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Parque Tanguá |
A
nossa última parada com a Linha Turismo
foi no Parque Tanguá, que é um dos
principais parques de Curitiba.
Localiza-se na região norte da cidade, nos bairros Pilarzinho e Taboão, e
fica um pouco afastado do centro. Foi construído onde existiam duas pedreiras,
da família Gava, atualmente desativadas. Tanguá
significa “baía das conchas”. É um
exemplo de reciclagem do espaço urbano, pois preserva a natureza num local
destinado inicialmente para abrigar uma usina de reciclagem de caliça e lixo
industrial. Escolher o Parque mais bonito de Curitiba não
é uma tarefa fácil. A cidade possui vários parques bonitos espalhados por
todos os lados e vários deles podem facilmente ganhar este título.
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Parque Tanguá - Jardim Poty Lazzarotto |
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Parque Tanguá - Jardim Poty Lazzarotto |
Dos anos 1920 ao início dos 1980, as pedreiras eram
a principal referência da região do Pilarzinho,
Abranches, Vista Alegre. Assim como são hoje os parques criados a partir
delas, como o Tanguá, Ópera de Arame, Universidade do Meio Ambiente, Bosque
Vista Alegre. As pedras tiradas durante décadas dos enormes paredões estão
hoje em milhares de casas, praças e de ruas curitibanas. Uma das famílias que
se destacaram no ofício de extrair pedras para uso nessas construções foi a
Gava. Os primeiros Gava que chegaram a Curitiba,
porém, nem imaginavam que um dia a família teria o nome ligado à extração
mineral. Afinal, quando o casal Gava chegou ao Brasil, em 1879, vinha com o objetivo de cultivar a terra e
produzir alimentos, assim como os milhares de conterrâneos que então deixavam a
Itália mergulhada no desemprego após
a unificação do país.
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Parque Tanguá - Jardim Poty Lazzarotto |
O casal morava na cidade de Capella Maggiore, na Província
de Treviso, Região de Vêneto, no
nordeste italiano, quando decidiram tentar a vida no novo continente. Depois de
um mês e meio de uma desconfortável viagem no navio Khonprinz Friedrich Wilhelm, o casal ainda teve que ficar de
quarentena no Rio de Janeiro, como
era praxe para verificar se os imigrantes tinham doenças contagiosas.
Somente em dezembro de 1879 chegaram a Morretes,
de onde vieram para Curitiba. Nas
primeiras décadas em solo curitibano, a família dedicou-se exclusivamente à
lavoura e a criação de galinhas, porcos, animais de tração e vacas. Conforme os
filhos cresciam, o trabalho ganhava novos braços. O novo rumo de atividade só
aconteceria no final da década de 1920 após o casamento do filho mais velho.
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Espelho d'água e chafariz no Parque Tanguá |
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Espelho d'água e chafariz no Parque Tanguá |
Inaugurado em 1996, o Parque Tanguá
surpreende pela sua beleza. Ocupa uma área de 235 mil metros
quadrados, e garante a preservação da bacia norte do Rio Barigui (que percorre 60 quilômetros e corta 18 bairros da
cidade), bem próximo à sua nascente, no município de Almirante Tamandaré, juntamente com os parques Tingui e Barigui. Mas além de ser importante na preservação da bacia do Rio Barigui, o Parque Tanguá também é um dos atrativos turísticos imperdíveis de Curitiba e
está entre os lugares mais visitados da
capital paranaense. Considerado por muitos como o parque mais bonito de Curitiba, o Tanguá
não pode ficar de fora de seu roteiro pela cidade.
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Belvedere do Parque Tanguá |
A parte superior do Parque
Tanguá é a parte mais bonita e preferida pelos frequentadores do parque. Nesta área localiza-se o Jardim Poty Lazzarotto. O nome é uma
homenagem ao artista plástico curitibano Napoleon Potyguara Lazzarotto, cuja
obra está espalhada pelas áreas públicas da cidade. O Jardim é composto por um
portal de acesso, um mirante a 65 metros de altura, com vista do lago da área
inferior (como a região é aberta, venta muito,
fazendo muito frio o que pode estragar o passeio), uma cascata e um grande
Jardim Francês com canteiros de
flores e espelhos d’água, de onde se projeta o belvedere, na forma de terraço
elevado em meio a um tapete verde. Nos três pisos do belvedere encontram-se
distribuídos decks metálicos, bistrô, sanitários públicos, loja de souvenir (não espere encontrar grandes marcas
e produtos, mas é razoável) e
torres de observação.
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Mirante e Cachoeira |
Pôr do Sol é um dos espetáculos mais extraordinários que
existem. No mundo inteiro pessoas param para ver o astro-rei e não tem quem não
se emocione. É um momento de conexão e agradecimento que nem o coração mais
duro resiste a este presente divino. No mar é incrível e nas montanhas é
mágico. Difícil saber qual é mais lindo. Em Curitiba, sol é meio raro, e quando aparece todo mundo corre para
os parques aproveitar. Então, em dias ensolarados podemos contemplar o pôr do
sol mais bonito de Curitiba, quando
o espelho de água formado nas águas do Chafariz
do Parque Poty Lazzarotto (que tem seus jatos desligados no finalzinho da
tarde), proporciona um espetáculo indescritível.
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Rio Barigui |
Na parte inferior do Parque está o lago artificial de
45 metros de extensão, que pode ser atravessado a pé, por uma passarela sobre a
água, e uma lanchonete com um mirante de onde é
possível contemplar a cascata artificial, o lago e o túnel que fica do outro
lado do lago, ligando as duas antigas pedreiras existentes no local. Tomar
uma cerveja nesta lanchonete é uma boa alternativa para descansar e recuperar
as energias para encarar a volta até a parte superior do Parque. É dotado ainda de ancoradouro, ciclovia, pista de
corrida (o terreno da área inferior para a
superior tem uma grande subida fazendo do passeio um exercício), e dois
estacionamentos para carros (nas áreas inferior e superior). Se tiver com pessoas idosas só visite a parte inferior
do parque se tiver de carro, pois a subida a pé é bem complicada e para quem
não quiser caminhar, há alguns barezinhos simplesinhos na frente do Parque.
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Túnel ligando os dois lagos |
A
fauna do Parque é composta por pato silvestre, morcego, gambá, tatu, cisqueiro,
pavó, quero-quero, frango-d’água, jaçanã, marreca ananaí, socó-dorminhoco,
joão-de-barro, sabiá-laranjeira, bem-te-vi, parelheira, cobra-d’água, boipeba,
jararaca, teiú, cágado-cabeça-de-cobra e a flora é composta por branquilho,
veludo, maria-mole, Cambuí do brejo, embira-branca, baga de pombo, tarumã,
aroeira, congonha, corticeira-do-brejo, bromélia, cambuí manchado, miguel
pintado, mamica-de-porca, araucária, canela, pessegueiro-bravo, bugreiro,
carvalho, cafezeiro-bravo, erva-mate, imbuia, sassafrás, camboatá,
pinheiro-bravo, caúna, guaçatunga, bracatinga. Durante
os finais de semana e nos feriados o Parque é bastante movimentado e não
apresenta nenhum perigo, já nos dias de menor movimento, evite caminhar sozinho
pelas trilhas que ligam a parte superior à parte inferior. Existem relatos de
assaltos frequentes.
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