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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Lisboa - Dicas de O Que Fazer em Lisboa

Lisboa

Lisboa é uma cidade cosmopolita, com bons acessos e a poucas horas de distância de qualquer capital europeia. Na hora de procurar O Que Fazer em Lisboa o turista pode ficar um pouco perdido em meio às tantas áreas turísticas na cidade. É tanta coisa para ver e fazer que é difícil ter tempo suficiente para ver tudo o que se quer. A capital de Portugal é grande e muita gente, ao chegar lá, pode ficar perdido na hora de decidir O Que Fazer em Lisboa. Mas ao se organizar e aprender a se situar na cidade será fácil achar seus pontos turísticos mais procurados. Você precisa de três dias inteiros em Lisboa para conhecer o básico, sem deixar nenhuma atração principal de fora.


Lisboa e o Rio Tejo


Ruas de Lisboa

Sem sombras de dúvidas a maior atração de Lisboa é sua urbanização e a forma como ocupa suas colinas. Suas ruas são angulares, seus muitos sobrados se sobrepõem uns aos outros, criando ângulos lindos, nunca vistos. Tente fazer tudo a pé e se jogue nas ruelas da capital portuguesa. Caso queira percorrer a cidade em um tour guiado, existem alguns gratuitos, é tranquilo, já que o idioma é o português. Para os turistas que não puderem ou não quiserem andar, até porque Lisboa é uma cidade cheia de subidas e descidas, o ônibus turístico pode funcionar bem. O passe dura 24 horas e apresenta três tours diferentes: pela cidade, pela beira do Rio Tejo até o Parque das Nações e por Belém. Nesses tours o turista determina onde subir e descer e a ordem em que vai visitar as atrações.



Ruas de Lisboa


Praça do Comércio e Arco Triunfal da Rua Augusta

As regiões da Baixa Pombalina, do Chiado e do Carmo, são consideradas o coração de Lisboa, a região comercial por onde todo turista que visita a cidade começa a explorá-la. Há muitas lojas internacionais, restaurantes e atividades turísticas para todos os gostos. A Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço, é a grande atração dessa região. Fica na beira do Rio Tejo e é uma das maiores praças da Europa. Foi erguida após o terremoto de 1755 que devastou Lisboa, a mando do Marquês de Pombal. Ali funcionam até hoje vários ministérios do governo português. Com uma Estátua Equestre de Dom José I, a Praça possui edifícios charmosos em seu entorno e ainda conta com o Arco Triunfal da Rua Augusta, um dos cartões postais mais conhecidos do país. É um lugar perfeito para passar o final da tarde tomando um café e vendo as cores do pôr do sol colorir tudo de laranja. É muito comum os portugueses saírem de seus trabalhos e assentar na beira do Rio Tejo para ver o dia se despedindo. A Praça do Comércio é definitivamente um dos pontos altos de Lisboa.


Estátua Equestre de Dom José I na Praça do Comércio


Rua Augusta e o Arco Triunfal

A Rua Augusta é uma das mais famosas de Portugal. É uma rua de pedestres que vai do Arco Triunfal até a Praça do Rossio. Ao longo de sua extensão ficam diversos restaurantes, de tipos variados, mas de caráter amplamente turístico, com mesas ocupando quase a totalidade da rua. Vale a pena escolher um deles, assentar para comer um delicioso bolinho de bacalhau – lá eles chamam de pastel de bacalhau – e tomar um vinho. No comércio da Rua Augusta se destacam as lojas de marcas internacionais, ideais para quem quer fazer compras.


Rua Augusta


Elevador de Santa Justa

Conhecido por sua beleza, funcionando numa torre em estilo neogótico, o Elevador de Santa Justa se encontra na interseção das Ruas Áurea com a de Santa Justa, na Baixa de Lisboa. Dá acesso ao Largo do Carmo, onde fica o Convento do Carmo. Tem uma vista incrível sobre esta parte antiga de Lisboa. Funciona desde 1902 exatamente da mesma forma. É um privilégio viajar neste Elevador com mais de 100 anos que foi desenhado por Ponsard, um discípulo do grande mestre das obras em ferro, Gustave Eiffel. Um dos poucos edifícios medievais que ainda restaram por Lisboa, a Igreja do Carmo demonstra o tamanho do estrago que o terremoto de 1755 causou na cidade. A parte mais interessante da visita é caminhar pelas ruínas da Igreja, debaixo da nave a céu aberto. Mas também há um Museu de Arqueologia no local, com peças de Portugal, latino-americanas e até egípcias.



Elevador de Santa Justa


Praça Luís de Camões

A Praça Luís de Camões é uma linda praça com a Estátua de Camões, o grande poeta português, em seu centro. Nela fica localizada a Embaixada Brasileira e bem perto dali funciona o restaurante e Café “À Brasileira”. Fundado em 1905 ficou famoso por conta de um de seus frequentadores: Fernando Pessoa. Tanto é que existe uma estátua dele logo em frente. A Praça Luís de Camões é um ótimo local para embarcar no Eléctrico 28 que vai até a Alfama. Dali as chances são maiores de você viajar assentado. O Elétrico é um meio de transporte comum para os lisboetas, mas também uma das melhores maneiras de viajar pelos bairros históricos. Fica bem em qualquer fotografia e o som do Eléctrico a correr nos carris é um dos mais característicos da cidade. O 28 é o mais conhecido, mas existem outros. Para quem prefere fazer um tour guiado por Lisboa, mas quer incluso um passeio de bonde e uma degustação de pasteis de nata, nada melhor do que agendar o passeio antecipadamente, com um guia falando português com três horas de duração. O passeio sai justamente da Praça Luís de Camões.


Estátua de Camões


Alfama

Alfama é a região mais antiga da cidade, então não pode ficar de fora de nenhuma lista de O Que Fazer em Lisboa. O bairro possui ruas estreitas que datam da época do domínio mouro em Portugal e é o berço do fado. Goste ou não do estilo de música, jantar à luz de vela e ouvir fado em Lisboa é algo imprescindível. Para quem tiver a sorte de o ouvir ao passar numa rua qualquer de Alfama, da Mouraria ou da Madragoa, é bom aproveitar. O fado amador ou vadio é assim, quando apetece cantar, canta-se e as guitarras acompanham. A visita a Alfama ainda tem um atrativo que é poder ir de um lugar ao outro nos antigos Eléctricos – os bondes portugueses.


Alfama


Eléctrico 28 e a Sé de Lisboa

A melhor forma de começar seu dia de turismo em Alfama é pegando o Eléctrico 28, que cruza todo o bairro. O ideal é usar o Eléctrico para ir até o ponto mais alto do bairro, o Miradouro da Senhora do Monte, e de lá descer pelas ruas de Alfama a pé. Outra opção é fazer o Tour de Bonde Turístico. Com ele é possível fazer quantas viagens quiser num período de 24 horas, seguindo o percurso que for melhor de acordo com seu roteiro. Lisboa é uma cidade construída em cima de colinas e Alfama não poderia deixar de ter suas ruas e casas em subidas e descidas. Do alto de Alfama, os turistas têm as melhores vistas da cidade em dois mirantes: o Miradouro da Senhora do Monte, que fica mais no alto, e o de Santa Luzia.


Eléctrico de Lisboa

Castelo de São Jorge

Um dos pontos turísticos mais visitados em Portugal, o Castelo de São Jorge une tudo o que um turista procura ao visitar Lisboa: história e paisagens. Dentro das muralhas você aprende sobre a Lisboa islâmica e da reconquista cristã, enquanto tira fotos numa tremenda vista. Uma das torres do Castelo de São Jorge, inclusive, tem mais de 100 metros de altura e oferece uma vista inigualável da cidade. Era nessa torre que antigamente ficavam guardados os tesouros da família real. Termine sua visita no pôr do sol para ver as mais incríveis cores no céu lisboeta. Mesmo que você vá ao anoitecer, há luzes que iluminam todo o Castelo de São Jorge, deixando o ponto turístico ainda mais bonito. Quem passar em Lisboa e não for ao Castelo de São Jorge terá perdido com certeza um momento inesquecível. É o ponto mais alto da cidade, no meio dos bairros mais típicos. Uma oportunidade única de sentir, e perceber, a ligação da cidade com o Rio Tejo. Bom tempo é fundamental para a visita, que acontece em grande parte ao ar livre. Não deixe de subir até as torres. Também espie a cidade na câmara escura, e os achados arqueológicos no museu.


Castelo de São Jorge


Belém

Belém é outra área da cidade que não pode ficar de fora do roteiro de quem quer visitar tudo o que Lisboa tem a oferecer. A região é repleta de história e é superimportante na criação de nosso país, o Brasil, pois foi de lá que as caravelas de Pedro Álvares Cabral partiram. O bairro é bem tranquilo de ser visitado por conta própria. Mas se você prefere fazer um passeio guiado, o ideal é agendar o Tour por Lisboa em Ônibus Turístico que inclui o Bairro de Belém e suas atrações. Lisboa tem dois monumentos únicos que são Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. O Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém são duas joias do gótico manuelino que facilmente impressionam qualquer pessoa. Para além das abóbadas trabalhadas em pedra constituírem uma obra de engenharia admirável, a riqueza dos elementos decorativos ligados a aspectos marítimos e às viagens dos navegadores é fascinante.


Praça do Império em Belém


Torre de Belém

Um dos monumentos mais visitados de Portugal, a Torre de Belém é um dos símbolos do país devido a sua importância histórica. Lindíssima, fica nas águas do Rio Tejo e já passou por inúmeras transformações até virar a atração turística que conhecemos hoje. O circuito pelo interior da Torre leva às salas do Governador e dos reis, e até a Capela. Do terraço é possível avistar boa parte de Belém e dos seus monumentos. Procure pela imagem de um rinoceronte, ao olhar para as guaritas da Torre. O animal, dado de presente ao Rei Dom Manuel I em 1514, ficou imortalizado na construção. Dali da Torre de Belém sai também o passeio mais gostoso e inusitado de Lisboa, o Tour de Barco, onde o turista tem a oportunidade de ver a cidade de outro ângulo. O passeio é feito em um veleiro que vai de Belém até Alfama, passando pela Ponte 25 de Abril e pela Praça do Comércio. Muito agradável. Além disso, dependendo da época do ano, é possível ver golfinhos saltando ali, o que torna o passeio ainda mais especial.


Torre de Belém


Mosteiro dos Jerónimos

Uma das atrações mais belas de Portugal, o Mosteiro dos Jerónimos é um perfeito exemplo da arquitetura manuelina. Sua grandiosidade tem relação direta com os ganhos de Portugal nas navegações. Na frente do monumento, a maior fila costuma ser para a Igreja Santa Maria de Belém, que tem entrada gratuita. Além dos maravilhosos edifícios que compõem o conjunto arquitetônico – a Igreja de Santa Maria de Belém e o Mosteiro em si – uma visita ainda permite que se conheça o local onde estão enterrados dois célebres portugueses: Camões e Vasco da Gama. Mas não deixe de comprar ingresso para visitar o claustro, logo ao lado. É um dos mais bonitos exemplos da arquitetura da época, no chamado estilo manuelino.


Igreja de Santa Maria de Belém


Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Descobrimentos é um monumento erguido em homenagem às grandes navegações portuguesas, que expandiram a visão de mundo na época e exploraram inúmeras terras nos cinco continentes, incluindo o Brasil. Monumento em forma de caravela, o Padrão dos Descobrimentos traz a imagem de várias personalidades importantes para a navegação portuguesa – tendo elas ido ou não ao mar. Na proa está o Infante Dom Henrique. Nas laterais, Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães, além de outros personagens históricos. Enorme e poderoso, uma visita ao monumento é indispensável. O monumento foi construído em 1960 e tem um mirante. A vista do topo é belíssima.

O único local do mundo autorizado a chamar seus pasteis de nata de Pastéis de Belém fica, claro, em Belém. É só procurar a Antiga Confeitaria de Belém e se esbaldar em seus doces maravilhosos. São deliciosos e uma visita à confeitaria é obrigatória a quem vai a Lisboa. A Confeitaria tem mais fila na porta do que muito museu. Vale a pena esperar. Os Pastéis de Belém estão sempre fresquinhos. Pela vidraça da cozinha dá para ver cada um deles sendo manualmente desenformado. O Pastel de Belém é um ícone da gastronomia portuguesa e tem uma receita muito bem guardada em segredo que os torna únicos. É um doce de pastelaria que os lisboetas gostam de acompanhar com um café. Imperdível!


Pastéis de Belém


Oceanário de Lisboa

O Parque das Nações é um caso de sucesso na revitalização de uma zona industrial, com uma localização privilegiada à beira rio. Uma zona industrial revitalizada para a Expo 1998, hoje é a área mais moderna da cidade, com edifícios altos, ruas largas e vários museus. Também é sede do Oceanário de Lisboa, um dos maiores do mundo. Vale a pena visitar o Oceanário, onde se pode apreciar a fauna e a flora dos diversos oceanos do nosso planeta. O lugar conta com aproximadamente 30 aquários com mais de 500 espécies de vida marinha de todas as partes do mundo distribuídas em mais de 22 mil metros quadrados. Ali também fica o Centro de Oceanografia e Biologia, onde estudos são feitos com essa temática. Os adultos se divertem e as crianças se encantam neste lugar.


Oceanário de Lisboa


Teleférico de Lisboa

Logo atrás do Oceanário fica a entrada para o Teleférico de Lisboa, que atravessa uma parte do Rio Tejo pelo alto, o que rende belas fotos. São duas estações de embarque e desembarque. A Estação Sul fica mais perto do Oceanário. A Estação Norte, a um quilômetro do Centro Comercial Vasco da Gama. Embarque na Estação Sul e volte caminhando pela beira do Rio. Ou então compre um bilhete ida e volta. O passeio de Teleférico dura oito minutos, a 30 metros do chão. Tente colocar ele na sua lista de O Que Fazer em Lisboa, pois nele pode-se ter uma vista deslumbrante da cidade, sendo possível ver o Rio Tejo, o Parque das Nações e ande no Teleférico no fim da tarde, pois a vista do sol se pondo deixa Lisboa ainda mais bonita. O Parque das Nações é uma região bem grande e caminhar por toda sua extensão pode ser bem exaustivo, então o Teleférico vira um ótimo transporte até o outro lado do bairro.


Centro Comercial Vasco da Gama


Gare do Oriente

Além disso, um dos atrativos é sua Estação de Metrô, a Gare do Oriente, projetada pelo renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o mesmo que concebeu o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a Puente de la Mujer, em Buenos Aires e o Ocultus, em Nova Iorque. Por sua arquitetura, a Gare do Oriente entra na lista de muitas pessoas que procuram O Que Fazer em Lisboa. Sua arquitetura é belíssima e a Estação está conectada com o Shopping Center Vasco da Gama, para quem quer ir às compras ou procurar o que comer.



Estádio da Luz


Estádio da Luz

Outra Dica de O Que Fazer em Lisboa é conhecer o Estádio da Luz, o principal estádio de futebol do país e casa do Benfica, um dos mais populares times de futebol de Portugal. O Estádio recebeu o apelido carinhoso de “A Catedral” pelos torcedores do Benfica e está localizado no coração de Lisboa. O passeio para visitar o majestoso Estádio da Luz em Lisboa e seu Museu é obrigatório, principalmente para quem gosta de futebol e se interessa em conhecer as histórias dos times. Na entrada do Estádio há uma estátua do maior ídolo futebolístico de Portugal, o Eusébio.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Belém do Pará - Dicas de O Que Fazer em Belém do Pará

Catedral Metropolitana de Belém

Belém é uma dessas cidades que arrebata o coração logo à primeira vista. Autêntica e criativa é uma das capitais mais interessantes do Brasil. Belém proporciona diversas possibilidades de cultura e lazer. A cidade é rica em construções históricas, praias e possui uma exuberante natureza, entrincheirada no meio das edificações modernas da capital, podendo ser observada nos seus diversos pontos turísticos, que são divididos em Complexos (Complexo Feliz Lusitânia, Complexo Ver-o-Peso, Complexo Ver-o-Rio), o que facilita em muito a visitação, já que está tudo praticamente no mesmo lugar. O Complexo Feliz Lusitânia está localizado no Bairro da Cidade Velha. O Complexo contempla a Catedral Metropolitana de Belém, a Praça Dom Frei Caetano Brandão, a Casa das Onze Janelas, a Corveta Museu Solimões, o Forte do Presépio e o Complexo de Santo Alexandre (onde se encontra a Igreja e o Museu de Arte Sacra do Pará, considerado um dos mais belos do Brasil).

Complexo Feliz Lusitânia

Complexo Ver-o-Peso
O Ver-o-Peso se estende por um complexo arquitetônico e paisagístico de 25 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas. O conjunto tombado inclui o Boulevard Castilhos França (uma das primeiras vias largas da cidade, projetada com preocupação paisagística com influência Art Noveau), o Mercado de Carne (Mercado Francisco Bolonha) e o Mercado de Peixe (Mercado Bolonha de Peixe, é o primeiro mercado municipal de peixes da cidade de Belém, inaugurado em 1901), o casario, as Praças do Relógio e Dom Pedro II, a doca de embarcações, a Feira do Açaí (é uma feira a céu aberto, localizada atrás do Forte do Presépio, que abastece a cidade com o fruto açaí plantado nas ilhas da região), o Solar da Beira (é um prédio público construído em estilo neoclássico e em 1985 foi transformado em restaurante e local de eventos) e a Ladeira do Castelo (é a primeira rua de Belém, fica ao lado do Forte do Presépio, que liga a Feira do Açaí ao Largo da Sé). Destaca-se como um lugar de intensa vida social e intercâmbio cultural, onde as práticas trabalhistas tradicionais tem lugar e uma complexa teia de relações sociais é tecida. 

Mercado Ver-o-Peso

Estação das Docas

Mas o entorno do Complexo Ver-o-Peso é também riquíssimo em termos arquitetônicos, históricos e antropológicos, vamos dizer assim. No cais, nas margens, o que se vê é uma floresta de mastros, bandeiras, bandeirolas, redes e corda. Bem ao lado do Ver-o-Peso, fica a Estação das Docas, um belo complexo cultural e atração imperdível na cidade. Venha ver o pôr do sol e aproveite para tomar um delicioso sorvete da Sorveteria Cairu, um clássico paraense. O local tem sabores exóticos de frutas da Amazônia (como açaí, cupuaçu, cajá, taperebá) e delícias como tapioca. Se preferir algo mais forte, peça um chope na cervejaria da Amazônia, a Amazon Beer. Ao final da tarde, depois de um dia repleto de visitas a atrações de Belém, nada melhor do que parar para descansar, sentar e beber uma cerveja gelada com o rio como pano de fundo e o sol no horizonte. É também da Estação das Docas que sai de terça-feira a domingo, às 17:30 horas, o passeio fluvial Orla ao Entardecer, da Valeverde Turismo, uma experiência divertidíssima.

Pôr do Sol na Estação das Docas

Baía do Guajará

Numa área de cinco mil metros quadrados de frente para a Baía do Guajará no Bairro Umarizal em Belém, próximo ao Centro de Ciências Sociais e Educação da Universidade do Estado do Pará – UEPA, o projeto alia contemplação à natureza com a praticidade na utilização do espaço urbano. Comidas típicas, shows musicais, cultura e uma exuberante paisagem podem ser apreciados no Complexo Turístico Ver-o-Rio, uma espécie de praça pública, pertinho do centro da cidade. O Complexo Turístico do Ver-o-Rio é considerado um dos melhores locais de lazer em família da capital paraense, o lago natural com os pedalinhos e a maravilhosa vista da Baía do Guajará são atrativos não só para os belenenses como para os turistas também. No local, você também encontra o Restaurante Pier 47. Dentro do restaurante, os visitantes têm a sensação de estar em alto mar, já que a casa funciona dentro da Balsa Lady Lu, que fica ancorada no rio, um cenário perfeito para casais de namorados e turistas, que sempre aparecem por lá. 

Baía do Guajará

Theatro da Paz

Outra experiência que você só vai ter em Belém, é o tour guiado ao Theatro da Paz, um dos ícones da cidade e símbolo do Ciclo da Borracha, O Theatro é belíssimo e os guias são ótimos. As visitas guiadas acontecem todos os dias, com exceção da segunda-feira. A visita é gratuita às quartas-feiras. Para quem adora prédios históricos e arquitetônicos, o Theatro da Paz é parada obrigatória. Não muito longe do Theatro da Paz fica a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. É, seguramente, uma das mais belas e importantes igrejas de Belém e, deve fazer parte da sua lista de coisas a visitar em Belém. A Basílica é o local onde termina a procissão do Círio de Nazaré, que junta anualmente cerca de dois milhões de pessoas na capital do Pará. Os visitantes costumam fazer pedidos e pendurar fitinhas no lado de fora da Igreja. Vale muito a visita.

Basílica Nossa Senhora de Nazaré

Museu Paraense Emílio Goeldi
Além dos locais históricos, a cidade também conta com uma gama de locais para se divertir e relaxar. Os amantes da natureza vão adorar conhecer o Museu Paraense Emílio Goeldi, localizado a cerca de 20 minutos do centro. Parte parque ambiental, parte museu e parte estação ecológica, a instituição realiza pesquisas sobre a cultura, o meio ambiente e a sociedade da Amazônia, além de ser um centro de referência em biodiversidade. Nele, inclusive, há um incrível Parque Zoobotânico repleto de plantas e animais nativos.

Terminamos nossa estadia em Belém. Foram cinco dias muito bons. Também não foi possível completar todo o roteiro estabelecido, também não visitamos nenhum shopping, nem tivemos tempo para isso, mas a cidade é cativante. Ficamos encantados com a Estação das Docas, única no Brasil. Quando forem a Belém, não deixem de experimentar os pratos típicos da cidade. A Belém gastronômica é um interessante caldeirão de misturas étnicas. A comida indígena paraense tem sabores africanos, portugueses, alemães, japoneses, libaneses, sírios, judeus, ingleses, barbadianos, espanhóis, franceses e italianos. Os povos que chegaram à capital se encantaram com a cozinha nativa e, aos poucos, foram incorporando seus ingredientes. Voltaremos um dia. Com esta postagem acabo de contar os 10 dias de viagem na Região Norte do Brasil (Manaus e Belém do Pará). A volta para Campinas foi uma “via sacra”, fizemos escala em Marabá e em Brasília. O Aeroporto Internacional de Brasília — Presidente Juscelino Kubitschek, estava um caos por causa das obras da Copa do Mundo, nem parecia que estávamos na capital do país.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Belém do Pará - Museu Paraense Emílio Goeldi

Museu Paraense Emílio Goeldi
O Museu Paraense Emílio Goeldi (inicialmente denominado Associação Philomática) popularmente conhecido como Museu Goeldi, é uma instituição pública fundada em 1871, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Governo Federal, localizado no município brasileiro de Belém, capital do Estado do Pará. O Museu Paraense Emílio Goeldi é a mais antiga instituição da Região Amazônica e é reconhecido mundialmente como uma das mais importantes instituições de investigação científica sobre a Amazônia Brasileira. Tem a missão de produzir e difundir conhecimentos e acervos sobre sistemas naturais e socioculturais relacionados à Amazônia. É considerado pelo Ministério do Turismo como um dos 65 destinos turísticos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional.

Museu Paraense Emílio Goeldi
O século XIX foi o auge das expedições naturalistas à Amazônia e desde os primeiros anos, acorreram à região, viajantes ingleses, franceses, italianos, norte-americanos e russos. A Abertura dos Portos em 1808 tornou o Brasil mais acessível aos viajantes naturalistas e artistas que vieram com grande entusiasmo para estudar e retratar a natureza amazônica. Criado em 1866, a partir da instalação da Associação Philomática, núcleo originário do Museu, sua principal finalidade era o estudo da natureza amazônica: flora, fauna, geologia, geografia e assuntos correlatos como a história do Pará e Amazonas. A urbanização e o crescimento da cidade transformaram-na em metrópole, onde um dos marcos desta mudança ocorreu em março de 1871, quando o Governo do Estado do Pará instalou, oficialmente, o Museu Paraense. 

Museu Paraense Emílio Goeldi
Apesar da clara necessidade da existência de um museu na cidade, uma vez que na segunda metade do século XIX despontava economicamente por conta da exportação da borracha e, consequentemente, via expandir o movimento cultural, o Museu passou por dificuldades por mais de duas décadas. Inicialmente, sua instalação foi precária, com reduzida equipe técnica e falta de apoio às pesquisas, levando as coleções existentes a se perderem com as más condições de conservação. Assim, a produção científica praticamente resumiu-se aos próprios trabalhos do presidente da instituição, sobre geografia, arqueologia e outros assuntos. Em 1889, com a morte do naturalista o museu foi subutilizado e em seguida fechado.

Museu Paraense Emílio Goeldi
Influenciados pela filosofia do Positivismo, os políticos Justo Chermont, José Veríssimo e Lauro Sodré reabriram o Museu Paraense, pois perceberam a importância que o local tinha para a cultura da região. Em 1893, o governador Lauro Sodré recrutou da cidade do Rio de Janeiro o naturalista suíço, Emílio Goeldi (Émil August Goeldi), demitido do Museu Nacional por questões políticas após a Proclamação da República. O zoólogo assumiu a direção do Museu com a missão de transformá-lo em um grande centro de pesquisa sobre a Região Amazônica. Sua estrutura foi modificada para enquadrá-lo aos padrões dos museus de história, sendo contratada uma produtiva equipe de cientistas e técnicos. Em 1895, criava-se o Parque Zoobotânico, com mostra da fauna e flora regionais para educação e lazer da população. Em 1896, começou a publicação do Boletim Científico. 

Museu Paraense Emílio Goeldi



Grande parte da Amazônia foi visitada, realizando-se intensivas coletas para formar as primeiras coleções zoológicas, botânicas, geológicas e etnográficas. Goeldi contratou o excelente pintor e profundo conhecedor do ambiente amazônico, Ernesto Lohse, que ilustrou o livro “Álbum de Aves Amazônicas” (Lohse viria a ser morto, durante a Revolução de 1930, à porta do Museu). Na virada do século, o Brasil consolidava suas fronteiras e nessa ocasião, os limites entre Brasil e França, no norte do Pará, estavam sendo questionados por ambos os países. As pesquisas que o Museu Paraense iniciava na região, levantando dados sobre a geologia, a geografia, a fauna, a flora, a arqueologia e a população, foram decisivas para municiar a defesa dos interesses brasileiros, representados pelo Barão do Rio Branco. Em dezembro de 1900, com intermédio de laudo de Berna, na Suíça, sede do julgamento internacional, o Amapá foi definitivamente incorporado ao território do Brasil. Em homenagem a Emílio Goeldi, foi alterada a denominação do Museu Paraense, que passou a se chamar Museu Goeldi.

Viveiros no Museu Paraense
Desde 1850, a Febre Amarela causava muitas mortes em Belém e dentre suas vítimas, incluíram-se dois pesquisadores recém-chegados da Europa para trabalhar na Seção de Geologia do Museu Paraense. Emílio Goeldi decidiu então incorporar-se à luta contra a doença, procurando identificar as principais espécies de mosquitos da Amazônia, bem como o ciclo reprodutivo desses insetos. As pesquisas intensificaram-se a partir de 1902, quando Goeldi publicou, no Diário Oficial, um trabalho sobre profilaxia e combate à Febre Amarela, Malária e Filariose, antecedendo as recomendações que o médico Oswaldo Cruz faria quando esteve em Belém, em 1910.

Antigas estruturas em madeira no Museu Paraense
Durante a gestão Goeldi, o Museu ganhou respeito internacional, sendo desenvolvidas pesquisas geográficas, geológicas, climatológicas, agrícolas, faunísticas, florísticas, arqueológicas, etnológicas e museológicas. O papel educacional do Museu foi reforçado com o Parque Zoobotânico, publicações, conferências e exposições. Em 1907, após 13 anos de atividades incessantes em Belém, Emílio Goeldi retirou-se, doente, para a Suíça, aonde veio a falecer em 1917 e seu conterrâneo, o botânico Jacques Huber, assumiu a direção do Museu Goeldi, juntamente com o amigo marinheiro Nabor da Gama Junior.

Passarela de madeira entre as árvores
A Revolução de 1930 e o período posterior, marcado pela ditadura de Getúlio Vargas, foi o início da transformação pela qual o Estado brasileiro passaria e as velhas oligarquias agrárias estavam sendo substituídas por uma nova classe, representante do poder industrial. De acordo com a ideologia do novo regime, caracterizada pelo populismo e pelo nacionalismo, foram recuperadas as dependências do Parque Zoobotânico (principal área de lazer da população) e alterou-se novamente o nome da instituição, para Museu Paraense Emílio Goeldi.

"Castelinho"
A partir de 1931, através de investimentos regulares, o Parque Zoobotânico tornou-se reconhecido nacionalmente, chegando a abrigar 2.000 exemplares de animais vertebrados e centenas de espécies da região, muitas das quais raras ou pouco conhecidas. Esse reconhecimento foi possível graças à subvenção que o Governo Estadual impôs às prefeituras do interior, obrigando-as a remeter mensalmente animais e parte de sua arrecadação ao Museu Goeldi. Muitas espécies foram reproduzidas em cativeiro com sucesso, em especial répteis e peixes. Somente nos três primeiros anos de coletas sistemáticas, foram descritas cinco novas espécies de peixes, inclusive um gênero novo.

Domingos Soares Ferreira Penna
No início dos anos de 1950, o Museu foi vinculado ao recém-criado Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), juntamente com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), instalado em Manaus. Em dezembro de 1954, o então diretor do INPA, firmou com o Governador do Pará, um Termo de Acordo pelo qual o Museu Goeldi seria administrado e recuperado pelo INPA, durante 20 anos. Com essa medida, o Museu Goeldi pôde, mesmo com dificuldades, intensificar suas pesquisas científicas. Na década de 1970, a limitação do espaço do Parque Zoobotânico, impedia o crescimento do Museu Goeldi e esse foi o principal motivo para a instalação de um Campus de Pesquisa, na periferia da cidade, com 12 hectares, para onde foram transferidos os Departamentos de Pesquisa (botânica, zoologia, ciências humanas, ciências da terra e ecologia), a Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna, o Arquivo Guilherme de La Penha, o Horto Botânico Jacques Huber e a administração. O Campus de Pesquisa já é o local principal da realização dos experimentos científicos e da guarda das coleções do Museu. O Parque Zoobotânico permanece como uma mostra viva da natureza amazônica e ponto de referência para o programa de educação científica do Museu Goeldi.

A Herma, de Spix e Martius
A mais recente base física, a Estação Científica Ferreira Penna (ECFP), foi inaugurada em 1993, em 33.000 hectares da Floresta Nacional de Caxiuanã, Município de Melgaço, a aproximadamente 400 quilômetros de Belém. A área foi cedida pelo IBAMA e a base foi construída com recursos da Overseas Development Administration (ODA), atual DFID/Reino Unido. A ECFP destina-se à execução de programas de pesquisa e ações de desenvolvimento comunitário nas diversas áreas do conhecimento (há aproximadamente 200 famílias vivendo no interior da floresta e arredores), possuindo excelente infraestrutura para o desenvolvimento de pesquisas em ambientes de floresta primária, sendo muito visitada por cientistas de instituições nacionais e estrangeiras. Desde o ano 2000, o Museu Paraense Emílio Goeldi saiu do âmbito do CNPq, ficando subordinado, diretamente, ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil.

Garça vermelha
Atualmente, o Museu possui três bases físicas. A mais antiga foi instalada em 1895 numa área de 5,2 hectares, atualmente conhecida como Parque Zoobotânico. Localizado no centro urbano de Belém, nele se encontram a Diretoria, as Coordenações de Administração e Museologia, a Assessoria de Comunicação Social e a Editora do Museu. O Parque possui cerca de 2.000 árvores nativas da região, como sumaúma, acapu e cedro, e 600 animais, muitos deles ameaçados de extinção, como o peixe-boi, a arara-azul, o pirarucu e a onça pintada. Possui ainda, um aquário com uma mostra de peixes e ambientes aquáticos amazônicos e, além disso, mantém uma exposição permanente sobre a obra de Emílio Goeldi e as primeiras coleções formadas pelo naturalista. O Parque recebe mais de 400 mil visitantes anualmente, entre moradores de Belém e turistas. Os visitantes também têm a possibilidade de contemplar monumentos históricos como o “Castelinho” (antiga caixa d’água modelada para parecer as ruínas de um castelo) e exposições no Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna, a Rocinha do Museu Goeldi, antiga casa rural construída no século XIX.

Vitória-Régia

Sumaúma
Jacarés
Tartarugas