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Igreja de Nossa Senhora das Mercês |
A Igreja de Nossa Senhora
das Mercês localiza-se na Praça Visconde
do Rio Branco, popularmente conhecida como Praça das Mercês, na cidade de Belém,
no Estado brasileiro do Pará. Quando
do regresso da expedição de Pedro Teixeira, vieram dois religiosos espanhóis da
Ordem Calçada de Nossa Senhora das Mercês:
Frei Pedro de La Rua Cirne e Frei João das Mercês. Esses religiosos em Belém, iniciando em 1640 a construção da
Igreja e do Convento das Mercês, originalmente
de taipa coberta por palha. Logo, a Igreja foi reformada com taipa de mão e pilão.
Mais tarde, em 1753, foi reconstruído em alvenaria de pedra, com projeto do arquiteto
italiano Antônio José Landi em estilo barroco primitivo. As obras foram concluídas
em 1777. O Tratado de Tordesilhas dividiu
o Brasil em dois, e Belém ficou sob o domínio da Coroa Portuguesa. A Ordem dos Mercedários permaneceu no Pará até 1794, quando foi expulsa pela Coroa Portuguesa.
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Fachada da Igreja de Nossa Senhora das Mercês datada de 1640 |
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Altar-Mor da Igreja de Nossa Senhora das Mercês |
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Capela-Mor da Igreja de Nossa Senhora das Mercês |
Foi intensamente utilizada durante a Revolta da Cabanagem, em
1835, tendo ali funcionado posteriormente, o Trem de Guerra e o Quartel
de Milícia, além do Arsenal de
Guerra, a Recebedoria Provincial,
os Correios, o Corpo de Artilharia e o Batalhão
de Caçadores. A mais importante das batalhas ocorridas na época, a chamada
"Batalha do Trem de Guerra"
(1835), foi quando os revoltosos tentaram tomar de assalto o Trem de Guerra, armazém militar então
instalado nas dependências do antigo Convento. Os atiradores legalistas,
postados no alto dos casarões circundantes, repeliram os cabanos, tombando 800
destes. Entre eles contava-se o líder, Antônio Vinagre, que, aos vinte
anos de idade, caiu com um tiro na testa, na esquina da Rua João Alfredo com Frutuoso Guimarães.
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Balcão no interior da Igreja |
No século XIX o conjunto esteve abandonado e o
templo fechado ao culto por muitos anos, tendo servido como Alfândega e
depósito de sal. Nesse período, muitas das suas obras perderam-se. O Brasil virou República, então o governo local entendeu que deveria entregar a
Igreja aos arcebispos. Deve-se a Dom Santino, quando assumiu a Arquidiocese, as
obras de restauração que permitiu a reabertura da Igreja em 1913. No final do
século XX um incêndio destruiu grande parte das dependências do Convento, mas a
Igreja foi pouco afetada. Em 1986 o conjunto foi integralmente restaurado pelo IPHAN. O tombamento inclui todo o seu
acervo.
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Capela-Mor da Igreja de Nossa Senhora das Mercês |
É uma das poucas igrejas do Brasil e a única na cidade com fachada convexa e frontão de linhas
onduladas. O corpo central convexo tem duas pilastras de cada lado, há três
portais, três janelas, e um óculo no frontão, aos lados da parte central,
existem duas torres, nelas existem frontões triangulares, com a parte superior
vazada por óculos, sendo também vazada por janelas. A porta principal tem uma
moldura em pedra de lioz. As outras duas molduras das portas laterais são do
mesmo material. A Igreja tem planta em nave única, antecedida de uma com
cobertura de abóbadas de aresta. A planta baixa desta Igreja segue um tipo
comum em Portugal: nave única e ao
seu lado, capelas apenas da mesma espessura da parede e por duas capelas
profundas no transepto. A Capela-Mor
é mais estreita e profunda do que a nave principal. O retábulo da Capela de Adoração é bem mais elaborado
que o retábulo da Capela-Mor.
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Altar do Sagrado Coração de Jesus |
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Altares laterais da Igreja de Nossa Senhora das Mercês |
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