Mostrando postagens com marcador Chiado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chiado. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Lisboa - Dicas de O Que Fazer em Lisboa

Lisboa

Lisboa é uma cidade cosmopolita, com bons acessos e a poucas horas de distância de qualquer capital europeia. Na hora de procurar O Que Fazer em Lisboa o turista pode ficar um pouco perdido em meio às tantas áreas turísticas na cidade. É tanta coisa para ver e fazer que é difícil ter tempo suficiente para ver tudo o que se quer. A capital de Portugal é grande e muita gente, ao chegar lá, pode ficar perdido na hora de decidir O Que Fazer em Lisboa. Mas ao se organizar e aprender a se situar na cidade será fácil achar seus pontos turísticos mais procurados. Você precisa de três dias inteiros em Lisboa para conhecer o básico, sem deixar nenhuma atração principal de fora.


Lisboa e o Rio Tejo


Ruas de Lisboa

Sem sombras de dúvidas a maior atração de Lisboa é sua urbanização e a forma como ocupa suas colinas. Suas ruas são angulares, seus muitos sobrados se sobrepõem uns aos outros, criando ângulos lindos, nunca vistos. Tente fazer tudo a pé e se jogue nas ruelas da capital portuguesa. Caso queira percorrer a cidade em um tour guiado, existem alguns gratuitos, é tranquilo, já que o idioma é o português. Para os turistas que não puderem ou não quiserem andar, até porque Lisboa é uma cidade cheia de subidas e descidas, o ônibus turístico pode funcionar bem. O passe dura 24 horas e apresenta três tours diferentes: pela cidade, pela beira do Rio Tejo até o Parque das Nações e por Belém. Nesses tours o turista determina onde subir e descer e a ordem em que vai visitar as atrações.



Ruas de Lisboa


Praça do Comércio e Arco Triunfal da Rua Augusta

As regiões da Baixa Pombalina, do Chiado e do Carmo, são consideradas o coração de Lisboa, a região comercial por onde todo turista que visita a cidade começa a explorá-la. Há muitas lojas internacionais, restaurantes e atividades turísticas para todos os gostos. A Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço, é a grande atração dessa região. Fica na beira do Rio Tejo e é uma das maiores praças da Europa. Foi erguida após o terremoto de 1755 que devastou Lisboa, a mando do Marquês de Pombal. Ali funcionam até hoje vários ministérios do governo português. Com uma Estátua Equestre de Dom José I, a Praça possui edifícios charmosos em seu entorno e ainda conta com o Arco Triunfal da Rua Augusta, um dos cartões postais mais conhecidos do país. É um lugar perfeito para passar o final da tarde tomando um café e vendo as cores do pôr do sol colorir tudo de laranja. É muito comum os portugueses saírem de seus trabalhos e assentar na beira do Rio Tejo para ver o dia se despedindo. A Praça do Comércio é definitivamente um dos pontos altos de Lisboa.


Estátua Equestre de Dom José I na Praça do Comércio


Rua Augusta e o Arco Triunfal

A Rua Augusta é uma das mais famosas de Portugal. É uma rua de pedestres que vai do Arco Triunfal até a Praça do Rossio. Ao longo de sua extensão ficam diversos restaurantes, de tipos variados, mas de caráter amplamente turístico, com mesas ocupando quase a totalidade da rua. Vale a pena escolher um deles, assentar para comer um delicioso bolinho de bacalhau – lá eles chamam de pastel de bacalhau – e tomar um vinho. No comércio da Rua Augusta se destacam as lojas de marcas internacionais, ideais para quem quer fazer compras.


Rua Augusta


Elevador de Santa Justa

Conhecido por sua beleza, funcionando numa torre em estilo neogótico, o Elevador de Santa Justa se encontra na interseção das Ruas Áurea com a de Santa Justa, na Baixa de Lisboa. Dá acesso ao Largo do Carmo, onde fica o Convento do Carmo. Tem uma vista incrível sobre esta parte antiga de Lisboa. Funciona desde 1902 exatamente da mesma forma. É um privilégio viajar neste Elevador com mais de 100 anos que foi desenhado por Ponsard, um discípulo do grande mestre das obras em ferro, Gustave Eiffel. Um dos poucos edifícios medievais que ainda restaram por Lisboa, a Igreja do Carmo demonstra o tamanho do estrago que o terremoto de 1755 causou na cidade. A parte mais interessante da visita é caminhar pelas ruínas da Igreja, debaixo da nave a céu aberto. Mas também há um Museu de Arqueologia no local, com peças de Portugal, latino-americanas e até egípcias.



Elevador de Santa Justa


Praça Luís de Camões

A Praça Luís de Camões é uma linda praça com a Estátua de Camões, o grande poeta português, em seu centro. Nela fica localizada a Embaixada Brasileira e bem perto dali funciona o restaurante e Café “À Brasileira”. Fundado em 1905 ficou famoso por conta de um de seus frequentadores: Fernando Pessoa. Tanto é que existe uma estátua dele logo em frente. A Praça Luís de Camões é um ótimo local para embarcar no Eléctrico 28 que vai até a Alfama. Dali as chances são maiores de você viajar assentado. O Elétrico é um meio de transporte comum para os lisboetas, mas também uma das melhores maneiras de viajar pelos bairros históricos. Fica bem em qualquer fotografia e o som do Eléctrico a correr nos carris é um dos mais característicos da cidade. O 28 é o mais conhecido, mas existem outros. Para quem prefere fazer um tour guiado por Lisboa, mas quer incluso um passeio de bonde e uma degustação de pasteis de nata, nada melhor do que agendar o passeio antecipadamente, com um guia falando português com três horas de duração. O passeio sai justamente da Praça Luís de Camões.


Estátua de Camões


Alfama

Alfama é a região mais antiga da cidade, então não pode ficar de fora de nenhuma lista de O Que Fazer em Lisboa. O bairro possui ruas estreitas que datam da época do domínio mouro em Portugal e é o berço do fado. Goste ou não do estilo de música, jantar à luz de vela e ouvir fado em Lisboa é algo imprescindível. Para quem tiver a sorte de o ouvir ao passar numa rua qualquer de Alfama, da Mouraria ou da Madragoa, é bom aproveitar. O fado amador ou vadio é assim, quando apetece cantar, canta-se e as guitarras acompanham. A visita a Alfama ainda tem um atrativo que é poder ir de um lugar ao outro nos antigos Eléctricos – os bondes portugueses.


Alfama


Eléctrico 28 e a Sé de Lisboa

A melhor forma de começar seu dia de turismo em Alfama é pegando o Eléctrico 28, que cruza todo o bairro. O ideal é usar o Eléctrico para ir até o ponto mais alto do bairro, o Miradouro da Senhora do Monte, e de lá descer pelas ruas de Alfama a pé. Outra opção é fazer o Tour de Bonde Turístico. Com ele é possível fazer quantas viagens quiser num período de 24 horas, seguindo o percurso que for melhor de acordo com seu roteiro. Lisboa é uma cidade construída em cima de colinas e Alfama não poderia deixar de ter suas ruas e casas em subidas e descidas. Do alto de Alfama, os turistas têm as melhores vistas da cidade em dois mirantes: o Miradouro da Senhora do Monte, que fica mais no alto, e o de Santa Luzia.


Eléctrico de Lisboa

Castelo de São Jorge

Um dos pontos turísticos mais visitados em Portugal, o Castelo de São Jorge une tudo o que um turista procura ao visitar Lisboa: história e paisagens. Dentro das muralhas você aprende sobre a Lisboa islâmica e da reconquista cristã, enquanto tira fotos numa tremenda vista. Uma das torres do Castelo de São Jorge, inclusive, tem mais de 100 metros de altura e oferece uma vista inigualável da cidade. Era nessa torre que antigamente ficavam guardados os tesouros da família real. Termine sua visita no pôr do sol para ver as mais incríveis cores no céu lisboeta. Mesmo que você vá ao anoitecer, há luzes que iluminam todo o Castelo de São Jorge, deixando o ponto turístico ainda mais bonito. Quem passar em Lisboa e não for ao Castelo de São Jorge terá perdido com certeza um momento inesquecível. É o ponto mais alto da cidade, no meio dos bairros mais típicos. Uma oportunidade única de sentir, e perceber, a ligação da cidade com o Rio Tejo. Bom tempo é fundamental para a visita, que acontece em grande parte ao ar livre. Não deixe de subir até as torres. Também espie a cidade na câmara escura, e os achados arqueológicos no museu.


Castelo de São Jorge


Belém

Belém é outra área da cidade que não pode ficar de fora do roteiro de quem quer visitar tudo o que Lisboa tem a oferecer. A região é repleta de história e é superimportante na criação de nosso país, o Brasil, pois foi de lá que as caravelas de Pedro Álvares Cabral partiram. O bairro é bem tranquilo de ser visitado por conta própria. Mas se você prefere fazer um passeio guiado, o ideal é agendar o Tour por Lisboa em Ônibus Turístico que inclui o Bairro de Belém e suas atrações. Lisboa tem dois monumentos únicos que são Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. O Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém são duas joias do gótico manuelino que facilmente impressionam qualquer pessoa. Para além das abóbadas trabalhadas em pedra constituírem uma obra de engenharia admirável, a riqueza dos elementos decorativos ligados a aspectos marítimos e às viagens dos navegadores é fascinante.


Praça do Império em Belém


Torre de Belém

Um dos monumentos mais visitados de Portugal, a Torre de Belém é um dos símbolos do país devido a sua importância histórica. Lindíssima, fica nas águas do Rio Tejo e já passou por inúmeras transformações até virar a atração turística que conhecemos hoje. O circuito pelo interior da Torre leva às salas do Governador e dos reis, e até a Capela. Do terraço é possível avistar boa parte de Belém e dos seus monumentos. Procure pela imagem de um rinoceronte, ao olhar para as guaritas da Torre. O animal, dado de presente ao Rei Dom Manuel I em 1514, ficou imortalizado na construção. Dali da Torre de Belém sai também o passeio mais gostoso e inusitado de Lisboa, o Tour de Barco, onde o turista tem a oportunidade de ver a cidade de outro ângulo. O passeio é feito em um veleiro que vai de Belém até Alfama, passando pela Ponte 25 de Abril e pela Praça do Comércio. Muito agradável. Além disso, dependendo da época do ano, é possível ver golfinhos saltando ali, o que torna o passeio ainda mais especial.


Torre de Belém


Mosteiro dos Jerónimos

Uma das atrações mais belas de Portugal, o Mosteiro dos Jerónimos é um perfeito exemplo da arquitetura manuelina. Sua grandiosidade tem relação direta com os ganhos de Portugal nas navegações. Na frente do monumento, a maior fila costuma ser para a Igreja Santa Maria de Belém, que tem entrada gratuita. Além dos maravilhosos edifícios que compõem o conjunto arquitetônico – a Igreja de Santa Maria de Belém e o Mosteiro em si – uma visita ainda permite que se conheça o local onde estão enterrados dois célebres portugueses: Camões e Vasco da Gama. Mas não deixe de comprar ingresso para visitar o claustro, logo ao lado. É um dos mais bonitos exemplos da arquitetura da época, no chamado estilo manuelino.


Igreja de Santa Maria de Belém


Padrão dos Descobrimentos

O Padrão dos Descobrimentos é um monumento erguido em homenagem às grandes navegações portuguesas, que expandiram a visão de mundo na época e exploraram inúmeras terras nos cinco continentes, incluindo o Brasil. Monumento em forma de caravela, o Padrão dos Descobrimentos traz a imagem de várias personalidades importantes para a navegação portuguesa – tendo elas ido ou não ao mar. Na proa está o Infante Dom Henrique. Nas laterais, Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães, além de outros personagens históricos. Enorme e poderoso, uma visita ao monumento é indispensável. O monumento foi construído em 1960 e tem um mirante. A vista do topo é belíssima.

O único local do mundo autorizado a chamar seus pasteis de nata de Pastéis de Belém fica, claro, em Belém. É só procurar a Antiga Confeitaria de Belém e se esbaldar em seus doces maravilhosos. São deliciosos e uma visita à confeitaria é obrigatória a quem vai a Lisboa. A Confeitaria tem mais fila na porta do que muito museu. Vale a pena esperar. Os Pastéis de Belém estão sempre fresquinhos. Pela vidraça da cozinha dá para ver cada um deles sendo manualmente desenformado. O Pastel de Belém é um ícone da gastronomia portuguesa e tem uma receita muito bem guardada em segredo que os torna únicos. É um doce de pastelaria que os lisboetas gostam de acompanhar com um café. Imperdível!


Pastéis de Belém


Oceanário de Lisboa

O Parque das Nações é um caso de sucesso na revitalização de uma zona industrial, com uma localização privilegiada à beira rio. Uma zona industrial revitalizada para a Expo 1998, hoje é a área mais moderna da cidade, com edifícios altos, ruas largas e vários museus. Também é sede do Oceanário de Lisboa, um dos maiores do mundo. Vale a pena visitar o Oceanário, onde se pode apreciar a fauna e a flora dos diversos oceanos do nosso planeta. O lugar conta com aproximadamente 30 aquários com mais de 500 espécies de vida marinha de todas as partes do mundo distribuídas em mais de 22 mil metros quadrados. Ali também fica o Centro de Oceanografia e Biologia, onde estudos são feitos com essa temática. Os adultos se divertem e as crianças se encantam neste lugar.


Oceanário de Lisboa


Teleférico de Lisboa

Logo atrás do Oceanário fica a entrada para o Teleférico de Lisboa, que atravessa uma parte do Rio Tejo pelo alto, o que rende belas fotos. São duas estações de embarque e desembarque. A Estação Sul fica mais perto do Oceanário. A Estação Norte, a um quilômetro do Centro Comercial Vasco da Gama. Embarque na Estação Sul e volte caminhando pela beira do Rio. Ou então compre um bilhete ida e volta. O passeio de Teleférico dura oito minutos, a 30 metros do chão. Tente colocar ele na sua lista de O Que Fazer em Lisboa, pois nele pode-se ter uma vista deslumbrante da cidade, sendo possível ver o Rio Tejo, o Parque das Nações e ande no Teleférico no fim da tarde, pois a vista do sol se pondo deixa Lisboa ainda mais bonita. O Parque das Nações é uma região bem grande e caminhar por toda sua extensão pode ser bem exaustivo, então o Teleférico vira um ótimo transporte até o outro lado do bairro.


Centro Comercial Vasco da Gama


Gare do Oriente

Além disso, um dos atrativos é sua Estação de Metrô, a Gare do Oriente, projetada pelo renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o mesmo que concebeu o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, a Puente de la Mujer, em Buenos Aires e o Ocultus, em Nova Iorque. Por sua arquitetura, a Gare do Oriente entra na lista de muitas pessoas que procuram O Que Fazer em Lisboa. Sua arquitetura é belíssima e a Estação está conectada com o Shopping Center Vasco da Gama, para quem quer ir às compras ou procurar o que comer.



Estádio da Luz


Estádio da Luz

Outra Dica de O Que Fazer em Lisboa é conhecer o Estádio da Luz, o principal estádio de futebol do país e casa do Benfica, um dos mais populares times de futebol de Portugal. O Estádio recebeu o apelido carinhoso de “A Catedral” pelos torcedores do Benfica e está localizado no coração de Lisboa. O passeio para visitar o majestoso Estádio da Luz em Lisboa e seu Museu é obrigatório, principalmente para quem gosta de futebol e se interessa em conhecer as histórias dos times. Na entrada do Estádio há uma estátua do maior ídolo futebolístico de Portugal, o Eusébio.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Lisboa - Outras Igrejas de Lisboa

Catedral da Sé de Lisboa

Você que vai fazer turismo na capital portuguesa não pode deixar de conhecer as mais belas e importantes igrejas em Lisboa. Uma forma de conhecer um pouco do que de melhor foi feito na arte em Portugal, é conhecer as suas igrejas. Coloque cada uma delas em seu roteiro das igrejas para visitar em Lisboa. Tenho certeza de que será um passeio muito rico e bonito. As igrejas são alvo de grande interesse turístico devido à sua beleza, história e arte únicas. Lisboa chegou a ser considerada uma “segunda Roma”, com uma igreja ou convento em cada esquina. Só na capital são 119 igrejas, segundo a Pastoral do Turismo do Patriarcado de Lisboa. Muitos destes monumentos desapareceram no terremoto de 1755, outros foram reconstruídos, por isso a maioria das igrejas da cidade data dos finais do século XVIII. Os interiores refletem os estilos e o gosto da época, um gosto muito português, em que a talha dourada se mistura com painéis de azulejos azuis e brancos. Os mais belos exemplos encontram-se muitas vezes onde menos se espera, escondidos em conventos ou nas menores igrejas.


Catedral da Sé de Lisboa


Lateral da Catedral da Sé de Lisboa

Lisboa é sede de um Bispado desde pelo menos o século IV, no final da Antiguidade. Sabe-se também da existência de vários bispos da cidade durante o Período Visigótico, entre os séculos V e VII. No início do século VIII, Lisboa foi conquistada pelos Mouros, mas a população cristã permaneceu na cidade e nos arredores. Em 1147, quando Dom Afonso Henriques tomou a cidade dos Mouros, Lisboa tinha um Bispo Moçarabe (como eram denominados os cristãos que viviam sob domínio muçulmano). Após a reconquista da cidade pelo Rei português e os cavaleiros que tomavam parte da Segunda Cruzada, um cruzado inglês, Gilberto de Hastings, foi feito Bispo. Começaram então as obras de construção da Catedral, aparentemente no lugar da antiga Mesquita de Lisboa. Nessa mesma época, Afonso Henriques trouxe do Algarve as relíquias de São Vicente de Saragoça e depositou-os na Sé.


Catedral da Sé e o Eléctrico 28


Nave da Catedral da Sé de Lisboa

A Sé Catedral de Lisboa, Igreja de Santa Maria Maior, ou simplesmente Sé de Lisboa é um dos ícones da cidade. Tendo uma longevidade tão extensa, é compreensível que tenham sido realizadas várias mudanças nela, ao longo de sua existência. Entre as principais características desta construção estão: a incorporação de diferentes estilos que foram adicionados ao longo dos tempos; na quase totalidade do seu perímetro superior é possível observar-se um falso trifório; é possível visitar o Tesouro da Catedral, presente em sua parte superior. São quatro salas onde se encontram vestimentas, joias e relíquias que foram recolhidas ao longo da história e são referentes a diferentes épocas, servindo como testemunhos da passagem do tempo. Pelo seu valor religioso, artístico e histórico, este é um dos mais importantes monumentos de todo o país. Classificada como Monumento Nacional vale a parada na descida do Castelo de São Jorge. A construção é imponente e vista de vários pontos da cidade.


Basílica Nossa Senhora dos Mártires

A Basílica de Nossa Senhora dos Mártires é uma igreja que se localiza na Rua Garrett, em pleno coração do Chiado, na Freguesia de Santa Maria Maior (no território da extinta Freguesia dos Mártires). A Paróquia de Nossa dos Mártires foi criada imediatamente após a reconquista de Lisboa aos Mouros, em 1147, tendo sua gênese numa pequena ermida erguida para nela se poder prestar culto à Imagem de Nossa Senhora trazida pelos Cruzados ingleses, que cedo foi invocada pelo povo como Nossa Senhora dos Mártires em memória de todos os soldados que morreram em combate em defesa da fé cristã. A ermida era já uma grandiosa igreja barroca em 1755, data em que foi completamente destruída durante o terremoto que se abateu sobre Lisboa. A atual Basílica foi projetada por Reinaldo Manuel dos Santos, tendo sido dedicada ao culto religioso em março de 1784.



Basílica de Nossa Senhora dos Mártires


Altar da Basílica Nossa Senhora dos Mártires

A Pia Batismal é uma peça original, tendo sido recuperada intacta da primitiva Basílica. Nela foram batizadas individualidades como o Beato Bartolomeu dos Mártires, em 1514; o Cardeal Dom Luís de Sousa, em 1630; o poeta Fernando Pessoa em 1888. Os magníficos tetos e os retábulos são da autoria de Pedro Alexandrino de Carvalho e de seu discípulo José António Narciso. O órgão e o móvel que o reveste, em talha dourada foram construídos pelo organeiro António Xavier Machado e Cerveira. A Basílica dos Mártires guarda ainda um presépio do século XVIII, com 126 figuras, lavrado pela escola de Machado de Castro.


Paróquia Nossa Senhora da Encarnação

A Igreja de Nossa Senhora da Encarnação é uma das mais belas igrejas de Lisboa e se localiza na região do Chiado. Inaugurada em 1708, essa Igreja teve que ser reconstruída após o terremoto de 1755, e suas obras foram concluídas somente em 1873. Em 1784, a Igreja da Encarnação tinha uma fachada neoclássica, mas preservou duas esculturas do século XVII, que estavam anteriormente na muralha medieval da cidade de Lisboa. No interior, revestido de mármore, que manteve a arquitetura barroca e rococó, encontra-se uma magnífica escultura de Nossa Senhora da Encarnação, realizada pelo principal escultor de Portugal, Machado de Castro. Os belos tetos em madeira datam de 1784 a 1824 e são compostos por várias pinturas extraordinárias. Não deixe de visitar.




Altar da Paróquia Nossa Senhora da Encarnação

Igreja de São Domingos

Fundada no século XIII, a Igreja de São Domingos foi palco de importantes acontecimentos em Lisboa: ocorreram ali casamentos reais e ela fez parte, durante séculos, das mais lindas procissões e animadas feiras de Lisboa. Mas na Igreja de Santa Justa e Rufina (como também é conhecida) ocorreram fatos traumáticos na história de Portugal. Essa Igreja está ligada à Inquisição e, antes disso, ao grande massacre de judeus em Lisboa em 1506. Com o terremoto de 1755, essa Igreja ruiu e teve de ser reconstruída. E, em 1959, a Igreja ardeu completamente num incêndio que a destruiu. Somente em 1994, ela foi reaberta após a sua recuperação bastante única e original, que faz alusão a esse último desastre. Portanto, não se espante com suas paredes sem pintura, estátuas desfiguradas e pedras quebradas. Além disso, o seu teto e altar foram pintados em tons de terracota. Dentro da Igreja também tem exposto metade do lenço usado por Lúcia e o terço usado por Jacinta no dia 13 de outubro de 1917 na última aparição de Nossa Senhora de Fátima. A outra metade do lenço está no Santuário de Fátima.


Igreja de São Domingos

Igreja do Loreto

A Igreja do Loreto está situada junto ao Largo do Chiado, fazendo esquina com a Rua da Misericórdia, em Lisboa. O autor do projeto de construção desta Igreja foi José da Costa e Silva. Com o terremoto de 1755 o templo sofreu grandes estragos, tendo sido reconstruído em 1785. A Igreja, também chamado Igreja dos Italianos, principalmente venezianos e genoveses, comerciantes em Lisboa. Depende diretamente da Santa Sé, e é sufragânea da Arquibasílica de São João de Latrão. Esta Igreja é constituída por uma nave central com 12 capelas laterais que apresentam os 12 apóstolos. Essas capelas têm como revestimento mármore italiano. Na fachada principal, além da Imagem de Nossa Senhora do Loreto, pode-se observar as armas pontificais, de autoria de Borromini, ladeadas por dois anjos. Possui ainda um órgão de tubos datado do século XVIII, cuja autoria não se encontra bem definida.


Igreja do Loreto

Igreja de Santo Estêvão vista do 
Mirante de Santa Luzia

A Igreja de Santo Estêvão  localiza-se na Freguesia de Santa Maria Maior, Concelho e Distrito de Lisboa. Remonta a um primitivo templo, erguido no século XII, em estilo românico. Foi reedificado em 1733 em estilo barroco, com uma orientação norte-sul que l, que lhe conferiu maior impacto urbanístico. Sofreu extensos danos quando do terremoto de 1755 tendo sido reparada e reaberta ao culto em 1773. Na década de 1830 sofreu nova intervenção de restauro. Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde dezembro de 1918.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Lisboa - Chiado

Chiado com o Elevador Santa Justa,
Convento do Carmo e Quartel do Carmo
O Chiado é um dos bairros mais emblemáticos e tradicionais da cidade, conhecido como o Montmartre de Lisboa. Localizado entre os bairros da Baixa Pombalina e Bairro Alto, bem no coração de Lisboa, o Chiado é uma região imperdível. Em 1856, com a criação do Grêmio Literário, um clube dos intelectuais da época, o Chiado tornou-se o centro do Romantismo Português, ponto de passagem obrigatório para quem queria ser conhecido na cidade. O escritor Eça de Queiroz na sua obra “Os Maias” fazia grande referência ao Chiado e ao Grêmio Literário. O Chiado dividia-se pelas Freguesias do Sacramento e dos Mártires, duas das menores de Lisboa, estando agora totalmente integrado na nova Freguesia de Santa Maria Maior. O Bairro Chiado é considerado junto com o Bairro Alto, um bairro boêmio da capital portuguesa, onde a vida noturna ferve, por ser uma região cheia de bares, restaurantes e cafés. Ao mesmo tempo também é um lugar de interesse, com seus lugares históricos e belos prédios. O lugar sempre teve seu charme por ser um reduto de artistas, poetas, escritores e intelectuais de Lisboa. 

Chiado

Estátua de António Ribeiro, 
“O Chiado”
Área tradicionalmente conhecida pelas suas ligações intelectuais encontram-se aí várias estátuas de figuras literárias. Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, está sentado a uma mesa no exterior do Café À Brasileira, imortalizado numa estátua de bronze de autoria de Lagoa Henriques. O Café À Brasileira, também conhecido como “A Brasileira do Chiado” é uma das cafeterias mais famosas da cidade. Até hoje, o Café À Brasileira preserva todo seu charme e elegância, com sua decoração clássica e seu café genuinamente brasileiro, que sempre foi famoso e apreciado pelos portugueses. A dica é apreciar um bom café, sentado junto às mesas da parte de fora e ver a vida passar mais tranquila nesta parte da cidade e claro, tirar uma foto com a estátua do grande escritor português. Além desta estátua do século XX, encontramos também a Estátua de António Ribeiro, “O Chiado”, no mesmo Largo. Do outro lado da rua, ergue-se a Estátua de Luís de Camões, no Largo com o seu nome. Fernando Pessoa tinha, aliás, uma ligação muito especial com o Chiado. No Largo de São Carlos, à frente do teatro com o mesmo nome, encontramos o edifício onde nasceu o poeta.

Estátua de Luiz de Camões
Para quem gosta de História, o Bairro do Chiado em Lisboa é um prato cheio. A pedida é conhecer a antiga Praça Luís de Camões, uma linda praça que leva o nome do escritor português e que o homenageia também com uma estátua no centro da Praça. A Praça divide os bairros do Chiado e Bairro Alto. E nela fica o prédio onde funciona o Consulado do Brasil. Como o bairro é bastante antigo, há muitas histórias em torno do lugar que marcaram a vida lisboeta, como por exemplo, o grande incêndio que o Chiado sofreu anos atrás. Graças às autoridades, conseguiram reconstruir quase todos os prédios do bairro, que são tombados como patrimônios arquitetônicos e representam a Art Nouveau do século XVIII. Em 1988, na madrugada do dia 25 de agosto, entre as três e às quatro da manhã, deflagrou um incêndio no Edifício Grandella, que viria a tomar grandes proporções alastrando-se por outros 17 edifícios. O Chiado ficou destruído e a sua reconstrução levou toda a década de 1990, ficando o design a cargo do arquiteto Álvaro Siza Vieira. 

Chiado
Na década de 1980, devido à mudança nos hábitos dos lisboetas e à inauguração do Centro Comercial Amoreiras, o Chiado ficou decadente. Hoje o Chiado voltou a ser um importante centro de comércio de Lisboa, sendo uma das zonas mais cosmopolitas e movimentadas da Capital Portuguesa, sendo palco de eventos emblemáticos como o Vogue Fashion's Night Out. Além da beleza de seus prédios, do ar nostálgico e dos ótimos passeios que podem ser feitos nas ruelas do Chiado, o bairro ainda abriga diversas lojas de todos os tipos, o que se torna um verdadeiro paraíso para fazer compras em Lisboa. Há lojas como Zara e a famosa marca portuguesa Ana Salazar. Além do centro comercial Armazéns do Chiado, um espaço com três andares cheios de lojas para todos os gostos e que é parada obrigatória para todo o turista que estiver visitando Lisboa.

Chiado

Museu Nacional de Arte Contemporânea -
Museu do Chiado
Hoje em dia, o Chiado é um dos pontos mais procurados pelos turistas que desejam conhecer os famosos pontos turísticos do bairro, como a ancestral Livraria Bertrand, aberta desde 1732. A Livraria Bertrand surgiu em 1732 e até hoje existe, sendo considerada pelo Guiness Book a “livraria mais antiga do mundo ainda em funcionamento”. Ela fica na mesma rua que o famoso Café A Brasileira, e conta com diversas salas para que os visitantes e leitores possam aproveitar o lugar para ler e repousar. A Livraria já recebeu inúmeros escritores importantes e famosos, como Eça de Queirós, Alexandre Herculano, entre outros.


Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado

Museu do Chiado com a Estátua de Antônio Ribeiro

Igreja do Loreto
No Largo do Chiado erguem-se duas igrejas barrocas: a italiana, Igreja do Loreto, no lado norte, e a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, em frente, com as paredes exteriores parcialmente decoradas com azulejos. Também englobado na zona do Chiado, encontra-se o Largo do Carmo, com os seus jacarandás. Fica em frente à Igreja e Convento do Carmo. Essa simpática praça foi palco da célebre Revolução de 25 de Abril de 1974. Uma dissidência das forças armadas, com o apoio do povo, derrubou a ditadura e deu início à democratização do país. Não houve mortos ou feridos durante o protesto. Nos dias que sucederam à revolta, as espingardas dos soldados em vez de balas tinham cravos nas pontas. Por isso, a manifestação ficou conhecida como a Revolução dos Cravos.

Igreja do Loreto

Convento do Carmo
Como zona cultural que é, aqui encontramos diversos teatros, como o Teatro São Luiz (que já teve vários nomes, como Teatro Dona Amélia e é hoje pertença da Câmara Municipal de Lisboa), o Teatro da Trindade, e o Teatro de São Carlos, único teatro de ópera em Portugal. Aqui se encontrava também o antigo Teatro Gymnasio, palco das primeiras Revistas à Portuguesa, hoje transformado num centro comercial. Nesta zona, encontra-se também o Museu Nacional de Arte Contemporânea, mais conhecido como Museu do Chiado, com obras a partir da segunda metade do século XIX em diante. A coleção de arte portuguesa, composta por peças que vão desde 1850 até aos dias de hoje, é a exposição de arte contemporânea mais importante de Portugal. O Museu do Chiado reúne uma considerável coleção representativa dos períodos Romântico, Naturalista e Modernista bem como um vasto conjunto de pinturas, esculturas e desenhos portugueses. Fica aberto de terça a domingo. Outro lugar super bacana de visitar no Bairro do Chiado é o Museu de São Roque, que foi fundado em 1905 e é um dos mais antigos museus de Lisboa, com um acervo muito rico em arte sacra e que está dividido em cinco áreas temáticas: Ermida de São Roque, Companhia de Jesus, Arte Oriental, Capela de São João Batista e Santa Casa de Misericórdia de Lisboa. A dica é dedicar umas duas horas para conhecer o Museu por inteiro. O Museu fica no Largo Trindade Coelho.

Convento do Carmo

Museu Arqueológico do Carmo
O Convento do Carmo é um impressionante monumento gótico, ou o que restou dele, foi fundado por Nuno Álvares Pereira, o comandante que se tornou membro da Ordem Carmelita. A construção terminou em 1423, sendo esta na altura a maior igreja de Lisboa. As ruínas da Igreja do Carmo deixadas pelo devastador terremoto de 1755 veem-se melhor da Baixa, especialmente do Rossio, da Graça ou do Castelo de São Jorge. A catástrofe acabou deixando uma estética ímpar com arcos em formas de ogivas erguidos no meio do nada. Representam séculos de história e acolhem o Museu Arqueológico do Carmo, que traz uma maquete da Igreja como ela era, túmulos góticos, romanos e até múmias. Neste Museu existe uma coleção histórica de valor incalculável, com peças que retratam épocas tão distintas como a pré-história e a contemporaneidade. Por isso, faça questão de ir além da riqueza exterior destas ruínas e dê uma espreitadela no interior para uma gratificante viagem ao passado. Em frente ao Convento, encontra-se o Chafariz do Carmo, datado do século XVIII.

Museu Arqueológico do Carmo

Quartel do Carmo anexo ao Convento do Carmo
Paredes meias com o Convento encontra-se o Quartel do Carmo, pertencente à Guarda Nacional Republicana, que teve um papel muito importante quando do dia 25 de Abril, por ter sido escolhido por Marcello Caetano para se refugiar da revolução, acabando este Largo por ser o palco principal da revolução, como local da rendição do Estado Novo perante os militares do Movimento das Forças Armadas. No outro lado do Convento, encontramos o antigo Palácio Valadares, edifício que teve já várias utilizações. Este Palácio ergue-se no local onde foi fundada a primeira universidade portuguesa, no tempo de Dom Dinis, antes de ser transferida para Coimbra. 

Quartel do Carmo e o Chiado

Ruas do Chiado
No vizinho Largo Rafael Bordalo Pinheiro, encontramos o prédio onde o artista que dá nome ao Largo viveu, com a fachada coberta de azulejos, classificado de Monumento Nacional. Alguns metros mais acima, encontramos o Teatro da Trindade, pertencente ao Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres (INATEL). Na mesma rua, na zona onde se erguia o Convento da Trindade antes do Terremoto de 1755, encontra-se um dos mais famosos restaurantes da capital, a Cervejaria Trindade, com os seus magníficos azulejos do século XVIII. Ainda no Largo do Carmo, encontramos a Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, que habitualmente passa despercebida por um habitual prédio de habitação. Nesse mesmo edifício, foi fundado o atual Montepio Geral, no século XIX.