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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Chur - Kathedrale St. Mariä Himmelfahrt

Kathedrale St. Mariä Himmelfahrt
Um dos monumentos mais emblemáticos da cidade de Chur é a Kathedrale St. Mariä Himmelfahrt (Catedral de Santa Maria da Assunção), que data do século XII. Passando pelo portal da torre, entra-se no Bischöflicher Hof, que pode ser traduzido como “corte episcopal”. O espaço compreende um pátio, a Catedral e outros prédios cercados por uma fortificação que a faz parecer uma pequena cidade medieval independente. A Kathedrale St. Mariä Himmelfahrt ergue-se no ponto mais alto do pátio. O Palácio Episcopal do Bispo de Chur fica ao lado da Igreja. A Diocese de Chur originou-se no século IV. Em escavações arqueológicas foram encontrados neste lugar vestígios de um forte romano tardio do século IV e acredita-se que os romanos usaram a localização única do promontório como a sede para a liderança da Província de Rhaetia. Acredita-se que o primeiro edifício tenha sido construído ainda no século V. Os Bispos de Chur logo conseguiram consolidar seu poder feudal. A partir do século XII, eles tinham o posto de Príncipe Imperial. Já a estrutura atual da Igreja foi construída entre 1154 e 1270.  

Torre da Kathedrale 
St. Mariä Himmelfahrt
De acordo com as pesquisas, a construção do lado leste foi iniciada e se estendeu por vários estágios, nos quais peça por peça do prédio anterior deu lugar ao novo prédio. Após 120 anos de construção a Igreja foi consagrada, em junho de 1272. O peculiar desta Catedral é que, desde a sua construção, tem sido constantemente ampliada em vários estilos e épocas. A estrutura aparentemente simples da Catedral é cúbica fechada. O portal principal no meio da fachada oeste foi construído por volta de 1250, é enquadrado por 12 colunas delgadas em bases áticas, seis colunas finas de cada lado, com detalhes da fase inicial do estilo gótico, ligadas por arcadas coloridas por pinturas. No tímpano há uma treliça de 1730, que representa Maria cercada pelos dois patronos diocesanos Luzius e Florinus. Acima está a grande janela oeste românica. A janela acima do portal é, provavelmente, a maior janela medieval do Cantão de Graubünden. A impressionante escultura de leão no canto nordeste do coro data do início do século XIII.

Portal da Kathedrale
St. Mariä Himmelfahrt

A nave da Basílica românica tardia é dividida em três grandes gigas quase quadradas. A Capela-mor elevada tem a mesma largura da nave e é acessível por escadas laterais. Sob o coro há uma cripta de duas partes. A cripta continha os túmulos de nobres famílias ministeriais (de Juvalt, Castelmur e outros). Os judeus de Juvalt tinham seu próprio altar, no lado direito da cripta (agora desaparecido). Olhando para a planta do solo, uma forte assimetria pode ser notada, talvez devido às difíceis condições topográficas, mas talvez também teologicamente explicável: o coro curvado para o norte poderia simbolizar a cabeça inclinada de Cristo na cruz. A arquitetura da Catedral contém uma infinidade de soluções individuais que levam a uma impressão espacial bem diferente. A mais antiga escultura sobrevivente da Catedral são placas de relevo feitas de mármore branco de Laas. Elas datam do século VIII e são considerados uma obra-prima da escultura lombarda. Elas mostram enfeites de vime com animais (leões etc.) ou gavinhas em espiral com folhas e uvas. As colunas dos quatro apóstolos estão entre as excepcionais esculturas da Idade Média. Os pilares dos apóstolos estão hoje na entrada da cripta, seu autor é desconhecido.

Portal da Kathedrale St. Mariä Himmelfahrt

Detalhe do Portal da Kathedrale
St. Mariä Himmelfahrt
Como uma obra-prima do final do gótico, o Tabernáculo é uma das obras mais importantes deste gênero na Suíça. A delicada obra de arte traz a data de 1484 e um brasão de armas do Bispo Ortlieb Von Brandis (1458-1491). O trabalho é atribuído ao mestre de Steinmetz, Claus Von Feldkirch. Um importante ciclo gótico de imagens, consistindo de várias camadas de tinta, está localizado no jugo oeste do corredor lateral norte. A parte mais antiga das pinturas de cerca de 1330-40 é atribuída ao mestre de Waltensburg. Vários objetos valiosos pintados em retábulos de madeira (representações dos santos medievais) foram roubados em outubro de 1993 da Catedral, os ladrões danificaram outras obras de arte. Depois de mais de quatro anos de busca internacional, foram encontradas em Emilia-Romagna na Páscoa de 1998. A Catedral foi amplamente restaurada entre 2001 e 2007.

Detalhe do Portal da Kathedrale St. Mariä Himmelfahrt

Crucifixo ao lado do portal da
Kathedrale St. Mariä Himmelfahrt
Enquanto a Martinskirche se converteu para o protestantismo, a Catedral da cidade continuou fazendo parte da religião católica. Durante a Reforma suíça, a população católica da cidade estava confinada a um gueto fechado ao redor da sede do bispo ao lado da Catedral. A visita é gratuita e revela um interior diferente do que costumamos ver, pois o teto da nave principal é todo pintado de branco e com as estruturas de pedra aparente. As pinturas ficam nas laterais. Entre os destaques, está o Altar-mor gótico tardio de Jakob Russ, os bancos esculpidos do coro e as esculturas românicas nas bases e capitéis das colunas. A Catedral afirma possuir as relíquias de São Lucius da Grã-Bretanha, que segundo a tradição foi martirizado perto do final do século II depois de Cristo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Tour pela Suíça - Chur

Chur
De Zurique fomos para Chur. Foram os 120 quilômetros mais bonitos que já vi. É claro que demoramos horas para percorrer esta distância, pois a cada quilômetro eu queria parar para tirar fotos. O caminho é cheio de lagos e passagens maravilhosas pelos Alpes. Chur é uma cidade histórica pequena com poucas opções de hotel. Quando chegamos à cidade fomos direto para o Hotel Chur, um três estrelas localizado bem na porta da Cidade Velha, às margens do Rio Plessur. Este simpático hotelzinho é administrado pela Família Schmid. Quase em frente ao hotel tem um restaurante especializado em carne de caça, o Zum Alten Zollhaus administrado pela Família Frutiger-Meier. Jantamos lá, é simplesmente fantástico.






Hotel Chur
A linda Chur ou Coira é uma Comuna na Suíça, capital do Cantão de Graubünden. De Zurique e de trem demora em torno de uma hora para chegar. A cidade fica super pertinho de Liechtenstein e da Áustria. A língua oficial nesta Comuna é o alemão. Chur situa-se na margem direita do Rio Plessur, na saída deste do Vale Schanfigg, e a pouco mais de um quilômetro acima da sua junção com o Rio Reno, quase inteiramente circundado pelos Alpes. Chur é o ponto de interseção de rotas que vêm da Itália através de vários passos de montanha alpinos (Passo do Lukmanier, Passo Splugen, Passo do San Bernardino), assim como do Engadin (Passo Albula, Passo Julier), sendo, assim, o centro de comércio (particularmente em relação ao vinho da Região Valtelline), apesar de também possuir algumas indústrias. É o ponto de partida para muita gente que vai pegar o trem panorâmico Bernina Express, que vai para o sul da Suíça. A Estação de Chur é grande e bem movimentada, não tanto quanto Zurique, mas tem uma oferta boa de trens indo e saindo de lá. Se você estiver em Lucerna, Berna ou mais para o sul espere uma frequência alta de trens para lá. 

Hotel Chur e Rio Plessur

Bischhöflicher Hof
A cidade mais antiga da Suíça não ficou de modo algum presa ao passado. Eventos culturais, bares, discotecas, museus, shopping centers, lojas e butiques animam a capital de Graubünden. Chur é uma cidade pequena, não espere muitas atrações noturnas por ali. A coisa é bem pacata à noite. Celtas, romanos, ostrogodos, francos – todos governaram Chur. Durante o período do Império Romano, Chur funcionou como uma fortaleza chamada Cúria, e se tornou capital da Província Romana Récia. Em 15 d.C. Chur também tem grande importância por ter sido sede de uma Diocese desde estes tempos até o início do século XX, com a jurisdição sobre diversos Cantões, entre eles: Graubünden, Glarus, Zurique, Unterwalden, Lucerna, além do Principado de Liechtenstein. Quando o atual território do Cantão de Graubünden se juntou à Confederação Suíça em 1803, Chur foi escolhida sua capital. O que permanece até hoje é sua história de 5.000 anos, documentada por achados das Idades da Pedra e do Bronze e artefatos do período romano, bem como testemunhos de uma história mais recente, como a Catedral de 800 anos próxima à Residência do Bispo. Durante visitas guiadas pela cidade, os apaixonados por história podem descobrir testemunhos do passado e ouvir terríveis estórias de guerras civis ou divertidas anedotas dos tempos de paz. 

Majoranplatz

Das Obertor
Como toda cidade europeia, a visita ao Centro Histórico é um passeio obrigatório. Começamos pelo Obertor (que significa “Portão Superior”). A primeira impressão das ruazinhas de Chur foi a mais agradável possível. Um dos locais mais famosos de Chur é a Kornplatz, que recebe esse nome por ter abrigado um famoso celeiro de milho (korn em alemão). Antes do celeiro, a Praça já teve um monastério, o de São Nicolau, já abrigou grande parte do comércio da cidade e segue importante nos dias de hoje por ser o local que divide a Cidade Velha e a parte moderna de Chur. Este parque foi completamente redesenhado em 2006 e possui uma escultura de 1903, criada por Richard Kissling, em homenagem a Guilherme Tell. Logo ali ao lado pudemos conhecer a Fontanaplatz, com a estátua do herói da cidade, Benedikt Fontana, que morreu lutando pela cidade em 1499. Nesta Praça está o Alter Gebäu, um antigo palácio. 

Centro Histórico de Chur

Afrescos nas paredes das casas

Rathaus (Prefeitura de Chur)
Bem do outro lado da rua, na chamada Postplatz, você poderá admirar o prédio da sede dos correios suíços. Saindo da Estação de Chur, você pega a Bahnhofstrasse em direção à Postplatz e no caminho já vai encontrar alguns monumentos, entre eles a Fonte “Lagrimas de Lucrécia”, de 2005, que artisticamente simboliza as lágrimas de Catherine de Plante, que chorava pelo seu amor assassinado durante a Guerra dos Trinta Anos na Suíça, Jürg Jenatsch. E caminhando pela rua de pedestres bem aí em frente, você chegará até a sede da Prefeitura de Chur (é um prédio muito grande, uma rua muito estreita, tudo dificultando uma foto decente). Por baixo da Prefeitura (sim, você passa por baixo do prédio) tem um pátio cheio de colunas que você pode transitar de uma rua para outra. 


Rathausgasse (Rua da Prefeitura)

Centro Histórico de Chur


Café Zschaler

Sankt Martinplatz
Com certeza a maior atração da cidade é a Praça da Catedral de Sankt Martin, a Sankt Martinplatz, que fica na parte mais antiga da cidade, bem no meio do caminho entre as duas torres Obertor e Untertor. A Catedral de Sankt Martin (Martinskirche), cujas bases datam do ano 769, fica aberta a visitação, não se engane pela porta fechada da Igreja, tá?! É só puxar a pesada porta para entrar. Em razão de um incêndio, a Igreja teve que ser reconstruída em 1464 e em 1523 passou pela Reforma Protestante. Uma Estátua de São Martinho enfeita está praça. Às sombras da Catedral de Sankt Martin você poderá admirar a Kirchgasse, uma ruazinha cheia de casinhas preservadas desde muito tempo atrás (basicamente desde os séculos XV e XVI). Os destaques ficam com a Haus Reydt, a Haus Menhardt, o Antistitium e a Zunfthaus der Schneider. Outro lugar imperdível para quem estiver explorando Chur é a Arcasplatz, que fica bem ali pertinho da Sankt Martinplatz. As casas desta Praça foram construídas ao lado do Rio Plessur e justo na divisa da antiga muralha medieval. Houve reforma e melhoria, mas ainda assim, tem um quê de Idade Média que vale a pena contemplar. Rende ótimas fotos, garanto!

Sankt Martin

Martinskirche
Se você se embrenhar pelos jardins/pátios das casas ali por perto da Kirchgasse, você vai acabar conhecendo o Bärenloch, um dos locais mais preservados da Cidade Velha. A tradução direta é "buraco do urso", ou caverna, mas dizem que vem do latim e significa "pequeno jardim" ou "pequeno quintal". De qualquer forma, é uma ótima maneira de ter uma ideia do modo de vida medieval em Chur. Esse local foi todo reformulado para tirar os antigos galpões que deixavam o ambiente meio "dark" e hoje é um cantinho deliciosamente pitoresco e medieval. Não deixe de sentar-se num dos seus cafés para ficar admirando a atmosfera da cidade suíça mais antiga.

Chafariz da Arcasplatz










Só o caminho até o Museu Histórico da cidade (Rätisches Museum) já vale muito, você nem precisa entrar no Museu se não quiser (nós não entramos). Dali você só precisa seguir pelo lado direito (olhando de frente para a entrada do Museu) para se deparar com uma escadaria e uma passagem que para serem mais medievais só se tivessem guardas com armaduras dos dois lados. Incrível! Essa escadaria vai te levar até a Praça da Catedral de Chur (Episcopal Cathedral), de onde você vai ter uma vista muito legal da cidade e dos Alpes ao redor, não deixem de visitar. Seguindo em direção ao Rio Plessur, o visitante verá a Malteserturm, uma torre construída no século XIII que guardava a munição da cidade, e fazia parte das muralhas da cidade. Do lado da Malteserturm há vários becos que levam à Kupfergasse. Nesta rua, bem no meio, tem uma linda fonte cheia de flores.

Arcasplatz

Rätisches Museum
A parte mais nova da cidade é ligada a parte antiga pela rua da estação (Bahnhofplatz) e ali você encontra o Museu Bündner Kunst, várias lojas e restaurantes, além do prédio da companhia da Rhätische Bahn, a “dona” do Bernina Express. O Bündner Kunstmuseum foi construído em 1874 como uma casa mesmo, uma vila no estilo neorrenascentista, e pertencia a um dos maiores empresários e que morava no Egito. Entre as peças do acervo estão obras da família Giacometti, Angelika Kauffmann, algumas peças de Giger e uma mistura de obras históricas com arte moderna. As salas são bem ambientadas e há ligação interna entre o Museu antigo e o novo prédio. Logo na frente do Museu uma das estátuas do Alien. Pois é, acredite, tem um restaurante temático do Alien nesta cidade. É que o criador da trama, H. R. Giger é natural de Chur e bem, sempre quis um restaurante com o tema do filme. E conseguiu! Na Suíça não há apenas um, mas dois restaurantes do Alien, o segundo fica em Gruyères, ao lado do Museu do Alien.


Oberegasse

Centro Histórico
Uma pequena montanha com acesso fácil pelos bondinhos, a Brambrüesch pode ser a sua opção caso você tenha pouco tempo e queira ver os Alpes lá de cima. Os preços são relativamente acessíveis, principalmente se comparamos com outros bondinhos em outras montanhas na Suíça. A montanha regional – o "Brambrüesch" – significa que Chur também tem sua própria região de esportes de inverno e de verão. Lá em cima tem várias trilhas para o esporte nacional dos suíços, o hiking. No inverno, pistas de esqui, trenó e caminhadas de inverno ficam disponíveis durante toda a estação. No verão, Chur é o local ideal para sair em passeios e visitas aos vinhedos da região vinícola do "Bündner Herrschaft". Outra atração nas cercanias de Chur é o Castelo de Haldenstein, famoso pelo seu festival de jardim durante a primavera e sua ópera durante o verão. O Castelo foi construído no século XVI e tem visitas guiadas de uma hora de duração (de abril a outubro apenas) em alemão, inglês e francês, mas o preço da entrada é muito caro. Desistimos.

domingo, 27 de setembro de 2015

Tour pela Suíça

Cantão Graubünden
Em fins de setembro de 2011 fizemos um Tour pela Suíça. Era outono. Foram 17 dias de viagem. Viagens internacionais sempre requerem uma preparação especial. Passaporte em dia, passagens compradas (ida e volta, com seguro de viagem para eventualidades médicas, é obrigatório), de preferência fora de temporada para reduzir custos, voucher da reserva dos hotéis ou albergues onde for se hospedar ou se for hospedar em casa de parentes ou amigos, é necessário uma carta convite com endereço e número de telefone para contato caso o serviço de imigração queira conferir. Pode-se levar dinheiro (Euros ou Francos no caso da Suíça, em alguns poucos locais aceitam-se Dólares também) ou cartão de crédito, mas é obrigatório que você tenha disponível no mínimo € 100,00 por dia. No nosso caso deveríamos comprovar se necessário € 1.700,00. Se for ficar em casa de parentes ou amigos, é de bom tom levar um presentinho para os moradores da casa. Cidadãos brasileiros não necessitam de visto para a Suíça, se o período de permanência no país não exceder 90 dias e se o motivo da viagem for turismo, visita, negócios, estudo, tratamento médico ou participação em congressos ou eventos.

Heidsee (Cantão Graubünden)

Bela Vista no Cantão Graubünden
Embarcamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, também conhecido como Cumbica, em Guarulhos. Em voos internacionais é necessário chegar pelo menos duas horas antes para fazer o check-in. Não se esqueçam de conferir tamanho e peso da bagagem para evitar problemas com a companhia aérea. Fizemos conexão no Aeroporto de Zurique (é o maior aeroporto da Suíça e um dos 10 maiores da Europa, então cuidado para não se perder) e pegamos o voo para o Aeroporto Internacional de Genebra. De Genebra fomos de carro até Lausanne onde ficaríamos hospedados na casa da minha irmã. Alugamos um carro para que pudéssemos conhecer as cidades sem preocupação com horários. 
Nas cidades próximas a Lausanne íamos e voltávamos no mesmo dia, não necessitando hospedagem. Depois, quando estávamos percorrendo as cidades mais distantes, parávamos onde achávamos melhor e procurávamos um hotel. Isto só dá para ser feito fora de temporada, onde os hotéis estão vazios. No verão ou no inverno somente com reservas antecipadas. Além de Lausanne, nos hospedamos em Interlaken, Lucerna, Chur, Lugano, Ascona e Zermatt. Nosso roteiro preparado com antecedência previa 15 cidades, mas acabamos conhecendo 21 cidades (Comunas), percorremos os quatro cantos do país, ou melhor, nove dos 26 Cantões (Estados) existentes na Suíça. Algumas cidades são tão pequenas que dá para conhecer mais de uma por dia. 

Château d'Oex (Cantão Vaud)

Hotel Montana (Cantão Graubünden)
A bagagem é outra história, no outono ainda não está tão frio, mas há dias bem quentes, no entanto em Zermatt nevou demais!!! Nada menos que 6ºC negativos, com sensação térmica de 12ºC negativos. O tempo na Suíça varia bastante de lugar para lugar. Tivemos que comprar roupas apropriadas, pois não tínhamos na mala. É tanto frio que dói até os ossos. Fazendo fronteira com França, Alemanha, Itália e Áustria, um diferencial da Suíça está na belíssima paisagem natural de grandes bosques, lagos e montanhas, como a famosa região dos Alpes. Lá, a adrenalina das estações de esqui e o frio abaixo de zero são garantidos em qualquer época do ano.

Hôtel Du Chamois em Château d'Oex (Cantão Vaud)

Viaduto de Landwasser (Cantão Graubünden)
A Suíça ou Confederação Suíça (Helvética) é uma República Federal composta por 26 estados, chamados de Cantões, com a cidade de Berna como sede das autoridades federais. A Suíça é um país sem costa marítima cujo território é dividido geograficamente entre o Jura, o Planalto Suíço e os Alpes, é um dos países mais ricos do mundo e Zurique e Genebra foram classificadas como as cidades com melhor qualidade de vida no mundo, estando em segundo e terceiro lugar respectivamente. 


Café Tivoli em Châtel Saint Denis
(Cantão Friburgo)




A Suíça é constituída por quatro principais regiões linguísticas e culturais: alemão, francês, italiano e romanche. Por conseguinte, os suíços não formam uma nação no sentido de uma identidade comum étnica ou linguística. A separação não fica somente pela língua, mas também pelas ideologias e culturas, onde os falantes franceses são mais abertos e liberais e os falantes alemães são mais conservadores. O visitante estrangeiro pode se sentir à vontade. O povo local é tranquilo, cordial e elegante. Interagir com eles é fácil. O suíço aprende logo na escola a falar ao menos duas das quatro línguas oficiais, além de inglês, é claro! Com alto padrão de qualidade de vida e organização, a Suíça é um país “quatro em um”. Pois se divide em regiões de origens alemã, francesa, italiana e romanche. Poliglota, a terra do relógio, onde tudo funciona com precisão, carrega a herança multicultural em museus, festivais, lugares históricos e na arquitetura medieval.

Le Sépey (Cantão Vaud)

Vaquinha típica na Suíça
A história da Suíça começa antes do Império Romano: em 500 a.C. Nessa altura, muitas tribos celtas estavam localizadas nos territórios do Centro-Norte da Europa. A mais importante delas era a dos Helvécios, nome que iria originar a designação atual da Suíça. Ao contrário do que era dito pelos romanos e pelos gregos, os Helvécios não eram selvagens, mas sim avançados na técnica de joias e outras peças pequenas corroborando as escavações feitas no Lago Neuchâtel. Muitas cidades suíças da atualidade foram fundadas durante a colonização pelo Império Romano, como Genebra, Lausanne, Martigny, Zurique, Sion, Basiléia, Bellinzona, entre outras. Do século XI ao século XIII, muitas cidades foram fundadas, incluindo Berna, Lucerna e Friburgo.

Bela vista dos Alpes Suíços

Chalé em Châtel Saint Denis (Cantão Friburgo)
A Suíça é dividida em 13 regiões turísticas. A principal atração são os Alpes Suíços. Até o século XVIII, o país não era um destino, mas uma passagem obrigatória no centro da Europa. Nesta época, as cidades que atraiam turistas eram apenas a Basiléia e Genebra devido as suas universidades, movimentos religiosos, as fontes de água e as curas que as termas proporcionavam. O início do turismo no país é provocado pelos trabalhos de escritores e pintores naturalistas do fim do século XVIII e início do século XIX que suscitam interesse aos viajantes pelas descrições das paisagens e das montanhas.

Cantão Berna
No dia-a-dia, os suíços preferem coisas pequenas e não são esbanjadores. Mas são, sobretudo, marcados pela pontualidade, a precisão e o perfeccionismo. A gastronomia típica helvética é claramente feita à base de leite. Os suíços juntamente com os franceses, produzem queijo para a raclette que é derretida e servida com batatas cozidas e picles (muito bom, principalmente se for degustada na cidade de Gruyères). Além do queijo, come-se muita massa, como o äplermakronen, uma massa com queijo e batatas, prato típico de inverno, o chocolate também é muito famoso no país e no mundo. Na parte alemã é comum encontrar o rösti em formato de panqueca, é feito de batatas cozidas e raladas, a massa misturada com manteiga podendo juntar bacon, cebolas, entre outros ingredientes, é então colocada em uma frigideira e tostada dos dois lados (muito bom também, principalmente se for saboreada em Lucerna). Também é comum encontrar pratos feitos a partir de castanhas, sobretudo nas zonas montanhosas (Valais e Ticino). 

Cantão Berna
Os vinhos suíços não são muito famosos no mundo (mesmo assim foi a bebida que eu mais consumi. Pode-se pedir jarrinhas com quantidades menores da bebida), pois a produção vinhateira na Suíça é muito reduzida, apesar da tecnologia usada no processo de obtenção. A cidra de maçã, o absinto de Jura e a Rivella são outras bebidas famosas. Tortas e quiches também são tradicionalmente encontradas na Suíça. Em particular, as tortas são feitas de todos os modos, desde maçã à cebola. Outro prato típico são os cervelats, linguiça suíça feita especialmente no país e no sul da Alemanha. Na Suíça, a culinária é influenciada pelas outras culturas adjacentes como a francesa, a alemã e a italiana. Se a gente não tomar cuidado é capaz de voltar para casa rolando.

Cascade de la Pissevache, Vernayaz (Cantão Valais)

Vinhedos de Valais
Nem só de praia, sol e carnaval vive a felicidade. Ao que parece, ela está mais voltada para as montanhas, os chocolates, os queijos e os relógios pontuais. Neste ano de 2015 a Suíça foi eleita o país mais feliz do mundo. O ranking é baseado em diversos fatores, como o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, expectativa de vida saudável, sistema de ajuda social e percepção de corrupção ou a ausência dela no governo. Em resumo, a Suíça é tudo de bom.