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Centro de Genebra |
Nos meses mais frios do ano, a terra dos relógios precisos,
das vacas gorduchas, contas bancárias sigilosas e dos canivetes multifunções –
lota de turistas ávidos por curtir o frio em meio ao charme dos Alpes, com direito a muito chocolate
quente e fondue, no calorzinho das lareiras. Mas é no verão que se tem a
oportunidade de vivenciar as quatro estações de uma só vez. Enquanto moradores
de Zurique aproveitam os meses mais
quentes para se banhar nas águas límpidas do Rio Limmat, nos mais de 200 centros de esqui suíços os picos de
neve eterna garantem temperaturas abaixo de zero seja qual for a época do ano.
Nessa brincadeira de tá quente, tá frio, a fantástica rede ferroviária exerce
papel fundamental. O turista embarca no calor do verão e desembarca, com luvas,
cachecol e dentes batendo, em montanhas com temperatura abaixo de zero.
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Genebra às margens do Lac Lèman |
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Genebra às margens do Lac Lèman |
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Genebra e o Lac Lèman |
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Grande Thèâtre de Genève |
O
pequeno país é mesmo tudo o que se imagina dele. Mas acrescente também cidades
que transitam entre a tradição e a modernidade, museus e obras futuristas. É um
dos lugares mais belos do mundo ou, no mínimo, o que melhor harmonizou o urbano
com o natural. Da janela dos trens, que levam confortavelmente para qualquer
lugar, surgem vilarejos com casinhas de madeira entre vales verdejantes e
campos que parecem de golfe. Na Suíça,
tudo funciona, está limpo ou muito organizado. Como uma espécie de utopia
realizada de como o mundo inteiro poderia ser. Ali estão as cidades de melhor
qualidade de vida do planeta, como Zurique,
Berna e Genebra, onde vive um povo de muitas culturas, das quais a alemã é
predominante – as outras são a francesa, a italiana, e o romanche.
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Grande Thèâtre e o Conservatório de Música de Genève |
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Centro de Genebra |
Tanta
perfeição pode ser explicada, em parte, pela ausência de grandes guerras nos últimos
500 anos, o que liberou os suíços da necessidade de reconstruir o país,
deixando-os livres para concentrar esforços apenas no aperfeiçoamento do que já
existia. A Suíça hoje parece ter
resolvido todos seus problemas materiais e assim pode dedicar-se a resolver
apenas questões existenciais, como votar pelo casamento gay ou pelo direito a
eutanásia.
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Rio Rhône |
No
verão europeu, entre junho e agosto, é a alta temporada. Faz calor e a Suíça está colorida e alegre, com
muitos turistas bebendo chope e ouvindo jazz nos bares à margem dos rios de Zurique e Lucerna, assim como do Lago
de Lausanne. A partir do final de novembro, a temperatura começa a cair. Há
muita neblina e o sol não dá mais as caras. É o início da temporada de esqui. Já falamos o suficiente sobre a Suíça nas postagens do Tour pela
Suíça, quem quiser mais informações pode dar uma olhada lá. Na ocasião da
viagem dos meninos, minha irmã estava morando em Genebra, depois foi para Lausanne
e atualmente voltou para Genebra.
Enfim, eles conheceram estas duas cidades, além de Montreux. Falamos sobre elas também, em postagens anteriores.
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Rio Rhône |
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Lac Lèman |
Para conhecer Genebra
eles alugaram bicicletas, e pedalaram todos os dias, o dia inteiro. Que
fôlego!!! E conheceram os principais pontos turísticos da cidade. O Lac Leman ou Lago de Genebra, como é mais conhecido, é o maior lago de água doce
da Europa Ocidental, com uma
extensão de 73 quilômetros de comprimento por 14 quilômetros de largura. Ele é
compartilhado com o país vizinho, a França,
que possui 40% de sua área. Dizem que a beleza do Lago e a discrição suíça já atraíram
muitos famosos que acabaram adquirindo propriedades às suas margens como
Charles Chaplin, Freddy Mercury e David Bowie. A parte do Lago pertencente a Genebra é conhecida como Petit Lac (pequeno lago). Durante o
verão, o Lago é destino certo de moradores e turistas, que aproveitam para
velejar, nadar, ou simplesmente relaxar lendo um bom livro.
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Jet D'Eau du Lac Lèman |
O Jet D’Eau é um
dos símbolos de Genebra e sua
principal atração turística. A água que jorra do Jet D’Eau atinge uma altura de até 140 metros. À noite, uma
iluminação sofisticada faz com que o aspecto de neve (devido à presença de
milhões de minúsculas bolhas de ar) contraste com a escuridão da noite, dando
uma atmosfera mágica à fonte. Em ocasiões especiais, o Jato recebe iluminação
especial e as águas podem refletir diferentes cores. Já em dias ensolarados, é
possível apreciar belos arco-íris que se formam em torno do Jato.
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Jet D'Eau du Lac Lèman |
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Horloge Fleurie du Jardin Anglais |
O Jardin Anglais é
um dos muitos parques da cidade de Genebra
e está localizado à beira do Lago. É nele que o turista encontra
o Horloge Fleurie (Relógio das Flores)
e também uma das vistas mais privilegiadas do Jet D’Eau. É neste parque que
acontece as maiores festividades da cidade, como, por exemplo, a Fêtes de Genève, que acontece nos
meses de julho e agosto. Dentre tantos relógios famosos espalhados pelas
vitrines da cidade, certamente o mais célebre – e fotografado pelos
turistas, é o Horloge Fleurie. Criado em 1955, o Relógio
feito de flores é conhecido mundialmente e alia perfeitamente duas artes
distintas: a botânica e a relojoaria. Com
16 metros de circunferência e cinco metros de diâmetro, o monumento é composto
por mais de seis mil flores, cujas cores mudam de acordo com a estação do ano.
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Jardin Anglais |
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Vieille Ville |
A Vieille Ville ou
a Vila Velha é considerada a
maior cidade histórica da Suíça.
Além da Cathèdrale “Saint-Pierre”, o
Palácio da Justiça e o Muro dos Reformadores, vários
outros prédios e monumentos retratam um pouco dos tesouros da história de Genebra. Foi em uma das ruelas do Centro Histórico de Genebra que nasceu,
em 1712, Jean-Jacques Rousseau, o filósofo que defendia a teoria de que “o homem é bom por natureza, mas está
submetido à influência corruptora da sociedade”. O Espaço Rousseau é um dos museus que podem ser visitados nesta parte
da cidade.
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Vieille Ville |
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Place Bourg du Four na Vieille Ville |
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Rio Arve |
A cidade de Genebra é
banhada por dois rios (Rhône e Arve) que se encontram em um bairro
chamado Jonction,
localizado a poucos minutos de caminhada do centro da cidade. As águas
desses rios têm origens diferentes: o Rio Rhône é formado pelas águas do Lac Leman e o Rio Arve
pelo desgelo de vários glaciais do Vale
de Chamonix, na França. Ao se encontrarem, os dois rios exibem um
contraste de cores impressionante e por alguns metros as águas claras do Rhône não se misturam às
águas turvas do Arve. Vale a
pena a caminhada. Além destes pontos turísticos eles conheceram também o Palais des Nations, o Museé Ariana, o Promenade des Bastions, o Grand
Théâtre de Genève, e como não poderia deixar de ser, o State de Genève.
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Rio Arve |
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