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Monumento de Abertura dos Portos no Largo de São Sebastião |
Não seria exagero dizer que o Largo de São Sebastião,
localizado no Centro Histórico da cidade,
é o lugar mais acessível para ser visitado em Manaus. Também conhecido como Centro
Cultural Largo de São Sebastião, é um espaço revitalizado que resgata a
memória viva da Manaus Antiga. Idealizado
para o exercício do lazer e da arte, democratiza o acesso à cultura,
gerando renda para a classe artística e movimenta o comércio existente no
entorno. É gerenciado pelo Governo do
Estado do Amazonas, por intermédio da Secretaria
de Estado de Cultura (SEC). Sua
localização privilegiada expõe um dos ambientes urbanos mais queridos da
capital e seu maior “vizinho” é o grandioso (em tamanho e importância) Teatro Amazonas. Além do Teatro, reúne
grandes monumentos da história manauara, como a Igreja de São Sebastião, o Palácio
da Justiça e o Monumento de Abertura
dos Portos. O Largo está disponível a qualquer hora do dia e o deslocamento
até ele é muito fácil.
Monumento de Abertura dos Portos
no Largo de São Sebastião
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Teatro Amazonas, no Largo de São Sebastião |
Em forma de círculo, a Praça é cercada de árvores nas
laterais. Um de seus maiores destaques é o piso em pedrinhas nas cores preto e
branco, que faz referência ao Encontro
das Águas. O chão da Praça São
Sebastião inspirou o piso do calçadão da Praia de Copacabana, no Rio
de Janeiro, que tem o mesmo desenho ondulado que reproduzem os banzeiros
dos rios. Outro destaque da Praça é o Monumento
da Abertura dos Portos às Nações Amigas, que marca o início do comércio com
outros países, além de Portugal.
Construído em mármore, ele está localizado bem no meio da Praça, rodeado por
árvores e ao redor há um chafariz. O monumento tem muitos detalhes que podem
ser observados por alguém mais atento. A escultura de uma mulher, que
representa a Amazônia, sendo
cortejada por Hermes, deus grego do comércio, fica no topo. Na base, quatro
caravelas apontam para direções diferentes, cada uma representando um
continente (Américas, Europa, Ásia e África).
Atrás do Teatro, tem-se o Palácio da Justiça. Hoje funcionando como Centro Cultural,
ele está aberto à visitação guiada e exibe exposições periódicas de artistas
locais. Além de ter uma das fachadas mais bonitas de todo o Centro Histórico de Manaus, o interior do seu hall de
entrada é o mais imponente de toda a cidade (mais até do que o do Teatro Amazonas). Localizada acima do
pórtico central a deusa Têmis, da mitologia grega, personifica a Justiça e a Lei Eterna. A deusa, com uma
balança e uma espada, simboliza a imparcialidade e inexorabilidade da Justiça.
Palácio da Justiça |
Deusa Têmis
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O Largo de São
Sebastião é um importante ícone para o cenário histórico e cultural de Manaus, pois está diretamente
relacionado com o Ciclo Econômico da
Borracha, que já se fazia presente na exportação regional desde 1827. Manaus deveria se apresentar moderna,
limpa e atraente. Então, com a justificativa de modernizar e embelezar a
cidade, os governantes da época passaram a se preocupar mais com a aparência do
lugar, tendo em vista a atração de mais investimentos e a visibilidade
internacional da então Tapera de Manaus. Falar deste
importante símbolo é também abordar a importância e história de monumentos,
praças, prédios e outros que embelezam a cidade de Manaus uma vez que existe uma relação entre suas histórias.
Casarões históricos no Largo de São Sebastião |
No Largo de São
Sebastião, o visitante pode assistir ao ar livre e gratuitamente shows
musicais, apresentações de teatro, concertos e até montagens operísticas,
conforme a programação do órgão responsável. Fazem parte da programação do
Largo o Projeto Circo na Praça, com
atividades totalmente voltadas para espetáculos circenses, o Projeto Arte por Toda Parte, que leva
para o público a música local e a música popular brasileira, além das
brincadeiras infantis, oferecendo brinquedos confeccionados em madeiras
(cavalinhos), que resgatam brincadeiras de época como: bambolê, perna de pau,
pula corda, etc.
Casarões históricos no Largo de São Sebastião |
O Largo de São
Sebastião vai além de seu perímetro. Localizado na Rua José Clemente, o Largo de
São Sebastião é um espaço que anos atrás foi revitalizado. Tudo nele tem
importância histórica. Em seu entorno, estão casas históricas que também foram
revitalizadas e dão um embelezamento a mais ao local. Para chegar ao Largo, há
diferentes vias, as mais conhecidas são Avenida
Eduardo Ribeiro e Rua 10 de julho.
Em 2005, o Governo decidiu fechar
parcialmente algumas ruas nos arredores do Teatro
Amazonas, restringindo-as somente ao tráfego de pedestres. A história que
se escreve agora é de todos que usufruem deste espaço, seja para se divertir ou
trabalhar.
Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista |
Alguns dos prédios históricos ao redor funcionam como bares e
restaurantes. Um dos mais frequentados é a African
House, que vende sanduíches e sucos. Um deles é o famoso Bar do Armando, clássico espaço boêmio,
frequentando por pessoas de todas as classes sociais. A Tambaqui de Banda, peixaria que tem várias filiais espalhadas pela
cidade, oferece aos turistas e locais os saborosos peixes regionais, e a Sorveteria Glacial, os sorvetes feitos
de frutas regionais como o cupuaçu e o açaí. Uma banca de comida, feita de
ferro trabalhado, oferece a oportunidade de os visitantes experimentarem uma
das comidas típicas mais apreciadas da região, o tacacá, feito com goma de
tapioca, tucupi, jambu e camarão. À noite, o Largo de São Sebastião fica mais efervescente, quando o número de
frequentadores aumenta e todos os estabelecimentos estão funcionando.
Casarão histórico no Largo de São Sebastião |
Há também uma banca de revista. Mas não é uma banca qualquer.
O local vende revistas e livros e, ocasionalmente, também funciona como espaço
de lançamento de livros. Milton Hatoum, o mais reconhecido escritor do Estado do Amazonas, quando realiza
sessões de autógrafos em Manaus,
sempre gosta de fazê-las na Banca do
Joaquim, como é conhecido o local. Ao redor, há também a Galeria do Largo, que foi instalada
dentro de um casarão histórico, que mantém a exposição permanente “Cidade Santa Anita”, de Mário Ypiranga
Monteiro, e exposições temporárias. Ao lado, fica a Galeria Amazônica, que vende artesanato de diversas etnias
indígenas do Amazonas. São vários
objetos feitos a partir de fibras, madeira e sementes.
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