros chamam a isso "Estilo de vida". Em Munique, o importante é que isso se escreve com maiúscula. Seja pelo famoso céu branco-azul, ou pela beleza da cidade, o fato é que os habitantes de Munique sempre mostram o que têm de melhor: nas cervejarias ao ar livre, nas maravilhosas avenidas ou no Estádio do seu time, o FC Bayern.

Mercado de Natal na Marienplatz
Munique é a capital do Estado Alemão da Baviera, no sudeste do país. É a cidade mais populosa da Baviera e do sul da Alemanha, e a terceira cidade mais populosa do país, desde os anos 1960, depois da capital, Berlim, e de Hamburgo. Munique é uma Cidade Independente (kreisfreie Stadt) ou Distrito Urbano (Stadtkreis), ou seja, possui estatuto de Distrito (Kreis). Adicionalmente, Munique é também sede do governo do Distrito Administrativo da "Alta Baviera" (Oberbayern) bem como do Distrito Territorial (Landkreis) de Munique. Cidades grandes próximas são Zurique (Suíça), a 315 quilômetros a oeste, Praga (República Tcheca), a cerca de 380 quilômetros a nordeste, Viena (Áustria) a cerca de 440 quilômetros a leste, Milão (Itália) a 480 quilômetros a sul e Berlim, a cerca de 590 quilômetros a norte.

Oberpollinger Munique
A cidade de Munique foi oficialmente fundada em 1158 e pertencia inicialmente ao Bispado de Freising, que por sua vez era subordinada de Salzburgo. Houve várias tentativas de criação de um bispado próprio, inicialmente frustradas. Em 1240 passou a ser controlada pela Família Wittelsbach, linhagem de grande prestígio e poder em toda a Bavária, cuja dominação durou até o início do século XX. Em 1817, como resultado de alterações políticas, o bispado de Freising foi transferido para Munique. Ao mesmo tempo o bispado foi promovido a arcebispado. O número de habitantes da cidade de Munique ultrapassou por volta de 1854 os 100 mil, tendo nessa altura obtido o estatuto de Cidade Grande (Grosstadt). 

Monumento de Feldhermhalle
A Bavária ou Baviera (Bayern em alemão) permaneceu um Estado Independente até a unificação da Alemanha, em 1871. Ainda hoje, é reconhecida como uma das partes mais bonitas do país. A “Capital Secreta” da Alemanha, assim chamada em referência a sua importância na história do país, e aos tesouros de história e arte que guarda, tem à sua volta lagos, castelos, campos, vales, montanhas nevadas e muito mais. É o ponto de partida ideal para descobrir toda a beleza que a Alemanha tem a oferecer. A Munique moderna é um importante e desenvolvido centro financeiro, urbano, logístico, cultural e político da Alemanha e da Europa Continental. É sede de diversas empresas de renome mundial, incluindo a montadora BMW. Munique é uma cidade de contrastes, pelo menos no que diz respeito à arquitetura. Por ter sido fortemente bombardeada, a cidade tem uma mistura de prédios modernos e antigos, mas, por sorte, várias de suas preciosidades sobreviveram aos horrores da Segunda Guerra Mundial. Munique é atravessada pelo Rio Isar. Entre 2011 e 2012, Munique apresentou a quarta posição entre as "Cidades Mais Habitáveis do Mundo".

Monumento de Feldhermhalle
Munique é considerada por muitos (inclusive por mim) como a cidade mais bonita da Alemanha, e depois de conhecê-la melhor, é difícil discordar. Sua silhueta, onde se destacam as torres gêmeas com abóbadas esverdeadas da Frauenkirche e a torre pontiaguda da Neues Rathaus, parece afirmar orgulhosa, que nenhuma outra cidade alemã poderia levar este título. Munique é uma mistura de arte, cultura e alegria de viver. Lembrada sempre como “Capital da Cerveja”, “Coração da Bavária”, e associada à Oktoberfest, Ludwig e seus castelos, e ainda saborosas wurst de todos os tipos, parques e festivais, Munique é um daqueles raros locais onde o ritmo de cidade grande convive em harmonia com belas e gostosas tradições.

Glockenspiel na Neues Rathaus
Prepare-se para se movimentar bastante, pois Munique é uma cidade que oferece uma enorme quantidade de atrações turísticas. São praças, monumentos, museus de arte, de história e temáticos, teatros, além de uma grande concentração de igrejas. Vários pontos turísticos ficam localizados na região central da cidade, nas imediações da Marienplatz, porém não quer dizer que o visitante não deva explorar outras regiões. Muito pelo contrário. Além de perfeita para caminhadas, a capital da Baviera oferece transporte público de qualidade. Orientar-se em Munique é fácil. O núcleo turístico está situado entre a Estação Central - Hauptbahnhof - e o Rio Isar, a leste. Entre estes dois locais há um tipo de anel viário que compreende o Centro Histórico da cidade. Não há necessidade de transporte para percorrer esta área, sendo preferível caminhar por conta própria, já que as distâncias são pequenas. Para quem prefere ou precisa, o transporte urbano é rápido e eficiente. Pode-se escolher entre bondes (Strassenbahn), metrô de curta distância (U-Bahn) e de longa distância (S-Bahn). Compre os bilhetes nas máquinas automáticas existentes em vários pontos da cidade e valide seu bilhete ao embarcar. Há diversos tipos de tarifas, diárias e semanais, mais em conta que bilhetes para cada viagem.

Glockenspiel
Recém-chegado de viagem vá direto para o coração da cidade: o Centro Histórico de Munique chamado de Altstadt. Aqui será possível conhecer um pouco da história de mais de 800 anos da cidade, ter as vistas mais bonitas de Munique, além de começar a ser introduzida a cultura da gastronomia e cerveja local. Visitar a Marienplatz (a principal praça da cidade), subir na torre da Peterskirche (para se ter as vistas mais bonitas de Munique do alto), ir comer no Viktualienmarkt, beber na Hofbrauhaus e visitar o Residenz Museum (o maior palácio urbano da Alemanha), são alguns dos passeios clássicos para se fazer por lá. Uma maneira muito interessante de conhecer a cidade é fazendo um Free Walking Tour, que é uma caminhada de aproximadamente três horas a pé pelos principais pontos turísticos da cidade conduzido por um guia que vai explicando sobre cada lugar. O passeio é gratuito, mas é claro que é de bom tom deixar algum dinheiro para o guia pela ajuda e pelo passeio ao final do Tour. Essa maneira é ótima para conhecer a cidade e depois voltar com calma para os lugares que mais gostou, se quiser. 

Glockenspiel na Neues Rathaus
Um passeio pelo Viktualienmarkt, o mercado aberto próximo da Peterplatz, é uma festa para todos os sentidos, há simplesmente de tudo por lá – desde coisas tipicamente bávaras até exóticas. Não deixe de percorrer suas bancas, apreciar e quem sabe comprar algum dos queijos, salsichas e linguiças de todos os tipos imagináveis, vinhos, frutas, condimentos, flores e produtos artesanais. Só não tente negociar preços – isso não faz parte do estilo de viver em Munique. Isso vale principalmente nas ruas nobres de comércio, como a Ludwigstrasse, Maximilianstrasse ou Kaufingerstrasse: aqui está reunido tudo o que há de melhor e mais caro, desde moda atual até antiguidades maravilhosas. 

Residenz de Munique
Não há dúvida de que uma das praças mais bonitas da Alemanha é a Marienplatz, o coração de Munique, com a antiga e a nova prefeitura, Altes e Neues Rathaus, decorada com estátuas dos reis da Bavária, e pátios internos abertos ao público, onde estão restaurantes e exposições. Seu famoso toque dos sinos pertence a Munique tanto quanto a Hofbräuhaus e a Frauenkirche. Neste local, todos os dias, centenas de pessoas se reúnem para apreciar o Glockenspiel, famoso carrilhão da cidade, situado no alto da fachada principal. Pontualmente às 11, 12 e 17 horas, durante oito minutos, seus 43 sinos executam um verdadeiro show. São grandes bonecos de madeira que se movem acompanhados por músicas, representando momentos importantes da história, como o casamento de Wilhelm V e Renata Von Lothringen em 1568, e dançarinos comemorando o fim da peste que assolou o país em 1517. Não se esqueça de levar sua filmadora.

Residenz de Munique
É difícil dizer quanto tempo é necessário passar em Munique para conhecer a cidade. A parte central de Munique, ao longo da rua de pedestres Neuhauserstrasse, é onde está a principal parte comercial da cidade. Nela, turistas encontram muitos restaurantes e comércio muito diversificado, além de barraquinhas oferecendo desde lanches rápidos até flores. Duas grandes lojas de departamento merecem destaque: Hertie e Galeria Kaufhof. Lá se encontram simplesmente de tudo. As duas tem acesso direto pela Estação Karlsplatz do metrô. São tantas coisas para serem vistas que o tempo parece nunca ser suficiente. 

Theresienwiese e a Oktoberfest
A região de Marienplatz também é ótima para fazer compras, o calçadão bastante largo tem muitas lojas por todas as partes e quem viaja no final do ano, principalmente em dezembro e janeiro, vai conseguir comprar com preços de liquidação, tudo pela metade do preço, principalmente roupas e calçados de inverno, tudo mais barato. As coisas ficam mais baratas, mas também mais alegres, nos bairros da moda em Munique, que há muito tempo incluem não só Schwabing, mas também a área em torno da Glockenbachplatz, da Gärtnerplatz e da Müllerstrasse. A pedida aqui são as baladas, ou lojas alternativas, descontração e cultura gay e lésbica em todas as suas formas.

Oktoberfest
Munique tem centenas de cervejarias, onde se pode, não somente beber, mas principalmente se divertir, papear, botar os assuntos em dia e, para um turista, sentir porque a Baviera tem fama de ser a região mais alegre da Alemanha. A cerveja tradicional é servida em grandes copos de vidro de um litro (Mass), mas não segure pela alça. Faça como os alemães, enfie a mão por dentro da alça e enlace o copo com a mão. Muitos restaurantes servem copos menores para turistas, mas você, é claro, vai pedir o grande não é mesmo? Prosit!

Hofbrauhaus na Oktoberfest
 Pouca gente sabe, mas Munique possui diversos museus, muitos são únicos e super bem conceituados em toda Europa. Há inclusive um distrito inteiro na cidade cheio de museus, chamado de Kunstareal München, no Bairro de Maxvorstadt, onde não se encontra apenas a grande arte, mas também barezinhos simpáticos, cafés aconchegantes e lojas agradáveis, seguindo o princípio de combinar sempre o moderno com o belo. Por isso, vale a pena dedicar algumas horas de um dia para visitá-los. Se for domingo, deixe esse dia especialmente reservado, pois é quando todos os museus da cidade cobram apenas € 1,00 para entrar!

As famosas canecas de chope
da Oktoberfest
Assim, nessa região de Maxvorstadt ficam pelo menos quatro museus imperdíveis para se visitar e escolher de acordo com seu interesse. São eles: Alte Pinakothek, com arte clássica (especialmente pinturas) do século XIV até o XVIII, com grandes nomes europeus como Rubens, Botticelli, Rafael, El Greco e Velásquez. O Neue Pinakothek é praticamente a continuação da Alte Pinakothek, com obras do século XIX e início do século XX, de artistas como Monet, Van Gogh entre outros. A Pinakothek der Moderne, o maior museu de arte moderna da Alemanha, num prédio lindo dedicado a obras de vários tipos de arte, como design gráfico, industrial e até arquitetura. Nomes famosos como Picasso, Kandinsky, Le Corbusier, entre outros estão lá. E o Museu Brandhorst, por fora, todo colorido, chama atenção de quem passa na rua. Possui obras contemporâneas (que vão muito além de telas nas paredes) de artistas como Andy Warhol e Dan Flavin. Porém, se você for mais do tipo que curte um museu mais “interativo e moderno” (e especialmente se estiver com crianças) vale visitar o Deutsches Museum, mais ao sul da cidade. Navios e aviões inteiros, muita física e engenharia estão nesse museu dedicado à tecnologia ao longo dos anos (não só da Alemanha). É bem grande então vale pegar o mapa do Museu antes de entrar e selecionar quais exposições tem mais interesse. Na dúvida de qual visitar? Nada melhor do que entrar no site de cada um e ver qual você teria mais curiosidade de conhecer.

Schloss Nymphenburg
Um endereço que não pode faltar em sua visita é o Residenz, principal palácio urbano de Munique. Mais de 100 quartos desta residência real estão abertos à visitação. Há também exposições das coroas, jóias e artigos religiosos dos primeiros reis da Bavária. Veja também o Grottenhoff, jardim interno ornado com maravilhosa fonte de bronze. E principalmente não se esqueça de visitar o Antiquarium, mais impressionante salão do Residenz, uma biblioteca ornada com bustos de líderes romanos e gregos. Tire uma manhã para visitar o Schloss Nymphenburg, situado a noroeste da cidade. Para chegar lá basta pegar o Strassenbahn 17, que passa ao lado da Estação Central. Nymphenburg, construído em 1664, foi a residência de verão dos reis da Bavária. De arquitetura belíssima, entre suas principais atrações estão valiosas telas de mestres da pintura, louças imperiais, uma grande coleção de carruagens e jardins primorosos.

Englischer Garten
Depois de tanta cultura, a sugestão é dar uma relaxada, indo em direção ao maior parque urbano de Munique e um dos maiores da Europa (maior ainda que o Central Park em Nova York), o Englischer Garten, construído em 1789. A visita ao Englischer Garten, o oásis de lazer em Munique, entre o Rio Isar e a cidade, é gratuita e uma garantia de pura descontração. Há passeios de barco, carruagens, muito verde e, claro, uma cervejaria enorme. Tudo é válido: simplesmente não fazer nada ou observar quem pratica o "Slackline" balançando na corda bamba (melhor ainda: participar), ou surfar no Eisbach. Para quem estava em Maxvorstadt, basta ir caminhando para chegar à entrada sul do parque e dar de cara com uma das atrações mais inesperadas para se ver em Munique: o Surfe no Eisbach, que é nada menos do que uma super onda criada artificialmente nesse rio que corta o parque. Em qualquer época do ano, faça chuva faça sol, com calor ou neve, sempre vai ter alguém lá surfando! É tão inesperado e impressionante que acabou virando atração turística. E antes que pergunte: infelizmente não dá para qualquer um surfar lá. O rio é muito raso e a correnteza forte então só pessoal treinado pode jogar (literalmente) sua prancha lá e “tirar uma onda”.

Hofbrauhaus, o Templo da Cerveja em Munique
Depois disso vá conhecer o parque, especialmente agradável e bonito nos dias quentes. Chance de caminhar um pouco, tirar umas fotos e conhecer o biergarten mais antigo de Munique: a Torre Chinesa, conhecida localmente como Chinesischer Turm, aberta desde 1791. Fica sempre repleta no verão e primavera, pela localização privilegiada bem no centro do Englischer Garten, e atrai todo tipo de público. É a parada ideal para quem quiser se refrescar e já emendar o happy hour com uma bela cerveja de um litro no parque! Aliás, os "Biergarten", onde um público heterogêneo aproveita à vida às sombras das castanheiras, são um símbolo do verdadeiro estilo de vida de Munique. Embora esses jardins tenham nome de adega, ou "Keller", em alemão – Salvatorkeller, Löwenbräukeller ou Hofbräukeller. É que os cervejeiros, antigamente, armazenavam sua cerveja em espaços subterrâneos, de temperatura mais fresca, e logo tiveram a ideia de aproveitar para servi-la ali mesmo. Era o começo de uma tradição que, por sorte, continua sendo sagrada para os habitantes de Munique, até hoje.

Nationaltheater München
Em Munique você terá oportunidade de conhecer e apreciar uma série de riquezas criadas pelo homem ao longo dos séculos, porém a quantidade de belezas naturais também chama bastante a atenção na cidade. São parques exuberantes, repletos de arbustos, flores e água. Locais que valem serem explorados com certa calma, perfeitos para um passeio a pé ou um piquenique em um belo dia de sol. Em alguns desses lugares você vai encontrar os biergartens (jardins de cerveja, na tradução literal), cervejarias populares que atraem um grande número de moradores locais, onde bebida e comida tradicional são servidos debaixo de árvores e em meio a um belo cenário natural.

Frauenkirche
O principal evento de Munique é a Oktoberfest, uma tradicional festa alemã, que é a maior do mundo, sendo o evento um dos principais alicerces turísticos da Alemanha. A tradição desta festa teve início em 1810 quando Max Joseph, rei da Bavária, decidiu dar uma grande festa para comemorar o casamento de seu filho, o príncipe Ludwig I, formando uma tradição que iria se repetir todos os anos. Nesta grande festa anual, que dura 16 dias, todas as principais cervejarias e bares da cidade montam pavilhões no parque aos pés da Estátua da Bavária, a patrona da festa, para comemorar um dos mais tradicionais eventos alemães. O local vira um imenso parque de diversões, com música, danças, roupas típicas, pratos tradicionais e centenas de milhares de turistas, tudo regado com muitos barris de cerveja. Especialmente belo é o desfile das tradicionais carroças de barris de cerveja, que dá início à festa. Mas mesmo que sua visita a Munique não seja durante a Oktoberfest não há razão para se desapontar. A cidade é uma permanente festa em suas inúmeras cervejarias, e certamente você não vai cometer a loucura de visitar Munique sem visitar uma delas e experimentar suas tradicionais biers não é mesmo? Entre as mais tradicionais estão a enorme Hofbräuhaus, Mathäser Bierstadt e Augustinerkeller, mas há dezenas de outras ótimas.

Karstadt Munique Bahnhofplatz
A quantidade de músicos, cineastas, arquitetos e artistas plásticos não deixam dúvidas quanto à vocação de Munique para as artes. Mas até essa habilidade acaba ofuscada pela cerveja. Afinal, estamos falando do berço da Oktoberfest. Estabelecimentos não faltam para estimular a bebedeira: ao todo, a cidade possui mais de 400 bierkellers (pubs fechados) e biergartens (bares ao ar livre). E as celebrações regadas a chope estão longe de se restringir aos 16 dias de festa. Na verdade, a impressão que se tem é de que Munique vive numa eterna comemoração, embora ofereça vasto patrimônio cultural, comércio fervilhante e muitas histórias esportivas para contar. Também não faltam comidas típicas como o onipresente bratwurst (salsichão assado), o chucrute e os deliciosos lebkuchenherzen (biscoito de chocolate em formato de coração). Alguns são enormes, e ajudam a regular o nível de glicose do organismo quando a entrega aos prazeres etílicos supera o bom senso.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Schwangau - Schloss Neuschwanstein

Schloss Neuschwanstein
A minúscula cidade de Schwangau abriga um dos mais famosos castelos do mundo, ou melhor, o Castelo que inspirou um dos mais conhecidos no mundo: o Castelo de Cinderela, na Disneylândia. Foi na arquitetura do Schloss Neuschwanstein (Nova Pedra do Cisne) que Walt Disney se baseou para criar uma das atrações mais conhecidas de seus parques de diversões. O Castelo foi batizado por Ludwig II, que adorava cisnes. O nome assusta, mas não se preocupe, porque o Castelo é muito mais do que o nome diz. O Castelo está localizado a 124 quilômetros de Munique e a cinco quilômetros da fronteira com a Áustria. A bela construção e sua vista privilegiada são as atrações mais procuradas pelos turistas que percorrem a Romantische Strasse (Rota Romântica). Este trecho de cerca de 320 quilômetros começa em Würzburg, próxima a Frankfurt, e termina em Füssen, última das 26 cidades que formam o roteiro turístico mais conhecido do sul da Alemanha. Instituída há pouco mais de 50 anos, a rota abriga castelos, vilarejos, pontes, torres e igrejas seculares em meio a uma paisagem tranquila por entre os campos e vales bávaros.

A imponência do Schloss Neuschwanstein


Schloss Neuschwanstein
Erguido nos Alpes alemães, o Castelo serviu de residência no final do século XIX para o excêntrico Ludwig II, então Rei da Bavária. Ludwig II é quem faz com que a história do Schloss Neuschwanstein seja tão especial. Ele é conhecido na Alemanha como o “rei louco”, uma pessoa excêntrica, que gostava de viver isolado do resto do mundo. Ludwig II se tornou Rei aos 18 anos, nunca casou nem teve filhos, trocava o dia pela noite e tinha um irmão, o qual acreditava que ele era louco e incapaz de governar a Bavária. A primeira pedra do edifício foi colocada em setembro de 1869. O Neuschwanstein foi desenhado por Christian Jank, um desenhista de cenários teatrais, em vez de um arquiteto, o que mostra muito das intenções de Ludwig II, e explica grande parte da natureza fantástica do edifício resultante. A perícia arquitetônica, vital para um edifício colocado num lugar tão periclitante, foi providenciada inicialmente pelo arquiteto da Corte de Munique, Eduard Riedel, e mais tarde por Georg Dollman e Leo Von Klenze.



Uma das torres do
           Schloss Neuschwanstein
Branco, do lado externo da construção, contrasta com o verde da belíssima floresta e das montanhas que mais parecem uma moldura envolvendo esta obra de arte, o Schloss Neuschwanstein. Foi idealizado pelo excêntrico soberano, que não mediu esforços nem dinheiro para que sua ideia virasse realidade. Mas esse foi apenas um dos três castelos construídos por ele nesta época (1845–1886). Ludwig II era um admirador das óperas de Wagner, por isso, se encarregou de construir no Castelo uma sala de música especialmente para o compositor. Nas paredes dos cômodos principais estão retratadas cenas da Ópera Tristão e Isolda, de Wagner, a preferida do Rei. A influência do Rei é evidente por todo o lado, tendo este demonstrado um entusiástico interesse no desenho e decoração. Por todo o lado, o desenho presta homenagem às lendas alemãs de Lohengrin, O Cavaleiro Cisne. O Castelo de Hohenschwangau, onde Ludwig II passou grande parte de sua juventude, tinha decorações destas sagas. Estes temas foram tomados nas óperas de Richard Wagner. O Castelo deveria ter mais de 400 salas se sua construção houvesse sido terminada. No entanto, o Rei da Bavária só chegou a dormir 186 noites no Castelo. 


Entrada do Schloss Neuschwanstein
O que se iniciou como um belo conto de fadas teve um final trágico e envolto em mistério. Durante as obras foi gasto mais do que o dobro do estimado para a construção do Castelo e por causa da megalomania do Rei, a Comissão de Estado em 1886, acabou destituindo-o do trono, declarando sua incapacidade e insanidade mental, já próximo da conclusão do Castelo, e ali foi aprisionado. Logo depois foi levado para Berg e em junho do mesmo ano foi encontrado morto no Lago Stamberger, junto ao psiquiatra que confirmou sua insanidade. Até hoje não se sabe exatamente o que aconteceu. Hoje em dia só é possível visitar em torno de 19 salas do Castelo.

Entrada do Schloss Neuschwanstein


Uma das torres do
           Schloss Neuschwanstein
Com o Castelo ainda em construção quando da morte do Rei, uma das características principais do edifício permanecia por construir. Estava planejada uma Torre de Menagem maciça para o meio do pátio superior, a qual nunca chegaria a ser edificada por decisão da restante família do Rei. A fundação da Torre de Menagem ainda pode ser vista, atualmente, no pátio superior. Entre as salas concluídas encontra-se a Sala do Trono, com dois andares e 15 metros de altura, a qual apresenta um candeeiro com pedras preciosas incrustadas, todos os 12 apóstolos pintados na parede que rodeia o pedestal do trono (o trono atual nunca foi acabado) e Jesus por trás do pedestal. E a Sala do Santo Graal, a preferida do Rei, pois misturava sua paixão pela Idade Média com as técnicas mais modernas de sua época. A suíte principal do Rei inclui uma cama de dossel em madeira entalhada manualmente, o baldaquino da cama é entalhado como as torres de cada uma das catedrais da Baviera, um sanitário secreto (a água do sanitário provinha de um aqueduto) e uma bacia com água corrente em forma de cisne.

A exuberância do Schloss Neuschwanstein
O interior do Castelo é ricamente decorado. Mosaicos no chão, afrescos nas paredes, cortinas e colchas bordadas à mão em tecidos nobres, móveis ornamentados e ambientes aconchegantes carregam o gosto requintado do rei. Os espaços que mais receberam a atenção de Ludwig II são o seu quarto, a Sala do Trono e o Salão dos Trovadores. Este último feito para as festas do Castelo, nunca foi usado. A leitura e a música eram os hábitos preferidos de Ludwig II, considerado até hoje pelos moradores o mais querido Rei da Bavária. Entre as salas do Castelo que podem ser visitadas estão o Salão de Festa, o Quarto de Ludwig II, a cozinha, a Sala do Trono e o lugar onde o Rei comia sozinho, onde havia a mesa que funcionaria como elevador que descia até a cozinha onde a comida era servida para depois subir até o Rei, pois dessa forma ele teria o mínimo de contato possível com outras pessoas. Imagina! Durante todo o tempo em que morou no Castelo, Ludwig II viveu só, cercado apenas de seus serviçais, de alguns súditos e músicos.


Fachada do Schloss Neuschwanstein
Apesar do seu aspecto medieval, a construção do Castelo de Neuschwanstein requereu a moderna tecnologia da época, sendo o Castelo uma maravilha dos acabamentos da tecnologia estrutural. Engenhos a vapor e elétricos, ventilação moderna e canalizações de aquecimento fazem, todos eles, parte da estrutura, onde até chão aquecido, toaletes automáticas e uma espécie de telefone existiam. Atualmente está quase esquecido que Ludwig II foi um patrono das invenções modernas e um precursor da introdução da eletricidade na vida pública da Baviera. Os seus novos castelos foram os primeiros a usar eletricidade (por exemplo, a Gruta de Venus de Linderhof) e outros equipamentos modernos. Através das suas atividades de construção, Ludwig II manteve vivos o conhecimento e a perícia de muitas artes particulares que de outra forma teriam morrido, providenciando trabalho e rendimento a um largo número de artesãos, construtores, estucadores e decoradores, entre outros.


Schloss Neuschwanstein
O Castelo foi construído numa montanha, e os tickets são adquiridos ainda no pé da montanha, no Ticket Center de Hohenschwangau, o acesso pode ser feito a pé, de ônibus ou através de lindas charretes. Ao se adquirir o ticket se faz a escolha do horário do tour que é guiado. Fique atento ao horário, porque se você perder o horário reservado, eles te cobrarão o ticket no cartão do crédito. Quando chegar próximo da sua hora de visita, esteja em frente ao Castelo para entrar com o seu grupo. Entre quando aparecer seu horário no painel e vá seguindo os grupos. Apesar de não ser permitido fotografar o seu interior, é um dos edifícios mais fotografados da Alemanha e um dos mais populares destinos turísticos europeus, além de também ser considerado o “cartão postal” do país. Hoje, o Castelo recebe três milhões de turistas todos os anos. A visita ao Castelo demora em torno de 20 minutos e pode ser feita guiada em inglês ou alemão ou com áudio em português e outras línguas. A visita é uma aula de história, mas há mais mistérios do que os guias são capazes de contar.


Marienbrücke e cascata do Rio Pöllath
Caso bata aquela fome, há diversos restaurantes na rua principal da cidade, bem como um que faz parte do Castelo e que é bem recomendado. Para souvenires, há uma lojinha ao final da visita ao Castelo, mas há diversas outras lojas que vendem as mesmas coisas e mais baratas na cidade. Uma das vistas mais belas que se tem do Schloss Neuschwanstein é da Marienbrücke (Ponte Maria), assim chamada em homenagem a Maria da Prússia, com 92 metros de altura sobre a cascata do Rio Pöllath. Uma visão belíssima de um dos castelos mais bonitos da Europa. São 10 minutinhos de caminhada, que valem a pena. Dela também se avista o lindo Lago, suas montanhas e os castelos de seus pais, Hohenschwangau.

Rio Pöllath

Lago Starnberger